Arquivo de Red Bull - Fair Play

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Rafael RibeiroAgosto 25, 20215min0

O Brasileirão está com, pelo menos, 15 de suas 38 jornadas realizadas. Depois dos passos iniciais, chegou o momento de cada equipa decidir pelo que briga no campeonato. Da mesma forma, jogadores que não estavam sendo aproveitados também optaram por uma mudança, dentro de casa, para defender outras equipas brasileiras que estivessem interessadas em seus trabalhos. O regulamento atual permite que um jogador se transfira para outra equipa da mesma divisão caso não tenha atingido sete jogos de participação no Brasileirão.

Com isso, Rafa Ribeiro detalha ao Fair Play três boas mudanças que ocorreram neste início de Campeonato Brasileiro. Quais jogadores que, não satisfeitos ou não utilizados em suas equipas iniciais, acabaram sendo transferidos para outras ainda no Brasil, e despontam como jogadores que, pelo menos nas equipas atuais, poderão ser mais utilizados do que vinham sendo previamente. Vale lembrar de alguns nomes que se transferiram, porém não de forma caseira.

Douglas Costa deixou a Juventus por empréstimo ao Grêmio, Giuliano e Renato Augusto vieram de fora reforçar o Corinthians (e ainda podem chegar Róger Guedes e William), assim como Hulk e Diego Costa vieram ao Atlético Mineiro e Andreas Pereira e Kennedy ao Flamengo. Já de partida do futebol canarinha, Gerson deixou o Flamengo rumo ao Olympique de Marseille, Kaio Jorge foi do Santos à Juventus e Matias Vinã foi do Palmeiras à Roma, apenas para citar alguns casos.

Hernanes (São Paulo > Sport)

Hernanes, ídolo tricolor, deixou o São Paulo pela primeira vez desde que apareceu nas categorias de base, para defender outra equipa no Brasil de forma definitiva. Não utilizado no São Paulo desde a campanha do título do Campeonato Paulista de 2021, Hernanes entendeu que não se tratava apenas de sua condição física mas também uma opção técnica deixá-lo de fora do esquema tático atual. E ainda de forma muito condescendente, ajudou o tricolor paulista rescindindo seu contrato e evitando que o São Paulo tivesse que arcar com seu alto salário até o fim do contrato.

Com isso, Hernanes voltou para sua terra natal. Nascido em Recife (Pernambuco), cidade da equipa do Sport, Hernanes foi contratado com pompa e circunstância para ajudar o time na tentativa de se livrar do rebaixamento. Atualmente, o Sport está na 18ª colocação, e briga ponto a ponto com América-MG e Grêmio nas últimas colocações. O “profeta”, como é chamado, recebeu a camisola 8, a faixa de capitão da equipa, e será peça fundamental, mesmo com a recente demissão do treinador Umberto Louzer.

Borja (Palmeiras > Grêmio)

O avançado palmeirense retornou de empréstimo do Júnior Barranquilla mas não conseguiu se firmar na equipa paulista novamente. Com outras opções consideradas mais confiáveis, como Luiz Adriano, William, a volta de Dudu, além de Rony, Breno Lopes e também Deyverson, Borja não chegou a jogar pelo alviverde nesse momento, após defender a Colômbia na Copa América de 2021, e desembarcou diretamente no sul, para empréstimo ao Grêmio.

Curiosamente, são quatro jogos pelo tricolor gaúcho, e três golos (tudo bem que dois foram de pênalti). Mas as atuações foram relativamente boas, tirando no jogo contra o São Paulo, único em que não fez gol até agora em sua passagem gremista. Vale lembrar que as condições de empréstimo foram bem favoráveis ao Palmeiras, com o pagamento de 1 milhão de euros até o fim de 2022, e ainda arcando com boa parte do salário a que o jogador tem direito.

Os adeptos do Grêmio já pedem nas redes sociais que a equipa compre Borja do Palmeiras (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Praxedes (Internacional > Red Bull Bragantino)

O Red Bull faz excelente campanha até agora no Brasileirão. Quarto colocado, brigando ponto a ponto com o terceiro Fortaleza e o segundo Palmeiras, a equipa de Bragança Paulista tem bons nomes a se destacar até aqui, como o guarda-redes Cleiton, os defesas Aderlan e Léo Ortiz, o médio defensivo Raul, e também os avançados Ytalo e Artur. A equipa gerida pela empresa de energéticos colocou um modus operandi de sempre contratar jogadores promissores e novos, para que rendam frutos desportivos e financeiros.

Mas o nomes de Praxedes também vem em alta com os adeptos bragantinos. O jogador chegou contratado do Internacional, em cifras que giram em torno de 6 milhões de euros por 60% do seu passe (10% ainda pertencem a outro time, o Fluminense). A maior contratação do Bragantino, superando a do avançado Artur. O meio campista é o vice artilheiro da equipa com três golos e uma assistência, em oito jornadas. E que outros nomes podem aparecer nessa lista? Certamente outros jogadores que trocaram de equipa dentro do território brasileiro ainda podem surpreender no campeonato.

Bruno Praxedes é a contratação mais cara da história do Bragantino (Foto: Divulgação)

 

 

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Luís PereiraJunho 21, 20214min0

Max Verstappen venceu o Grande Prémio de França, depois de uma estratégia mais arrojada da Red Bull, isto depois do piloto holandês ter dado a imagem que iria ter vida fácil em França após ter conquistado a pole para a corrida, só que no arranque cometeu um erro na curva 2, entregando a liderança da corrida a Lewis Hamilton.

Com este arranque Verstappen via-se sanduichado entre os Mercedes de Hamilton e de Bottas, em terceiro. O ritmo manteve-se constante durante a primeira parte da corrida, com os Mercedes a parecerem os mais rápidos e, a certa altura, para tentar obrigar a Red Bull a agir, a Mercedes decidiu arriscar. A marca alemã mandou Valtteri Bottas parar, para forçar alguma reação da parte da Red Bull, que não tardou muito a aparecer, com Max Verstappen a parar imediatamente logo a seguir.

Com estas paragens Verstappen continuou na frente de Bottas, ficando agora a Mercedes a ter de reagir para ver o que fazer com Hamilton. A solução foi tentar executar a mesma estratégia, agora com Hamilton, com o piloto britânico a entrar nas boxes. Tudo parecia que iria correr bem para a Mercedes, mas surgiu um Verstappen a um ritmo incrível, acabando o neerlandês por resgatar o 1º lugar, com este cenário a forçar Hamilton a ter de correr atrás do prejuízo! Hamilton bem tentava forçar o ritmo, apertando com Verstappen, mas o piloto da Red Bull aguentava e mantinha-se no controlo.

Só que este ritmo do piloto da Red Bull estava a destruir os pneus mais depressa do que gostariam, emergindo algumas dúvidas se conseguia ou não manter o 1º lugar da classificativa. E, então, a Red Bull teve uma reação imediata e ganhadora, já que mandou Verstappen parar imediatamente, evitando o undercut da Mercedes. Com a mudança de estratégia da Red Bull, para duas paragens, a Mercedes viu-se na situação em que não conseguia alterar a posição e tinham agora de fazer a estratégia de uma paragem funcionar.

Agora cabia a Verstappen conseguir ter andamento suficiente para ir atrás dos Mercedes e, claro, ultrapassá-los. Com apenas dez voltas para o final, o actual 1º classificado do Campeonato do Mundo chegou-se a Bottas e facilmente ultrapassou-o, sendo isto um duro golpe para a Mercedes, porque a equipa germânica esperava que o finlandês servisse, pelo menos temporariamente, de escudo ao seu colega de equipa.

Uma vez que Bottas nem uma volta aguentou ao ataque de Verstappen, Hamilton via cada vez mais a sua liderança ser encurtada. Apesar da postura sem erros de Hamilton, Verstappen também conseguiu ultrapassar, a duas voltas do fim, demonstrando que a estratégia da Red Bull tinha funcionado na perfeição, e não só “ofereceu” a vitória da corrida ao seu piloto como possibilitou a Sergio Perez de chegar ao pódio, pois o mexicano deixou Bottas para trás a quatro voltas do fim.

Com este resultado Verstappen vê a sua liderança no mundial reforçada, e logo numa pista onde se esperava que fosse a Mercedes a ficar por cima. Hamilton tentou de tudo, mas não foi suficiente para parar a combinação da Red Bull, enquanto Bottas ficou muito desiludido por ter ficado fora do pódio, ainda mais quando ambos os pilotos pediram para a estratégia ser de duas paragens.

O melhor dos restantes foi, mais uma vez, Lando Norris que está em boa forma, e é o único piloto este ano a terminar nos pontos em todas as corridas e apenas por uma vez foi fora do top 5. Ricciardo ficou logo atrás do colega de equipa, em sexto, naquela que foi a melhor corrida que fez pela McLaren. Foi um excelente resultado de equipa, possibilitando à McLaren a voltar ao terceiro lugar no campeonato.

Gasly voltou a fazer uma boa corrida e teve de puxar dos galões para ficar na frente de Alonso, com a dupla da Aston Martin, Vettel e Stroll a fechar o top 10.

GRANDE PRÉMIO DE FRANÇA

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS / CAMPEONATO DO MUNDO DE CONSTRUTORES

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Gonçalo MeloMarço 24, 20217min0

Arranca já este fim de semana, no Bahrain, a temporada de 2021 da rainha dos desportos motorizados, a Fórmula 1. No ano que sucede ao ano mais atípico da história da modalidade, e que antecede o ano das grandes mudanças em termos de regulamentos e orçamentos, parece pairar no ar a ideia de uma temporada mais competitiva do que as anteriores.

Apesar de já estarmos acostumados ao constante “bluff” de Toto Wolf e da Mercedes, alguns especialistas afirmam mesmo que a Red Bull poderá este ano ter uma palavra mais forte a dizer na luta pelos primeiros lugares da grelha, devido à redução de downforce e ao aumento do peso permitido das unidades de potência de cada monolugar.

Na luta do meio do pelotão, várias equipas parecem estar em condições de batalhar por pontos. A McLaren e a nova Aston Martin partem aparentemente em vantagem na luta pelo terceiro lugar nos construtores, com a Alpine, a Ferrari, e quiçá a Alpha Tauri a estarem também dentro desta luta.

Por outro lado, a Alfa Romeo (este ano aparentemente mais rápida), juntamente com a Haas e a Williams, terão de trabalhar muito para pontuar com alguma regularidade.

Com base nisto, e no talento e capacidade dos pilotos, apontamos alguns pilotos que vão estar à altura, e outros que achamos mais provável virem a desiludir.

As confirmações

Daniel Ricciardo

Depois de dois anos na Renault, onde foi claramente o melhor piloto, batendo tanto Hulkenberg como Ocon, o Honeybadger transferiu-se para a “nova” McLaren, histórica equipa britânica que tem nos últimos anos deixado indícios de que o regresso à luta pelos primeiros lugares está para breve.

E dificilmente a McLaren poderia ter escolhido melhor piloto para dar continuidade a esta melhoria.

Ricciardo já provou ter o talento e a velocidade para se bater com os melhores por poles e por vitórias, e a sua capacidade nas ultrapassagens poderá ser decisiva caso o novo motor mercedes se mostre fiável (quem se lembra daquela corrida na China em 2018). Um sério candidato a lutar por pódios em 2021 na Fórmula 1.

Lando Norris

À semelhança do seu parceiro australiano, Lando Norris já mostrou ter os skills e o ritmo de corrida para ser uma presença assídua no pódio, caso o seu McLaren lhe dê essa possibilidade.

Um dos jovens mais empolgantes da grelha, terá em 2021 o objetivo de vencer o seu companheiro de equipa, algo que não conseguiu em 2019 e 2020 com Sainz, e, muito provavelmente, dificilmente vai conseguir com Ricciardo.

Sebastian Vettel

Novo ano, nova equipa, novo Seb. A pressão que sofria na Ferrari parecia ser impossível de ultrapassar, sendo que no último ano a situação escalou. Em 2021, u<dá-se uma mudança de ambiente com a chegada à Aston Martin, a antiga Racing Point, equipa que quer a médio prazo lutar pelo título, como já afirmou o seu dono, Lawrence Stroll.

Numa equipa que no ano passado tinha provavelmente o terceiro carro mais rápido da grelha, é de esperar que o tetracampeão do mundo volte aos dias bons, e que consiga voltar aos resultados e exibições que fazem dele um dos melhores de sempre da Fórmula 1.

Pierre Gasly

Depois da primeira vitória em 2020 em Monza, é esperado um ano de grandes resultados para o francês da Alpha Tauri. O jovem de 25 anos só tem mais um ano de contrato com a equipa secundária da Red Bull, e os relatos sobre o interesse da Alpine vão se intensificando.

Com um motor Honda cada vez mais afinado, Gasly promete estar de forma recorrente na luta pela Q3 e pelos pontos.

George Russell

Nenhum fã de fórmula 1 olha para George Russell sem sentir pena e revolta. O jovem britânico é um dos mais talentosos pilotos da grelha, e no ano passado, quando foi chamado a substituir Lewis Hamilton, fez pole e, não fosse um erro pouco comum e por isso muito suspeito da Mercedes nas boxes, teria também ganho a sua primeira corrida na primeira vez que pilotou o carro da marca alemã.

Para 2021, mais um ano ao volante de um Williams, que se espera mais competitivo, de modo a permitir a Russell amealhar alguns pontinhos ao longo da temporada.

 

As possíveis desilusões

Valtteri Bottas

Mais um ano com o privilégio de conduzir o melhor e mais rápido carro da grelha. E provavelmente mais um ano em que vai ser apenas escudeiro de Hamilton. Bottas sabe que o seu lugar apenas está garantido, uma vez que o finlandês não oferece qualquer tipo de concorrência ao campeão do mundo, algo que a Mercedes preza, sobretudo depois de experienciar aquele polémico ano de 2016.

Ainda assim, Bottas já fez questão de afirmar novamente que o seu objetivo é ser campeão do mundo, mas as melhorias aparentes dos Red Bull de 2021 vão provavelmente fazer com que acabe apenas em terceiro ou quarto na classificação.

Sergio Pérez

Uma das últimas confirmações para a época de 2021 foi a chegada de Checo Pérez à Red Bull. Será uma jogada de mestre da equipa austríaca? Ou será Checo apenas mais um piloto a ver a sua carreira estagnada devido à qualidade de Verstappen?

Todos sabemos que o jovem holandês é a cara da equipa, e que o objetivo de Christian Horner e da restante comitiva é dar a Verstappen condições de lutar pelo título. E bem! O holandês é um enorme piloto, e o ritmo de corrida que apresenta fez Pierre Gasly e Alex Albon parecerem pilotos medíocres. Qual a probabilidade das coisas serem diferentes com Pérez?

Carlos Sainz

O espanhol vem de dois excelentes anos na McLaren, mas o ambiente positivo a saudável a que está habituado, não irá encontrar em Maranello.

É visível que a Ferrari é uma casa a arder, sem um carro competitivo e com uma equipa liderada por pessoas sem carisma (Binotto) que não se importam de espezinhar pilotos com títulos conquistados e provas dadas na equipa, como aconteceu com Vettel e Raikkonen.

Acrescente-se que Carlos Sainz não tem o temperamento para aceitar ser número dois de ninguém (não foi para a Red Bull em 2019 muito por causa disso), e na Ferrari vai encontrar uma equipa que olha para Leclerc como o Messias que vai ser o novo Michael Schumacher, chegando, quem sabe ao número de títulos do alemão. Conseguirá Carlitos ultrapassar tudo isto e fazer uma boa época em 2021?

Fernando Alonso

Um veterano de regresso à Fórmula 1 e ao grupo Renault, para substituir aquele que foi o melhor piloto que a equipa francesa viu, provavelmente, desde o tempo do próprio Alonso ao volante de um Renault. Mas, aos 39 anos, a idade pode pesar. A Alpine não deverá ter um carro tão rápido como a McLaren e a Aston Martin, pelo que é exigido aos pilotos conduções soberbas para a equipa se manter na luta pelos 8 primeiros lugares.

Além disso, o seu temperamento complicado é uma imagem de marca, sendo que a McLaren começou a voltar ao topo precisamente depois da saída do espanhol.

Com outras equipas mais fortes pela frente, é de esperar um Alonso transtornado por não conseguir os pontos que deseja.

Sem mais a acrescentar, que venha a época 2021. Porque estamos em pulgas para ouvir “And it´s lights out, and away we go!”.

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Gonçalo MeloSetembro 5, 201911min0

Iniciou-se no passado fim de semana a segunda metade da temporada de Fórmula 1 de 2019. Com ela veio também em força a Silly Season, onde os rumores sobre trocas e contratações de pilotos são constantes, sendo que neste desporto, muitas vezes fatores extra ao talento e à qualidade são fundamentais para garantir um lugar na grelha.


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