4 super-jogadores que vão fazer falta ao Super Rugby Aotearoa

Francisco IsaacJaneiro 13, 20215min0

4 super-jogadores que vão fazer falta ao Super Rugby Aotearoa

Francisco IsaacJaneiro 13, 20215min0
Beauden Barrett é um dos quatro "lendas" que não vão jogar no Super Rugby Aotearoa em 2021 e explicamos o porquê de fazerem falta

Escolhemos quatro lendas ou, se quisermos, super-jogadores que não vão estar no Super Rugby Aotearoa 2021 e explicamos o porquê da sua ausência se fará sentir nesta temporada da maior competição de franquias da Nova Zelândia.

TJ PERENARA (HURRICANES -» NTT RED HURRICANES)

140 jogos depois (e 56 ensaios, 1 título de campeão e mais alguns recordes) TJ Perenara abandonou temporariamente a franquia dos Hurricanes, para apostar numa ida de um ano para o Japão, em que jogará ao serviço dos NTT Red Hurricanes. Será uma perda tão grande assim para os ‘canes? Inequivocamente, sim. O formação dos All Blacks é uma das lendas vivas da equipa de Wellington, tendo os ajudado a sair da “negritude” de anos fracos e maus resultados até atingirem o patamar da melhor franquia do Super Rugby, em que a qualidade de jogo era estonteante muito devido à influência de Perenara, sentindo-se uma velocidade tremenda na sequência de fases de ataque ou na eletricidade imposta na hora de assumir o jogo e atacar o bloco contrário.

Pode não ter um passe de excelência ou a mesma leitura de jogo que Aaron Smith, mas a paixão colocada em cada movimentação, momento e minuto de jogo, assim como a agressividade e resiliência são componentes que definiram a história recente dos Hurricanes, que moldaram muito da sua forma de jogar na presença de TJ Perenara. Não o ter ou não conseguir contratar um substituto que apresente a mesma qualidade técnica, é um problema para Jason Holland se quer lutar pelo título do Super Rugby Aotearoa.

BEAUDEN BARRETT (BLUES -» SUNTORY SUNGOLIATH)

Um dos jogadores mais brilhantes das últimas décadas do rugby neozelandês, com um recorde de ensaios pelos All Blacks na posição de abertura (nem Dan Carter, Carlos Spencer ou Andrew Mehrtens conseguiram tal feito) e o 3º do ranking de melhores marcadores de sempre no Super Rugby (1247, sem contabilizar os 26 do Aotearoa 2020) finalmente submeteu a sua sabática de um ano, optando por emigrar para o Japão, onde vai alinhar pelos Suntory Sungoliath até ao fim de 2021, o que deixa os Blues sem uma das suas principais estrelas. mas até que ponto poderá prejudicar o crescimento do projecto de Leon McDonald?

É a grande dúvida que fica, pois teria Beauden Barrett espaço para ser o nº10 que a franquia de Auckland tanto precisava – e teve durante algumas jornadas – ou seria reposto como defesa por imposição de Ian Foster? Beauden Barrett nos poucos jogos que jogou como médio-de-abertura pelos Blues foi essencial para dar outra profundidade à manobra ofensiva, trazendo insight, experiência, magia e imprevisibilidade numa equipa onde o virtuosismo dos vários jovens dá outra dimensão técnica e genial. Será que Beauden Barrett fará falta aos Blues?

TYLER ARDON (CHIEFS -» CASTRES)

A par de DTH van der Merwe, Tyler Ardon é o melhor jogador canadiano dos últimos trinta anos, e esta afirmação é facilmanete provada pelas exibições que realizou pelos Chiefs durante três temporadas, conferindo a esta franquia um dos melhores combos de avançados do Super Rugby, construindo com Broadie Retallick uma 2ª linha tecnicamente quase perfeita, somando-se a excelência na defesa e a capacidade física para aguentar 80 minutos consecutivos a jogar.

Com 40 jogos pelos Chiefs, Ardon foi um dos elementos mais essenciais para a avançada dos Chiefs durante as campanhas de 2017, 2018 e 2019, enriquecendo o pack desta franquia com um alinhamento agressivo e trabalhador (Ardon tinha das melhores estatísticas em termos de roubo de bolas nesta fase estática), uma aptidão total para placar e/ou arrancar a oval da posse do adversário, para além de ter a arte para ser um movimentador de bola de boa qualidade, tendo atingido 12 quebras-de-linha em duas temporadas.

Com a saída ainda de Michael Allardice e a continuação da sabática de Retallick, os Chiefs ficam órfãos de uma 2ª linha poderosa e expansiva e este é um dos vários problemas de Clayton McMillan para 2021.

ROB THOMPSON (HIGHLANDERS -» TOYOTA VERBLITZ)

Depois de 60 jogos ao serviço dos Highlanders, franquia que Rob Thompson começou a jogar a partir de 2015, 2021 é o momento da despedida do centro que segue para o Japão (Toyota Verblitz) e põe fim a uma relação de amor. Como será lembrado Rob Thompson pelo público dos Highlanders? Como um dos melhores centros a passar por esta franquia do sul da Nova Zelândia. Placador exímio e um líder competente, a resiliência e fisicalidade que impunha a cada jogo e placagem era revelador do seu peso como uma das principais unidades dos landers.

A dupla de centros que alinhou nos últimos anos pelos Highlanders não será a mesma para 2021, abrindo uma oportunidade para Tony Brown montar uma combinação nova que possa procurar novas estratégias para fazer a diferença – a nossa aposta vai para Sio Tomkinson e Fetuli Paea -, apesar de se esperarem alguns problemas na construção deste novo caminho. Que Rob Thompson será recordado como um centro letal, duro e dominador no contacto e um perfeito exemplo do espírito dos Highlanders, não há dúvida alguma, deixando saudades aos adeptos da franquia de Otago.


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