O 2º monumento da época, o Dauphiné e muito mais

Davide NevesAgosto 11, 20205min0

O 2º monumento da época, o Dauphiné e muito mais

Davide NevesAgosto 11, 20205min0
Passaram sensivelmente duas semanas desde o regresso do ciclismo World Tour e muito aconteceu desde esse regresso tão esperado: o miúdo maravilha continua a vencer e convencer, temos uma certeza sobre van Aert e houve uma queda horrenda que acabou com as esperanças de uma grande época de Fabio Jakobsen.

Depois da Volta a Burgos (a antevisão foi feita aqui pelo Fair Play), ganha pelo fenomenal Remco Evenopel (Deceunick-Quick Step) e com João Almeida a fechar no pódio, o ciclismo continuou na sua nova normalidade. A Strade Bianche foi vencida por Wout van Aert (Team Jumbo-Visma), com um ataque fulminante, a deixar toda a concorrência para trás e a assumir-se como um dos novos rosto das clássicas de primavera (agora de verão). Davide Formolo (UAE-Team Emirates) ficou em segundo lugar e Maximilian Schachmann (BORA-hansgrohe), numa prova atípica onde o décimo classificado (Diego Rosa, Team Árkea Samsic) cortou a meta já com quase 8 minutos de atraso.

O Gran Tritico Lombardo, prova criada este ano devido à pandemia e que consiste na junção das provas Tre Valli Varesine, Coppa Bernocchi e Coppa Agostoni, foi ganho por Gorka Izagirre (Astana Pro Team), à frente do colega de equipa Alex Aranburu e de Greg van Avermaet (CCC Team). Michal Kwiatkowski (Team INEOS) e Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo). A Route d’Occitanie foi dominada pelo INEOS, com Egan Bernal e Pavel Sivakov a fazerem primeiro e segundo lugar. Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) fechou no quarto lugar, Bauke Mollema e Richie Porte (Trek-Segafredo) em quinto e sexto lugar, Romain Bardet no oitavo posto.

A Milano-Torino, na sua 101º edição, teve como vencedor Arnaud Démare (Groupama-FDJ), com Caleb Ewan (Lotto Soudal) e Wout van Aert a fechar o pódio, e Peter Sagan (BORA-hansgrohe) a ficar pelo quarto lugar. O Tour de l’Ain fechou no passado domingo com vitória de Primoz Roglic (Jumbo-Visma), 18 segundos mais rápido que Egan Bernal e 0:28 que Nairo Quintana (Árkea Samsic). O português João Almeida, líder da Deceunick nesta prova, fechou num impressionante sétimo lugar.

A Volta à Polónia já deu muita tinta a correr, logo na primeira etapa com a queda impressionante e horrenda de Fabio Jakobsen, depois de ser empurrado contra as baias de proteção pelo compatriota Dylan Groenewegen. O holandês da Deceunick sofreu lesões graves no rosto e cabeça e foi inclusive colocado num coma induzido, depois de uma operação de 5 horas. Groenewegen já veio entretanto lamentar o incidente e pedir desculpa pelo sucedido. Já a classificação geral ficou fechada no domingo com a vitória de Remco Evenopoel, com Jakob Fuglsang (Astana) e Simon Yates (Mitchelton-Scott) a fecharem o pódio. Rui Costa (UAE-Team Emirates) fechou o top-10.

Critérium du Dauphiné 2020 – a verdadeira acepção de preparação para o Tour

Fuglsang venceu em 2019. Este ano não estará presente.

O Critérium deste ano é uma verdadeira mini Volta a França: o núcleo duro dos favoritos das grandes voltas estão lá, prontos para ganhar ritmo e para vencer esta prova histórica. Com 5 etapas de alta montanha e 5 chegadas em altitude, a lista de favoritas é bem extensa.

A Astana leva como líder Miguel Ángel López, apoiado pelos espanhóis Gorka Izagirre e Omar Fraile, pelo eritreu Merhawi Kudus e pelo cazaque Alexey Lutsenko. A EF Pro Cycling aposta em Rigoberto Uran, com apois de Sergio Higuita, Tanel Kangert, Hugh Carthy e Tejay van Garderen. A Bora deposita a sua confiança em Emanuel Buchmann, com Peter Sagan também presente. A Team INEOS leva um verdadeiro elenco de luxo, com Chris Froome, Geraint Thomas, Egan Bernal, Pavel Sivakov, Michal Kwiatkowski, Jonathan Castroviejo e Dylan van Baarle. Na Groupama-FDJ o líder é, como sempre, Thibaut Pinot, a Deceunick-Quick Step confia em Julian Alaphillippe e Bob Jungels, a UAE-Emirates leva o impressionante Pogacar e Davide Formolo, a Mitchelton aposta em Adam Yates e a AG2R em Romain Bardet e Pierre Latour.

A Jumbo-Visma, de forma a contariar a super equipa da INEOS, aposta em Primoz Roglic, Tom Dumoulin, Steven Kruiswijk e Wout van Aert. A Trek leva Richie Porte, a Bahrain-McLaren vai com Mikel Landa e a Árkea-Samsic é liderado por Nairo Quintana, com Warren Barguil e Diego Rosa no apoio.

Um pelotão recheado de estrelas, e onde nos esperam 5 dias fantásticos, com grandes emoções.

Il Lombardia – dois meses mais cedo, na sombra do Dauphiné

Nibali venceu em 2017. Poderá repetir este ano?
Foto : Yuzuru Sunada

A Volta à Lombardia deste ano é em Agosto, não em Outubro, e não fecha o calendário World Tour, como normalmente acontece. Não é o último momumento, mas sim o segundo a acontecer nesta época atípica. A acontecer ao mesmo tempo que o Dauphiné, grande parte dos ciclistas que teriam presença confirmada não irão estar presentes, mas ainda assim irá estar presente um elenco de luxo. Ainda sem confirmação oficial, Remco Evenopel irá liderar a Deceunick, à procura de mais uma vitória esta época, com o apoio de João Almeida. Jakob Fuglsang irá liderar a Astana, Alberto Bettiol estará pela EF, Majka e Schachmann pela Bora, Nibali, Mollema e Ciccone na Trek, Diego Ulissi e Sergio Henao na UAE-Emirates, e Mathieu van der Poel irá com certeza estar presente para mais um monumento.

Muito ciclismo nos próximos 5 dias, quando estamos a pouco mais de duas semanas do Tour.

 


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