21 Fev, 2018

Vamos começar a patinar? Os básicos da Patinagem de Velocidade

Francisco FigueiredoNovembro 4, 20173min0

Vamos começar a patinar? Os básicos da Patinagem de Velocidade

Francisco FigueiredoNovembro 4, 20173min0
Agarrem os vossos patins, capacete, protecções e vamos para a pista! Estes são alguns dos básicos da Patinagem de Velocidade!

O que à partida pode parecer uma missão complicada está, no entanto, ao alcance de qualquer um que se disponha a aprender. Aquela “linha de rodas” que fica debaixo dos pés não é assim tão difícil de controlar como possa aparentar.

Para começar falemos do espaço para a iniciação à patinagem em linha, o arranque para a Patinagem de Velocidade. Esta aprendizagem inicial poderá ser efetuada em qualquer superfície plana, desde sintéticos ao cimento, passando pelo alcatrão. Claro está que todas as progressões pedagógicas terão que ter em consideração o local onde estamos a praticar.

Se a superfície for do tipo do alcatrão deveremos, em minha opinião, evitar que os patins deslizem muito, frenando as rodas (sacos plásticos poderão resultar bem nos patins de rodas paralelas mas nos patins em linha, pela pequena superfície de contacto, os sacos rasgam demasiado depressa e não surte o efeito desejado). Assim, apertar as rodas ou colocar anilhas extra são soluções. Se o patim for almofadado (tal como referimos no primeiro numero destes artigos) poderemos ter essa abordagem sem problemas.

Podemos utilizar também pisos sintéticos, que fazem automaticamente o frenar das rodas e permite uma aprendizagem com menos probabilidade de queda devido à menor velocidade imprimida. Tanto o cimento como a madeira proporcionam mais deslize e aí o tipo de exercícios deverão ser condicionados por forma a que o patinador não ganhe uma velocidade que ainda não controla.

Nesta primeira fase de aprendizagem interessa que o patinador ganhe à vontade com os patins e melhore o equilíbrio (Batista, 2002; Figueiredo, 2015). Assim, exercícios em quadrupedia favorecem um contacto com os patins mas sem o perigo de queda. À medida que o patinador ganha confiança e domínio da orientação dos patins poderá começar a experimentar posições mais elevadas, aumentando a distância do centro de gravidade ao solo e, com isso, aumentando os desequilíbrios que terá que controlar. Jogos diversos com agachamentos, sentar no chão, levantar, deitar, são importantes para que o patinador comece a controlar as mudanças do centro de gravidade e reaja a uma eventual queda com a adequada resposta motora de reajuste dos segmentos corporais.

Segue-se depois a marcha que, quase de forma natural, evoluirá para deslize. Aqui importa que o movimento seja uniforme, com passada simétrica e contínua. A partir daqui estão trabalhados os primeiros passos e podemos começar a trabalhar no domínio dos patins de uma forma mais específica.

Importa que cada patinador possa evoluir ao seu ritmo, não sendo positivo forçar a patinagem rectilínea se ainda não estão dominados alguns receios e desequilíbrios primários. Afinal de contas, somos todos diferentes…

Se quiserem consultar alguma informação adicional recomendamos:

Batista, P. (2002). “Iniciação à Patinagem: patins de rodas paralelas e em linha”. CEFD/FPP

Figueiredo, F. (2015). “Abordagem da Patinagem na Escola – documento de apoio”.

Foto: Marítimo Patinagem


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