26 Mai, 2018

A comunicação e a sua importância no seio dos clubes

Daniel FariaNovembro 8, 20175min0

A comunicação e a sua importância no seio dos clubes

Daniel FariaNovembro 8, 20175min0
A comunicação e os clubes. Um “laço” que se torna cada vez mais visível, apoiado nas redes sociais. Mas qual a importância da comunicação na projeção de um clube na sociedade e junto dos seus adeptos?

Ponto prévio: um clube “fechado” sobre si mesmo está praticamente condenado ao fracasso quando se fala da sua imagem. Hoje em dia, com a evolução das tecnologias e formas de comunicar, os clubes têm cada vez mais necessidade de projectarem-se para o exterior.

Sabe aquele “post”, que vê por exemplo, no Facebook, publicado diariamente praticamente no mesmo horário? É o seu clube, ou outro, a tentar chamar à atenção. É um fenómeno recorrente que se tende a alastrar com o passar do tempo.

O Beira-Mar é um bom exemplo de comunicação no Facebook. (Foto: Facebook)

Estamos na era da informação. É fulcral para as associações desportivas fazerem circular essa mesma informação e é inegável que essa circulação de dados e interactividade esteja em crescendo. Vemos vários clubes, desde a primeira Liga até aos distritais a fazê-lo. E bem. Porque a comunicação exerce grande importância na actividade de qualquer clube ou empresa.

O modo como se comunica é a imagem de determinado clube. O que o clube “dá” em termos comunicacionais, seja em conferências de imprensa dadas pelo seu treinador, dirigente ou director de comunicação, será o seu reflexo na sociedade, contribuindo para a formulação de juízos por parte do comum adepto.

O marketing e a comunicação são uma face cada vez menos marginalizada no desporto. Na última década, o fenómeno ganhou preponderância entre a classe do dirigismo no futebol português e é, mais do que nunca, um factor de diferenciação junto do vasto público que consome aquele que é considerado o desporto-rei.

Prova disso é a constante interacção nos meios de comunicação social, redes sociais e internet em geral. Os “sites” são uma plataforma em constante evolução; o Facebook tornou-se uma ferramenta fundamental; as campanhas são cada vez mais inovadoras e visam o bem-estar absoluto do adepto. Uma panóplia de situações que formam o “pacote” de interacção clube-sociedade, contribuindo para a afirmação dos clubes fora das quatro linhas.

O “boom” da Internet, há sensivelmente 20 anos, mudou por si só a forma de comunicação entre os seres humanos. O conceito de “Aldeia Global” ganhou nova dimensão. Através de um clique, pode-se abranger praticamente vários pontos do globo e é nisso que reside a importância da comunicação feita através dos novos meios tecnológicos.

 “A comunicação é, indiscutivelmente, um ponto-chave para os responsáveis pelo marketing e gestores em geral” (Dias, 2011: 40).

Esta citação é aplicável aos clubes na criação do seu “mundo comunicacional”. A exploração das várias potencialidades ao nível da comunicação com os adeptos requer uma profissionalização mínima a nível estrutural, tanto organizacional como a nível académico.

Hoje assistimos a clubes mais activos nesse aspecto, procurando até “filtrar” o que sai nos meios de comunicação social, procurando preservar a imagem que querem construir. Por isso, ambos os departamentos (marketing e comunicação) operam conjuntamente nos clubes portugueses.

Exemplo de comunicação ligada ao Marketing, pelo Paços de Ferreira. (Foto: Facebook)

Um bom posicionamento em termos comunicacionais têm essencialmente dois vectores: uma relação positiva e de proximidade com os seus adeptos e por outro lado a captação de patrocínios e acordos comerciais importantes para a subsistência dos clubes.

Estratégia de “guerrilha”?

Em Portugal, a estratégia parece ser de “guerrilha” em termos comunicacionais. Em abril deste ano, por exemplo, José Couceiro, treinador do Vitória de Setúbal criticou o “modus operandi” dos gabinetes de comunicação dos clubes em Portugal.

Nas suas palavras, o mesmo referiu que “estão a transformar o jogo numa guerra”.

“As pessoas veem o jogo e não analisam o jogo e depois vão falar a quente. Cada vez mais vivemos com gabinetes de comunicação agressivos e excessivos. Estamos a criar um problema que pode ter consequências muito graves. Estão a transformar um jogo numa guerra. Nós não queremos contribuir para isso”.

A verdade é que estas afirmações não são assim tão descabidas. Basta olhar para a realidade do futebol português. Dirigentes a atacar outros, arbitragem sempre debaixo de fogo, entre outros factores.

Conclusões

  1. A comunicação exerce importância fundamental na forma como o clube é visto “de fora”.
  2. As redes sociais – com foco no Facebook – projectam um clube praticamente pelo mundo inteiro.
  3. A captação de novos patrocínios e acordos comerciais, bem como fomentar a proximidade com os adeptos, são os dois vectores principais da comunicação
  4. Os departamentos de comunicação devem ter pessoas qualificadas para o efeito, que saibam separar a emoção do jogo e marcar uma posição comunicacional coerente
  5. Um clube “fechado” sofrerá inúmeras dificuldades. O futebol, como desporto de massas, precisa de associações abertas e projectadas para “fora”, quanto baste.

A comunicação através dos meios digitais, quando bem feita, é uma “arma” valiosa. (Foto: Marketing Portugal)


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