3 jogadores-surpresa que poderão estar nas Seis Nações 2021

Francisco IsaacJaneiro 11, 20216min0

3 jogadores-surpresa que poderão estar nas Seis Nações 2021

Francisco IsaacJaneiro 11, 20216min0
As Seis Nações 2021 estão quase a começar e escolhemos 3 jogadores que podem aparecer nas convocatórias! Concordas com as nossas escolhas?

Não sabendo ainda se as Seis Nações 2021 vão se jogar nas datas estabelecidas, devido à “onda” de novos confinamentos e de regras impostas que limitam a circulação de selecções, propomos três nomes de jogadores que sonhamos em vê-los nas listas de convocados das suas selecções!

As nossas escolhas, os argumentos e a probabilidade de surgirem nas convocatórias, tudo explicado em baixo.

MARCUS SMITH (FRANÇA)

Vem crescendo a olhos vistos ao serviço dos Harlequins, onde tem adicionado aquela dose de matreirice e génio fantasista que confere outro sabor à manobra de ataque desta equipa londrina, e parece ser a altura certa para receber uma oportunidade real por parte de Eddie Jones. Comecemos pela probabilidade de ser convocado: 35% e 5%. Porquê duas taxas de probabilidade diferentes? A primeira vai para a probabilidade de ser chamado para os training camps da Inglaterra, que nos últimos anos tem servido para incluir diversos jogadores, sendo que a maioria raramente é depois chamada para os jogos a doer. Os 5% vai para a probabilidade de ser realmente convocado para um dos jogos das Seis Nações em 2021, sendo um número singelamente pequeno para o talento e qualidade de Marcus Smith como vem mostrando nesta temporada.

É o melhor marcador de pontos da Premiership, sustendo esse 1º lugar com os 77 pontos convertidos, com uma taxa de eficácia de conversão de pontapés nos 84% (melhor que a larga maioria dos seus adversários, onde se inclui George Ford), com três ensaios (em 2020 foi autor de um ensaio espantoso, que foi a contar para o término da época passada), quatro assistências, cinco quebras-de-linha, impondo-se como o melhor abertura a par de AJ Macginty e Jacob Umaga (atenção para este diamante dos Wasps RFC, que muito possivelmente merecerá uma chamada para os trabalhos da selecção) neste momento da liga inglesa.

Marcus Smith é detentor de uma visão de jogo extraordinária, observando rapidamente todas as possibilidades para criar boas situações de ataque ou de contra-reacção para a sua equipa, transitando com excelência do jogo táctico dos pontapés para o poder técnico de ter a oval na sua mão e tentar abrir uma brecha na defesa. Merecia estar nas escolhas de Eddie Jones, pois oferece todo uma multiplicidade de soluções que enriqueceriam a plataforma ofensiva e de contra-ataque da Inglaterra que nem Farrell ou Ford conseguem fazer de forma tão suave.

ARTHUR RETIERE (STADE ROCHELAIS)

O ponta/defesa do Stade Rochelais (vice-líderes do Top14) vai com seis ensaios em 8 jogos na principal divisão francesa de rugby e poderá causar alguns bons problemas a Fabien Galthié, dependendo se o seleccionador da França mantiver o mesmo mindset em continuar a dar oportunidades aos jogadores que estão em melhor forma e a actuar a um nível elevado. Esse é o caso de Arthur Retiere, um dos talentos dos Les Bleus, tendo feito parte de uma boa geração de sub-20 no ano de 2017, sendo que deste então tem evoluído e se mostrado cada vez mais pronto para assumir um lugar no patamar de Test Matches. Lembrar que o polivalente três-de-trás já se estreou pela França no ano que passou, fazendo parte das escolhas do staff gaulês para o encontro frente à Itália (vitória) nas Seis Nações que os Les Bleus terminaram em 2º lugar.

Ou seja, não será uma escolha estranha ou totalmente surpreendente caso consiga a convocatória para a campanha (ou para algum dos encontros) das Seis Nações 2021, podendo alimentar a França com virtuosismo, poder de explosão, imprevisibilidade técnica, conhecimento táctico e um bom posicionamento na recepção aos pontapés do adversário, tudo características visíveis ao serviço do La Rochelle. Os 6 ensaios, 2 assistências e 5 quebras-de-linha são pormenores para abrir a curiosidade e “fome” dos adeptos que conhecem pouco do potencial de Arthur Retiere, um dos utility backs de maior qualidade no rugby francês neste momento.

Em termos de probabilidade de ser chamado e convocado para algum dos jogos, atribuímos o seguinte registo: 15% e 20%. Estes números são também frágeis e facilmente explicável: há Teddy Thomas, Vincent Rattez, Gäel Fickou e Damien Penaud (sem falar de Alivereti Raka) à frente de Retiere, isto se falarmos só de pontas, pois para o lugar de defesa a probabilidade decai acentuadamente.

GAVIN COOMBES (MUNSTER)

A par de Marcel Coetzee (que temporada imensa está a produzir o internacional sul-africano), Gavin Coombes é um dos outros grandes destaques das franquias de rugby da Irlanda, ocupando o lugar de 2º melhor marcador do Pro14 (6 ensaios), sendo que este dado não é o mais interessante… qual é? A conquista efectiva de terreno e da linha de vantagem, já que em 79 portagens de bola foi capaz de ganhar terreno em 50 ocasiões, um pormenor que demonstra o poder de choque e trabalho no contacto do 3ª linha de 23 anos.

Probabilidade de ser chamado para estas Seis Nações 2021? Pequena, nos 5%, devendo-se isto à acérrima concorrência que existe neste momento na selecção dirigida por Andy Farrell, que tem CJ Stander e Caelan Doris como donos do lugar para a camisola 8, e Peter O’Mahony, Josh van der Flier, Will Connors para os restantes lugares na 3ª linha. Contudo, não seria de estranhar a inclusão de Coombes nos treinos de prepação para as Seis Nações 2021 da Irlanda, com o objectivo de prepará-lo para ser uma unidade de relevo para os irlandeses a médio/long-prazo (1/2 anos), ambientando-se assim ao processo.

O 1,98 metros de altura e 110 kilos são números que interessam em ter em campo, e a demonstração de força que feito ao serviço do Munster, são factores mais que suficientes para depositar fé que o sub-20 irlandês rapidamente surgirá nas escolhas da selecção principal. Fisicalidade de gabarito, agressividade bem medida, trabalho efectivo com a posse de bola e um lutador constante quer no jogo aberto, nas fases-estáticas ou em qualquer outro sector do campo.

 


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