Arquivo de Vitória de Setúbal - Fair Play

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Francisco CabritaMarço 20, 201718min1

O Fair Play esteve à conversa com João Meira, ex-jogador do Clube de Futebol “Os Belenenses”, e que joga atualmente no Chicago Fire, da Major League Soccer. Foi presença assídua na temporada de 2016, e estatisticamente o jogador com maior percentagem de desarmes (89,4%, segundo a ‘Opta’). Em terras outrora de Al Capone, é um português que põe os adversários em sentido.

fpOlá João! Muito obrigado por teres aceitado o convite do Fair Play! Vamos começar pelo início. Sempre quiseste, desde criança, ser jogador de futebol?

J.M. Olá Fair Play! Antes de mais queria agradecer o vosso convite e congratular-vos pelo sucesso até aqui obtido. Sim, felizmente tenho um irmão mais velho que desde criança jogava futebol e passou-me o “bichinho”. Penso que mais de metade das crianças portuguesas sonha um dia em ser como o seu jogador preferido, ou jogar no clube do seu coração. Eu felizmente não fui exceção e consegui cumprir o meu sonho de menino.

fp. Fazes a tua formação no Vitória de Setúbal, aí ficas uma época, a primeira de seniores, na equipa B, e rumas ao Cova da Piedade. Do Cova da Piedade vais para o Mafra e rumas ao Atlético de Portugal. Conta-nos como viveste este teu inicio de carreira.

J.M. Fiz um percurso bastante interessante na formação do Vitória de Setúbal e penso que na primeira época de seniores, podia ter sido aproveitado/rendido muito mais, mas são situações que por vezes não conseguimos controlar, e para ser sincero, nessa altura o Vitória tinha uma equipa B que na minha opinião não tinha a organização desejada, vindo a terminar no ano seguinte. Volto depois ao Cova da Piedade, um clube que me diz muito e que me abriu portas quando eu já perdia a crença de outrora. É o clube da minha cidade e que tem um lugar vitalício nas minhas recordações. O Mafra foi o clube que me fez voltar a acreditar que era possível chegar novamente ao patamar desejado, e por fim o Atlético. Na Tapadinha, na primeira época, faço os 26 jogos e na segunda ainda fui mais regular fazendo 33 jogos, onde acabamos por colocar o Atlético na 2ª Liga. Por fim, foi quando aconteceu o castigo e na terceira época joguei apenas quando me levantaram do castigo provisoriamente que foram 7 ou 8 jogos.

Foto: “Bluebox Belenenses”

fpComo lidaste, na tua última época no Atlético de Portugal, com a situação do controlo anti-doping positivo e a consequência dos 8 meses de suspensão? Pensaste em desistir da carreira de futebolista?

J.M. Foi talvez dos momentos mais complicados da minha vida desportiva e pessoal. Penso que quando estamos de consciência tranquila com as decisões que tomamos tudo se torna mais fácil, portanto, quando soube do castigo e expliquei tudo o que tinha acontecido sabia que as pessoas com competência para tal me ajudariam a resolver da melhor maneira e assim foi. Dizer que não me passou pela cabeça encerrar a carreira estaria a mentir, mas felizmente tenho uma família espetacular e o apoio deles foi gigantesco. Quando pensei que pudessem desacreditar em mim, foi ai então que recebi uma força enorme para que pudesse continuar.

fpQuando parecia que a tua carreira de futebolista tinha tudo para começar em fase descendente, é quando acontece o contrário. Vais para um dos grandes do futebol português. Como foi chegar ao Clube de Futebol “Os Belenenses”?

J.M. È verdade. Na altura em que fui contactado pelo Belenenses tinha praticamente tudo acertado com um clube estrangeiro e viagem marcada. Quando estava nesse mesmo país, recebi uma última chamada que me fez pensar muito e voltar com a palavra atrás, acabando por assinar com o Belenenses. Na verdade, por tudo o que me tinha acontecido, só queria sair de Portugal para respirar um ar diferente, e quando surgiu o nome Belenenses e o projeto vencedor que era (e acabou por ser), fez-me tomar a decisão mais acertada da minha vida.

Foto: Jornal “Abola”

fpNuma entrevista que vimos tua, na tua primeira época no Belenenses, afirmaste que o clube era um “gigante adormecido”. Em que te baseaste para fazeres essa afirmação?

J.M. O tal “gigante adormecido” já acordou mas penso que ainda falta um pouco para estar completamente desperto. Expressei-me dessa forma pelo facto de quando era miúdo, estar habituado a ver o Belenenses a ser uma das maiores equipas em Portugal, a ter muitos adeptos no estádio e uma equipa muito difícil de bater, e quando lá cheguei era praticamente o oposto. Felizmente quando saí, penso que conseguimos deixar o Belenenses num nível que dificilmente encontraremos daqui a um par de anos.

fpO Belenenses deu-te um voto de confiança, porque embora estando tu castigado, o clube acreditou em ti e nas tuas capacidades. Achas que o clube foi importante para o relançamento da tua carreira?

J.M. Posso afirmar que hoje em dia sou quem sou devido ao Belenenses claro, porque foi o clube que me proporcionou a oportunidade de jogar no mais alto nível mas, sem dúvida alguma, grato principalmente a duas pessoas importantíssimas no projeto: Rui Pedro Soares e Mitchell Van der Gaag. Costuma-se dizer que os treinadores, dirigentes e jogadores passam e o clube fica, mas neste caso concreto estarei grato eternamente a estas duas pessoas por terem confiado em mim.

fpTu chegas ao Belenenses e logo no teu primeiro ano sobes de divisão, num ano em que foram batidos todos os recordes. Como foi essa época?

J.M. Foi talvez a melhor época da minha vida. Com mais ou menos esforço as coisas acabavam por surgir naturalmente. Vivíamos praticamente como uma familia.

fpSentes-te orgulhoso de teres pertencido ao grupo que devolveu o Belenenses ao seu único lugar, a primeira divisão portuguesa?

J.M. Bastante orgulhoso, mas mais ainda em ter podido estrear-me na 1ª Liga com a cruz de Cristo ao peito.

fpComo era o balneário nessa época?

J.M. Como já referi, vivíamos como uma irmandade. Quando havia um problema com alguém do grupo éramos bastante solidários e procurávamos rápida solução. Tenho várias histórias e recordações que vou levar para a vida, mas o melhor exemplo que vos posso dar deste grupo é a excelência com que tudo foi feito.

fpComo viveste a subida de divisão, depois daquele jogo em Penafiel, em que a confirmação da subida de divisão chegou via rádio?

J.M. Depois da derrota, e de um jogo menos bem conseguido da nossa parte, veio um pouco de tristeza por não termos conseguido fechar ali o campeonato nos 90 minutos, como os adeptos que se deslocaram até Penafiel mereciam. Contudo, ainda antes de voltar ao balneário no fim do jogo recebemos a informação que estava tudo em aberto para carimbarmos a subida minutos depois. Depois do apito final do jogo de que estávamos dependentes ficou um sentimento de êxtase. Algo inexplicável com praticamente todo o grupo abraçado e a chorar. Lembro também que logo depois fizemos a viagem para Lisboa, que normalmente dura 4 a 5 horas e nesse dia parecia ter sido apenas 30 minutos.

fpA tua segunda época no Belenenses foi mais tremida em termos coletivos. O clube só conseguiu na última jornada obter o seu objetivo (manutenção na primeira divisão). A situação esteve bastante negra durante grande parte da época. Como achas que conseguiram dar volta a esta situação?

J.M. Infelizmente na época seguinte tivemos bastantes problemas, mas sem dúvida alguma que depois de termos perdido o nosso líder, em quem tanto confiávamos, tudo ficou mais complicado. Falo do ‘mister’ Van der Gaag. Não começámos bem, mas tinha a certeza absoluta que iríamos conseguir chegar ao objetivo final, a manutenção na primeira liga.

fpComo defines a massa adepta do Clube de Futebol “Os Belenenses”?

J.M. É uma massa adepta bastante especial. Apaixonada por natureza e que vive ainda um pouco com os êxitos do passado. Sinto que estão um pouco desacreditados, mas é do tipo de massa que quando se precisa dizem presente e empurram a equipa para a vitória. Tive 3 anos maravilhosos e consegui sentir o que isso é.

fpNa tua última época de Belenenses consegues uma ida à Europa, na última jornada, em que o Belenenses não dependia só de si. Qual foi a chave do sucesso? Nunca deixar de acreditar?

J.M. Nesse jogo tinha perfeita consciência que tínhamos de ganhar para conseguir o apuramento. Tentámos que não houvessem informações para que não desse espaço para distrações, mas isso foi impossível e quando soubemos que havia grande possibilidade de nos apurarmos, houve uma crença ainda maior.

Foto: Jornal “Record”

fpPassas três anos no Belenenses. No final do contrato não aceitas a renovação que te apresentaram. És sondado por vários clubes, entre os quais o Sporting Gijon, que só não te contrata devido às regras apertadas do Fair Play financeiro. Devido a esse percalço ficas cerca de 8 meses sem competir, embora treinasses com a equipa do Belenenses, até à saída de Sá Pinto. Como foi esse período?

J.M. Foi naturalmente um período em que desacreditei muito nas pessoas do futebol que me rodeavam. Nunca esperei que isso me pudesse acontecer e quando dei por mim estava sem clube e a treinar sozinho com chuva, na estrada, e a pensar para mim mesmo o que fazia ali naquele momento, quando poderia estar a descansar depois de um treino. Mais uma vez entrou em campo a minha família que são extraordinários e sempre me ajudaram a superar os lamentos diários. Tenho uma mulher fantástica que só tenho que agradecer tudo o que fez e faz por mim. Entretanto fui convidado pelo ‘mister’ Sá Pinto para voltar a treinar com o plantel. Foi uma sensação indescritível, parecendo mesmo que estivesse a jogar a bola pela primeira vez. Mais uma pessoa que nunca me vou esquecer, mesmo não me conhecendo!

fpSurgiram-te, na altura, fantasmas do passado?

J.M. Neste caso, já não estava tanto de consciência tranquila porque acabei mesmo por confiar em pessoas que não mereciam. Acabei por ficar na situação que fiquei por culpa própria.

fpChega então o convite do Chicago Fire. Como foi trocar a primeira liga portuguesa pela MLS?

J.M. Era uma liga onde eu gostaria de jogar no futuro. Quando surgiu o interesse fiquei agradado e logo consegui ingressar numa das ligas mais atrativas do momento.

fpQue principais diferenças existem entre as duas ligas?

J.M. Há bastantes diferenças. Qualidade/Competitividade, paixão, condições de treino, data de pagamento dos salários, seriedade, etc. Umas melhores em Portugal, outras piores.

fpHabituaste-te depressa ao estilo de vida norte-americano? Quais as principais diferenças com o estilo de vida português?

J.M. Penso que entendi rapidamente o estilo de vida americano mas custou-me um pouco a adaptar. Não é fácil quando vivemos num país imensamente apaixonado por futebol e chegamos a outro em que o “Soccer” não é de todo o desporto rei. O Americano está sempre ou quase sempre bem disposto enquanto o Português quando está bem disposto é motivo para festejar algo. Realidades completamente diferentes.

fpComo é a cidade de Chicago? Nunca dorme, como Nova Iorque?

J.M. Costumo dizer que Chicago talvez seja a melhor cidade nos EUA para se viver. Classifico-a como uma pequena Nova Iorque mas com praia. No Inverno bastante fria, mas chegando a Abril e até meados de Novembro, o tempo é espetacular. O único problema é mesmo o vento que por vezes se faz sentir.

Foto: Jornal “Record”

fpO custo de vida é muito mais elevado do que em Portugal ?

J.M. Bastante mais elevado. Não temos ideia como se gasta facilmente o dinheiro aqui.

fpQuais as principais diferenças entre o adepto português e o adepto norte-americano?

J.M. O adepto português sendo latino, é um adepto fervoroso e apaixonado, que faz de tudo para ver o seu clube ganhar. Por outro lado o adepto Americano vai mais ao estádio para se divertir. Por vezes nem conhecem os jogadores.

fpJá te cruzaste com grandes estrelas da NBA?

J.M. Sim. Já tive a felicidade de conhecer alguns jogadores da NBA.

fpComo é ser futebolista num país em que o “soccer” não é rei?

J.M. Basicamente é viver sem pressão. Como já disse, na maioria das vezes andamos na rua e ninguém nos conhece. Cheguei a ter situações em que colegas preferiam ver um jogo de Futebol Americano a um jogo grande de Liga Espanhola ou Inglesa.

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fpDo que tens mais saudades de quando vivias e jogavas em Portugal?

J.M. Sem dúvida alguma das exigências e da pressão do jogo a que éramos expostos durante a semana. A comunicação social que todos os dias falava um pouco da equipa e claro, do dia de jogo. Ouvir os adeptos e as claques durante o jogo.

fpPensas em regressar a Portugal?

J.M. Sim, penso em regressar, mas não para já.

fpExiste alguma liga onde sonhes vir a jogar?

J.M. Liga Italiana é a minha preferência e depois a Espanhola e Inglesa por ser quase obrigatório.

fpQuais os objetivos dos Chicago Fire para esta época?

J.M. Este ano, sem dúvida que queremos fazer melhor que o ano passado. Temos melhor equipa e pelo que tenho sentido penso que podemos fazer algo interessante este ano. Esperamos atingir os Playoffs.

Foto: Jornal “Ogol”

fpQuais são os teus objetivos pessoais para esta época ?

J.M. Pessoalmente desejo jogar o maior número de jogos possível e com saúde. Tentar fazer um pouco mais e melhor este ano para que seja uma referência no futuro.

fpA época passada foste o jogador com maior percentagem de desarmes na Major Soccer League, com 89,4%, segundo a “Opta”. O que achas que contribuiu para o teu grande sucesso logo na época de estreia na MLS?

J.M. Apesar da época ter corrido menos bem coletivamente, pessoalmente foi bom e mereci essa distinção. Quem me conhece sabe o tipo de pessoa/profissional que sou e tento dar o melhor de mim em tudo em que estou relacionado. Sem esperar, felizmente consegui com que os meus objetivos pessoais fossem atingidos.

fpPara terminarmos, uma última pergunta: embora ainda tenhas muitos anos pela frente, quais são as tuas intenções, em termos profissionais, depois de acabares a tua carreira?

J.M. Na verdade já começo a pensar um pouco no meu futuro. Gostaria de ficar relacionado com o futebol, talvez como dirigente ou na parte do agenciamento, mas continuo bastante focado na minha carreira.

fpMuito obrigado João. A equipa do Fair Play deseja que atinjas os teus objetivos pessoais e coletivos!

J.M. Obrigado Fair Play pelo convite, continuação de bom trabalho e muito sucesso!

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Victor AbussafiNovembro 30, 20165min0

Uma das coisas mais bonitas do futebol é ver meias clássicos, que jogam com a cabeça levantada enquanto controlam o ritmo da partida. Num futebol cada vez mais físico, jogadores com esse estilo são raros e, se bem utilizados, podem elevar a qualidade do jogo praticado por uma equipa. João Schmidt viveu um 2016 de afirmação e pede espaço na nova época para ser o novo “dono” do meio campo tricolor.

O Centro de Formação de Atletas de Cotia, sede da formação do São Paulo, é muito elogiado por sua estrutura e muito questionado por não revelar, nos últimos anos, tantos talentos quanto deveria. Em 2016, com algumas mudanças na gestão, fala-se de uma das gerações mais talentosas de sempre a nascer na base do clube paulista. Mas é da afirmação de um talento da geração anterior que pode vir o maior reforço do São Paulo para 2017.

João Schmidt fazia parte do plantel campeão da Copa São Paulo de Juniores de 2010, que revelou Lucas Moura, do PSG, e Casemiro, titular do Real Madrid. Um ano mais novo do que seus companheiros que brilham no futebol europeu, João Schmidt foi promovido ao time profissional apenas em 2012 e demorou a despontar como um talento entre os adultos.

No ano em que teve mais oportunidades, 2013, o desempenho do clube não ajudou e o São Paulo foi mal na Libertadores e no Brasileiro. A pressão da luta na parte de baixo da tabela inibiu o crescimento dos jovens do plantel e os outros “pratas-da-casa” Auro e Ademílson também não se firmaram. Para ganhar experiência, Schmidt foi emprestado ao Vitória FC em 2014 e teve bom desempenho, marcando 8 golos em 34 partidas, inclusive o golo que salvou o Vitória do rebaixamento.

Foi com o seu retorno em 2015, sob o comando de Juan Osorio, que o médio se destacou e passou a ser mais utilizado. Em 2016, ganhou a vaga de titular durante a Libertadores, numa atuação brilhante contra o Trujillanos e não saiu mais. Sofreu com uma lesão mas já ganhou seu espaço novamente e briga para solidificar a titularidade.

Fonte: zero zero

Médio de grande capacidade técnica, João Schmidt é dono de um passe precioso. Com a perna esquerda dá ritmo ao jogo e qualifica a transição ofensiva da equipa. Ajuda a criar a partir da defesa e foi muito importante para a boa campanha do São Paulo na Libertadores. Aprendeu, com a experiência, a utilizar seu tamanho a seu favor, afinal é um médio com mais de 1,80 e leva vantagem na disputa de bola contra adversários mais “leves”. Seu amadurecimento também lhe deu mais poder de competição, fazendo sua capacidade técnica florescer.

Sofreu com a pouca intensidade defensiva da equipa no segundo semestre, pois não é um jogador que se destaque pela velocidade e poder de marcação. Fecha bem os espaços, tem bom posicionamento e desarme, mas precisa de uma equipa equilibrada para jogar seu melhor futebol. Precisa melhorar nos remates de longa distância para se tornar mais completo.

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Em um futebol mais compacto taticamente, como o europeu, João Schmidt encontraria o ambiente ideal para se destacar, pois é um armador recuado com grande visão de jogo e capacidade de passe. Se desenvolver a intensidade na marcação e a chegada para rematar à frente, pode se tornar um box-to-box de porte e chegar à Seleção Brasileira. Não é do tipo de jogadores que “explode” aos 18 anos e sim do perfil daqueles que evoluem com a idade, como foi o caso de Hernanes no mesmo São Paulo. Menos habilidoso do que o médio da Juventus, Schmidt partilha da capacidade de dominar o jogo desde o meio campo.

Tem contrato por vencer em Junho de 2017 e a negociação para renovar não está fácil. Pede mais garantias de que será titular na próxima época e um aumento salarial considerável. O São Paulo, por outro lado, sabe que deveria ter renovado o vínculo com mais antecedência, mas reluta em aumentar tanto o salário de um jovem que, apesar de promissor, apenas ganhou espaço esta época. É sondado por clubes italianos, segundo especulações na imprensa brasileira.

BOA OPÇÃO PARA…

FC Porto e SC Braga – Não chegaria como titular absoluto do meio campo azul e branco, mas daria alegrias ao torcedor que cansou de ver Herrera errar passes de 5 metros. Com alguma paciência poderia ser o jogador necessário para equilibrar a equipa portista. No SC Braga, acostumado a ser a porta de entrada de talentos brasileiros, João teria espaço para fazer um par de boas épocas e dar vôos maiores.

Sevilla FC e Villarreal CF – No futebol espanhol, mais cadenciado do que o inglês e com mais espaço do que no italiano, João teria a oportunidade de aprimorar a parte tática enquanto desfilava seus passes em clubes com estilo de jogo distintos. No Sevilla, participaria da construção das jogadas no esquema de Sampaoli, já no Submarino Amarelo, faria boa associação na linha de 4 do meio campo para melhora a qualidade dos lançamentos para Pato no ataque.

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