3 destaques da 1ª ronda do Women’s RE Championship 2026
Difícil jogo para as Lobas que saíram derrotadas por 59-00 na visita ao campo dos Países Baixos a contar para a 1ª jornada do Women’s Rugby Europe Championship 2026, sendo esta a nossa análise ao encontro.
MVP: ANA FERNANDES
Num resultado que de positivo nada teve, Ana Fernandes tentou remar contra a maré através de uma série de placagens de elevado nível, que, infelizmente, nunca foram suficiente para colocar um travão na ‘fome’ da equipa adversária em chegar à área de ensaio lusa. A 2ª linha do SL Benfica foi dando o peito às balas, sempre com uma entrega enorme e vontade de colocar a sua fisicalidade e agressividade ao serviço da sua equipa, ficando na retina um turnover dentro dos 22 lusos e uma placagem que deixou uma atleta neerlandesa sem ar.
MELHOR PONTO: SUPLENTES TENTARAM ANIMAR
Portugal tentou nunca desistir de combater e mostrar uma faceta positiva, mas no final de contas os 59 pontos consentidos acabam por ser letais na procura de um aspecto positivo que tenha sido concreto do princípio ao fim do encontro. Mas tentemos falar de algo que pelo menos ajudou a estancar a hemorragia, tendo isso sido a entrada das suplentes portuguesas que foram dando outra presença e capacidade de luta a uma equipa que animicamente estava em queda vertiginosa. Com Zoé Fernandes a mostrar bom trabalho na formação-ordenada, Isabel Ozório a tentar encontrar forma de conferir outra eletricidade às linhas atrasadas e Emma Cardoso a demonstrar detalhes bem interessantes na sua estreia, Portugal pareceu ser uma equipa algo diferente nos últimos 20 minutos de jogo. Contudo, não foi o suficiente para marcar um ensaio ou pontos de honra nesta visita a Amesterdão na abertura do Women’s RE Championship.
PONTO A MELHORAR: UM JOGO PARA ESQUECER
Era sabido que os Países Baixos iam entrar em campo para cilindrar e dominar, mas o resultado de 59-00 foi extremamente pesado especialmente quando esta não é a primeira temporada das Lobas nestas andanças. Tudo correu mal, com Portugal a conceder demasiados erros tanto na defesa directa como nas fases-estáticas, abrindo a porta para que a equipa da casa se sentisse confortável e convidada a marcar pontos e a controlar por que completo o jogo. Ao fim dos 80 minutos Portugal concedeu 9 ensaios e mostrou-se sempre incapaz de contrariar a fiscalidade neerlandesa ou demonstrou falta de leitura defensiva para tentar perceber o que os 3/4s opositores estavam a planear fazer. Foi a pior prestação portuguesa frente aos Países Baixos dos últimos três anos e que deixa algum receio para o que se segue neste Women’s Rugby Europe Championship.
Foto da Federação Portuguesa de Rugby / Rugby Europe.



