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André Dias PereiraMarço 23, 20212min0

Desde 2016 não há que Alexander Zverev não conquiste pelo menos um título. É certo que o alemão busca ainda o primeiro Major, mas a verdade é que já vai com 14 troféus. O mais recente foi conquistado este domingo, no México. Em Acapulco, Zverev levou a melhor diante Tsitsipas (6-4 e 7-6) e venceu o seu primeiro título de 2021.

Integrado como ATP 500 o torneio de Acapulco reuniu, para além dos finalistas, entre outros, Casper Rud, Grigor Dimitrov, Milos Raonic, John Isner ou Cameron Norrie.

As grandes sensações foram, contudo, Lorenzo Musetti e Dominik Koepfer, que atingiram as meias-finais. O italiano caiu para Tsitsipas (6-1 e 6-3). Aos 19 anos de idades, nunca chegou a qualquer final. No México deixou boas indicações para o futuro. Para trás deixou o português Frederico Silva (6-4. 6-2), mas também os favoritos Diego Schwartzman (6-3, 2-6 e 6-4), Frances Tiafou (2-6,6-3 e 7-6) e Grigor Dimitrov (6-4 e 7-6).

Por seu lado, Koepfer, eliminado por Zverev (6-4 e 7-6) também procura ainda o primeiro título ATP. Aqui, também deixou para trás alguns favoritos, entre eles Raonic e Norrie.

Apontado com um futuro número 1 mundial, Alexander Zverev tem-se revelado irregular. E, nos momentos chave dos principais torneios, sente dificuldade em dar o passo seguinte na carreira. Apesar dos 23 anos, há já algum tempo que se mantém ao mais alto nível. O triunfo no México mostra que o alemão está outra vez em boa forma e aponta a um título Major já em 2021. O ano passado andou perto de o conseguir, Nos EUA jogou pela primeira vez na sua carreira uma final de Major. Vencer um torneio dessa magnitude parece ser uma questão de tempo.

Alemão ultrapassa Federer

Por enquanto, disse, vencer no México era um objetivo devido à relação com o país. O alemão está em sétimo lugar no ranking ATP e prepara-se para ultrapassar Roger Federer. Zverev tem 6070 pontos e o suílo 6375. Só que Federer vai abdicar dos 500 pontos do título de ATP Miami, que se joga esta semana. Com isso poderá até ser ultrapassado por Andrey Rublev.

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Luís PereiraMarço 18, 20213min0

Os testes mais curtos de sempre da história da Fórmula 1 já terminaram. Apesar de ser sempre uma lotaria adivinhar quem estará mais rápido quando a época oficial arrancar dá sempre para tirar algumas ilações destes testes.

A McLaren foi a única equipa a mudar de unidade motriz, trocando o Renault pelo Mercedes. Apesar de ser a equipa que enfrentava o maior desafio para a presente época a McLaren mostrou-se em bom plano nos testes. O carro pareceu ter integrado bem o novo motor, mostrando fiabilidade e também velocidade. Apesar de a equipa não ter estado no topo das equipas a acumular quilómetros, o ambiente na garagem era de confiança e positivismo.

A mensagem passada foi de que a equipa fez muitas experiências e cumpriu todos os programas a que estava destinada.

Outra equipa que mostrou sinais positivos foi a Alpine. Apesar de Alonso ter sofrido um acidente de viação pouco tempo antes dos testes, Alonso foi dos pilotos que mais voltas fez, acumulando mais de 200 nos poucos dias de testes.

A Alpine também se destacou pelo diferente design da cobertura do motor, com uma aparência bem mais larga do que as restantes equipas. Falta saber se este design alternativo irá resultar.

Quem também saiu bastante satisfeita dos testes foi a Alfa Romeu. Revitalizada por nova potência de motor fornecido pela Ferrari, a Alfa Romeo quebrou o recorde de voltas feitas num teste de pré-temporada. Com base nestes resultados a equipa espera poder competir no meio do pelotão.

(foto: formula1.com)

Destaque também para a Ferrari, que teve um teste bem diferente do ano passado. No ano passado era bem claro que havia um problema de velocidade de ponta, devido às alterações que tiveram foram impostas pela FIA.
Este ano não parece haver o mesmo problema, com a velocidade de ponta de volta ao “normal”.

Os sempre favoritos e Campeões em título, Mercedes, tiveram um teste negativo. Problemas de fiabilidade estiveram sempre presentes, apesar de a velocidade nunca ter dado sinais negativos. Apesar de ter sido um teste bem aquém do que a Mercedes costuma fazer, a verdade é que a equipa germânica terminou o teste a dizer que sabia identificar e resolver os problemas causados.

Base dos problemas da Mercedes tiveram origem na caixa de velocidades, caixa essa que também foi causa de problemas para a nova Aston Martin. A antiga Racing Point, que usava os modelos da Mercedes, teve um teste que serviu para ambientar Vettel à nova equipa, apesar de ter sido o piloto que menos voltas fez.

A equipa que saiu motivada do teste foi a Red Bull. O teste correu às mil maravilhas, mostrando um carro que parece ser menos nervoso do que o seu antecessor e com um novo motor Honda, num último esforço para a marca nipónica antes de abandonar a F1 no final deste ano.

Será que vai ser este ano que iremos ter um duelo entre Hamilton e Verstappen? Conseguiram a McLaren e a Ferrari voltar às vitórias? Irá Alonso conseguir voltar ao pódio neste regresso à F1? Há muita expetativa por esta temporada de Fórmula 1.

(foto: formula1.com)

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