O que é feito da MLS?

Fair PlayNovembro 8, 20186min0

O que é feito da MLS?

Fair PlayNovembro 8, 20186min0
Eis o guia do que se passou e do que falta jogar na liga norte-americana de futebol.

Artigo da autoria de Diogo Matos, autor do Fair Play e da página MLS Portugal 


Se, um pouco por toda a Europa, a maioria dos campeonatos arrancou há pouco mais de dois meses, a verdade é que, nos Estados Unidos da América, a MLS aproxima-se a passos largos do seu final. Entre surpresas e desilusões, são vários os pontos de análise daquilo que se passou na fase regular, assim como os motivos de interesse para se acompanhar os playoffs da competição.

Conferência Este. Campeões fora dos playoffs e recorde de pontos na MLS

Fazendo uma retrospetiva àquilo que se passou na Conferência Este da MLS, é impossível não se falar dos Toronto FC. O conjunto canadiano, que iniciou a temporada de 2018 na qualidade de campeão em título, não conseguiu apurar-se para a fase decisiva da prova. Apesar de os Toronto FC terem sido fustigados por muitas lesões ao longo de toda a temporada, a ideia que fica é que o conjunto capitaneado por Michael Bradley e orientado por Greg Vanney nunca conseguiu ultrapassar a derrota na final da Liga dos Campeões da Concacaf frente ao Chivas Guadalajara. Depois de duas finais em dois anos e de uma conquista inédita do título, será interessante perceber como se vai apresentar em 2019 a equipa de Giovinco e Altidore.

Se um dos grandes destaques no plano das desilusões foram os Toronto FC, no capítulo das boas campanhas é importante realçar-se o caso dos New York Red Bulls. Depois de perder duas das grandes referências do clube (McCarty e Klejstan) em dois anos consecutivos, a equipa nova-iorquina respondeu da melhor forma dentro de campo. Para além terem conquistado a Supporters’ Shield, os Red Bulls ainda bateram o recorde de pontos na fase regular da MLS, somando 71. Jesse Marsch pode ter deixado o comando técnico do clube a meio da época – foi substituído pelo adjunto Chris Armas – mas a qualidade de jogadores como Wright-Phillips, Adams e Gamarra acabou por fazer com que essa mudança não fosse sentida.

Wayne Rooney revolucionou a equipa na sua chegada à MLS (Foto: SAPO24)

Para além disto, ainda na Conferência Este, é fundamental referir a incrível recuperação protagonizada pelos DC United (eram últimos antes da chegada, em julho,  de Wayne Rooney e acabaram no quarto lugar), a boa campanha dos Atlanta United (que apenas não culminou com a conquista da Supporters’ Shield devido a uma derrota na última jornada) e a péssima temporada dos Orlando City (a formação da Flórida teve mesmo uma série de 13 jogos consecutivos sem vencer).

Conferência Oeste. “Efeito Zlatan” insuficiente e vitória da consistência

Fazendo uma viagem até à Conferência Oeste, um dos maiores destaques tem de ser o facto de os LA Galaxy não terem chegados aos playoffs. O conjunto californiano conta com algumas das melhores individualidades da competição (Zlatan Ibrahimovic, irmãos dos Santos, Alessandrini, entre outros), mas isso acabou por não ser suficiente para a chegada à fase decisiva da prova. Depois de um natural período de adaptação do jogador, a chegada de Ibra parecia ser o condimento que os Galaxy precisavam para os bons resultados. O avançado sueco apontou 22 golos, mas uma derrota em casa com os Houston Dynamo, na última jornada, acabou por relegar os LA Galaxy para o sétimo posto da conferência.

No topo da tabela ficaram o Sporting Kansas City e os Seattle Sounders. Os comandados de Peter Vermes mostraram grande consistência ao longo de todo o ano e, apresentando um dos meios-campos mais sólidos da liga, fizeram com que o clube assegurasse a oitava presença consecutiva nos playoffs da MLS. Já os Sounders voltaram a repetir a tradição dos últimos anos: inícios de temporada extremamente negativos, recuperações assinaláveis e chegada aos playoffs.

O bom ano de estreia dos Los Angeles FC merece ser realçado, assim como o regresso aos playoffs da jovem equipa dos FC Dallas. No outro extremo da tabela, os San Jose Earthquakes tiveram uma prestação desastrosa, somando apenas quatro vitórias nos 34 jogos disputados (prestação, em termos negativos, só superada pelos três triunfos dos DC United em 2013).

O “efeito Zlatan” não foi suficiente para chegar aos playoffs (Foto: SAPO24)

Playoffs. Hora de todas as decisões

Depois de oito meses e 34 jornadas de competição, a MLS entrou, na semana passada, na fase de playoffs. Se New York Red Bulls, Atlanta United, Sporting Kansas City e Seattle Sounders, por terem sido os dois primeiros de cada Conferência, ficaram isentos de jogar a primeira eliminatória, as restantes equipas tiveram de disputar os oitavos-de-final da competição. Os melhores classificados tiveram a vantagem de jogar em casa, mas a verdade é que três dos visitantes conseguiram passar aos quartos-de-final. Os Columbus Crew eliminaram os DC United, os Real Salt Lake derrotaram os favoritos Los Angeles FC e os Portland Timbers foram até ao Texas vencer os FC Dallas. Os New York City acabaram por ser os únicos visitados a chegar à fase seguinte.

À data de publicação deste artigo já se disputou a primeira mão dos quartos-de-final da MLS. A nota dominante das partidas acabou por ser o equilíbrio. Os Columbus Crew venceram os New York Red Bulls por 1-0, sendo interessante perceber se os Red Bulls vão voltar a quebrar na fase a doer. Os Portland Timbers aproveitaram da melhor forma o jogo com muitas lesões de jogadores dos Seattle Sounders, ganhando por 2-1. Para além do empate a uma bola entre os Real Salt Lake e o Sporting Kansas City, os Atlanta United conseguiram um importante triunfo (1-0) fora de portas frente aos New York City.

Os dados estão lançados para o que falta jogar da MLS. A pouco mais de um mês do fim da competição, as incertezas ainda são muitas, mas o espetáculo está garantido. Quem sucederá aos Toronto FC como campeões da Major League Soccer?


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