[Bisca da Primeira Divisão Feminina] Clube Fluvial Portuense

João BastosMarço 5, 20185min0

[Bisca da Primeira Divisão Feminina] Clube Fluvial Portuense

João BastosMarço 5, 20185min0
Analisamos o naipe da equipa feminina do Clube Fluvial Portuense para ir a jogo na 1ª divisão nos próximos dias 17 e 18 de Março em Coimbra

O Campeonato Nacional de Clubes da 1ª divisão realiza-se em Coimbra nos dias 17 e 18 de Março. O Fair Play faz a análise das 12 equipas masculinas e das 12 equipas femininas que disputarão o título de clubes mais importante da natação nacional


Se os campeonatos fossem de águas abertas, a equipa feminina do Clube Fluvial Portuense era a única candidata ao título. Em piscina, a equipa foi repescada para a 1ª divisão depois de ter sido 4ª classificada na 2ª divisão na época passada.

O naipe de nadadoras às ordens do técnico Rui Borges é de grande qualidade. Fique a conhecê-las em pormenor:

Ás – Angélica André

Ansiamos pelo início da temporada das águas abertas para ver o desempenho de Angélica nessa vertente, já que em piscina está a ter a melhor época da sua carreira. Dos 100 aos 5000 metros livres já melhorou os recordes pessoais em todas as distâncias em piscina curta (excepto os 5km que são nadados em piscina longa). Também em bruços e estilos tem recordes pessoais deste ano. Por isso, vai ser uma das nadadoras em maior destaque em Coimbra nos dias 17 e 18 de Março.

Foto: Arquivo Pessoal

Rainha – Vânia Neves

Já a olímpica do Rio de Janeiro tem estado um pouco aquém do seu melhor e nos nacionais de piscina curta do Porto até foi no estilo de costas que se mostrou melhor, sobretudo nos 200 costas onde ficou a um lugar do pódio. Em qualquer dos casos, mesmo que apareça a nadar provas de costas na 1ª divisão, há sempre espaço para nadar 400 e/ou 800 metros livres e aí, mesmo que não faça recordes pessoais, é garantido que vai ficar bem classificada.

Foto: Arquivo Pessoal

Dama – Madalena Machado

Mariposista de grande nível, chegou ao Fluvial na época passada proveniente do Académico de Viseu. No ano passado venceu os 100 metros mariposa na 2ª divisão, este ano o nível é superior mas Madalena também se tem mostrado melhor esta época. É mais um ponto forte do CFP.

Foto: Luís Filipe Nunes

Manilha – Isabel Pêgo

É o reforço do ano do Fluvial e para provas onde o clube do Porto não tinha especialistas: a velocidade. De todas as nadadoras do CFP, Isabel foi a única que nadou na primeira divisão na época passada, mas em representação do Futebol Clube do Porto. Dos 50 aos 200 livres até aos 50 mariposa, a nadadora júnior é nuclear na equipa do Fluvial.

Foto: Facebook CFP Nadadores

Joker – Mariana Cunha

Se consideramos Isabel Pêgo o reforço do ano, temos de repartir o título com Mariana Cunha, apesar da juvenil-B representar o Fluvial desde cadete, mas no ano passado não teve oportunidade de nadar o nacional de clubes. Este ano terá essa estreia, com toda a certeza, e será protagonista. No seu programa não deverão faltar as provas de estilos, completado com provas de mariposa ou costas.

Foto: Luís Filipe Nunes

Trunfos – Inês Martins, Maria João Fernandes, Mafalda Cunha e Carlota Aparício

Inês Martins é uma nadadora júnior cuja melhor técnica é crawl, mas que também nada bem bruços e, dada a escassez de brucistas na equipa do Fluvial, para além de Angélica André, também a Inês Martins deverá caber a representação da equipa nas provas de bruços. Maria João Fernandes é mais uma especialista das provas de meio fundo e fundo de livres, podendo assegurar as provas mais longas libertando Angélica e Vânia para outras provas. Mafalda, irmã de Mariana, é júnior de 1º ano e nada preferencialmente provas de costas, onde está cada vez melhor. Carlota é juvenil-A e é provável que venha a ter já uma oportunidade de representar a equipa.

Prognóstico Fair Play

O Clube Fluvial Portuense foi 4º classificado na 2ª divisão da época passada e este ano foi repescado para a 1ª divisão. Se assim não fosse, seria a equipa favorita a vencer a 2ª divisão este ano. Assim sendo, é candidata a ficar bem classificada no escalão maior.

Antecipar a constituição desta equipa não é fácil porque o técnico Rui Borges poderá optar pela estratégia de conseguir amealhar o máximo de pontos nas provas chave ou optar por equilibrar mais a equipa. “Trocando por miúdos” ou colocará Angélica e Vânia a nadar as suas melhores provas (200, 400 e 800), ou colocá-las-á a nadar outras provas (Angélica em bruços e estilos, Vânia em costas), visto que nas provas de livres tem outras boas nadadoras. A terceira hipótese (e é aquela que achamos mais provável) é uma solução mista, ou seja Angélica nada duas provas de livres e duas provas de bruços e Vânia nada duas provas de livres e duas provas de costas.

Estas dúvidas nem a entrylist esclarecerá, uma vez que o decurso da competição poderá provocar alterações.

Seja como for, esse factor não interfere com a nossa aposta na classificação final: 5º lugar.


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É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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