Fim do FC Porto como potência no Andebol?
Faz esta época 3 anos que o jejum de títulos de campeão nacional do FC Porto começou, e desde a saída do técnico e obreiro do hepta Obradovic, que a chama e garra portista andam desaparecidas pelos lados do Dragão Caixa.
Na época passada, mais concretamente no início da mesma, observava-se um Porto com espírito combatente, rigoroso e exímio à imagem de Ljubomir. E apresentavam um registo de zero derrotas, chegando à fase final o FC Porto quebrou, e registou 4 derrotas e todas elas fatais.
Ricardo Costa treinador do Porto da época passada, deixou claro que a equipa foi boa mas não chegou a ser muito boa, o que não chegou para ser campeão. Falhando em 4 jogos cruciais, que o mesmo explica que foram muito complicados de entender. O mesmo, deixou críticas acesas à Federação, pela nomeação de árbitros com 22 anos que apitavam jogos entre Benfica – Porto, explicando que a inexperiência dos mesmos foi um dos causadores das mas exibições e derrotas frente ao rival da Luz.
Recordemos os números da época passada do FC Porto, sendo a equipa com mais vitórias ao longo de todo o campeonato, apresentado o melhor ataque, a defesa menos batida e que se encontrou em 35 jogos no topo da tabela. Para se ganhar no andebol, saber a teoria toda não chega, e isso reflectiu-se no Porto, que mesmo apresentando estes dados estatísticos não se sagrou campeão nacional de Andebol 1.
O que falta ao FC Porto para voltar a ser campeão? Será uma má fase, será o contínuo reviver nas sombras de Ljubomir que leva os dragões a este jejum?
O andebol praticado por Ljubomir Obradovic era um andebol de velocidade e força, era uma equipa muito corajosa e unida. No tempo do timoneiro sérvio o Porto era um pouco inconstante como foi com Ricardo Costa na época passada, em que era capaz de num encontro da fase final do campeonato perder por 1 contra o Sporting e na semana a seguir ganhar por 15, o que demonstra que haveria muita conversa no balneário que faziam os jogadores mudarem de atitude e apresentarem-se ao mais alto nível nas jornadas seguintes.
Com Ricardo Costa os dragões não sabiam perder, pois apresentaram uma primeira fase do campeonato sem derrotas, e na fase final quando ocorreu a primeira derrota, o Porto foi-se abaixo e não se consegui mais levantar, o contrario da imagem das equipas de Obradovic.
Esta época o FC Porto apresentou uma cara nova para liderar o comando técnico do mesmo, Lars Walther, de 51 anos, jogou em Portugal em 1987/88, no Sporting, e em 1995/96, no Marítimo, regressando agora ao país para orientar os ‘azuis e brancos’.
O dinamarquês foi campeão suíço em 2016, com o Kadetten, um ano depois de vencer o campeonato romeno com o Baia Mare, tendo ainda sido campeão nacional na Polónia em 2011, com o Wisla Plock.
Lars, pretende com o seu conhecimento do andebol português e experiência em campeonatos muito competitivos do andebol europeu, devolver ao Porto o título de campeão nacional de Andebol 1. Esta época os dragões encontram-se em 7º lugar da tabela, com sete vitórias, um empate e duas derrotas, sendo curiosamente a defesa menos batida do campeonato, e parece que a imagem de Ricardo Costa se está a reflectir este ano, com dados interessantes, aquém das expectativas, e a não concretizar em resultados.
Dado curioso: Nas 7 épocas em que o FC Porto foi campeão com Ljubomir Obradovic, e alguns com 10 pontos de avanço do segundo lugar, os dragões nunca conseguiram fazer a dobradinha.