5 Jogadores da Segunda Liga que têm de voltar à Liga NOS

Francisco IsaacMaio 13, 20196min0

5 Jogadores da Segunda Liga que têm de voltar à Liga NOS

Francisco IsaacMaio 13, 20196min0
São alguns os jogadores que já passam pela Liga NOS mas que agora estão a actuar na Segunda Liga. Mas com o final de mais uma época, será que há oportunidade de alguns destes nomes voltar à Primeira?

CHRISTIAN FIEL (FC PAÇOS DE FERREIRA)

Vítor Oliveira teve à sua disposição um plantel bem recheado de potencialidade e qualidade técnica/táctica no Paços de Ferreira, como Luiz Phellype, Douglas Tanque, Ricardo Ribeiro (o que defendeu o guardião esta temporada, revelando-se como uma total certeza no plantel pacense), Marco Baixinho, Sodiq Fatai, entre outros.

Mas para além da técnica, táctica, espírito de sacrifico e trabalho, houve outra componente fundamental para chegar à promoção e título de campeão: experiência. Para além dos já citados Ricardo Ribeiro ou Marco Baixinho, a integração de Christian Fiel na equipa foi uma decisão de sucesso por parte da equipa técnica pacense.

Christian foi preponderante no meio-campo do Nacional da Madeira na caminhada para a subida de divisão, assumindo-se como um daqueles médio-centros que tanto pode descair mais para o meio-campo defensivo, fazendo-se passar por um trinco com mais qualidade na saída para o ataque, ou como um gestor de jogo inteligente mas que sabe impor o físico quando é necessário.

Não foi fácil o regresso à Capital do Móvel, ficando-se pelo banco em diversos encontros até que Vítor Oliveira começou a fazer uso da capacidade e potência física de Christian. Esta decisão deu outra capacidade ao centro do terreno dos pacenses, que em 19 jogos só perdeu por três ocasiões com Christian a assumir um papel importante na saída para o ataque ou na vigilância do miolo de jogo.

Será um regresso do brasileiro à Liga NOS se tudo correr bem durante o Mercado de Verão, mas merece até pela qualidade evidenciada época após época na Ledman LigaPro.

RICARDO RIBEIRO (FC PAÇOS DE FERREIRA)

Há poucas palavras para descrever o que defende Ricardo Ribeiro, notabilizando-se época após época na segunda liga, tanto ao serviço da Briosa como agora ao serviço dos “castores” de Vítor Oliveira. Com uma capacidade elástica para chegar aos pontos mais difíceis da baliza, o guardião de 29 anos sofreu apenas 17 golos em 30 jogos, isentando as redes por 17 ocasiões durante a temporada.

Mas não é só entre os postes que Ricardo Ribeiro apresenta qualidade, já que é por toda a “paz e calma” que confere à defesa, com uma comunicação desenvolvida e inteligente, munindo os seus centrais das informações necessárias para lidar melhor com a equipa adversária. Foi uma das principais forças do Paços de Ferreira nesta época e voltou a reforçar o papel da defesa nas equipas de Vítor Oliveira.

Mas será que a boa época pelos pacenses basta para chegar ao nível máximo do futebol português? Ou voltará a ficar amarrado à segunda liga por mais algum tempo?

ENÇA FATI (OLIVEIRENSE)

Na Oliveirense têm surgido alguns nomes interessantes nos últimos anos como Bryan Riascos, Guima, Avto, Barry, entre outros, e nesta temporada outro atleta tem surgido em grande pela formação de Oliveira de Azeméis: Ença Fati. O extremo da Guiné-Bissau tem sido uma dor de cabeça para os laterais adversários, já que a facilidade com que muda de velocidades ou de ritmo dá outra profundidade e sentindo ofensivo à equipa liderada por Pedro Miguel.

Fati na temporada actual já foi responsável por 12 golos e 5 assistências e tem sido de longe o jogador mais preponderante dos oliveirenses, para além de ser quem tem o maior número de minutos e jogos esta época (32) focando bem a sua capacidade física, o “pulmão” imenso e a tal velocidade que torna tudo mais agitado em seu redor.

Tecnicamente tem valor, sabe colocar a bola na área, para além do remate potente que mora nos seus pés, faltando-lhe mais compreensão do jogo, da leitura dos momentos e no saber em parar antes de ir sozinho para cima da defesa contrária.

Tem tudo para chegar à Liga NOS e ser um extremo de qualidade para equipas como o Belenenses SAD ou Vitória, correndo o risco de se vir a tornar um caso sério.

BURA (LEIXÕES SC)

Está muito perto de atingir os 200 jogos na Ledman LigaPro, graças ao serviço que prestou a clubes como GD Chaves, Gil Vicente, SC Covilhã, Académico de Viseu e agora Leixões SC, sempre com uma presença importante e imponente no eixo-defensivo.

Nesta sua chegada a Matosinhos, alinhou em 33 encontros, 28 dos quais para a Liga, apresentando-se como a referência da defesa da equipa portuense, evidenciando as mesmas qualidades que tinha mostrado em Viseu.

Imponente nos duelos directos, agressivo (dentro das leis) na cobertura de segundas bolas, inteligente e competente na condução de jogo e com uma presença área bem interessante dentro da área adversária, algo que fez de Bura um dos centrais mais goleadores da Ledman LigaPro (27 golos em 190 jogos), tudo bons pormenores e qualidades para um defesa que merecia outra atenção por parte dos clubes da Primeira Liga.

É verdade que o Leixões SC ficou longe da subida, mas o problema não esteve na defesa, uma vez que só consentiram cerca de 35 golos (a 4ª melhor defesa, em igualdade com o SL Benfica “B”), uma ligeira melhoria em comparação com a época transacta (sofreram 43 no final das 38 jornadas) e a chegada de Bura foi um contributo inestimável para esta evolução do clube de Matosinhos.

Será que Bura vai ter a oportunidade de pisar os relvados da Liga NOS no ano que vem, oferecendo qualidade defensiva a equipas que foram muito permeáveis durante toda a temporada?

LUIS SILVA (LEIXÕES SC)

Já esteve predestinado a outros patamares no futebol português, quando aos 20/21 anos conquistou a titularidade no Gil Vicente e até um lugar na selecção nacional sub-20/21. Na altura mostrou vários pormenores de qualidade, como o posicionamento, o trato dado à bola, a “paciência” no gerir da bola e no criar de boas linhas de passe na estratégia ofensiva ou defensiva, evidenciando uma cultura de jogo com possibilidade de atingir outro nível.

Seguiu-se o Grupo Desportivo de Chaves, onde foi referência no meio-campo dos transmontanos e voltou, na altura, a mostrar alguns dos melhores pormenores possíveis, com todo um “arsenal” de soluções que deu ao meio-campo de Vítor Oliveira outra qualidade exibicional. Passados vários anos, Luís Silva falhou algumas oportunidades para singrar na Liga NOS e desde 2017 estabeleceu-se no SC Leixões.

Ao serviço da equipa de Matosinhos tem se assumido como um dos melhores médio-centros da Ledman LigaPro, apresentando uma visão de jogo de franca qualidade, a somar-se ao ainda melhor trato dado à redonda ou fluidez de movimentos que consegue impor.

Inteligente, disciplinado, trabalhador, Luís Silva merece voltar a ter uma oportunidade na Liga NOS, até porque não há muitos médios com a cultura de jogo que o atleta do Leixões ostenta.


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