Giro d’Italia 2020

Fair PlayOutubro 1, 202018min0

Giro d’Italia 2020

Fair PlayOutubro 1, 202018min0
Está aí mais uma edição do Giro d´Italia! Fica a par do percurso, favoritos, sprinters e melhores jovens que nas próximas 3 semanas vão brilhar nas estradas transalpinas.

La Corsa Rosa: As Etapas

O Giro d’Italia é naturalmente conhecido pelo seu percurso extremamente exigente a nível montanhoso, com subidas muito longas, que levam os ciclistas muitas vezes a cima dos 2000 mil metros de altitude, onde por norma é decidido o vencedor da corrida. No entanto, a organização do Giro sempre equilibrou, ao longo do tempo, a balança entre trepadores e roladores, com longas etapas de contra-relógio ou com várias etapas de contra-relógio mais curtos, ficando a luta pela a vitória ao alcance de um maior leque de atletas..

A aposta tem sido ganha, com o resultado a alternar entre atletas com maior capacidade para subir montanhas e atletas com maior potência para rolar a altas velocidades. Sendo certo que para ganhar a volta a Itália de nada serve ser bom trepador se não se for bom rolador, assim como, de nada serve ser um excelente rolador se não conseguir subir a montanha ao ritmo dos melhores trepadores.

Contra-relógio Individual

Em 2020, o Giro volta a apresentar 3 etapas de esforço individual contra o relógio. No total, serão 64.9 kms desta modalidade de ciclismo de estrada, voltando esta edição a ficar a cima dos 60 kms, à imagem da edição de 2017. Outra das grandes mudanças de 2020 está no perfil dos percursos escolhidos.

Ao contrário do que tem sido normal, os percursos voltam a ser desenhados com perfis que beneficiam os roladores. Não existindo nenhuma crono escalada, apenas no contra-relógio intermédio, na etapa 14, os especialistas da modalidade terão de lidar com uma subida de quarta categoria com 1.1kms, a 12.1% de inclinação, e uma subida não categorizada de 2.2 kms, o que parece pouco para os 34.1 kms de distância da etapa.

Perfil da etapa 14, onde os ciclistas enfrentam o contra-relógio mais duro do Giro 2020. Fonte: procyclingstats.com

O Giro 2020 irá arrancar na etapa 1, com 15.1 kms, num perfil super rápido e parte do percurso em descida, e irá terminar na etapa 21, com 15.7 kms de um percurso completamente plano, o que mostra a importância que o contra-relógio volta a ter na luta pela Maglia Rosa.

Na calha da decisão

É o Giro e por mais que se tente equilibrar as forças, com o contra-relógio a assumir uma grande importância, é na montanha que ninguém pode falhar.

A etapa rainha está apontada para a etapa 18, dia de escalar o mítico Passo dello Stelvio, com os seus 24.7 kms de extensão com uma inclinação média de 7.5% e passagem aos 2746 metros de altitude. Neste ponto será discutido o prémio Cima Coppi a atribuir ao primeiro ciclista a passar o ponto mais alto de toda a volta à Itália. Num dia com 4 contagens de montanha, onde se contabiliza para além da já mencionada uma contagem de 2ª categoria e duas de 1ª, os atletas discutirão a vitória em ligeira descida no topo da última subida de 1ª categoria.

Etapa rainha, com a Cima Coppi situada no P. d. Stelvio. Um dia para apostar tudo na conquista do Giro. Fonte: procyclingstats.com

Outra das etapas decisivas será a etapa 20, antes do contra-relógio final. Após subirem ao Colle dell’Agnelo, uma subida de 1ª categoria com topo aos 2733 metros de altitude após 23.6 kms com uma pendente média de 6.6% de inclinação. Após esta subida o pelotão voltará a baixar dos 1300 metros de altitude enfrentando mais duas subidas de 1ª categoria e uma de 2ª. Um dia muito duro onde os efeitos da altitude podem ditar muito tempo perdido por um atleta que tenha um dia mau.

A sempre importante chegado ao vulcão Etna surge logo à etapa 3, numa chegada em alto onde os candidatos a vencer o Giro se vão apresentar. Os trepadores terão de aproveitar todas as oportunidades para recuperar o tempo perdido nas etapas de contra-relógio e neste dia ficaremos a conhecer quem está e quem não está para vencer a prova.

Subida ao Etna, na etapa 3, onde veremos pela primeira vez quem tem capacidade para vencer o Giro 2020. Fonte: procyclingstats.com

Etapas de alta montanha como a , a 15ª e a 17ª, não passando por locais tão conhecidos como os mencionados, são etapas de alta montanha com chegada em alto, permitindo aos trepadores atacar e tentar ganhar tempo aos adversários. No mesmo leque inclui-se a etapa 5, que após uma contagem de 1ª categoria os ciclistas têm apenas 12 kms em descida até à meta, onde deverá ser difícil recuperar as diferenças feitas no topo da contagem.

Também as etapas 2 e 6 podem jogar as suas cartas na luta pela vitória na geral final, não sendo etapas de alta montanha, terminam em subidas mais curtas ma sonde é possível fazer diferenças, beneficiando principalmente os atletas mais explosivos.

Os Sprints

Serão 5 as etapas que não devem representar problemas para as equipas dos sprinters, por forma a controlar as fugas e conseguirem uma chegada em massa com a luta a pertencer aos homens mais velozes do pelotão. Assumindo à partida que a etapa 7, 11, 13 e 19, não apresentam nenhuma dificuldade de maior grau, será na etapa 4, que as equipas mais terão de trabalhar para não perder a hipótese de lutar pela vitória. Uma subida de 3ª categoria a mais ou menos 65 kms da meta, pode ser um desafio para os sprinters que têm sempre dificuldade em subir. No entanto, há realmente muitos kms até à meta para os fazer recolar na frente do pelotão.

Todo o terreno

A 10ª, 12ª e 16ª, têm demasiada dureza para os sprinters, mas também não oferecem o que é necessário para que se possa desenhar grandes diferenças entre os favoritos. Estas etapas são normalmente bons dias para os homens que se adaptam a todo o tipo de terrenos lutarem pela vitória, numa espécie de clássica inserida numa prova por etapas, o que normalmente resulta em grande espetáculo.

Os favoritos à maglia rosa

Num Giro atípico, tal como grande parte das provas desta época, o Fair Play selecciona, dentro dos líderes das respetivas equipas, os cinco ciclistas que reúnem as melhores condições para vencer a 103ª edição da Volta a Itália. Com a exceção de um, são todos trintões, com muita experiência e com sede de vencer pela primeira vez uma grande volta ou voltar a subir ao pódio como vencedor.

Geraint Thomas (INEOS Grenadiers)

Depois da ausência justificada no Tour de France devido à má forma do galês, o Giro oferece-lhe a hipótese de fazer o que Bernal e Carapaz não conseguiram no Tour e estabelecer-se como o principal líder da INEO para a próxima época. O antigo vencedor do Tour focou o seu treino no Giro e, depois do segundo lugar na geral do Tirreno-Adriático e de uma boa demonstração de forma no campeonato do mundo de contrarrelógio individual (4º lugar), Thomas procura vencer o Giro, prova que não finaliza desde 2012 (em 2017 abandonou).

Geraint Thomas diz que um Tour sem público não seria a mesma coisa - Ciclismo - Jornal Record

Simon Yates (Mitchelton-Scott)

Lidera uma equipa experiente e que tudo fará para que este ano seja melhor que o de 2018 para o britânico (ganhou três etapas e envergou a camisola rosa durante 13 dias (!), para depois a perder na 19ª etapa para Chris Froome). O principal ponto negativo, e que faz Yates partir atrás de Thomas e dos outros favoritos é mesmo o facto de haverem três contrarrelógios. Ainda assim, Yates tem tudo para fechar top-3, se continuar a boa forma que trás do terceiro lugar na geral da Volta à Polónia em Agosto e da vitória no Tirreno Adriático, à frente de Thomas e Majka.

The making of Simon Yates - how a quiet twin from Bury gave himself a shot at Giro d'Italia glory

Steven Kruisjwijk (Jumbo-Visma)

Depois de falhado o objetivo principal de vencer o Tour (perdido para o super Pogacar), a Jumbo-Visma virou todas as atenções para o que o terceiro líder da equipa pode fazer, depois de ter perdido o Tour devido a lesão. O melhor registo no Giro foi o 4º lugar em 2016, mas o holandês conseguiu também o pódio no Tour de France 2019, o que o coloca sempre como um dos candidatos crónicos à vitória final. Com sorte e menos quedas (Kruisjwijk tem sido massacrado por queda atrás de queda), pode ser este o ano da glória.

Steven Kruijswijk falha Tour devido a fratura no ombro - Tour - Jornal Record

Jakob Fuglsang (Astana)

O dinamarquês não esteve no seu melhor no Tirreno, mas vem para o Giro a liderar uma super Astana. Na sua segunda participação no Giro (em 2016 fechou no 12º lugar), Fuglsang vem provar também a si próprio que consegue fechar uma grande volta e fazer as três semanas ao mais alto nível.

Briga Boa Entre Jakob Fuglsang e Mikel Landa na Ruta del Sol 2020 | PraQuemPedala

Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo)

Vencedor por duas vezes do Giro d’Italia, em 2013 e 2016, o “Tubarão da Sicília” não chega na melhor das formas a Itália, mas a resistência a que já nos habituou só nos faz acreditar que irá procurar o pódio nesta prova pela quinta vez na carreira (desde 2010 nunca fechou fora do pódio, com duas vitórias, dois segundo lugares e dois em terceiro).

Vincenzo Nibali nets his first podium for Trek-Segafredo | Trek Race Shop

A ter em conta ainda nomes como Rafal Majka (Bora-Hansgrohe), Wilco Kelderman (Team Sunweb), Alexander Vlasov ou Miguel Angel López (Astana) ou até mesmo o João Almeida (Deceunick-Quick Step). O português irá correr pela primeira vez uma grande volta e, se confiarmos na boa forma nesta época, tem tudo para surpreender e, quem sabe, sonhar por um lugar no top-10 do Giro em ano de estreia.

As equipas

A Astana, liderada por Fuglsang, leva ainda Vlasov e Superman López como plano B. A experiência de Manuele Boaro e Fabio Felline serão muito importantes, o espanhol Óscar Rodriguez , o colombiano Rodrigo Contreras e o dinamarquês Jonas Greggard ajudarão a rebocar os líderes montanhas acima.

A INEOS Grenadiers aposta em Castroviejo, Rohan Dennis, Ben Swift, os italianos Puccio e o campeão do mundo de contrarrelógio Filippo Ganna, e os jovens trepadores Jhonatan Narvaéz e To Gheoghegan Hart.

A Trek-Segafredo foca toda a atenção em Nibali, com uma equipa composta pelos sempre fiáveis Brambilla e Ciccone, e ainda com Nicola Conci, Jacopo Mosca, Antonio Nibali, o francês Julien Bernard e Pieter Weening.

A Deceunick leva, como sempre, uma equipa mais focada em vitórias de etapas, com os italianos Davide Ballerini e Fausto Masnada, o trepador James Knox, o colombiano Hodeg, os experientíssimos Iljo Keisse e Pieter Serry e os jovens Mikkel Honoré e o português João Almeida.

Outro exemplo de uma equipa equilibrada será a Bora-Hansgrohe, com Peter Sagan a liderar juntamente com Rafal Majka, com o apoios dos polacos Macej Bodnar e Pawel Poljanski, os austríacos Patrick Konrad e Patrick Gamper e os italianos Cesare Benedetti e Matteo Fabro.

A UAE-Team Emirates aposta em Diego Ulissi e Fernando Gaviria, apoiados por Valerio Conti, Mikkel Bjerg, os americanos Dombrowski e McNulty, o colombiano Juán Sebastian Molano e o fiel escudeiro de Gavíria, Maximiliano Richeze.

Os melhores jovens a ter em atenção

A classificação dos jovens é quase sempre das mais disputadas e imprevisíveis nas grandes voltas, e este ano promete não ser diferente. À partida o super Remco Evenepoel partia como claro favorito, mas depois da sua grave queda ficámos privado de ver o prodígio belga estrear-se em grandes voltas. Posto isto, estes são os principais candidatos a levar a camisola branca para casa.

Aleksandr Vlasov (Astana)

O russo de 24 anos da equipa cazaque é provavelmente o grande favorito a vencer esta classificação, se tiver liberdade para algo que não seja exclusivamente ser gregário de Jakob Fuglsang. Com o Giro Dell Emilia no bolso e um excelente 5º lugar no Tirreno Adriático, podemos esperar grandes coisas deste jovem ex-Gazprom. Não nos surpeendamos se o russo ficar à frente de Fuglsang.

2ª Tour Provenza: Vlasov luce la bandera rusa - Ciclo21

Tao Geoghegan Hart (INEOS Grenadiers)

O jovem britânico será um dos homens da confiança de Geraint Thomas, mas não irá por de parte uma candidatura à classificação de melhor jovem. Foi apenas 30º no Tirreno Adriático, mas no inicio do ano já fez pódio da Volta à Comunidade Valenciana. Um trepador de excelência, vai tentar manter-se dentro da luta para ser uma alternativa credível a Thomas.

Tao Geoghegan Hart: The pieces of the puzzle will come together for me | Cyclingnews

Sam Oomen (Team Sunweb)

Pode ser arriscado colocar o holandês nesta luta, pois apenas no Tirreno Adriático deu uma amostra do “velho” Oomen que ja fez top 10 no Giro em 2018, no entanto, a co-liderança partilhada com Wilco Kelderman, na sua ultima grande volta pela Sunweb deverá ser tónico suficiente para Sam conseguir um bom resultado. Sobe com os melhores e consegue andar bem no contra-relógio, portanto poderemos ter aqui um forte candidato.

Sunweb rider Oomen gets off in the Basque Country with an eye on the coming weeks - Teller Report

James Knox (Deceunick Quick-Step)

Outro grande candidato à camisola branca, este com a vantagem de ser lider para a geral na sua equipa a para de Fausto Masnada, beneficiando da lesão de Evenepoel. Foi 7º no Tirreno Adriático, e no ano passado bateu à porta do top 10 na Vuelta, pelo que podemos esperar um James Knox mais experiente e capaz de lutar com os melhores. Um dos bons voltistas da nova geração inglesa, Knox tem aqui uma oportunidade de ouro para liderar a equipa belga e conseguir um grande resultado.

James Knox: I never felt I had what it took to be a professional | Cyclingnews

Tobias Foss (Jumbo-Visma)

O vencedor da volta à França do futuro do ano passado, Tobias Foss será uma das muletas de Steven Kruijswijk na montanha, e a sua capacidade de andar bem no contra relógio poderá ser uma vantagem para ganhar tempo aos outros candidatos a melhor jovem. Em estreia numa grande volta, grande expetativa para ver o talentoso norueguês.

Tobias Svendsen Foss (@Tobias_S_Foss) | Twitter

Brandon McNulty (UAE Emirates)

Mais um jovem prodígio que anda bem em vários terrenos. Excelente trepador e forte na luta contra o relógio, o norte-americano de 22 anos será uma das várias armas da equipa dos Emirados, dividindo protagonismo com o compatriota Joe Dombrovski e com o italiano Valerio Conti. Este ano já foi 4º na Vuelta a San Juan e 7º na Vuelta a Andalucia.

McNulty eager to show new UAE Team Emirates squad 'what I can do' | Cyclingnews

Os Sprinters

Os homens mais rápidos que aparecem nas etapas planas e nos fazem levantar da cadeira naquele ultimo km. A camisola roxa vai ter novo dono este ano, pois o vencedor de 2019 Pascal Ackerman não estará presente, mas há muitos candidatos a suceder-lhe.

Fernando Gaviria (UAE Emirates)

É provavelmente o sprinter em melhor forma neste momento, e um dos velocistas puros mais fortes da atualidade. Apoiado por um comboio formado por Max Richeze e Juan Sebastian Molano, será um choque não vermos pelo menos uma ou duas etapas no bolso de Gaviria. Candidato sério à camisola roxa.

Fernando Gaviria vence segunda etapa do Tour du Limousin em dia de aniversário - Ciclismo - Jornal Record

Peter Sagan (Bora Hansgrohe)

Pela primeira vez em muitos anos o eslovaco perdeu a camisola verde no Tour (em 2017 foi desclassificado), e no mesmo ano faz a sua estreia na grande volta italiana. Apresenta-se um pouco sozinho neste Giro, pois a Bora traz sobretudo homens de montanha e contra-relogistas, pelo que serão os últimos mencionados, Maciej Bodnar e Patrick Gamper a ajudar nas chegadas ao sprint.

Bikemagazine – Peter Sagan é o mais bem pago do pelotão; Froome é o 2º

Michael Matthews (Team Sunweb)

O australiano parte para a sua ultima grande volta com as cores da equipa alemã antes de voltar à Mitchelton-Scott, e teria aqui uma saída em grande se conseguisse vencer a classificação por pontos, ele que já venceu essa classificação no Tour de 2017. Tal como Sagan, Matthews não só sprinta bem como consegue ultrapassar bem as dificuldades e as subidas, pelo que conseguirá ir buscar pontos onde os puros velocistas não conseguirão.

Mitchelton-Scott announce Michael Matthews' return | Cyclingnews

Arnaud Démare (Groupama FDJ)

O campeão francês de estrada está num momento de forma brutal com 10 vitórias desde o desconfinamento, e neste momento deve ser visto como uma séria ameaça a levar a camisola roxa para casa. Esta época, para alem do titulo francês, já arrecadou o Tour Poitou Charentes en Nouvelle Aquitain e ou Tour de Wallonie, e tal como Sagan e Matthews, tem pernas para as subidas. Além disso, tem uma Groupama FDJ que chega ao Giro apenas com um trepador, sendo os outros 6 elementos homens para o comboio de Demáre (Sinkeldam, Guarnieri ou Guglielmi) e contra relogistas (Benjamin Thomas ou Ignatas Konovalovas).

Paris-Nice: Arnaud Démare arrache la première étape

Elia Viviani (Cofidis)

O italiano de 31 anos desiludiu no Tour, o melhor que conseguiu foi ser terceiro numa etapa, mas a correr em casa espera-se sempre que Viviani apareça. O sprinter da equipa francesa Cofidis, vai fazer de tudo para sair do Giro com pelo menos uma vitória, contando para isso com os seus lançadores Simone Consonni e Nathan Haas.

 


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