Os “nossos” melhores momentos dos NBA All-Star Games

Fair PlayFevereiro 12, 20205min0

Os “nossos” melhores momentos dos NBA All-Star Games

Fair PlayFevereiro 12, 20205min0
Alguns autores do Fair Play escolheram momentos dos NBA All-Stars Games que tiveram significado para si. Kobe Bryant é uma presença constante nestas recordações especiais!

2002… KOBEEEEEEE!!

Recordam-se da temporada 2001/2002 da NBA? Da hegemonia dos LA Lakers, do facto dos New York Nets terem ido à final (como o Mundo muda em poucos anos), Kwambe Brown foi o Top Draft Pick, numa altura em que Kevin Garnett, Allen Iverson, Shaquille O’Neal, Vince Carter, Michael Jordan (já mesmo no fim da carreira, agora ao serviço dos Washington Wizards), Tim Duncan e Kobe Bryant mandavam na NBA, oferecendo uma dimensão especial e que dificilmente, para mim, voltará a ser igual – a nostalgia tem este efeito de envernizar uma era, época ou temporada.

No All-Stars de 2002, a luta foi frenética pelos spots em ambos os lados das conferências com Michael Jordan a conquistar a sua 13ª menção e Steve Francis (do qual não tenho grande memória) obteve a sua 1ª. Entre os vários presentes, os que mais queria lá ver eram os meus favoritos: Kevin Garnett, Allen Iverson e Vince Carter. Os dois primeiros conseguiram lá chegar e, supostamente, Vince Carter estaria lá até porque foi o atleta mais votado pelos fãs com quase 1 milhão e meio de votos, superando os mestres do La Lakers, Shaquille O’Neal e Kobe Bryant. Porém, o maior nome dos Toronto Raptors acabou por ficar de fora devido a uma lesão, o mesmo acontecendo com Shaq, possibilitando a Chris Webber e Jason Kidd ocuparem o lugar de starters no jogo entre Este e Oeste.

Posto este longo preâmbulo histórico, o que houve de tão especial nestes All-Stars Games 2002? Kobe Bryant. A lenda dos LA Lakers fez um jogo espectacular, entre a brincadeira e risos e aquela “costela” competitiva que irritava não só os adversários (Allen Iverson chegou a mostrar alguma irritação e proferir algumas palavras menos simpáticas) como o público, que passou o encontro todo a vaiar e a assobiar Kobe. E porquê este comportamento tão nocivo? Bem, o jogo foi no First Union Center, na Filadélfia… e para quem se lembra, os 76ers tinham uma rivalidade total com os Lakers nem que seja pelo duelo constante entre Iverson e Kobe.

Contudo, quem reinou supremo foi o Laker com constantes rotações a partir rins ou a aparecer lançado para afundar com uma total confiança que ia tirando Iverson do sério (no vídeo colocado vejam o minuto 3:03), sendo designado como o MVP do All-Stars 2002, naquela que foi a sua primeira condecoração de quatro um recorde que detém a par de Bob Petti. No momento em que recebe o troféu (depois de ter marcado 31 pontos)… foi vaiado pelo público de Filadélfia, numa imagem demonstrativa do quanto o falecido jogador era amado e odiado, só ao nível dos maiores de todo o sempre – podem ver o desabafo do Kobe Bryan neste link!

TRÉGUAS ENTRE SHAQ E KOBE

Pode não ser o momento mais marcante, nem sequer o mais emotivo mas, para mim, num ano em que devemos recordar Kobe Bryant pelo grande jogador e competidor que foi, o All Star Game (2009) em Phoenix parece-me o momento ideal.

Foi uma grande performance por parte dele? Nem por isso, para quem foi 4x MVP deste jogo. Foi um dos jogos mais disputados da história do All Star Game? Também não, a selecção de Oeste era demasiado forte nesse ano.

Este ano fica marcado por um ligeiro “momento de tréguas” entre duas das figuras mais polarizadas da NBA, Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, que, para mim, foram o duo mais dominante de sempre, mas também o que mais colidiram.

Os dois venceram o prémio MVP e dividiram elogios, por momentos pareceu que tudo estava sarado, mas Kobe ainda teria uma palavra a dizer no futuro sobre a temática “Kobe can’t win without me”.

2018, o ano em que a Liga decidiu mudar

Já há uns anos a NBA sentia que os All-Star Games eram desequilibrados. O Oeste tinha vencido os últimos 3 anos e tenha ganho 6 dos últimos 7. A disparidade de estrelas era gritante e isso refletia-se neste jogo. O interesse começava a perder-se e a rivalidade Este e Oeste também se ia perdendo, os jogos eram cada vez menos competitivos.

Adam Silver, comissário da NBA precisava de alterar as coisas. Era preciso aumentar de novo o interesse no all-star game e em tudo o que ele envolvia. Aí, surgiu a ideia para a remodelação total do conceito. Manter-se-iam 12 jogadores por conferência, mas já não teríamos Este contra Oeste. O jogador mais votado de cada Conferência seria capitão de uma equipa e os dois capitães fariam um draft. No primeiro ano, os mais votados não podiam ser mais apropriados. As duas caras da Liga, os jogadores mais mediáticos e que melhor podiam potenciar esta ideia: LeBron James e Stephen Curry.

A ideia resultou. O jogo foi mais interessante e houve uma expetativa sobre as escolhas dos capitães (tanto que no ano seguinte esta escolha foi transmitida na televisão). O vídeo abaixo mostra as escolhas dos capitães LeBron James e Giannis no All-Star deste ano.

Pegar nas duas maiores estrelas da Liga e fazer o evento à volta delas é uma ideia de génio. Aumenta a intensidade do jogo porque estas estrelas querem que a sua equipa vença. Para mim este foi um dos grandes momentos da história dos All-Star. Pela primeira vez a NBA resolver mexer na sua estrutura e mudar por completo o jogo. A resposta foi dada com um aumento do interesse pelo jogo.

Quando o Jogo das Estrelas começou a perder o interesse, a NBA só teve de olhar para o nome para encontrar a solução: Estrelas. Fazer o jogo ainda mais delas e para elas. São as estrelas que o público quer ver, seja a jogar seja a escolher outras estrelas para jogar com elas.


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