6 pormenores/detalhes das 6 Nações 2019 a saber!

Francisco IsaacDezembro 27, 20187min0

6 pormenores/detalhes das 6 Nações 2019 a saber!

Francisco IsaacDezembro 27, 20187min0
Recordes de títulos, MVP's amaldiçoados em ano de Mundial, momentos inesquecíveis e outros pormenores destas Seis Nações 2019 ques estão aí a chegar! Sabias de todas?

A ÚLTIMA VEZ DE GATLAND E SCHMIDT?

2019 vai marcar o “adeus” de Joe Schmidt ao comando da Irlanda (e, ao que tudo indica, ao rugby), Warren Gatland no País de Gales e Eddie Jones na Inglaterra, sendo um dos anos de maior reformulação técnica desde há vários anos. Ou seja, Irlanda, País de Gales e Inglaterra ficam sem os seus timoneiros e principalmente para galeses e irlandeses será uma mudança de cenários que causa alguma apreensão, uma vez que Joe Schmidt está desde 2013 nos actuais campeões e Gatland há 11 anos nos Dragões Vermelhos.

Será portanto uma mudança total para os adeptos da oval, que se habituaram a ver aquele ar “carrancudo” de ambos os seleccionadores de origem neozelandesa. A pergunta agora vai para: será que Warren Gatland fica no Velho Continente?

Com a saída do País de Gales, há dois potenciais interessados, na pessoa da Nova Zelândia e Inglaterra, contudo, até este momento ninguém fez avanços para Gatland e até ao final do próximo mundial ficará tudo numa nuvem de dúvidas.

Por isso, será que é a última vez que vamos ver Eddie Jones (duas vezes campeão), Warren Gatland (três vezes) e Joe Schmidt (três vezes) a conviverem na Europa?

IL CAPITANO PARISSE FICARÁ PARA SEMPRE NA HISTÓRIA

Sergio Parisse vai ficar na História do Rugby Mundial quando entrar em campo nas Seis Nações, não só por ser uma lenda viva da Itália, mas principalmente pelo factor de vir a ficar como o jogador com o maior número de jogos na competição, superando Brian O’Driscoll (65) no topo da classificação seguido por Ronan O’Gara (63) e Rory Best (60).

Desde 2004 que o nº8 veste a camisola italiana nas Seis Nações e de lá para cá já somou 65 internacionalizações no histórico torneio europeu. Começou com 21 anos e é agora aos 35 que vai assinar com o seu nome na placa do “jogador com ais jogos na competição”.

Pode nunca ter ganho um torneio, pode ter recebido umas quantas “colheres de pau”, mas a verdade é que Sergio Parisse é um dos nomes incontornáveis da modalidade e se actuar em todos os encontros destas Seis Nações vai terminar nos 70 encontros. Bravo, Capitano

FICARÁ SCHMIDT O SELECCIONADOR COM MAIS TÍTULOS DO SÉCULO XXI (E SÉC. XX)?

Joe Schmidt conta com três títulos de campeão das Seis Nações em 2014, 2015 e 2018, um deles ao som do Grand Slam, superando assim Eddie Jones, equiparando-se neste momento a Warren Gatland que atingiu o seu 3º “anel” de campeão em 2013. Ou seja, Schmidt tem uma oportunidade de ouro para fazer algo que só uma pessoa consegui: conquistar 4 vezes as Seis Nações.

Bernard Laporte, actual presidente da Federação Francesa de Rugby, foi o grande engarrafador do rugby champagne com títulos em 2002, 2004, 2006 e 2007, naquele que foi dos melhores períodos de sempre dos Les Bleus. Curiosamente, Laporte somou dois Grand Slams e Schmidt tem apenas um, o que abre a possibilidade de um empate técnico entre ambos caso a Irlanda volte a ser imparável em 2019.

Será que o neozelandês vai fechar com a chave-dourada a sua passagem pela Irlanda? Ou proporcionará a Warren Gatland a possibilidade de fazer somar mais um ano de campeão das Seis Nações?

HALFPENNY A 25 PONTOS DE ENTRAR NO TOP-5

Ronan O’Gara (557 pontos), Jonny Wilkinson (546), Stephen Jones (467), Neil Jenkins (406) e Chris Paterson (403) são os actuais donos do top-5 de melhores pontuadores de sempre das Seis Nações, com destaque para o “Rei” O’Gara e o príncipe Wilko. Logo a seguir está Leigh Halfpenny, que aos 29 anos tem 379 pontos na sua contabilidade e olha para esta edição da prova europeia com vontade superar Paterson e o seu conterrâneo Jenkins.

Se o defesa galês fazer o mesmo número de pontos que em 2018, facilmente ultrapassa os detentores do 4º e 5º posto do top, e fica a tocar nos pés do lendário Stephen Jones em 2020. Será que é possível conquistar este patamar?

Neste momento, claramente que sim devido ao crescimento do País de Gales enquanto colectivo, com vitórias claras e justas ante a África do Sul e Austrália, sempre com Halfpenny a dar música aos adeptos galeses ao pé. É o momento ideal para o lendário nº15 crivar as suas garras de “dragão vermelho” na história das Seis Nações.

A IRLANDA IGUALA A FRANÇA COMO A 2ª SELECÇÃO COM MAIS TÍTULOS NO SÉCULO XXI?

Já tínhamos referido que Joe Schmidt está a um título de igualar Bernard Laporte e a Irlanda tem a possibilidade de empatar com a França em termos de serem as selecções em segundo lugar com mais títulos nas Seis Nações no século XXI.

A Inglaterra vai continuar na frente, graças aos títulos somados de Eddie Jones, que proporcionaram uma vantagem de 6 “coroas” de campeões de Seis Nações nos últimos 18 anos, um factor de regozijo para os adeptos da Sua Majestade. A Irlanda se somar um Grand Slam em 2019, empata igualmente com a França e País de Gales no topo das selecções com mais Grand Slams com três.

Isto significa, que Schmidt tem claramente a oportunidade de deixar a Irlanda num patamar espectacular em termos de títulos, troféus e recordes. Outro pormenor vai para o facto de Rory Best ter a oportunidade de ficar na História como o atleta com mais grand slams das Seis Nações, caso conseguiam este ano.

SERÁ O ANO QUE UM FRANCÊS GANHA O MVP DO TORNEIO?

E por fim, a questão dos MVP, algo que todos os amantes de rugby gostam de discutir. Em 2018 foi Jacob Stockdale a levar o troféu para casa, sendo que 2017 e 2016 foi Stuart Hogg, com o escocês a ficar a um título do detentor de mais troféus de MVP: Brian O’Driscoll.

Outra curiosidade vai para o facto de nunca um atleta francês ter conseguido levar esse prémio (por vezes, de consolação) para casa, o que nos força a colocar a seguinte questão: será que os Les Bleus são tratados de forma diferente ou realmente têm tido azar?

Nomes como Sergio Parisse, Martin Castrogiovanni, Frédéric Michalak, Morgan Parra, Thierry Dusautoir, não conseguiram garantir os votos suficientes para se sagrarem como os melhores jogadores da competição, perdendo para outros nomes como Gordon D’Arcy, Shane Williams, Andrea Masi e o soberbo Brian O’Driscoll.

Por isso, será que pela 1ª vez em 2019 vamos ter um jogador francês a levantar o troféu de MVP da competição? Uma curiosidade: todos os vencedores deste prémio em anos de Mundial, não conseguem fazer boas prestações nessa máxima prova do rugby mundial… que o diga Brian O’Driscoll (2007, um ano terrível para os irlandeses), Andrea Masi (2011) e Paul O’Connell (2015).


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter