15 Melhores Jogadores de Rugby do Mundo em 2018

Francisco IsaacOutubro 5, 201814min0

15 Melhores Jogadores de Rugby do Mundo em 2018

Francisco IsaacOutubro 5, 201814min0
Queres saber quais foram os nossos 15 Melhores Jogadores de Rugby do Mundo em 2018? De Johny Sexton a Ben Smith passando pelo incrível Furlong e o novato Stockdale!

O ano desportivo do Rugby de 2018 ainda não terminou pois ainda há os tão esperados Internacionais de Outono, com um Inglaterra-Nova Zelândia, Irlanda-Nova Zelândia e Inglaterra-Austrália e que podem mudar ou não a nossa percepção de quem são os melhores deste ano. Mas tomando em consideração que o Rugby Championship já acabou, as Seis Nações já lá foram há uns bons meses e que já temos campeões da época transacta há argumentos mais que suficientes para escolher!

Concordas com os nossos 15 Melhores Jogadores de Rugby do Mundo em 2018? Quem é que porias na lista que falta? Quem é o top-3? Esta é a nossa opinião!

1- JONATHAN SEXTON (IRLANDA)

Ano perfeito para Jonathan Sexton com o Grand Slam nas Seis Nações pela Irlanda, a European Champions Cup e PRO14 no Leinster rubricando um daqueles anos sensacionais em termos de troféus. Mas em relação aos momentos decisivos? Sexton foi fundamental para a vitória nas Seis Nações, rubricando 44 pontos na competição (89% de eficácia, só com o País de Gales é que falhou a maior parte dos seus pontapés) três deles fulcrais para vitória ante a França.

drop certeiro e letal a 45 metros de distância dos postes vai ficar para a história do torneio centenário como um dos maiores momentos de sempre, numa altura em que a equipa perdia por 12-13 em cima dos 80 minutos… mítico! Sexton foi fundamental para a vitória na final das Champions Cup com três penalidades rubricadas (falhou outras duas) e desempenhou um papel importantíssimo na final do PRO14, com uma actuação soberba como só ele sabe fazer.

Foram 202 pontos em 27 jogos durante o ano inteiro!

2- BEAUDEN BARRETT (NOVA ZELÂNDIA)

A discussão pelo 1º e 2º lugar é quase nula, com Beauden Barrett a poder perfeitamente sentar no lugar número 1, todavia Sexton ganhou tudo o que havia para ganhar, enquanto que o número 10 da Nova Zelândia só se pôde contentar com o Rugby Championship e uma recepção ao tour francês de sucesso. 194 pontos em 22 jogos é o cômputo final para o abertura que sonha conseguir o 3º título do Mundo como Melhor do Planeta da Oval.

No Super Rugby Beauden Barrett actuou em só 16 encontros, sendo preterido em alguns para descanso e/ou recuperação, não tendo conseguido levar os Hurricanes à final como desejava. Todavia, foi de longe um dos melhores a par de Ben Lam, TJ Perenara, Ngani Laumape e pouco mais. Continua a apresentar todos os argumentos dos anos anteriores: velocidade insana, skills de ponta, jogo ao pé inteligente e bem aplicado (falamos do jogo corrido), desbloqueador em jogos complicados, placador exímio e muito mais.

Se os All Blacks tivessem feito Grand Slam nesta edição de 2018 do Rugby Championship poderia ter terminado no 1º lugar… aqueles 4 pontos falhados aos postes ante a África do Sul podem ditar a sua sorte no final de contas?

3- BROADIE RETALLICK (NOVA ZELÂNDIA)

Terminator 2.0 dos All Blacks fecha o pódio de forma merecida, pois não há dúvida alguma que é o avançado mais decisivo no Mundo da bola oval. Broadie Retallick, que tem sido fustigado por algumas lesões, sempre que joga tem influência no comportamento tanto atacante como defensivo das suas equipas. Veja-se a exibição com a Austrália onde tanto criou ensaios, parecendo um ponta, como roubou bolas como ninguém, realizando a par de Beauden Barrett e Ben Smith as melhores exibições dessa noite.

Os Chiefs não tiveram uma época exemplar, o que não deixa de significar que Retallick foi de longe um dos melhores (só no mesmo patamar esteve Damian McKenzie, Solomon Alaimalo e Nathan Harris) durante toda a temporada. Duro como se quer, ágil como poucos na sua posição e genial com a oval nas mãos.

4- MALCOLM MARX (ÁFRICA DO SUL)

O sonho de qualquer talonador jovem já Malcolm Marx uma vez que o nº2 dos Springboks e Lions conseguiu acabar como asa em dois jogos, um destaque interessante e que revela muito da qualidade do sul-africano. É o melhor ‘bok do momento, tanto pela sua arte em placar, onde consegue saltar logo do chão para disputar o breakdown (no Rugby Championship 2018 “só” roubou 8 bolas em 6 jogos), como pela forma agressiva e resiliente com que ataca a linha de defesa.

É daqueles jogadores que ninguém quer placar, magoa só de “ver”, emergindo no jogo curto com uma força e uma volatilidade que cria mossa e espaço suficiente para os seus companheiros conseguiram fazer um ataque continuado penetrante. Não foi tão forte nas fases estáticas como nos anos anteriores, mas não há dúvida alguma do seu capricho, raça e inteligência dentro de campo.

5- OWEN FARRELL (INGLATERRA)

Ano bom na Premiership, em que levantou o título de campeão inglês tanto como nº10/12 dos Saracens assim como foi o máximo pontuador da competição com 217 pontos. Raramente se lesiona, está sempre pronto para um novo desafio e não é por ele que a Inglaterra teve umas Seis Nações para esquecer, fechando a sua participação com 39 pontos. Não é ainda o capitão que querem fazer dele, pois precisa de tempo para assumir não só as obrigações de chutador e mentalista da estratégia da Inglaterra para além das funções de líder.

Jogador algo mais “estático” comparado com Beauden Barrett, não sendo tão interventivo ou cínico como Sexton, não deixa de estar entre os 5 melhores do Mundo até pela qualidade que emana dos seus pés e mãos. É um centro com costelas de abertura, que tem de se assumir como o “Rei” da Rosa de Eddie Jones já em 2019.

6- RICHIE MO’UNGA (NOVA ZELÂNDIA)

É uma das entradas mais polémicas, pois Mo’unga apesar do ano incrível que realizou nos Crusaders não conseguiu roubar o lugar de Beauden Barrett nos All Blacks. Não é nenhuma mentira dizer que o abertura tem a melhor avançada do Super Rugby ao seu serviço o que ajuda muito nas suas funções e delineamento de estratégia. Todavia, Mo’unga é um atleta versátil, um playmaker de uma genialidade estupenda com uma visão de jogo bem pautada e bem esquematizada.

Segue o plano à risca, raramente falha uma conversão aos postes, tanto pode fazer um jogo mais pausado e frio como mais virado para o rugby total em que a velocidade é “rainha” nessa estratégia. Vai continuar a singrar e a crescer, e o bicampeonato dos Crusaders mais o facto de ter sido considerado o MVP do Super Rugby 2018 são sinais do futuro da Nova Zelândia.

7- CONNOR MURRAY (IRLANDA)

Joe Schmidt bem pode sorrir perante o par de médios que tem na Irlanda com um Sexton a marcar e a mandar e um Connor Murray a organizar e a pautar jogo. O formação já é uma lenda do rugby mundial e em 2018 termina como o melhor na sua posição. É daqueles jogadores que tudo se espera e que mesmo assim consegue inventar algo inesperado, levando a Irlanda a atingir voos e patamares superiores.

Quando se fala de Murray confunde-se rapidamente com pontapés venenosos para trás das costas da defesa, passes de ponta e que chegam ao portador de bola em excelente qualidade e de “magia” imensa no momento de decisão de jogos. É daqueles nº9 que não se pode conceder um centímetro de espaço, pois aproveita todas as distracções para não só arranjar assistências como marcar ensaios.

8- AARON SHINGLER (PAÍS DE GALES)

Inesperadamente, Shingler foi o melhor galês de 2018, muito devido às suas exibições extraordinárias nas Seis Nações 2018, onde até coleccionou o título de melhor jogador em dois encontros. Um asa mortífero na placagem, Shingler acabou por registar 92% de eficácia no que toca a meter o ombro no adversário, caçando bem os avançados ou 3/4’s contrários. Manhoso no controlo dos rucks, o asa dos Scarlets é uma constante e grande dor de cabeça para os formações contrários, pois não dá um segundo de paz no ataque a estes.

A somar a isto tudo, há o facto de ter umas mãos bem “trabalhadas”, aparecendo bem na linha de ataque, movendo-se com facilidade e velocidade, para além de conseguir dar outra dimensão às saídas rápidas em contra-ataque do País de Gales. Demorou a ganhar o seu lugar na selecção dos Red Dragons mas não há dúvidas que vai ser fundamental para Warren Gatland no próximo Mundial.

9- BEN SMITH (NOVA ZELÂNDIA)

Aos 32 anos de idade, Ben Smith é ainda o melhor defesa a nível Mundial, compreendendo bem o seu papel nessa posição, em que extrai não só metros e jogadas de qualidade para os Highlanders e All Blacks, como não perde uma disputa no ar contra adversários como Israel Folau ou Willie Le Roux. Um génio que não deixa de evoluir ano após ano, Ben Smith encanta plateias com a sua vontade de devorar metros (foi o melhor neste aspecto no Rugby Championship com 364) e de dar um ritmo frenético ao jogo de um momento para o outro.

Passada electrizante, uma visão de jogo única e uns pés sempre preparados para virar os placadores do avesso, Ben Smith deixou, está a deixar e deixará uma marca quase sem igual no Mundo do rugby, assumindo-se quase de longe como o melhor nº15 do Mundo e dos últimos 20 anos. O que será da Nova Zelândia sem Bendie?

10- FRANCO MOSTERT (ÁFRICA DO SUL)

De longe o jogador sul-africano que mais cresceu em 2018 e o que mais “dominou” no aspecto de captação de bola no alinhamento ou de sair a jogar, Franco Mostert dos Lions e dos Springboks tem arrebatado o Mundo do rugby como uma força soberba. Precisou de tempo até ter um lugar cativo nos Lions (no final do Rugby Championship segue caminho para o Gloucester Rugby) mas em 2018 foi o seu ano e acabou por ser considerado um dos atletas de topo da competição.

Raça pura na luta pelo breakdown, Mostert foi razão de grandes problemas de equipas que disputavam mal os rucks, conseguindo chegar lá no momento certo para meter as mãos à bola e arrancá-la ou pelo menos conseguir uma penalidade a favor dos Lions. Nos Springboks tem sido dos melhores atletas desta nova era com Rassie Erasmus ao leme da selecção sul-africana, apresentando-se como um placador e um portador de bola fiável e rápido a fazer o seu papel.

11- JACOB STOCKDALE (IRLANDA)

O Melhor Jogador das Seis Nações 2018 para o júri oficial da prova vai continuar a deslumbrar audiências pela magia que impõe com a oval nas mãos, sendo muito difícil de caçá-lo quando está em velocidade total. Bateu o recorde de ensaios na prova máxima de selecções europeia com 7, um número nunca antes alcançado e que agora está entregue ao irlandês de 22 anos do Ulster.

Mas o que faz de Jacob Stockdale de merecedor do top-15 Mundial do Fair Play? Notem, que poucos têm a capacidade de explosão e fluidez de jogo à ponta como ele, abrindo não só uma passada imparável como percebe onde vai cair a oval em momentos cruciais dos jogos, interceptando passes para chegar debaixo dos postes com mais um ensaio debaixo do braço, literalmente. Versátil, cerebral e com fome de ensaios (só em 2018 foram quase 20 ) vai substituir com perfeição a lenda Tommy Bowe à ponta.

12- ISRAEL FOLAU (AUSTRÁLIA)

É outra introdução “perigosa” da nossa parte, mas não há forma de dar a volta ao facto de Israel Folau de ainda ser (e o vai continuar a sê-lo) dos melhores atacantes a nível mundial quer ao nível de clubes ou selecção. Não há muitos jogadores com a sua explosão no salto, elevando-se a uma altura que a maioria dos adversários tem dificuldades em chegar, o que permite dar outra dimensão ao rugby australiano.

Um velocista de primor, com uns skills e pés lendários, Israel Folau foi em 2018 o melhor atleta dos Waratahs (11 ensaios, 6 assistências em 14 jogos) e foi dos mais eficazes na Austrália, demonstrando toda uma guelra e jeito para o ataque. Com ele em campo é fácil de arranjar espaços para quebrar-a-linha de defesa dos seus adversários, faltando só mais clarividência no momento do passe e outra humildade perante as necessidades dos seus companheiros.

13- TADHG FURLONG (IRLANDA)

Não podia faltar um primeira-linha nesta lista e Tadgh Furlong merece a menção até por tudo aquilo que traz para o campo de rugby, que vai muito para além de ganhar a maioria dos duelos nas formações-ordenadas. Um trabalhador nato com uma mentalidade vencedora e um espírito de sacrifício extraordinário, Furlong é daqueles pilares maçudos que se apresenta muito difícil de parar no espaço curto.

Faz parte da equipa do Leinster que ganhou tudo a nível europeu, sendo uma das peças-chave para o XV de Joe Schmidt na conquista das Seis Nações 2018. Não há muitos como Furlong, com uma inegável capacidade de desbravar caminho, combinando bem esse processo com os seus recortes técnicos inesperados e sensacionais.

14- CHRIS ASHTON (INGLATERRA)

A terceira e última escolha mais controversa ficou para o também controverso Chris Ashton. Um dos atletas mais reputados da história recente dos Saracens com quase 50 ensaios em 105 jogos, Chris Ashton foi até França e terminou como o melhor marcador de ensaios da temporada com 26 em 30 encontros. Continua a apresentar uma capacidade de mexer à ponta soberba, destacando-se a mobilidade e possibilidade de variar o jogo a seu belo-prazer, constituindo-se como uma das principais “armas de arremesso” das equipas pelo qual joga.

Voltou a fazer parte das escolhas de Eddie Jones, provando que aos 31 anos ainda continua a ser um ponta de respeito e de qualidade mundial… voltou agora para casa e vai jogar ao serviço dos Sale Sharks, com o objectivo de chegar aos 100 ensaios na Primeira Divisão inglesa, um recorde ao seu alcance.

15- VERENIKI GONEVA (FIJI)

Para fecharmos a lista nada melhor que o melhor jogador da Premiership 2018, Vereniki Goneva, o fijiano que ostenta 1,78 mas que em campo parece ter mais 20 centímetros de altura! O ponta já passou a meta dos 50 ensaios na liga inglesa e continua a ser um destruidor de placagens sem igual, com uma força e um capricho na velocidade ao jeito do que os atletas das Ilhas Fiji gostam de mostrar.

Goneva é imenso quando está a jogar, desdobra-se de uma forma apaixonante, capitalizando ensaios formidáveis, armando uma placagem durissíma e que a maioria dos adversários não quer e não gosta de levar com, sendo um dos pontas/centros mais versáteis a actuar no Hemisfério Norte.


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