Momento Mundial 2018: O Xadrez croata faz Xeque a Messi e Cª

Francisco IsaacJunho 24, 20184min0

Momento Mundial 2018: O Xadrez croata faz Xeque a Messi e Cª

Francisco IsaacJunho 24, 20184min0
O golo de Modric colocou os milhões de adeptos de boca aberta... a Croácia estava a esmagar a Argentina e a pôr um crónico candidato no chão. Foi para ti um grande momento?

Os artigos Momento Mundial 2018 são peças curtas e rápidas, mas com alguma análise e apontamentos para os vermos de outra forma! Da 1ª ronda até à final desta prova vamos ter sempre momentos para mais tarde recordar!

LUKA MODRIC ASSUME A AURA E ROUBA A LUZ AO ET ARGENTINO

Quantas vezes, mas quantas vezes foi a Argentina humilhada em mundiais? Quase nunca! Muito raramente a Celeste tropeçou por completo num Mundial, até porque os seus adeptos nem admitiriam tal situação. Para além disso, a paixão e raça dos argentinos impediam que tal acontecesse. Já agora a maior derrota de sempre em mundiais da Argentina foi em 1958, ante a Republica Checa por 6-1.

Mas bem, regressando a 2018, parece que estes croatas comandados por Zlatko Dalić “vestiram” a pela desses checos de 58′ e deram um total show na 2ª ronda da fase-de-grupos desta competição. Há explicação para o que foram os primeiros 45 minutos da Croácia, que esticou o jogo de uma forma inexplicável, pondo Enzo Pérez, Marcos Acuña, Eduardo Salvo e Mascherano com as voltas trocadas e sem um minuto para respirarem.

A sorte da selecção comandada pelo “louco” Jorge Sampaoli foi um: que a Croácia não quis marcar golos. A quantidade abismal de situações claras de golo falhadas quer por Mandzukic, Rebic ou Perisic (só a quantidade de “ić” mete respeito) ajudaram à Celeste chegar ao intervalo com um empate a zeros. Os adeptos da Argentina já estavam com uma expressão de “medo” para o que poderia acontecer na segunda metade do encontro.

E o que aconteceu? Bem, como um jogo de xadrez, os croatas foram pressionando cada vez mais os seus adversários, subindo no terreno, oferecendo uma intensidade ao jogo que a Argentina parecia querer recusar constantemente… nem Lionel Messi (que teve duas ou três dribles de alta categoria, mas não chegou) quis subir a sua passada para assustar os Vatreni, que não paravam quietos.

A pressão foi tão bem feita (exímio Modric a alimentar a fúria dos seus colegas, com um meio-campo não só de recuperação mas de devolução de bola rápida e bem corrida) e tão agressiva, que Willy Caballero ficou desamparado, fazendo um passe excepcional para um golo ainda mais excepcional de Rebic. O extremo capta a bola e num volley atira a bola para o fundo das redes.

A primeira torre tinha caído e agora só faltava o bispo e rainha para pôr fim ao apaixonado, mas desinspirado tango da Celeste. E quem tratou de o fazer? Luka “Lucky Luca” Modric. Uma recepção perfeita a quatro metros da entrada da área, uma valsa aprimorada que pôs Otamendi sem “rins” e um tiro espectacular que Caballero nem com todos os truques e artimanhas dos irmãos Dalton chegaria lá.

O 2-0 só abriu fome para o 3, que veio por intermédio do seu clone to be Ivan Rakitic.

O momento é esse, um disparo sensacional de Modric, depois de um baile de 80 minutos do médio-centro da Croácia e do Real Madrid. Modric fez 95% de passes certos, foi o responsável pela recuperação de 8 bolas, captou uma série de segundas bolas, pôs o meio-campo sempre em alta rotação, fartou-se de tentar descobrir formas dos seus colegas passarem e imaginou todo um futebol croata diferente.

Será que Luka Modric merece ser considerado para a Bola de Ouro caso a Croácia chegue à final (e ainda estamos tão longe desse momento, ainda bem!)? E se isso acontecer, terá ele direito aos “louros” ou será algo como a situação de Wesley Sneijder em 2010?

Para já, fica a história de como a Croácia deu um baile táctico à Argentina, ao ponto de ter tornado grandes estrelas como Aguero, Otamendi, Mascherano e Messi em simples peões no avanço para os quartos-de-final do Mundial 2018.


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