Ciclismo: 6 Jovens a seguir com atenção em 2021

Gonçalo MeloFevereiro 25, 20216min0

Ciclismo: 6 Jovens a seguir com atenção em 2021

Gonçalo MeloFevereiro 25, 20216min0
Artigo com 6 jovens que prometem dar que falar no ciclismo. Trepadores, puncheurs e sprinters, há talento para todo o tipo de terrenos!

O ciclismo está finalmente de regresso, e depois de duas interessantes provas por etapas em território francês, está na estrada mais uma edição do UAE Tour, este ano a primeira prova do World Tour na época devido ao cancelamento do Tour Down Under. Num ano que, tal como o de 2020, será certamente condicionado pela Covid 19, apontamos alguns jovens que prometem aparecer em grande este ano, não colocando neste artigo aqueles nomes mais conceituados como Tadej Pogacar, Egan Bernal, Remco Evenepoel ou Filippo Ganna.

1- Marc Hirschi (UAE-Team Emirates)

O suíço de apenas 22 anos protagonizou uma novela digna da América do Sul no início do ano, quando se mudou de forma repentina e inesperada para a Team Emirates, deixando assim a DSM, antiga Sunweb.

Com esta mudança, fica a ganhar a equipa árabe, que ganha assim um elemento que vai elevar a qualidade da equipa nas clássicas e restantes provas de um dia.

Com uma excelente ponta final, o antigo campeão do mundo de sub 23 pode até discutir etapas ao sprint em grupos mais reduzidos, e a sua facilidade em passar a média montanha tornam-no um elemento que poderá ser também uma ajuda importante para Tadej Pogacar no Tour.

Um reforço brutal para a equipa dos gémeos Oliveira e de Rui Costa, pois aos 22 anos Hirschi já foi terceiro nos últimos mundiais de estrada e segundo na Liége-Bastogne-Liége.

Hirschi já com as cores dos Emirates

2- Aleksandr Vlasov (Astana-Premier Tech)

O jovem russo prometeu muito em 2020, tendo amealhado alguns resultados interessantes como a vitória no Giro del Emillia e a grande exibição no Mont Ventoux Challenge. Conseguiu ainda um belo 2º lugar no Tour de La provence e um honroso 5º posto no Tirreno-Adriático.

No seu grande objetivo, o Giro d´Italia, um problema gástrico obrigou-o a abandonar logo no início.

Virou-se então para a Vuelta, onde uma primeira semana abaixo do esperado o colocou fora da luta. Ainda assim, uma Vuelta em crescendo permitiu-lhe terminar em 11º, a cerca de 2 minutos do 6º classificado.

Em 2021, será o principal nome da equipa cazaque no que toca a provas de 3 semanas, pois Miguel Ángel López saiu, e Jakob Fuglsang já disse que vai focar-se em conquistar apenas etapas no Tour. Será o ano de Vlasov em termos de grandes voltas, ele que está escalado para liderar a Astana no Giro?

Vlasov é uma das grandes figuras da Astana

3- David Gaudu (Groupama-FDJ)

Os anos vão passando e David Gaudu vai ganhando cada vez mais protagonismo dentro da equipa da Groupama.

O jovem de 24 anos (venceu a Volta a França do futuro em 2016) vem de um 2020 muito positivo, onde foi 4º no UAE Tour, e 8º na Vuelta a España, onde ainda somou duas etapas à conta pessoal.

Em 2021, vai ter pela primeira vez a responsabilidade de liderar a equipa francesa no Tour, estando encarregue de lutar pela classificação geral, enquanto Arnaud Démare luta pela classificação dos pontos, destinada aos homens mais rápidos.

Será 2021 o ano em que David Gaudu sai definitivamente da sombra de Thibaut Pinot e se afirma como candidato a grandes voltas?

Gaudu é a nova grande esperança gaulesa para vencer o Tour

4- Sergio Higuita (Education First-Nippo)

Um 2020 que prometia muito, com a conquista do título nacional colombiano e um terceiro lugar no Paris-Nice. No entanto, o desconfinamento foi duro para Higuita.

Apagado no Critérium du Dauphiné, e forçado a abandonar o Tour devido a uma queda aparatosa, o jovem de 23 anos não viria a encontrar a forma que apresentara em Fevereiro.

Em 2021, um ano de maior responsabilidade. Com Rigoberto Urán mais velho, a juntar à saída de Daniel Martínez, Higuita tem de abraçar como nunca o papel de líder que lhe está destinado dentro da equipa norte americana, ele que está escalado para alinhar no Tour de France.

Trepador nato, com um sprint assinalável, tem no contra-relógio o seu grande inimigo, e no Tour deste ano terá 2 pela frente…

Higuita tem em 2021 um ano fundamental na sua afirmação

5- Thomas Pidcock (INEOS-Grenadiers)

O jovem britânico estreia-se no World Tour, e logo pela porta grande da INEOS.

Vencedor do Paris-Roubaix para sub 23 em 2019, e do Giro Ciclistico d´Italia em 2020 (Volta a Itália em sub 23), Pidcock destacou-se ainda ao ser 4º nos mundiais de ciclocrosse no início deste ano, num pódio composto por Wout Van Aert, Mathieu Van der Poel e Toon Aerts.

Na sua época de estreia, vamos querer ver qual será o papel que o jovem de 21 anos vai ter dentro da equipa, sendo provável que assuma o função de gregário tanto nas clássicas como em algumas provas por etapas, nomeadamente a Vuelta a España.

Pidcock com as cores da INEOS

6- David Dekker (Team Jumbo-Visma)

Um jovem holandês de 22 anos, que na época passada já esteve presente em algumas provas importantes pela SEG Academy ,uma delas terminando em terceiro, na semi-clássica belga, Le Samyn.

Em 2021 tornou-se membro efetivo da equipa, e em boa hora a Jumbo-Visma tornou Dekker um corredor oficial da equipa profissional.

Nas etapas 1 e 4 do UAE Tour, que tiveram uma discussão ao sprint, Dekker foi segundo em ambas, na primeira perdendo para Mathieu Van der Poel, e na segunda para Sam Bennett.

E se na primeira podemos argumentar que o sprint não teve os melhores nomes devido a cortes no pelotão, no segundo sprint Dekker bateu nomes como Caleb Ewan, Elia Viviani, Giacomo Nizzolo e Pascal Ackerman. Com a suspensão de Dylan Groenewegen a durar até Maio, Dekker tem aqui oportunidade de se cimentar como um dos grandes sprinters dentro da equipa.

Dekker no Contra-relógio do UAE Tour

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