Giro d’Italia 2022: Os principais rivais de João Almeida

Gonçalo MeloAbril 23, 20223min0

Giro d’Italia 2022: Os principais rivais de João Almeida

Gonçalo MeloAbril 23, 20223min0
Artigo com a exposição dos principais candidatos a vencer o Giro d'Italia 2022, que arranca no dia 6 de Maio.

Estará brevemente na estrada a centésima quinta edição do Giro d’Italia, com um especial atrativo, João Almeida como principal líder da Team Emirates.

O jovem luso gostaria certamente de ter mais alguns kms de Contra-Relógio (serão pouco mais de 26), no entanto, parte com boas perspetivas de lutar pela vitoria.

Quem serão os principais opositores?

Richard Carapaz, INEOS

O vencedor da edição de 2019 é provavelmente o alvo a abater para toda a concorrência. Em 2019, a luta de galos entre Roglic e Nibali permitiu a Carapaz passar entre os pingos da chuva e levar a Rosa, mas desde essa prova que todos olham com respeito para o equatoriano, que entretanto já somou mais três pódios em Grandes Voltas.

Um trepador de topo, que não tem medo de partir um pelotão, é ainda muito eficaz quando consegue ganhar vantagem em terreno menos inclinado, devido à sua cadência elevada. O facto de ter uma equipa de luxo a trabalhar para si, torna-o ainda mais perigoso.

Simon Yates, Bike-Exchange Jayco

O inglês da equipa australiana da Bike Exchange tem uma relação de amor-ódio com a prova italiana (quem se consegue esquecer da forma como perde em 2018 depois de quase 3 semanas a dominar), mas tem insistido na tentativa de conseguir a rosa, e o ano passado apenas um super Bernal e um surpreendente Damiano Caruso o impediram de o conseguir.

Fortíssimo quando o terreno inclina, altamente explosivo e perigoso em chegadas em alto, parece ainda estar cada vez melhor no Contra-Relógio, o que poderá permitir-lhe ganhar vantagem sobre alguns candidatos menos fortes neste esforço individual, como Carapaz, Romain Bardet ou Miguel Ángel López. Muito cuidado com o britânico.

Tom Dumoulin, Jumbo-Visma

Os fãs de ciclismo anseiam por ver de novo o Tom Dumoulin de 2017/2018, quando consegui vencer o Giro e amealhou mais dois segundos lugares em Grandes Voltas. Ainda assim, o velho Dumoulin tarda em regressar.

Um perigo para a concorrência no esforço individual, o neerlandês é um forte candidato a vestir a rosa na etapa 2 (o grande perigo para João Almeida nesta etapa), e com o apoio certo da sua equipa (Tobias Foss e Sam Oomen à cabeça) pode realmente sonhar, ele que adora as subidas longas de certas etapas italianas.

Mikel Landa, Bahrain Victorious

O Landismo continua vivo mesmo depois de várias desilusoes, e este ano o espanhol volta a sonhar com a vitória na prova italiana, a sua grande volta de eleição, onde foi 3º em 2015.

A pouca quantidade de kms de Contra-Relógio permitem a Mikel Landa dormir melhor, o seu ponto fraco. Sem Roglic, Bernal e Pogacar, Landa é um forte candidado a dominar nas etapas de montanha, a par de Carapaz e Simon Yates, não tendo medo de atacar de longe e arriscar. O seu problema é muitas vezes demorar a chegar à forma ideal, perdendo bastante tempo na primeira semana de competição.

Outros candidatos ao pódio são Romain Bardet, Miguel Ángel López (com o apoio do lendário Vincenzo Nibali), Giulio Ciccone, Hugh Carty, e o duo da Bora Hansgrohe composto por Wilco Kelderman e Jai Hindley (teremos nova rivalidade polémica entre ambos, como quando ainda estavam na antiga Sunweb?).

Bota Lume!

 


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