PSG e a Champions League – Existe alguma maldição nesta relação?

José Nuno QueirósMarço 12, 20193min0

PSG e a Champions League – Existe alguma maldição nesta relação?

José Nuno QueirósMarço 12, 20193min0
Mais uma temporada em que os Parisienses foram eliminados precocemente da Champions League, numa tradição que começa a ganhar contornos de maldição. O que aconteceu frente ao Manchester United?

Esta história começa a ser repetitiva para o lado parisiense, mas o PSG volta a vacilar na Champions League, naquilo que começa já a parecer uma maldição sobre o clube.

Quando tudo parece estar a correr bem para a equipa do PSG, com a liderança na liga bem encaminhada, com as provas nas taças internas a corresponderem às expectativas, eis que chegam as eliminatórias da prova milionária, onde tinham legítimas aspirações.

Depois de conquistar o primeiro lugar no grupo e de ter derrotado o Manchester United na primeira mão da Champions League por 2-0, só uma catástrofe podia tirar o conjunto francês dos quartos-final.

Depois das quedas com Real Madrid e Barcelona, o Manchester United parecia ser um conjunto acessível e com claras, deficiências quando comparado com o PSG.

No entanto, ficou a ideia no ar que a vantagem da primeira mão e o factor casa deram uma tranquilidade e uma confiança exagerada ao PSG que subestimou claramente o seu adversário.

O PSG não pode comprar jogadores de elevada qualidade e abordar os jogos com suplentes. (Fonte: PSG)

Começando na defesa a colocação de Marquinhos no meio campo para deixar Kimpembe no centro da defesa, é perder o seu melhor central para jogar com um jogador mediano.

A juntar a este erro na estratégia, o técnico alemão ainda colocou Keher na direita da defesa, em detrimento de Meunier ou de Daniel Alves, tendo o lateral alemão sido uma autêntica “passadeira” para os homens de Manchester.

Olhando para a frente de ataque, deixar Mbappé sozinho, tendo apenas Di Maria no apoio demonstra pouca vontade em marcar mais golos, dando preferência aos criativos em vez dos homens golo para selar a eliminatória.

Cavani, apesar de recuperar de lesão, tinha que ser lançado mais cedo, especialmente na altura em que a eliminatória estava a um golo de ser decidida para os ingleses.

Depois da “remontada” do Barcelona eis que surge agora a queda frente ao Manchester United e novamente no último minuto da partida. Cabe agora aos dirigentes do clube parisiense perceberem que o problema não se encontra nos jogadores, mas sim no homem que os lidera. Tuchel nunca pareceu o homem certo para liderar uma equipa com ambições de Champions League, tal como não o era Unay Emery na época transacta.

Quanto tempo mais irá durar esta relação (Fonte: Deccan Chronicle)

Outra situação que tem sido mal gerida nos homens da capital francesa é a questão Neymar. Numa altura em que a gestão de Cristiano Ronaldo é tão badalada nos media internacionais, seria interessante que os preparadores físicos do PSG começassem a preparar Neymar para os grandes confrontos. Com uma propensão enorme para se lesionar, Neymar não pode continuar a arriscar a sua forma física em jogos de dificuldade reduzida na Ligue 1, onde o PSG pode, e deve rodar os seus homens mais influentes de forma inteligente.

Já começam a ser muitos anos seguidos em que o braisleiro tem, pelo menos, uma lesão grave e sempre em alturas comprometedoras para os parisienses. Algo que nunca aconteceu tão frequentemente no Barcelona.

Com o título praticamente na mão, resta ao PSG lutar pelo quarteto este ano, juntando a Taça da Liga e a supertaça já conquistadas à Liga e à Taça de França. E por mais fantástico que isto possa parecer, esta será sempre uma época negativa para o PSG e o futuro do técnico alemão pode mesmo estar em risco.


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