3 destaques da 2ª ronda do Women’s RE Championship 2026
Segunda derrota consecutiva para as Lobas de João Moura, que saíram desta 2ª jornada do Women’s Rugby Europe Championship com um desaire por 05-45 na recepção à Espanha no Campo de Rugby da Moita.
MVP: ADELINA COSTA
Num jogo em que algumas atletas portuguesas tentaram remar contra a maré, Adelina Costa merece o destaque pela capacidade de luta e trabalho no contacto, movendo bem a bola quando esta encontrou a direção da número 8, ganhando sucessivos metros mesmo quando apanhada por um ou dois placadores. A agressividade imposta pela ex-Sporting Rugby foi inspiradora, batalhando frente a uma oposição que tentou colocar um travão na progressão da internacional lusa, tendo sido importante também na defesa e contra-maul, dois aspectos que tem evoluído desde que se juntou ao campeonato espanhol. Ana Fernandes voltou a estar a um bom nível, com Marta Pedro a ter conseguido se reerguer após uma prestação menos positiva frente aos Países Baixos.
PONTO ALTO: UMA PRIMEIRA-PARTE QUE TEM DE SERVIR DE MATRIZ
A Espanha acabou por não dar qualquer hipótese a Portugal nesta 2ª jornada do Women’s Rugby Europe Championship, mas a primeira-parte das atletas portuguesas foi de boa qualidade conseguindo até marcar um ensaio e só consentir três, uma notória melhoria em comparação com o encontro da semana passada. Então o que mudou de uma semana para outra? Duas áreas em específico: defesa de proximidade e atitude quando a Espanha pressionava. Sim, Las Leonas marcaram três ensaios mas a forma como Portugal foi capaz de cerrar fileiras quando a equipa adversária se acercava aos 22 metros lusos, impondo uma defesa inteligente, rápida e ágil.
Houve vontade de querer ir à luta, de não permitir que atletas como Claudia Peña Hidalgo, Bingbing Vergara ou Claudia Pérez em conseguir encontrar espaços para criar perigo ou marcar mais do que 21 pontos nos primeiros 40 minutos. Em relação à atitude e mentalidade, se contra os Países Baixos a selecção nacional pareceu ser uma equipa derrotada após os primeiros 20 minutos, frente à Espanha houve outra atitude e querer, lutando mesmo sabendo que do outro lado estavam as campeões em título do Women’s Rugby Europe Championship. Mesmo que no final tenha terminado num desaire, a verdade é que a personalidade das Lobas dos anos de 2024 e 2025 voltou a surgir e a tentar dar provas de vida, uma clara melhoria e que deve servir de matriz para o futuro próximo.
PONTO A MELHORAR: DISCIPLINA E CONDIÇÃO FÍSICA ACABOU POR SER FATAL
Se a primeira-parte notaram-se claras melhorias em relação à semana passada, na segunda metade do encontro a conversa foi outra, já que a Espanha facilmente marcou mais 24 pontos, com Portugal raramente a ter saído dos seu meio-campo, mostrando-se uma equipa algo perdida e sem ‘pernas’ para continuar no combate físico. A indisciplina também custou caro, com a combinação dos dois factores a ter colocado um ponto final na prestação satisfatória que realizaram até ao intervalo. São pontos extremamente negativos, especialmente quando o banco de suplentes não conseguiu oferecer nada de palpável, o que deve levantar questões em relação à convocatória, especialmente com um encontro de alta importância na semana que vem. A Bélgica vai ser um adversário difícil, possuindo um nível de dificuldade bem acima da Suécia, apesar de terem só retornado ao Women’s Rugby Europe Championship neste ano. É ver a forma como se bateram frente aos Países Baixos e Espanha, tendo dado mostras de uma condição física de melhor qualidade em comparação com Portugal, o que poderá ser um problema para este jogo que vai colocar um ponto final à edição de 2026.
Foto de destaque de Beatriz Lima / Federação Portuguesa de Rugby.



