Quais as Lacunas dos 6 Candidatos ao Título na Premier League?

Gonçalo MeloSetembro 20, 20186min0

Quais as Lacunas dos 6 Candidatos ao Título na Premier League?

Gonçalo MeloSetembro 20, 20186min0
Os 6 "grandes" do futebol inglês, apesar das centenas de milhões gastos nos seus plantéis continuam a apresentar lacunas que podem ser fundamentais numa luta que promete ser, mais do que nunca, apaixonante.

No campeonato mais rico e atrativo do planeta existem neste momento 6 grandes que se destacam dos demais. Manchester United, Manchester City, Chelsea, Liverpool, Arsenal e Tottenham são as equipas que prometem animar os nossos fins de semana. Ainda assim, apesar de brutais investimentos ao longo dos últimos anos, todos têm lacunas nas suas equipas.

Manchester United- Ausência de um patrão na defesa e irregularidade das suas estrelas

Um problema que Mourinho gostava de ter visto resolvido neste Verão, mas que não conseguiu. O português conta com 5 defesas centrais, vai mudando a dupla com alguma regularidade, mas nenhum dos 5 dá totais garantias. Bailly e Lindelof denotam ainda demasiada inexperiência, cometendo erros infantis, já Jones e Rojo parecem não ter o nível desejado para os Red Devils. Smalling é talvez o melhor deste leque, mas o próprio não consegue afastar-se da irregularidade exibicional.

Outro problema é a falta de clarividência e afirmação das duas principais figuras, Alexis Sánchez e Paul Pogba. O primeiro parece não conseguir apresentar o nível que mostrou no Arsenal, somando más decisões e exibições fracas. Pogba apresenta um excesso de vedetismo que continua a travar a sua afirmação, estando longe do top 5 de médios da atualidade, tardando em impor-se e nao conseguindo contribuir de forma decisiva com a sua qualidade técnica, força física e passada larga.

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Mourinho precisa do melhor das suas estrelas para chegar ao título (Foto: Daily Star)

Manchester City- Falta de poder físico no meio campo

Não é fácil encontrar pontos fracos nas equipas de Guardiola, mas este é certamente um deles. À exceção de Fernandinho, que com a sua agressividade e leitura consegue ganhar muitos duelos, os outros médios à disposição apresentam perfis semelhantes. Sem Kevin De Bruyne, que evoluiu muito tática e fisicamente com Guardiola, o técnico espanhol viu-se limitado a usar uma série de criativos sem poder de choque e com pouca capacidade defensiva.

David e Bernardo Silva, Gundogan ou Phil Foden são médios altamente criativos e imaginativos, mas pouco combativos e frágeis nos duelos, algo que contra meios campos fortes e povoados faz a diferença. A juntar a isto, a fragilidade física de Mendy faz com que Delph, que poderia dar músculo ao meio campo, tenha de atuar a defesa esquerdo.

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Quem diria que seria da capacidade defensiva de De Bruyne que Guardiola ia sentir falta (Foto: Daily Star)

Chelsea- Falta de “poder de fogo”

Não é novidade para ninguém que Alvaro Morata e Olivier Giroud não são goleadores natos. Ambos apresentam características úteis à equipa, mas a falta de poder de fogo e baixos níveis de finalização da dupla de pontas de lança poderá ser um problema, que só será amenizado se os extremos Hazard e Willian elevarem os seus registos goleadores. Maurizio Sarri deverá estar neste momento a perguntar-se porque é que o seu compatriota Conte não quis ficar com Diego Costa, e a pensar que para além de Jorginho, deveria ter trazido consigo Dries Mertens.

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Hazard vai ter de melhorar a sua veia goleadora para os Blues conseguirem o título (Foto: Express UK)

Liverpool- Inexperiência e nível médio da defesa

Apesar do hype criado à volta da turma de Klopp, temos de convir que nas 8 opções defensivas que os Reds têm, apenas Virgil Van Dijk é de topo. Matip e Lovren são centrais rodados e ecom experiêcia, mas de nível mediano. Nathaniel Clyne e Alberto Moreno são laterais no máximo competentes, e Andrew Robertson e Alexander-Arnold, apesar do potencial, ainda têm de crescer a nível tático, não sendo ambos prodígios técnicos, sobretudo o escocês.

Com estas opções defensivas, será difícil para o Liverpool quebrar o jejum de títulos.

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A inexperiência de Arnold e Robertson pode ser um problema para Klopp (Foto: TeamTalk)

Tottenham- Pouca profundidade do plantel/alternativas com pouca qualidade

Os Spurs foram a única equipa da Premier League que não se reforçou, algo que não indica que o plantel não precisasse. Se na defesa as alternativas são de qualidade (Aurier e Bem Davies nas laterais e Davinson Sánchez no eixo), no meio campo defensivo e no ataque não se pode dizer o mesmo.

Dier, Wanyama, são fortes fisicamente, mas apresentam dificuldade ao nível da construção, que fica quase totalmente entregue a Dembelé. Sissoko conseguiu a proeza de, aos 29 anos, ainda não saber qual a posição onde realmente joga, e o jovem Harry Winks ainda apresenta lacunas próprias da idade. As opções mais ofensivas, Eriksen, Dele Alli, Son, Lamela e Lucas vão mostrando a sua qualidade e colocando o Tottenham no topo da Premier League, conseguindo com a sua qualidade com bola e criatividade disfarçar a dificuldade dos médios mais recuados.

Na frente de ataque, a estrela Harry Kane não tem uma alternativa credível, uma vez que o argentino Pochettino raramente recorre ao experiente espanhol Fernando Llorente, o que acaba por desgastar o goleador inglês, que ultrapassa quase sempre a barreira dos 40 jogos.

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Pochettino deverá preocupar-se com as poucas alternativas que tem no banco (Foto: Football 365)

Arsenal- Falta gritante de alternativas ofensivas

Os gunners reforçaram-se bem na defesa e no meio campo, mas no ataque não chegou ninguém. Partindo da ideia que Ozil, Mkhytharian e Aubameyang jogam juntos, Unai Emery não tem alternativas com a mesma qualidade, com a exceção de Lacazette. Welbeck e Iwobi apesar da velocidade não apresentam o nível dos restantes, e com este curto plantel parece difícil para Emery conseguir mais que um quinto lugar, ainda para mais quando há na equipa vários jovens sem grande experiência, como Rob Holding, Maitland-Niles ou Guendouzi.

Caberá ao técnico espanhol montar uma equipa apoiada na força que pode advir do meio campo, onde se espera que Aaron Ramsey, Granit Xhaka e o reforço Lucas Torreira consigam dominar as operações na maioria dos jogos.

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O Arsenal precisa de Ozil e Aubameyang no seu melhor nível para lutar pelo topo da Premier League (Football 365)

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