Nuno Damasceno. “O rugby fez de mim a pessoa que sou hoje!”

Francisco IsaacDezembro 23, 201919min0

Nuno Damasceno. “O rugby fez de mim a pessoa que sou hoje!”

Francisco IsaacDezembro 23, 201919min0
O treinador principal do CR São Miguel foi entrevistado pelo Fair Play e destacou vários capítulos da sua carreira no rugby. Nuno Damasceno em exclusivo!
Nuno Damasceno, tens quase tantos anos de ligação ao rugby como anos de vida… tem valido a pena a aventura e viagem pela modalidade?

SIM! Desde que começou nunca mais me parou… e sempre a valer a pena!

Esta viagem é a história da minha vida. O Rugby fez de mim a pessoa que sou hoje. Tento aprender e melhorar com as experiências que tive ao longo dos anos. Acima de tudo tive muita sorte pelas pessoas que conheci, essas são a maior partilha do rugby nos dá.

Tens recordações de como tudo começou? E aquele primeiro jogo que te tirou logo do sério, qual foi?

Desde novo que tenho uma paixão grande pelo Rugby, apesar de não ter tradição familiar na modalidade. A primeira vez que quis experimentar (com 10 anos) a minha mãe não me deixou, por isso da segunda vez (com 14) informei que já sabia que autocarro apanhar e que ia treinar. No primeiro jogo tive uma contusão. Sendo os dois pais médicos já sabia o recado que ia levar, por isso a primeira coisa que lhes disse quando cheguei a casa foi: “Não vou desistir!”.

Não sei qual terá sido o primeiro jogo que me tirou do sério, mas lembro-me de um que fui retirado de campo por ficar furioso. Estávamos em Inglaterra a jogar contra Gales, naturalmente eram muito superiores a nós. O resultado era já avultado e tivemos uma penalidade dentro do meio campo adversário, como estava a liderar queria ir ao alinhamento e tentar a nossa sorte. Mas os treinadores quiseram ir aos postes. Falhamos e sofremos logo ensaio, fiquei zangado porque não entendi para servia ir aos postes num jogo como aquele… 3 pontos e pouca experiência.

O CDUP foi o clube que te formou para a modalidade, correcto? Quem é que foi importante nesse processo de crescimento e desenvolvimento como atleta e pessoa do rugby?

Tenho imensa sorte por ter começado no CDUP. Alias, vou ser sempre um U verde. Se o rugby me moldou enquanto pessoa, o CDUP foi o meu professor. Tudo o que gosto de rugby hoje devo-o ao CDUP.
Há várias pessoas que foram fundamentais nesse processo, como em todas as entrevistas que leio, cá vai um clássico “há algumas que tenho de referir”: O Miguel Costa (Iei), atual treinador dos seniores, foi a primeira pessoa que me levou ao CDUP. Ele o Manuel Salcedo e o António Dias (Os 3 são dos meus melhores amigos ainda hoje) explicaram-me as regras na clássica viagem da Alicantina até ao Universitário. Depois o primeiro treinador João Coutinho, ainda hoje ligado ao clube, responsável pela famigerada alcunha de “Mamas”. Por fim veio uma pessoa que ainda hoje é um mentor e uma pessoa com quem partilho decisões, ideias e incertezas: Henrique Garcia. Foi ele que me convidou para dar treinos nos sub8 do CDUP, mostrou que um treinador não é um homem isolado e que umas escolas bem organizadas são o sustento equilibrado para qualquer clube.

E claro, Eng. Manuel Joaquim, um homem de coração de ouro que viu gerações e gerações de jogadores do CDUP. Uma pessoa que em todos deixa o seu cunho pessoal. Incansável, certamente a razão pela qual o Estádio Universitário do Porto nunca caiu!

Depois de vários ao serviço do CDUP, saíste e foste em busca de novos “mundos”. Lidaste bem com a tua saída da zona de conforto?

Sim, a primeira foi para a Austrália, queria ver como seria num país onde o rugby era primordial. Gostei muito de lá estar. Como é um clássico, conheci mais rugby do que o País. Foi das experiências mais enriquecedoras que tive até hoje, não tanto como jogador, mas como pessoa. Obrigou-me a crescer, foi a primeira vez que saí de casa dos meus pais.

Como jogador sentiste que faltou chegar a mais algum patamar ou fizeste exactamente o que tinhas pensado? O que aprendeste enquanto atleta?

Faltou tanto. Nunca fui um jogador brilhante. Não faltava aos treinos, mas sempre gostei muito de me divertir. E isso não é vida de atleta. Quando era juvenil cheguei a ser sub-capitão dos sub17 e fui ao campeonato do mundo de sub19. Mas não cuidava de mim e não treinei o que seria necessário (extra campo) para ser melhor.

Enquanto atleta aprendi que serviços mínimos não chegam. Se quisermos ser melhores temos de nos esforçar para melhorar todos os dias. Enfrentar as adversidades e ultrapassar obstáculos. Claro que é preciso ter alguma sorte, pois podemos ter treinadores que nos motivem mais e outros menos, mas no final do dia estamos sempre dependentes de nós próprios.

Foste para Guimarães, ajudar a desenvolver um emblema que na altura ainda estava a criar raízes. Qual foi o teu mindset para os Bravos? Sentiste alguma dificuldade nesse novo capítulo da tua vida?

Quando fui para Guimarães ainda não havia emblema, nem rugby. O primeiro passo para surgir rugby em Guimarães surgiu pelas mãos do Luís Rodrigues e o Amadeu Portilha quem me convidaram para formar uma academia da Tempo Livre. Não pensei duas vezes, pois entre amigos no CDUP costumávamos dizer que era importante desenvolver o Rugby fora do Porto, mas nunca chegávamos a conseguir fazê-lo. Por isso não iria deixar essa oportunidade passar.

O GRUFC é sem dúvida alguma o feito que mais me orgulho no rugby. É um clube coma base certa e a mentalidade ideal desde o dia 1. É impossível descrever a felicidade que todos tivemos quando apareceram 127 pessoas para treinar no primeiro treino de captação nas pistas gémeos castro. Hoje existem atletas seniores que começaram com 6 anos a treinar no GRUFC. Isso é prova de que o clube tem os valores certos aliados às melhoras características do povo vimaranense.

Em vez de dificuldade, senti uma enorme alegria. Senti pela primeira vez que seria capaz de contribuir muito positivamente para o rugby. Que era possível criar algo com muita qualidade a partir do zero.

Aprendi muito em Guimarães. Com uma nota especial para os jogadores que ainda hoje apenas consigo cumprimentar com um forte abraço.

Olhando para o Guimarães RUFC de agora, ficas com sentimento de orgulho pelo que conseguiram alcançar?

Tal como disse anteriormente, é o maior orgulho que tenho no rugby. Sem dúvida um clube que se rege pelos ideais nos quais acredito. E foram esse ideais que os fizeram chegar onde estão. E não foi um percurso fácil, porque encontraram vários desafios que foram sempre capazes de superar. Nisso dou os Parabéns ao Jeremias que foi o melhor que aconteceu ao GRUFC.

A ida para Lisboa… era o que desejavas na altura ou preferias ter ficado no Norte? E para quem pode fazer no futuro um caminho similar ao teu, tens algum conselho?

A vinda para Lisboa, foi um passo que me fez sentido na altura, não o fiz pelo rugby porque tinha projetos interessantes no Porto. Antes de vir, tive um ano de grande evolução e onde me diverti muito enquanto treinador com os sub18 do CDUP. Além disso dava apoio técnico no GRUFC e a Associação de Rugby do Norte com o Miguel Moreira e o Francisco Branco.

Mas o Belenenses era um projeto interessante e queria experimentar outra realidade.

Os únicos conselhos que tenho são: Não há escolhas perfeitas e dar o melhor de nós em cada projeto que estejamos envolvidos. Procurar tornar o clube melhor do que quando o encontramos. (o que nem sempre é possível).

Entre o Belas Rugby e o Belenenses Rugby, como te dividias? Que objectivos tinhas traçado para ti nesse momento?

A divisão era fácil, uns treinavam até as 20:30 e os outros começavam as 21:30. O Mário Vital, que nessa altura serviu de 2ª Pai, tentava marcar os jogos para dias diferentes do Belenenses para que pudesse estar presente.

No Belenenses queria muito desenvolver a formação, vinha cheio de ideias do CDUP. No Belas encontrei uma segunda família. Era o momento Zen do dia. Saía de lá sempre com um sorriso na cara. Só pensava em jogar com eles ao fim de semana. 

Chegaste num momento menos bom dos azuis do Restelo, em especial na formação. Como procederam para repor os níveis de confiança nos escalões jovens? O talento estava lá, mas o que faltava?

Quando cheguei ao Belenenses havia pouca continuidade entre os escalões de formação e os seniores. Os jogadores tinham ganho muito nos escalões de formação e acabavam por desistir antes de chegar aos seniores. Com muito apoio do Miguel Freudenthal, com quem aprendi muito, tentamos criar uma nova mentalidade no desenvolvimento dos jogadores. Primeiro objetivo foi colocar ex-jogadores do Belenenses nas escolas do Clube. Quando cheguei éramos todos oriundos de outros clubes. Conseguimos cumprir com esse objetivo e alguns desses treinadores ainda estão nos escalões de formação hoje em dia. Faltava alguma organização na forma como os treinos eram conduzidos. Procuramos em conjunto melhorar os processos de treino e isso traduziu-se em jogadores que chegam agora aos seniores com melhores bases.

Depois do Belenenses, foste para a África do Sul onde tiraste formação e trabalhaste junto de franquias do Super Rugby e Currie Cup… gostavas de repetir essa viagem de aprendizagem? Continuas com a mesma fome de aprender e te informar?

Faria essa viagem todos os anos se fosse possível. Na altura estive a acompanhar a equipa técnica dos sub21 Western Province (e ocasionalmente Stormers ou seniores). O Treinador Principal era John Dobson que hoje é o treinador dos Stormers. Aprendi tanto nesses 2 meses e meio que lá estive que até era difícil absorver toda a informação que tinha disponível. Principalmente porque é uma realidade totalmente diferente da nossa e tinha de compreender bem como adaptar ao nosso rugby. Naquele país existe talento em todo lado, há um processo profissional onde a motivação dos jogadores vai para além do gosto pelo jogo. Pode ser uma forma de mudar de vida.

Passo várias horas a aprender, a estudar e a procurar ver outras ideias. Vou ter sempre a mesma fome. Sempre disse e continuarei a dizer: O meu maior receio é tornar-me um dinossauro!

Gostavas de ter ficado mais tempo fora ou o regresso a Portugal foi essencial para a tua  actual carreira de treinador?

Acho que ser treinador fora de Portugal vai ser sempre um sonho. Ficar na Africa do Sul teria sido muito complicado. É um país com cotas e política, difícil para o “português” entrar. Na Austrália se tivesse maturidade (e euros) na altura, tinha apenas de esperar. Pois tinha um convite para ajudar nos escalões de formação.

Vir para Portugal, não sei se foi o essencial, mas o que se seguiu foi! Foi o ano que mais aprendi e onde evolui mais enquanto treinador.

Na Tapada, trabalhaste com o João Moura num momento difícil para os “agrónomos”… como foi lidar com as dificuldades e tentar devolver confiança a um clube que estava arredado da luta pelo título?

A entrada no Agronomia foi dura. O Lois, com quem estava nos sub20, convidou-me para ajudar o João (com quem já queria trabalhar há alguns anos). Ainda hoje me lembro da cara dos jogadores quando fui ver o primeiro treino.

Trabalhávamos muitas horas na Agronomia. O João e eu passávamos muito tempo a debater ideias, a explorar conceitos e tentar inovar. Com a ajuda do Nuno Salvador que nos ia dando a sua opinião do que era ou não possível fazer. Tivemos muitos contratempos, lesões, jogadores estrangeiros pouco fiáveis. Desenvolvemos muito nesse ano, mesmo sem ganhar nada. Aprendi a conhecer melhor as pessoas e gostei muito das que conheci lá.

CDUL… do que se tratou a tua passagem pelos universitários? Deu-se algum passo importante para ti nesse momento?

O CDUL foi uma experiência agri-doce. O primeiro ano foi fantástico! Tinha o João Pedro Varela como Coordenador de Rugby. Aprendi muitíssimo com ele. É das pessoas que mais influenciou a minha forma de ver o jogo. Os sub23 tinham uma equipa muito engraçada. Fizemos uma época de muito desenvolvimento. No ano seguinte, a convite do Lourenço Thomaz, por quem tenho muito respeito e amizade, fui para os sub18, mas infelizmente acabei despedido pelo coordenador da altura (Gordon). Com esse acontecimento fiquei de rastos, demorei muito a voltar a estar confiante dentro de um campo de rugby. Sei que o clube nada teve haver com este acontecimento, mas infelizmente aconteceu.
Depois, graças a amizade enorme que criei com o Jack Farrer, fomos falando durante 6 meses sobre os seniores. Ao fim desse tempo sentia-me preparado para tentar novamente e ofereci-me para ajudar voluntariamente. Acabamos por vencer 7 jogos seguidos e ganhar o campeonato. Ainda hoje nos rimos porque disse que era o duende da sorte.

O ano seguinte foi atípico, com altos e baixos, desde a vitória histórica em Viadana até à derrota prematura na taça contra a AAC. No fim estávamos todos muito cansados, e sabia que era a altura de seguir. O Jack foi para a Austrália e eu para o São Miguel. Saí com a sensação que podia ter feito mais…

Pela Selecção Nacional (Foto: Luís Cabelo Fotografia)
Nos últimos anos trabalhaste junto da Selecção Nacional e, agora, o CR São Miguel. Quais eram as diferenças que vias entre os dois “mundos”, selecção e clube? E, já agora, como vês o jogador de rugby português?

São dois mundos muito diferentes. Cheguei ao São Miguel pela mão do Rui Carvoeira. O Rui tinha começado no ano anterior e tinha feito a equipa evoluir muitíssimo. Agora era preciso dar mais um passo em frente, mas ainda não estávamos preparados para a dureza que foi o campeonato.

Na seleção, com o Martim, já tínhamos começado um processo diferente no ano anterior. Sabíamos que era importante fazer um trabalho de renovação do grupo e ao mesmo tempo dar aos jogadores ferramentas para terem sucesso. Aqui existe uma estrutura totalmente profissional onde o analista José Paixão e o Preparador Físico Pedro Cardoso, tiveram um papel fundamental para tornar o nosso papel mais fácil. A entrada do João Mirra veio dar a consistência que nos faltava em algumas ocasiões. E isso foi a receita para ter algum sucesso.

O Jogador português deste momento é mais completo. Os que passavam pelos processos das seleções jovens tinham treinos com muita qualidade e uma preparação especial para o futuro. Tive a sorte de passar em vários desses processos e a evolução era fantástica. Acredito que temos capacidade para ter boas prestações no futuro, mas é fundamental continuar esta formação de excelência porque o fato de não sermos profissionais leva a que continue a haver uma taxa de desistência/incompatibilidade elevada.

A vitória na Alemanha em Junho passado, qual foi a sensação mal o árbitro apitou para o fim do encontro? Repetirias esse jogo ou o teu pensamento seguinte foi logo “pontapé para a frente”?

Quando apitou? “ACABOU! JOB DONE!”

A seguir já não pensava para a frente em termos de seleção, porque sabia que ali não iria continuar. Por isso passei a pensar no São Miguel por inteiro.

Na época actual, assumiste o lugar de treinador principal dos “bulldogs”… qual é o objectivo máximo da equipa técnica? E como vês o São Miguel no quadro geral do rugby português?

Digo muitas vezes esta frase, mas nunca é demais repetir. Tenho muita sorte! Assumi esse lugar, porque o Rui Carvoeira me guiou para que o pudesse assumir. E deixou um excelente trabalho para procurarmos dar a melhor continuidade. Sabia que haveria mais candidatos, por isso apresentei a minha ideia ao Miguel Teixeira na primeira oportunidade que tive. Mais uma a vez a sorte combinada com a confiança fez com que o Miguel acreditasse que era a pessoa certa para guiar os seniores.

O desejo máximo é ter sucesso neste campeonato. Fazemos 50 anos de existência e por isso queremos agarrar a oportunidade de fazer deste ano um ano especial. Mas o objetivo não é lá chegar, mas sim a forma como o fazemos. A ideia de #retribuir surge como máxima em tudo o que fazemos nos seniores. Queremos ser exemplares, queremos ter um rugby positivo, queremos fazer diferente e queremos ser uma referência para as gerações futuras do clube.

O São Miguel tem uma estrutura muito especial, haverá pouco clubes em Portugal com as condições que temos ao nosso dispor. Além disso é um clube onde se trabalha imenso, porque querer ter muito não chega, é preciso fazer um esforço grande e correr atrás daquilo que achamos ser o investimento certo. Às vezes até ser pioneiro para guiar o caminho dos demais. A ambição da direção é um fator importantíssimo, pois procuram proporcionar a todos os escalões as melhores condições possíveis. Sejam físicas, sejam profissionais. Logo acho que no Quadro Geral será um exemplo a observar com atenção e retirar o que de melhor tem para oferecer ao Rugby Português.

O Campeonato Nacional 1 é ou não um campeonato interessante de se seguir? Achas que a nível técnico e táctico evoluímos nos últimos 10 anos?

Este Campeonato é muito interessante. Claro que ainda estamos longe daquilo que é a Honra. Mas está a melhorar, com treinadores mais competentes (e jovens). Os jogadores também estão a ficar mais evoluídos o que ajuda a que o nível tenha subido bastante. Neste momento há uma grande disputa em todos os jogos. E temos visto uma evolução gradual em todas as equipas.

Pelos vets do CDUP (Foto: Luís Cabelo Fotografia)
Umas perguntas mais divertidas… melhor frase ou comentário que ouviste enquanto jogador de rugby?

“Quem tem o que dá a mais não é obrigado” CDUP.

“Ó mister o ruck estava cheio de povo, tive de ir à volta!” GRUFC.

“Quando eles caírem damos-lhes uma afiambradela!” Belenenses

Treinador que te influenciou positivamente? E quando é que te surgiu a ideia de ser treinador?

Henrique Garcia: Foi quem me fez dar treinos e é quem considero um mentor, não tomo decisões rugbisticas sem falar primeiro com o Henrique.

João Pedro Varela: Pela forma de ver o Rugby. Aprendi a organizar documentos e a pensar nos detalhes.  

John Dobson: O que vai para lá do jogo.

Com que jogador mais gostaste de trabalhar? E atleta que conseguia arrancar-te um riso por pior que o dia fosse?

A geração sub18 no CDUP tem vários daqueles que considero terem sido os atletas que mais gostei de dar treinos até hoje.

Um sorriso… sem dizer nomes digo apenas: “Mamas, maminhas, mamocaaas!”

Selecção ou clube que gostavas de treinar um dia?

Club/Franquia:  Blues NZ. Porque têm talento, mas não têm consistência. Porque lhes falta algo que os faça seguir o caminho certo. Mas na verdade qualquer clube 100% profissional seria um desafio espetacular. Adorava dar treinos nos USA.

Seleção, a que gostava já treinei. Talvez quando tiver capacidade, liderar esse processo.

Qual é a palavra-chave para ti no rugby e na vida?

Retribuir e agradecer a sorte que se tem.

E tenho um lema em que acredito muito: “melhores pessoas – melhores skills – melhores ações – melhores jogadores – melhores equipas – melhor clube.”

Mensagem final para os adeptos do CR São Miguel, ex-colegas, amigos e adeptos do rugby portugês?

Aos amigos e ex-colegas peço desculpa aqueles que não mencionei.

Aos adeptos do rugby Português: O que é que cada um de nós pode fazer para tornar o nosso rugby melhor?!

Aos adeptos do São Miguel digo: ser igual não basta, é preciso ser melhor. #retribuir é dar sem esperar receber. É importante todos contribuirmos para um Clube Melhor.

Foto: Luís Cabelo Fotografia

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