O que esperar do que falta jogar da Major League Soccer?

Diogo MatosJunho 26, 20185min0

O que esperar do que falta jogar da Major League Soccer?

Diogo MatosJunho 26, 20185min0
Quais as maiores surpresas e as maiores desilusões da edição 2018 da MLS? Com 17 das 34 jornadas da competição disputadas, é hora de se analisar o que até então se passou no campeonato norte-americano.

O verão é sinónimo de pausa nos grandes campeonatos europeus, mas a verdade é que, na Major League Soccer, esta é a altura das grandes decisões. Disputadas que estão 17 das 34 jornadas, o Fair Play analisa o que se passou até agora na principal competição de clubes norte-americana, antevendo aquilo que a fase regular ainda pode trazer.

 

O perfume sul-americano que garante a liderança aos Atlanta United

 

Se se utilizar a tabela classificativa como critério para se iniciar esta análise, é inevitável falar-se dos Atlanta United. O conjunto orientado por Tata Martino segue na liderança da competição com 34 pontos, mais dois que o Sporting Kansas City, líder da Conferência Oeste (pese embora o conjunto de Kansas tenha menos um jogo disputado).

À magia de Miguel Almirón, Josef Martínez e Hector Villalba, juntou-se este ano a irreverência de Ezequiel Barco e a inteligência tática de Darlington Nagbe. Para além de tudo isto, o conjunto do estado de Geórgia conseguiu melhorar bastante o seu registo defensivo, apresentando uma maior segurança no momento em que não tem a bola. À performance da equipa dentro do campo, acrescenta-se ainda o fantástico apoio dos adeptos sempre que os Atlanta United jogam em casa, não sendo propriamente estranho ver-se o estádio com 70 mil fãs nas bancadas.

 

Ezequiel Barco tem estado em destaque nos Atlanta United (Foto: Dirty South Soccer)

 

Finalistas de fora dos play-off?

É verdade, esta é uma forte possibilidade. Se um dos encantos da Major League Soccer é a imprevisibilidade, nada melhor do que o facto de os dois finalistas do ano passado- Seattle Sounders e Toronto FC– estarem fora da zona que garante acesso aos play-off para comprovar isso mesmo.

Das duas equipas, o caso mais preocupante parece ser o dos Seattle Sounders. Depois de dois anos bastante positivos- conquista da MLS em 2016 e chegada à final em 2017-, o conjunto orientado por Brian Schmetzer soma apenas 12 ponto até ao momento na edição de 2018 da prova. Para além da grave lesão sofrida por Jordan Morris no início da temporada, as estrelas da equipa, Clint Dempsey e Nico Lodeiro, têm-se apresentado a um nível abaixo das expectativas, fatores que condicionam toda a manobra ofensiva da equipa.

Fazendo-se uma viagem até ao Canadá e até à Conferência Este, encontramos os Toronto FC em 10º lugar com 15 pontos. A boa campanha da equipa na Liga dos Campeões da CONCACAF fez-se sentir no campeonato, estando os pupilos comandados por Greg Vanney muito longe daquilo que produziram em temporadas anteriores. Jozy Altidore encontra-se a recuperar de uma cirurgia ao pé, as exibições de Giovinco e de Bradley têm estado abaixo do esperado e Víctor Vázquez, depois de uma lesão nas costas no início da temporada, parece ser o único dos quatro “mosqueteiros” a conseguir manter o nível exibicional.

Sendo certo que ainda faltam disputar alguns jogos e que os Toronto FC não estão propriamente longe da zona que dá acesso aos paly-off- seis pontos-, é importante que os atuais campeões da MLS comecem a recuperar algum terreno para não perderem de vez o “comboio”.

 

Surpresas, desilusões e previsões

Falar-se de surpresas sem se referir os Los Angeles FC é uma tarefa praticamente impossível. O conjunto californiano, em ano de estreia na MLS, encontra-se num confortável terceiro posto da Conferência Oeste. Aliando experiência com juventude, a turma orientada por Bob Bradley tem conseguido manter um bom nível exibicional, não sendo de todo descabido que os Los Angeles FC “sonhem” com a chegada aos play-off. Ainda na Conferência Oeste, destaque para as boas campanhas dos FC Dallas e dos Real Salt Lake, equipas que na última temporada não chegaram aos play-off e que, este ano, ocupam o segundo e o quarto lugar, respetivamente.

Na Conferência oposta, destaque para mais um bom campeonato das equipas de Nova Iorque. Os City perderam Patrick Vieira há poucas semanas e será interessante perceber se Domenec Torrent conseguirá ser um bom substituto do francês. Por outro lado, os Red Bulls superaram da melhor forma as saídas de Kljestan e Felipe e, com um Bradley Wright-Phillips em excelente forma, encontram-se no terceiro posto da tabela classificativa.

Nota ainda para o “renascimento” dos New England Revolution sob o comando técnico de Brad Friedel. A equipa de Boston, que não chega aos pllay-off desde 2015, encontra-se neste momento em quinto lugar, sendo provável que chegue à fase a eliminar da competição.

 

Conseguirá Brad Friedel levar os New England Revolution aos play-off? (Foto: The Bent Musket)

 

No plano das desilusões é impossível não se referir os DC United (o grande investimento feito não condiz com o último lugar da Conferência Este), os Orlando City (a equipa da Florida soma atualmente sete derrotas consecutivas) e, em certa parte, os LA Galaxy (com a quantidade de estrelas no plantel não era expectável que a equipa estivesse fora da zona de acesso aos play-off a meio da fase regular).

Assim, e sendo certo que o futebol é bastante imprevisível, é pouco provável que Minnesota United, Seattle Sounders, Colorado Rapids, San Jose Earthquakes e DC United consigam chegar aos play-off. Por outro lado, não será de todo estranho que se aponte os Atlanta United e o Sporting Kansas City a dois dos quatros lugares que permitem aos clubes da MLS avançar diretamente para os quartos de final da competição.

Artigo escrito por Diogo Matos, fundador e administrador da página MLS Portugal.


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