Alcateia sub-20 post-WRTrophy 4# com Luís Pissarra e José Roque

Francisco IsaacJulho 23, 20194min0

Alcateia sub-20 post-WRTrophy 4# com Luís Pissarra e José Roque

Francisco IsaacJulho 23, 20194min0
Luís Pissarra e José Roque fecham a prestação portuguesa no World Rugby Trophy com mais duas entrevistas post-match, em que os portugueses conquistaram o vice-campeonato.

É o último post-match do World Rugby Trophy 2019 novamente com a presença do seleccionador Nacional de sub-20, Luís Pissarra, e o capitão, José Roque, neste última conversa pós-jogo, neste caso pós-Mundial.

A cobertura do World Rugby Trophy 2019 no Fair Play

JOSÉ ROQUE (CAPITÃO)

José estivemos a dominar durante um largo período de tempo para depois oferecer ao Japão oportunidade de reviravolta. Faltou-nos mais fulgor físico ou foi uma questão de sorte?

Eu acho que foi mais uma questão de sorte! Nestes jogos muito equilibrados, o resultado pode sempre cair para qualquer lado, e, infelizmente, caiu para o lado do Japão. Mas certamente que poderíamos ter feito mais e melhor em certos momentos de jogo!

No geral o que gostaste mais de ver neste grupo. Aonde é que evoluímos mais e como vês o futuro?

À semelhança do grupo do ano passado, achei que um dos aspetos que fez com que tivéssemos sucesso foi a nossa união dentro e fora de campo! Não achei que tivéssemos “melhorado” num aspeto em específico. Acho que nos conseguimos adaptar muito bem aos adversários que apanhámos! O futuro é promissor sem dúvida! Mais uma grande geração de sub 20 que com certeza irá dar que falar quando chegar ao escalão sénior!

LUÍS PISSARRA (SELECCIONADOR NACIONAL SUB-20)

É uma pergunta complicada mas onde é que achas que oferecemos a reviravolta ao Japão? Faltou-nos maior paciência nos 18 minutos finais?

Não acho que tenhamos oferecido o jogo ao Japão, penso que houve momentos muito diferentes que começou com uma entrada deles muito agressiva de que estávamos à espera. Vieram para cima de nós com muita força com aquele 14 pontos iniciais e parecia que as coisas estavam a ficar muito complicadas, mas houve aquele nosso ensaio logo no pontapé de reinício em que o Rodrigo Marta capta a bola do nada e de repente estávamos no jogo e começámos a acreditar nesse jogo.

Fizemos uma segunda metade da 1ª parte de luxo, em que destruímos o ataque do Japão com placagens de luxo e a tornar o sistema deles obsoleto, para depois termos o controlo e posse de bola  de qualidade, que foi um dos pontos essenciais que discutimos antes desta final. Infelizmente devíamos ter marcado mais um ensaio para deixar tudo mais tranquilo na segunda metade do encontro, onde até entrámos bem com claras oportunidades para marcar mais um ensaio, mas que não conseguimos.

Mas repara, o Japão é uma equipa muito forte e competente e basta olhar e comparar a preparação entre as duas selecções, desde logo os jogos de preparação antes do Trophy, em que eles jogaram frente à Nova Zelândia, Austrália e Fiji, para além de outros amigáveis, e nós só fizemos um jogo entre nós e frente ao GD Direito. Por isso, estamos a comparar coisas completamente diferente, e vai desde ao staff em que nós tivemos só tivemos 6 elementos que fizeram de tudo para dar as melhores condições aos jogadores, sendo que do outro lado estavam 13 membros da equipa técnica.

São realidades diferentes, não estamos ao mesmo nível fora de campo, mas dentro das quatro-linhas é preciso ter um orgulho imenso naquilo que os jogadores fizeram, na forma como bateram e reduziram a estratégia do Japão aos mínimos. Apesar de serem uma equipa extremamente poderosa e que em grandes fases do jogo viram que não conseguiam fazer a diferença.

Outro ponto é a questão das formações-ordenadas, em que durante os jogos do torneio temos sido consistentes, mas neste jogo fomos destruídos resultado de muitas manhas que passaram ao lado da equipa da arbitragem, que é um tema em que não quero tocar, apesar de ter sentido que foi fraca no geral. De qualquer maneira não acho que tenhamos dado o jogo aos japoneses, tivemos as nossas oportunidades e contribuímos para um grande espectáculo de rugby… faltou-nos só aquela pontinha de sorte.

Do que tiras deste World Rugby Trophy 2019? Continuamos a crescer e a mostrar uma evolução técnica e táctica?

O que retiro deste campeonato é acima de tudo a grande amizade e união que este grupo criou e estabeleceu entre eles, que também era transversal ao staff. Só esta envolvência e solidariedade é que poderia criar este dinâmica e forma de jogar.

Quando existe esta proximidade, amizade e convivência dentro e fora de campo, é que conseguimos evoluir em outros aspectos, desde a nossa agressividade e solidariedade defensiva para além da forma adulta com que os jogadores se adaptaram às estratégias de jogo. Foi também importante e bom de ver as mensagens de jogadores das gerações anteriores durante este campeonato, que mostram o espírito solidário, união e amizade que perdura durante estes grupos todos e é sem dúvida alguma uma marca nossa nos Trophies.


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