Tirreno-Adriático: grandes nomes, muito espetáculo?

Davide NevesMarço 10, 20213min0

Tirreno-Adriático: grandes nomes, muito espetáculo?

Davide NevesMarço 10, 20213min0
Está na estrada (à hora em que este artigo é concluído) mais uma edição do Tirreno-Adriático, recheada de grandes nomes, a lutar pelo melhor resultado.

Os candidatos à liderança geral são muitos, outros procuram apenas melhorar a sua condição física para as clássicas que estão para chegar (com a Milano-Sanremo, a Ronde Van Vlaaderen e num futuro não tão longínquo, o Paris-Roubaix). A planificação da época de muitas equipas tem esta prova, a par do Paris-Nice, como um elemento chave, seja como um objetivo inicial na época, seja como preparação para os objetivos que estão por chegar – muitas das equipas preparam o Giro d’Italia já nestas provas de fim de Inverno.

O percurso

A etapa que já se corre por estas horas é a tradicional etapa com chegada habitual em pelotão compacto, com início e fim em Lido di Camaiore. As próximas 4 etapas são mais acidentadas, três em meia montanha e a etapa 4, a etapa-rainha, com chegada em alto a Prati di Tivo, uma ascendência final de 14.7 quilómetros com pendente média de 7%. A etapa 6 é novamente uma etapa plana e a última etapa o também tradicional contrarrelógio de 10.2 quilómetros em San Benedetto del Tronto.

Os favoritos

Simon Yates, o vencedor do Tirreno em 2020.

Conseguimos descortinar logo, ao olhar para os atletas que são naturalmente favoritos. A começar com o vencedor da edição do ano passado, Simon Yates (Team BikeExchange). O britânico procura revalidar a liderança final novamente, mas terá concorrência forte. A começar com a equipa da INEOS Grenadiers, liderada por Egan Bernal, mas com a companhia de Geraint Thomas, Michal Kwiatkowski ou Filippo Ganna. A Deceunick-Quick Step aposta forte com o campeão do mundo Julian Alaphilippe e João Almeida, num teste importante para o que avizinha no Giro. Jakob Fuglsang (Astana), Mikel Landa (Bahrain), Sergio Higuita (EF Education), o sempre a ter em conta Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), Nairo Quintana (Árkea-Samsic), Romain Bardet (DSM), os veteranos Vincenzo Nibali (Trek) e Domenico Pozzovivo (Qhubeka-Assos) e a super UAE-Emirates, com Tadej Pogacar, Davide Formolo, Jan Polanc ou Rafal Majka.

Os velocistas

A luta titânica entre estes dois tubarões do ciclismo. Quando será o próximo clash?(Photo by Luc Claessen/Getty Images)

Com apenas duas etapas em disputa, a luta pela camisola dos pontos e pela vitória nessas duas etapas será dantesca. Destaque aqui para Peter Sagan, na sua primeira corrida da época. O ex-campeão do mundo quer provar que ainda consegue correr contra a nova geração de grande potencial. Encaixo aqui dois nomes que, não sendo propriamente velocistas, podem qualquer etapa em qualquer dia: Mathieu van der Poel e Wout van Aert. O holandês e o belga estão a ganhar forma para as clássicas da primavera e com a rivalidade que já têm e se avizinha, tudo pode acontecer. Outros nomes que encaixam neste perfil de velocidade e da procura pela vitória nestas duas etapas: Elia Viviani (Cofidis), Alvaro Hodeg (Deceunick), Caleb Ewan (Lotto-Soudal) ou Fernando Gaviria (Emirates).


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