Era o título que faltava a Carlos Alcaraz. Com a vitória no Australian Open, o espanhol tornou-se o mais jovem de sempre a completar o carreer Grand Slam
Era o título que faltava a Carlos Alcaraz. Com a vitória no Australian Open, o espanhol tornou-se o mais jovem de sempre a completar o carreer Grand Slam
Falar em Australian Open nos últimos anos é falar de Aryna Sabalenka. A bielorrussa garantiu a sua quarta final consecutiva em Melbourne derrotando Evina Svitolina, por 6-2 e 6-3, nas meias-finais. Este sábado, 31 janeiro, a bicampeã terá pela frente Elena Rybakina, que busca um título inédito em sua carreira.
Depois de vitórias em 2022 e 2023, Sabalenka reencontra a mesma adversária de quando conquisto o seu último título em Melbourne. E no atual panorama do circuito será mais que uma rivalidade, é a síntese de duas abordagens de jogo opostas.
Chegar a quatro finais de Grand Slam de forma consecutiva é um feito raro, que a coloca ao lado de outras lendas como Evonne Goolagong e Martina Hingis, na era Open. Para chegar a esta final, deixou trás francesa Tsiatsoa Rajaonah (6-4, 6-1), a chinesa Zhuoxuan Bai (6-3 e 6-1) , Anastasia Patapova (7-6, 7-6), a candiana Victoria Mboko (6-1 e 7-6) e ainda a norte americana Iva Jovic (6-3, 6-0), para além da citada Elina Svitolina (6-2, 6-3).
Consistência é a palavra que melhor descreve a bielorrussa. Não apenas pelas quatro finais seguidas, mas também porque chega a mais uma sem perder qualquer set. Mas mesmo sendo a número 1 do mundo, a verdade é que ainda não conseguiu transformar essa sequência em domínio absoluto nos Majors. Sabalenka alterna vitórias com derrotas em torneios importantes, e mesmo em finais oscila. E é talvez isso que a distinga e distancie de um dia alcançar outras lendas como Serena Williams ou Steffi Graff.
O circuito feminino está muito volátil e aberto. E isso joga a favor e contra Sabalenka. Por um lado, a sua potência física e mentalidade competitiva permitem-lhe que possa continuar a empilhar mais torneios do que outras rivais. Porém, por outro lado, isso também pode querer dizer que o seu legado pode ficar marcado não pela hegemonia mas por um contínuo equilíbrio de forças sem que haja uma rival consistente. E isso não é pouco. Porque se Sabalenka quiser construir um legado histórico, mais do que somar vitórias o que se torna referência é o contexto e sobre quem essas vitórias aconteceram.
É, todavia, inequívoco, que se vencer o tricampeonato na Austrália, a bielorrussa se coloca como uma referência moderna no torneio e até no circuito. Mas a pressão para converter essa consistência em hegemonia deverá aumentar. Caso não o faça poderá ser lembrada como uma das melhores de sua geração mas apenas mais um nome vitorioso, entre tantos outros, e não como um dos grandes da história.
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Em apenas 10 meses João Fonseca subiu mais de 100 posições no ranking ATP. Em 2025 conquistou os seus primeiros dois títulos e tornou-se o primeiro brasileiro, desde Gustavo Kuerten a vencer um torneio ATP 500. Aconteceu em Basileia.
Ao conquistar mais um torneio, Bublik se torna, junto com Alcaraz, um dos dois tenistas que conquistou 4 torneios ATP em 2025.
Francisco Cabral tornou-se o segundo português a alcançar a 26 posição do ranking ATP. O portuense é o primeiro a fazê-lo em pares, enquanto João Sousa o fez em singulares.
O italiano Luciano Darderi conquistou os dois últimos torneios que jogou. São já três títulos em 2025, um feito só alcançado até aqui por Alcaraz e Bublik.
Aos 22 anos, Carlos Alcaraz soma 4 Majors, entre eles dois Roland Garros. A comparação com Nadal é inevitável. Pelo perfil de jogo, pelo domínio na terra batida, pela precocidade e por serem os dois espanhóis. Mas pode Alcaraz ameaçar a hegemonia de Nadal em Paris?
O italiano conquistou o segundo torneio ATP da carreira em menos de 2 meses e ambos na terra batida. Igual só Carlos Alcaraz.