O regresso do Xerife Dumoulin

Davide NevesMaio 21, 20212min0

O regresso do Xerife Dumoulin

Davide NevesMaio 21, 20212min0
No dia 13 de maio acordámos com a notícia do regresso de Tom Dumoulin, quase 6 meses depois do anúncio da "paragem" por tempo indeterminado.

O regresso do ciclista holandês, vencedor do Giro d’Italia em 2017, está previsto para a Volta à Suíça, com início a 6 de junho. Assim, quase seis meses depois do anúncio que iria retirar-se do ciclismo por “tempo indeterminado”, o nosso “Xerife” (alcunha carinhosamente dada pelo Fair Play durante a cobertura do Giro 2017) está de volta. E em boa altura para as aspirações da Jumbo-Visma.

Tour de Suisse e depois os campeonatos nacionais

É este, para já, o calendário de Tom Dumoulin para recomeçar a época. Na Suíça, terá um prólogo e um contrarrelógio de 23 quilómetros, bem à sua medida. A volta suíça já nos habituou a subidas complicadas, mas bem possíveis de serem ultrapassadas pelo ciclista de 30 anos, apesar da grande falta de ritmo e competição que tem.

Depois das 8 etapas na Suíça, seguir-se-á a presença nos campeonatos nacionais de estrada e contrarrelógio holandeses, de forma a conquistar um lugar na seleção nacional para os Jogos Olímpicos. Acreditamos nós que estará também presente, pelo menos, na Vuelta.

O impacto para a Jumbo-Visma

Uma dupla monstruosa pronta para se reunir?

São excelentes notícias para a Jumbo-Visma que, apesar da ausência de Dumoulin nesta primeira metade da época, apresentou bons resultados, graças ao desempenho monstruoso de Primoz Roglic e de Wout van Aert – vitória na Volta ao País Basco para o esloveno, vitórias na Gent-Wevelgem e na Amstel Gold Race para o belga.

Supondo que Dumoulin teria feito a época toda, seria quase certo que neste momento estivesse a competir no Giro como líder da Jumbo-Visma, com George Bennett e Tobias Foss. A equipa para o Tour está já fechada – a Jumbo-Visma leva Primoz Roglic naturalmente como líder, apoiado na alta montanha por Steven Kruijswijk, Sepp Kuss, Robert Gesink e o jovem Jonas Vingegaard. Wout van Aert terá liberdade para fazer basicamente o que quiser e Tony Martin e Mike Teunissen são os restantes elementos da equipa. Uma equipa forte, que não sentirá saudades do Xerife, mas que veria com bons olhos a sua presença no apoio a Roglic, tal como no ano passado, onde a vitória na geral foi roubada na última etapa pelo compatriota Tadej Pogacar.


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