Arquivo de Rafael Nadal - Fair Play

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André Dias PereiraJaneiro 11, 20211min0

As presenças de Novak Djokovic, Dominic Thiem e Rafael Nadal foram confirmadas para a ATP Cup. Trata-se da prova que substitui a Davis Cup e que marca o arranque da nova temporada. Com o Australian Open, este ano, a jogar-se em Fevereiro, a competição de seleções é uma forma de os jogadores começarem a melhor forma física.

Por enquanto, os 3 primeiros do ranking mundial estão garantidos numa prova que se jogará de 1 a 5 de Fevereiro, uma semana antes do Australian Open. Por motivos de segurança, a competição reúne 12 seleções ao invés de 24, em Melbourne Park.

Sérvia, Áustria, Argentina, Alemanha, Espanha e Itália são seleções confirmadas. Rússia, Grécia, Japão, França, Canadá e Austrália estão ainda por confirmar.

Isto quer dizer que muitos dos grandes nomes do circuito vão estar presentes. Sérvia, Espanha e Argentina são, entre as conhecidas, as grandes favoritas ao título. A Sérvia é a campeã em título e tenta agora renovar essa condição. Para além do número 1 mundial, tem também em suas fileiras Dusan Lajovic, Filip Krjinovic e Nicola Cacic.

Finalista vencida em 2020, Espanha apresenta-se com uma equipa experiente. Liderada por Nadal, Espanha confirmou as presenças de Bautista Agut, Carreno Busta e Marcel Granollers. Já a sempre competitiva Argentina assegurou as presenças de Diego Scwarzman, Guido Pella e Horácio Zeballos.

Por enquanto ainda não é conhecido o sorteio da ATP Cup e algumas coisas podem ainda mudar em função da evolução do Covid19. As seleções são compostas por jogadores que jogam o quadro principal do Australian Open.

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André Dias PereiraNovembro 24, 20203min0

Não foi exatamente uma surpresa, mas, concordamos, também não era o esperado. O título do ATP Finals de Daniil Medvedev confirma o que nos últimos anos tem vindo a pronunciar-se. O melhor tenista da (ótima) geração russa, com capacidade de ser top-3 e estar na primeira linha para suceder ao Big-3.

Aos 24 anos, Medvedev vive o melhor momento de sua carreira. Venceu pela primeira vez o ATP Finals, depois de ter ganho o ATP Paris. É número 4 do mundo e está apenas a 655 pontos de Dominic Thiem, terceiro classificado de uma lista liderada por Novak Djokovic.

O austríaco, aliás, foi o tenista vencido na final de domingo: 4-6, 7-6 e 6-4. Thiem volta a perder uma final depois de ter caído em 2019 para Stefanos Tsitsipas. E, diga-se, até começou bem. No primeiro set, conseguiu quebrar um serviço ao russo e controlar a vantagem para vencer por 6-4. Só que a frieza, precisão e força mental de Medvedev fizeram a diferença nos sets seguintes. Aliás, o russo está a tornar-se conhecido por não festejar as suas vitórias. Após o triunfo, limitou-se a cumprimentar o rival. A explicação deve-se a problemas com o público durante o US Open de 2019. À época teve problemas logo no seu primeiro encontro, tendo sido vaiado por mau comportamento. O russo chegaria até à final, onde perdeu para Nadal, naquele que era, até aqui, o seu melhor resultado. Ainda assim, diga-se, acumula já 9 títulos ATP desde 2018.

Thiem termina como número 3

O percurso de Medveved em Londres foi imaculado, vencendo todos os jogos. No mais, o russo tornou-se apenas o quarto jogador nos últimos 30 anos a derrotar os três primeiros do ranking mundial, na mesma semana. Em um ATP Finals foi, no mais, a primeira vez que aconteceu. “É incrível vencer o top 3 aqui. São os melhores jogadores do mundo. Isso significa muito e mostra do que sou capaz quando estou a jogar bem”, disse o russo.

Incluído em um grupo com Djokovic, Zverev e Schwartzman, o russo não apenas ganhou todos os jogos como não cedeu qualquer set. Nas meias-finais, deixou para trás Rafael Nadal. O espanhol continua em busca do seu primeiro ATP Finals, o grande título que lhe falta. E, tal como Thiem, ganhou o primeiro set, só que Medvedev buscou a reviravolta: 3-6, 7-6, 6-3.

Thiem também confirmou o bom momento que atravessa, repetindo a final de 2019. Num grupo com Nadal, Rublev e Tsitsipas, o austríaco proporcionou, talvez, o melhor jogo do torneio e um dos melhores do ano contra o espanhol, ganhando por duplo 7-6. E nas meias-finais ultrapassou Novak Djokovic.

O austríaco termina a temporada como número 3 mundial e campeão do US Open. Um grande ano desportivo, apesar de tudo.

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André Dias PereiraNovembro 10, 20202min0

Daniil Medeved, 24 anos de idade, é por esta altura uma certeza no circuito ATP. O russo soma oito títulos ATP, o mais recente dos quais em Paris, no domingo. Diante Alexander Zvderev, Medvedev venceu de virada: 6-7, 6-4 e 6-2.

Foi uma semana especial para o russo. Não apenas porque venceu o primeiro título da temporada, mas pela forma em que se apresentou. O russo superou ladversários como De Minaur (5-7, 6-2 e 6-2), Diego Schawrtzman (6-3 e 6-1) e  Milos Raonic (6-4 e 7-6), mostrando que se pode intrometer nos próximos tempos na disputa pelo número 1 do mundo.

Para já, contudo, esse é um cenário ainda remoto. Todavia, com este título, Medvedev sobe a número 5 mundial ultrapassando o suíço Roger Federer. Apesar de este ter sido o primeiro título de 2020, o russo atingiu as meias-finais no último US Open, perdendo para Dominic Thiem. Em 2019, recorde-se, o russo foi finalista vencido diante Rafael Nadal. Mais recentemente, em Roland Garros, não esteve tão bem, caindo na primeira ronda.

O triunfo de Paris acaba por ser mais um passo na carreira de Medvedev que vai ganhando cada vez mais confiança. Que o diga Zverev, reconhecendo, após sofrer o empate em sets, que iria perder o encontro. Apesar de ter sido vice-campeão, o alemão também se deve orgulhar do seu percurso em Paris. Para trás, deixou jogadores como o favorito Rafael Nadal (6-4 e 7-5) e Stan Wawrinka (6-3 e 7-6).

O Masters de Paris é o penúltimo torneio importante do calendário de ténis. A partir de domingo terá início o ATP Finals, competição que reúne os oito melhores do mundo na temporada. Medvedev e Zverev estarão lá, assim como Rafael Nadal, Novak Djokovic, Dominic Thiem, Stefanos Tsitsipas, Andrey Rublev e Diego Schwartzman.

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André Dias PereiraOutubro 13, 20204min0

Um rei nunca perde a sua coroa, diz o ditado popular. Em vésperas da final de Roland Garros, Goran Ivanisevic disse que Nadal não teria chances contra o Novak Djokovic. O resultado não apenas desmentiu categoricamente o campeão Wimbledon de 2001, como mostrou que ninguém está perto de Nadal, quando se fala em terra batida.

Nadal alcançou este domingo uma das suas maiores vitórias na carreira. No conteúdo e na forma. Pela maneira como foi conseguida e por tudo o que representou. O resultado de 6-0, 6-2 e 7-5 só foi possível devido a uma exibição de excelência do maiorquino. Porventura, uma das melhores de sua carreira, ao ponto de, perto do final do segundo set, ter apenas 1 erro não forçado.

O espanhol era, de resto, o grande favorito a vencer o torneio dos mosqueteiros. Ainda assim, tinha desafios acrescidos. Depois de seis meses parado, o espanhol chegou a França com apenas 3 jogos realizados no período pós pandemia. Para trás ficou também a eliminação por Diego Schwartzman no torneio de Roma. No mais, Nadal reajustou as contas com o argentino nas meias-finais de Roland Garros: 6-3. 6-3 e 7-6. Diga-se, contudo, que Schwartzman fez um grande torneio, atingindo pela primeira vez esta fase de um Grand Slam. Para trás, tinha deixado outro favorito: Dominic Thiem: 7-6 (7-1), 5-7, 6-7 (6-8), 7-6 (7-5) e 6-2. Com isso, o argentino está agora em oitavo lugar no ranking ATP.

Até então o caminho de Nadal tinha sido tranquilo, com vitórias sobre Egor Garasimov, Mckenzie McDonald, Stefano Travaglia, Sebastian Korda e Jannic Sinner. Ao longo do torneio, Nadal não perdeu qualquer set.

Quando se fala em terra batida ninguém na história é maior que Rafa Nadal. O triunfo sobre Djokovic foi o 100 na carreira do maiorquino, em Paris. Ele é, inegavelmente, o maior nome da competição. Com este título são já 13 em Roland Garros. Para se ter noção da diferença do espanhol para os outros, Bjorn Borg, com seis vitórias, é o segundo maior vencedor.

Nadal iguala Federer

O triunfo deste domingo coloca Rafa Nadal lado a lado com Roger Federer com 20 Grand Slam. O suíço não perdeu tempo em parabenizar o espanhol, o seu grande rival, lembrando que foi precisamente essa rivalidade que puxou pelos dois e também pelos outros adversários. Agora, os dois compartilham o recorde de Majors. A pergunta que se coloca é quem terminará a carreira com mais triunfos. O favorito é Nadal, porque é mais novo e porque não é expectável que alguém o possa vencer, em condições normais, em Roland Garros. A recuperar de uma lesão, Federer não jogará mais até final da temporada. Aos 39 anos, é difícil acreditar que possa vencer muito mais Majors, embora o suíço sempre pareça surpreender e chegar a decisões. E depois há ainda Djokovic. Aos 33 anos, tem tudo para continuar a emplacar Majors na relva e piso rápido.

Muito dependerá, claro, de como se organizará o ténis pós-pandemia. Em Paris, o sérvio foi competente, apesar de alguns sobressaltos com Tsitsipas, nas meias-finais (6-3, 6-2. 5-7, 4-6 e 6-1) e Carreño Busta, nos quartos de final: 4-6 6-2 6-3 6-4.

Iga Swiatek, o meteoro polaco

Se entre os homens, Nadal continua a fazer história, entre as mulheres há um novo nome na parada. Iga Swiatek tornou-se a primeira polaca a vencer um Major. Aos 19 anos de idade, surgiu em Roland Garros longe dos holofotes, fora do top-50. A verdade, porém, que o seu percurso foi um verdadeiro conto de fadas. Foi eliminando favorita atrás de favorita, incluindo Simona Halep, sem perder qualquer set.

Em 2018, a polaca tinha se sagrado campeã de Roland Garros em juniores. Longe de imaginar que sê-lo-ia nos seniores tão pouco tempo depois. E a verdade é que precisou pouco mais de 1h20 para vencer na final Sofia Kenin, vencedora do Australian Open, por 6-4 e 6-1.

Swiatek ascende agora ao 17 lugar do ranking WTA. Este foi o seu primeiro grande título, apesar de ter vencido outros sete torneios ITF. Antes dela, apenas os duplistas  Wojciech Fibak  (Austrália,1978) e Łukasz Kubot (Austrália, 2014 e Wimbledon, 2017) eram os jogadores polacos com títulos nos quatro principais torneios do mundo.

A jovem polaca também se tornou apenas a ´sétima tenista a ganhar sem ceder qualquer set. Em sete partidas ela cedeu apenas 28 jogos às adversárias, entre elas Markéta Vondroušová (vice-campeã em 2019), a canadiana Eugenie Bouchard (semifinalista em 2014) e a cabeça de série, Simona Halep (campeã em 2018).

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André Dias PereiraAgosto 21, 20202min0

Falta pouco para o arranque do US Open. Entre 31 de agosto de 13 de setembro, joga-se o segundo major do ano. Um cenário impensável há um ano, mas que foi viabilizado pela pandemia do Covid-19. Também por isso, a pouco tempo do início, há tantas polémicas.

O último episódio envolve Guido Pella e Hugo Dellien. Os dois tenistas estão de quarentena, em Nova Iorque, depois de terem estado em contato com pessoas infetadas com Covid. Pella e Dellien foram afastados de Cincinnati e podem também ficar de fora do US Open. Cincinnati foi movido para Nova Iorque no sentido de ser uma preparação do US Open. A situação deixou descontente vários jogadores do circuito. De acordo com o diário espanhol Marca, pode haver um movimento para boicotar Cincinnati e US Open. O argumento é o de que os jogadores só devem retirar-se do torneio se partilharem quarto com um caso positivo de Covid-19, o que não aconteceu.

Quem também falhou o primeiro torneio após o regresso do ténis é Kei Nishikori. O japonês foi infetado pelo vírus na Florida e deve falhar o master norte-americano. Ausência garantida é a Rafael Nadal. O atual número dois mundial explica que a ausência de controle do vírus nos EUA e sua saúde foram os motivos para falhar o US Open. No quadro feminino, Simona Halep também priorizou a sua saúde e não jogará.

De acordo com a organização sete jogadores do top-10 mundial deverão jogar a prova. Entre eles está Novak Djokovic, envolvido recentemente em polémica por organizar um torneio beneficente nos balcãs que causou a infeção de jogadores e adeptos.

O tenista sérvio apresenta-se como o grande favorito, dentro da quadra. Recorde-se que as pontuações foram congeladas desde o início da quarentena. A busca pelo 18 Grand Slam foi uma das principais motivações do número 1 mundial para jogar. Djokovic tem, de resto, sido um crítico sobre as condições de participação. Os jogadores farão testes regularmente, não poderão sair do espaço montado no aeroporto, não poderão ir a  Manhattan e só poderão entrar com um acompanhante no recinto do torneio.

Depois de uma paragem tão longa, é importante saber a forma como estão os jogadores. Certamente, será um US Open diferente, dentro e fora de court. De uma forma ou outra, a bola vai rolar.

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André Dias PereiraAgosto 13, 20201min0

É um dos principais torneios do ano. Habitualmente jogado em Dezembro, o ATP Finals vai acontecer entr 15 e 22 de Novembro. Londres garantiu, uma vez mais, o torneio que reúne os 8 melhores tenistas do ano.

Por saber está ainda se será com ou sem público. Mas mesmo que haja público a estrutura será muito mais reduzida que o habitual. O evento vai marcar o final da temporada de ténis, este ano bem atípica em função do Covid-19. Por enquanto, o único Grand Slam jogado foi o Australian Open. Wimbledon foi cancelado, contudo, o US Open e Roland Garros ainda deverão jogar-se, com o primeiro a iniciar no final de Agosto.

O grego Stefanos Tsitsipas é o atual campeão em título. Por enquanto é ainda cedo para saber o quadro final dos grupos, ou até prever quem irá jogar e em que condições. Recorde-se que este torneio, ao contrário dos outros, não se joga por eliminatórias. Existem dois grupos de 4 jogadores, apurando-se os 2 primeiros para as meias-finais. Roger Federer é o maior campeão, com 6 títulos.

Atualmente o ranking ATP encontra-se congelado. Novak Djokovic é o líder. Rafa Nadal e Dominic Thiem fecham o top 3.

Andre Gaudenzi, presidente da ATP, explica em entrevista ao Supertennis que o objetivo, neste momento, é manter o maior número possível de torneios na Europa e fechar com o ATP Finals. A temporada asiática foi cancelada.

Será também o último ano que a prova se realizará em Londres. A partir de 2021 será Turim a acolher o Masters Final.

 

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André Dias PereiraJulho 31, 20202min0

Falta pouco para o ténis ao mais alto nível regressar. A partir de 20 de agosto, ao que tudo indica, joga-se, em Nova Iorque, o primeiro Masters após paragem devido à pandemia do Covid-19. Será em Cincinnati, nos EUA. Novak Djokovic e Rafael Nadal surgem como inscritos em uma lista de cerca de 80 nomes para o certame. Roger Federer, a recuperar de uma cirurgia ao joelho, será o grande ausente.

Por esta altura, nada está ainda confirmado. E, em bom rigor, o espanhol e o sérvio estão ainda em dúvida para o US Open, agendado para o final de agosto.

Para além de Nadal e Djokovic, outros jogadores deverão jogar Cincinnati. Thiem, Medvedev, Tsitsipas e Zverev são nomes fortes, que poderão disputar o título. Mas tudo dependerá de como regressarem. Os jogadores têm procurado manter a forma física em casa e com alguns treinos, mas sem viagens longas. A esta distância, é impossível saber quem efetivamente vai jogar prever quem pode avançar até à final. Até porque dois torneios agendados para o final de agosto nos EUA foram cancelados. Recorde-se que as classificações estão congeladas.

No quadro feminino o cenário é ainda menos animador. Metade do top-10 não está inscrito. Ash Barty, Simona Halep, número 1 e 2, não estarão em prova. Naomi Osaka, Elina Svitolina e Bianca Andreescu são também ausências confirmadas.

Nos últimos meses, várias têm sido as polémicas associadas a jogadores como Djokovic, Coric e Dimitrov, mas também sobre as condições de regresso às competições. Sobretudo o US Open. Certo é que a chagada aos EUA obriga os jogadores a um período de quarentena. Isso influencia diretamente os calendários. A organização também informou que os tenistas não deverão poder deslocar-se a Manhattan e terão que ser testados para o Covid várias vezes por semana, no aeroporto, onde deverão dormir.

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André Dias PereiraAbril 21, 20202min0

A temporada de terra batida pode regressar em Agosto. Essa é, pelo menos, a expetativa do presidente da ATP Andrea Gaudenzi. A ideia é realizar nos últimos cinco meses do ano nada menos que 3 Majors e 6 Marsters 1000. Tudo dependerá da evolução do Corona Virus.

Recorde-se que a temporada de ténis se encontra suspensa, pelo menos, até 13 de Julho. O único Grand Slam jogado até agora foi o Australian Open. O torneio de Wimbledon foi cancelado e Roland Garros adiado. Da mesma forma, os masters de Roma e Madrid também deverão acontecer em Setembro ou Outubro.

A ATP mostra-se confiante que o US Open possa acontecer em Agosto, depois dos torneios de Toronto e Cinncinati. “O melhor cenário seria ter os torneios norte-americanos durante o verão, depois os torneios de terra batida, a temporada asiática e o ATP Finals. Se isso acontecesse, significaria que salvaríamos 80% da época”, afirmou Andrea Gaudenzi.

O presidente do ATP admite que o sistema é sólido e aguenta um ano sem torneios. Contudo, é preciso também pensar na abordagem que os jogadores vão ter para os torneios faltantes. Sem data definida regresso, a preparação fica altamente condicionada. Não se trata apenas da preparação física e mental. Sem calendário definido, não há como saber em que torneios investir, como o fazer e adaptar-se aos diferentes desafios. Uma hipótese levantada por Nadal e Djokovic é a possibilidade de jogar com os portões fechados. Ambos concordam que não é a situação ideal mas que estão preparados caso isso venha a acontecer.

Recorde-se que Novak Djokovic é o número um mundial mas a ATP congelou as classificações para impedir que o período sem ténis seja contabilizado. Nole soma 282 semanas como líder da hierarquia mundial.

Certo para já é o cancelamento da temporada na relva. Wimbledon, recorde-se só foi interrompido anteriormente pelas duas guerras mundiais.

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André Dias PereiraMarço 23, 20203min0

Com o planeta em quarenta praticamente todas as modalidades e grandes competições desportivas estão suspensas. No ténis não é diferente. Pelo menos até 7 de Junho não haverá qualquer competição. Isso quer dizer que a temporada de terra batida está cancelada. O único torneio nessa piso que deverá ser disputado é Roland Garros, adiado para o período entre 20 de setembro e 4 de outubro.

Certo é o cancelamento dos torneios de Munique, Estoril, Genegra, Lyon, Estrasburgo, Rabat, Madrid e Roma. Também Indian Wells e o ATP Miami foram cancelados por conta da situação nos EUA. Houston, Marraqueche, Barcelona Monte Carlo e Budapeste são outros torneios sem data prevista para esta época.  “Vamos continuar a monitorar cada dia e esperamos que o circuito retome quando a situação melhorar”, afirmou Andrea Gaudenzi, presidente da ATP em nota oficial.

O Estoril Open, que seria disputado entre 25 de abril e 3 de maio, também foi cancelado. João Zilhão, diretor da prova, diz que a competição só voltará em 2021, “mais forte e com mais novidades”. Todos os que adquiriram bilhetes serão ressarcidos. “Dia 25 de Março íamos anunciar imensos nomes que iam brilhar no nosso torneio. Fica adiada a festa”, comentou João Zilhão, já com datas definidas. Será entre 24 de Abril e 2 de Maio de 2021.

Com Roland Garros adiado para Setembro, o próximo Grand Slam será Wimbledon. Se nada houver em contrário, o circuito regressa com o ATP Estugarda, na Alemanha, a 8 de Junho. No mesmo dia arrancam o WTA Notingham e s-Hertogenbosch, na Holanda, que envolve torneios masculino e feminino.

Esta situação também condiciona os Jogos Olímpicos, caso venham a realizar-se. Isto porque os rankins que contam para o apuramento olímpico são os que vigoram a 8 de Junho. Não havendo jogos até lá, tudo indica que fica a valer os rankings atuais. Aliás, os rankings ATP, WTA e ITF estão congelados, o que significa que os jogadores vão manter suas posições até ao regressos das competições. Por saber está como esses pontos serão defendidos na próxima temporada.

Uma semana separa US Open de Roland Garros

A transferência de Roland Garros para Setembro gerou conflito com a data de outras competições. Uma delas é a Laver Cup, que se jogará em Boston. A organização já anunciou que não irá mudar as datas de 25 a 27 de Setembro. Outras provas afetadas seriam os torneios de Metz (França), São Petersburgo (Rússia), Chengdu (China), Sofia (Bulgária) e Zhuhai (China). Isto para lém de eventos da WTA em Guangzou (China), Seul (Coreia do Sul), Tóquio (Japão) e Wuhan (China).

Outro pontos relevante será entender como os tenistas vão fazer a transição entre o US Open e Roland Garros. Os dois Majors são separados por apenas 7 dias. Por se tratar de pisos diferentes, obrigam os jogadores a preparações diferentes. É possível, por isso, que alguns jogadores preparem o resto da temporada investindo em um dos dois torneios. Será, pois, interessante saber como Djokovic e Nadal, que lutam pela liderança mundial e perseguem Federer no total de Grand Slams, vão gerir essa preparação.

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André Dias PereiraMarço 9, 20202min0

Rafa Nadal conquistou, no México, o seu 85 titulo da carreira. Foi em Acapulco.  O espanhol precisou de pouco menos de 1h15 para levar de vencido o norte-americano Taylor Fritz, por 6-3 e 6-2.

O número 2 do mundo não diminui distância para o líder mundial, Novak Djokovic, que venceu também no Dubai. Esta foi, de resto, a terceira vez que Nadal venceu no México. A primeira vez aconteceu em 2005 e a segunda em 2013. O torneio de Acapulco tem sido, por assim dizer, dominado por espanhóis. Em 20 edições, onze foram ganhas por nuestros hermanos. David Ferrer (4), Nadal (3), Carlos Moya (2) e Nicolas Almagro (2).

Nadal esteve, este ano, absolutamente imparável, não perdendo qualquer set. Para trás ficaram Pablo Andujar (6-3, 6-2), Miomir Kecmanovic (6-2, 7-5), Soonwoo Kwon (7-6, 6-0), para além de Grigor Dimitrov (6-4, 6-4), nas meias-finais. O torneio contou também com as presenças de Stan Wawrinka e Kyle Edmund, eliminados nos quartos de final, por, respetivamente, Grigor Dimitrov e Taylor Fritz.A

Aos 33 anos, Nadal está agora a nove taças de Ivan Lendl, o terceiro colocado da lista de jogadores com mais títulos ATP. Jimmy Connors está no topo, com 109 conquistas, seguido por Roger Federer, que tem seis a menos. Se ultrapassar Ivan Lendl parece uma questão de tempo, Federer e Connors podem ser mais difíceis de atingir. Até porque o suíço ainda está em atividade. Mas não só. Mais que ter o maior número de títulos ATP, Nadal parece mais focado em chegar a número 1 mundial e ultrapassar Federer com 20 Grand Slams. Já para o helvético, 38 anos de idade, terminar a carreira com mais títulos ATP parece agora mais possível que o fazer em relação a Major. Até porque há ainda Djokovic, 32 anos.


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