Arquivo de nacionais de clubes - Fair Play

Podio.jpg?fit=960%2C640&ssl=1
João BastosDezembro 19, 201610min1

Os Campeonatos Nacionais da 1ª e 2ª divisão tiveram lugar a 17 e 18 de Dezembro na piscina olímpica da Póvoa de Varzim. A 2ª divisão teve em compita 16 clubes masculinos e 16 clubes femininos. Saiba tudo sobre o escalão secundário da natação nacional

2ª Divisão Feminina

Iniciamos esta análise, como convém, pelas senhoras. Num campeonato disputado até ao fim, o primeiro lugar esteve sempre controlado pelas nadadoras do Benfica. Já a luta pelo segundo esteve ao rubro até à última braçada.

Confira os destaques da prova:

SLB para além de Diana

Equipa do Benfica | Foto: FPN

Na antevisão da 2ª divisão, o FairPlay colocou o Benfica como um dos dois candidatos à subida de divisão mas na verdade, as nadadoras do Prof. Mário Madeira dominaram e controlaram o escalão secundário, de tal forma que as bases da candidatura ao título da 1ª divisão do próximo ano parecem estar lançadas.

O Benfica mostrou logo ao que vinha, com duas vitórias nas duas primeiras provas do programa por intermédio dos dois principais reforços desta época. Diana Durães venceu os 400 metros livres com novo record dos campeonatos (ver mais à frente neste artigo) e Jéssica Brito venceu os 50 metros mariposa.

Diana Durães venceu mesmo as três provas (máximo permitido por nadador) que nadou: 400 livres, 200 livres e 400 estilos, fazendo o pleno de recordes dos campeonatos.

Mas não foi a única no lado dos encarnados. Cláudia Borges dominou as provas de bruços, vencendo os 50, 100 e 200 bruços. Nos 50 e nos 100 também foi a mais rápida de sempre da 2ª divisão.

O Benfica fez ainda mais dois lugares nos três primeiros, nas estafetas de 4×100 livres e 4×100 estilos.

Para além das citadas, nadaram ainda pela equipa da Luz: Sofia Rolão, Maria Beatriz Lopes, Ana Graveto, Ana Luísa Santo, Sara Loureiro, Filipa Grilo, Ana Raquel Ferreira e Joana Martins.

O Benfica concluiu o conjunto das 19 provas com 252 pontos.

Os Belenenses de volta ao topo

Equipa do CFB | Foto: Luís Filipe Nunes

A equipa feminina do Clube de Futebol “Os Belenenses” é uma equipa histórica da 1ª divisão. Desde 2008 que não participa neste escalão, mas chegou a disputar o título quando contava com uma equipa com nomes como Ana Rita Santos, Patrícia Conceição, Daniela Inácio, Harrieth Smith ou Sara Amaral.

Com o abandono da piscina do Restelo, a equipa passou por momentos de menor fulgor, mas agora está de volta ao escalão maior da natação portuguesa (quer em femininos, quer em masculinos).

Sob a liderança dos primeiros lugares de Jéssica Vieira nos 50 e 100 livres e integrando a estafeta vencedora de 4×100 livres, e bem coadjuvada pelos segundos lugares de Laura Rodrigues nos 50 e 100 mariposa e da estafeta 4×100 estilos, as nadadoras de Belém alcançaram ainda outro top-3 nos 4×200 livres.

Para além de Jéssica e Laura, compuseram a esquadra azul as nadadoras Margarida Pimenta, Ana Pereira, Ana Rita Martins, Luana Rodrigues e Rita Costa.

Os Belenenses foram vice-campeãs da 2ª divisão com 235 pontos.

Marinha Grande, Fluvial e Braga sempre na luta

Muita da animação da 2ª divisão feminina esteve na luta pelo 2º lugar. Durante a competição, foram muitas as alterações no lugar de acesso à 1ª divisão.

O Desportivo Náutico da Marinha Grande fechou o pódio a apenas 3 pontos da subida. O FairPlay já tinha colocado a equipa marinhense no pelotão da frente, mas as jovens do DNMG tiveram um excelente fim-de-semana de superação.

Giovanna Vargas venceu os 200 mariposa, Ana Costa fez terceiro nas três provas de bruços, assim como Mónica Domingos nos 200 costas, Bruna Simões nos 100 mariposa e a estafeta 4×200 livres (Bárbara Teodósio, Giovanna Vargas, Ana Elói e Mónica Domingues).

Tendo em conta a idade média da equipa, estará aqui, certamente, uma das mais fortes candidatas à subida em 2017.

A equipa feminina do Clube Fluvial Portuense em 2013 estava a disputar a fase de qualificação da 4ª divisão. Há 3 anos que vem subindo patamares. No ano passado já militava na 2ª divisão e ficou em 9º. Este ano em 4º.

Para além da mariposista Madalena Machado que fez um 1º e dois 3ºs nas provas de mariposa, as nadadoras de águas abertas também se destacaram fora do seu “habitat natural”. Angélica André nadou bruços (100 e 200) e estilos (400) e foi 2ª nas três provas. Vânia Neves nadou 200 livres (3ª), 200 costas (1ª) e 200 estilos (4ª). Nas estafetas, as portuenses fizeram 1º lugar nos 4×200 livres e 4×100 estilos e ainda 3º nos 4×100 livres.

O Sporting Clube de Braga era apontado pelo FairPlay como a equipa favorita a vencer. E de facto, as minhotas tinham (e terão, certamente, em edições futuras) argumentos para chegar à primeira divisão. Para além da olímpica Tamila Holub, o Braga conta com nadadoras como Maria Madalena Silva e Juliana Freixo.

Nos lugares de pódio, nas provas em disputa, apenas ficou Tamila Holub (1ª nos 800 livres, 2ª nos 200 livres e 2ª nos 400 livres) e Juliana Freixo nos 50 e 100 costas.

Relegadas para a 3ª

Na parte inferior da tabela ficaram as equipas do FOCA de Felgueiras (que desce um ano após ter subido), do Fluvial Vilacondense (privado de Ana Catarina Monteiro), do Clube de Natação da Amadora (que ainda no ano passado disputou a 1ª divisão) e o Clube de Natação da Maia (de onde saíram várias nadadoras esta época, juntamente com o anterior treinador).

Recordes dos campeonatos – 2ª divisão feminina

O FairPlay fez o levantamento das melhores marcas de sempre feitas nos CNC da 2ª divisão. Convém esclarecer vários pontos:

  • O formato de nacionais em piscina olímpica disputava-se até 2003 e depois só voltou em 2014, sendo que durante 11 anos foram nadados em piscina curta;
  • A análise ficou limitada aos anos posteriores a 2002, uma vez que não estão disponibilizados resultados anteriores;
  • Em 2015 foram disputados dois campeonatos: em Abril, em Oeiras, relativo à época 2014/2015 e em Dezembro em Coimbra, respeitante à época 2015/2016.
Fonte: FairPlay

As nadadoras benfiquistas estiveram em evidência também neste parâmetro ao estabelecerem novos recordes dos campeonatos nos 200, 400 livres e 400 estilos (Diana Durães) e nos 50 e 100 bruços (Cláudia Borges).

Também o Fluvial Portuense estabeleceu um novo máximo, na estafeta de 4×100 estilos.

2ª Divisão Masculina

Nos homens, a grande luta foi para o título. Os “vizinhos” Sport Algés e Dafundo e Clube de Futebol “Os Belenenses” protagonizaram um duelo de alto nível. A vitória final sorriu aos algesinos, que tiveram um fim-de-semana memorável, com a vitória na 2ª masculina e na 1ª feminina.

Algés superior

Equipa do SAD | Foto: FPN

O Algés é um clube histórico da natação portuguesa e sempre teve equipas masculinas que marcaram gerações. A última grande equipa do Algés, que foi tetra-campeã nacional da 1ª divisão masculina, contava com nadadores como Nuno Laurentino, Pedro Silva, Hélder Lopes ou Egas Bastos.

No passado fim-de-semana escreveu-se outra página dourada da História do SAD com o regresso à 1ª divisão.

Com uma equipa em renovação, o Algés superiorizou-se à concorrência e levou o título com o total de 270 pontos.

O “capitão” Pedro Santos esteve em destaque ao vencer os 100 mariposa e os 200 estilos (esta última, pela 4ª vez consecutiva) e ao ser 3º nos 50 mariposa.

O júnior Roberto Gomes abriu a competição logo com a vitória dos 400 livres e ainda foi terceiro nos 200 mariposa, enquanto o brucista Hugo Pon fez segundo nas três provas de bruços (50, 100 e 200).

Francisco Machado fez dois segundos lugares, aos 50 e 100 livres, e os irmãos Miguel e Afonso Bate contribuíram com um segundo lugar cada um (Miguel nos 1500 e Afonso nos 200).

Os algesinos venceram a estafeta de 4×100 livres e ficaram em 2º lugar nas outras duas (4×200 livres e 4×100 estilos).

Para além dos citados, nadaram ainda Filipe Félix e Carlos Almeida.

CFB segue para a 1ª com as duas equipas

Equipa do CFB | Foto: Luís Filipe Nunes

Os homens do Restelo imitaram as senhoras, ficando também com o 2º lugar e a consequente subida.

O FairPlay indicava os azuis como a equipa que partia na pole-position, mas por apenas 5 pontos de diferença “Os Belenenses” quedaram-se pelo segundo lugar.

O clube do Restelo até teve mais primeiros lugares que o Algés (6 vs 4), por intermédio de Francisco Quintas (50 e 100 bruços), Bruno Ramos (200 livres e 200 costas) e as estafetas (4×200 livres e 4×100 estilos) mas a homogeneidade de resultados da equipa algesina ditou o resultado final.

Nuno Quintanilha encontrou um Pedro Santos e um Diogo Carvalho intransponíveis e fez 2º nas suas 3 provas (100 mariposa e 200 estilos contra Pedro Santos e 200 mariposa contra Diogo Carvalho). André Gonçalves imitou-o nos 400 livres e 400 estilos e também fez segundo lugar em ambas as provas.

Francisco Quintas fez 3º nos 200 bruços, assim como a estafeta 4×100 livres.

Completaram a equipa os nadadores Fábio Figueira e Filipe Silveira.

SCBraga no pódio, Galitos quase lá

A luta pelo pódio foi uma verdadeira luta de gerações: de um lado o Sporting Clube de Braga com dois nadadores juniores em evidência (José Paulo Lopes e Jorge Silva) e do outro os Galitos de Aveiro, liderados pelo incontornável Diogo Carvalho e que voltou a contar com o nadador menos jovem em prova: Gonçalo Pereira (37 anos).

Levou a melhor a juventude, com o Braga a pontuar 215 pontos contra os 209 dos Galitos.

José Paulo Lopes venceu os 1500 livres e ficou em 3º nos 100 e 200 costas. Jorge Silva foi o 3º dos 200 estilos.

Do lado dos Galitos de Aveiro – e como já é tradição na 2ª divisão – Diogo Carvalho venceu as três provas individuais que nadou (200 bruços, 200 mariposa e 400 estilos). João Laranjeira ficou em 2º nos 100 costas e em 3º nos 50, assim como a estafeta de 4×100 estilos.

O amargo sabor da descida

Académico de Viseu (despromovido por apenas 1 ponto), Bairro dos Anjos, Naval Amorense e Pimpões foram os infelizes contemplados com a descida à terceira divisão do próximo ano.

Recordes dos campeonatos – 2ª divisão masculina

Os únicos novos recordes dos campeonatos nacionais de clubes da 2ª divisão masculina estabelecidos na edição de 2016 vieram por intermédio do mesmo nadador: o brasileiro do FOCA, Gláuber Silva.

Foram nos 50 costas e nos 50 mariposa.

Confira o quadro total:

Fonte: FairPlay

* Tempo feito no primeiro percurso de estafetas.

 

15137598_1127872660665080_1229701153584534132_o.jpg?fit=1024%2C576&ssl=1
João BastosNovembro 28, 20169min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

À semelhança da quarta divisão, a terceira compreende 13 provas para o sector masculino e 13 provas para o sector feminino.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, os campeões masculino e feminino (as classificações são independentes, assim como os clubes inscritos) são determinados pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 2ª divisão e descendo à quarta divisão do próximo ano os últimos 4.

Esta competição disputa-se em piscina de 25 metros, à semelhança da 4ª divisão e à diferença da 2ª e 1ª, que se disputam em piscina olímpica (50 metros)

Luta ao centésimo pela segunda divisão

A terceira divisão feminina teve um final dramático com dois clubes empatados no 4º lugar (último lugar de subida de divisão) e um terceiro a apenas um ponto. Mas já lá vamos.

Antes disso, saudemos as campeãs do Colégio Monte Maior que tiveram um domínio mais forte do que se previa e um campeonato perfeitamente tranquilo até à consagração.

Equipa feminina do Colégio Monte Maior | Foto: Facebook Lfnunes
Equipa feminina do Colégio Monte Maior | Foto: Facebook Lfnunes

Os 273 pontos garantiram uma vantagem de 21 pontos, concluindo uma prova bastante regular, dominada desde o início (arranque com um primeiro, segundo e quarto lugares nas primeiras três provas).

Mariana Mendes deu ao CIMM o primeiro lugar nos 800 livres e o 2º nos 400, Francisca Mesquita foi 2ª nos 200 mariposa, 4ª nos 100 mariposa e nos 200 costas, Inês Bernardo foi 4ª nos 200 bruços e nos 200 estilos e 5ª nos 100 bruços, Beatriz Isaías nadou os 100 costas e foi 5ª e Ana Brito nadou 50 (15ª) e 100 (7ª) livres.

As duas estafetas (4×100 livres e 4×100 estilos) venceram as provas.

O Clube Náutico de Miranda do Corvo também teve um campeonato sem sobressaltos. Assegurou o 2º lugar com 252 pontos, algo longe do primeiro mas também longe do terceiro (15 pontos de avanço).

CNMC sagraram-se vice-campeãs da 3ª divisão | Foto: Lfnunes
CNMC sagrou-se vice-campeão da 3ª divisão feminina| Foto: Lfnunes

A brucista Mariana Paz venceu os 200 bruços, ficou em 6º nos 100 bruços e em 9º nos 200 estilos, Mariana Ferreira nadou três provas de livres: chegou em 2º nos 100, em 4º nos 400 e em 5º nos 800 livres, já Maria Inês Ferreira fez um 3º (nos 50 livres) e um 11º (nos 100 mariposa), ao passo que a costista Maria Neves foi 4ª classificada nos 200 costas e 8ª nos 100. A completar a equipa, Sara Neves foi 12ª nos 200 mariposa.

As nadadoras de Miranda do Corvo foram 4ªs na estafeta de 4×100 estilos e 5ªs nos 4×100 livres.

O Louletano também ocupou o terceiro lugar sem grandes pressões. 237 pontos (e 21 de avanço para o 4º) foi a pontuação final.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

Sob a liderança da internacional Cátia Martinheira que não nadou as “suas” provas de costas mas deu para ser 2ª aos 200 estilos, 3ª nos 200 mariposa e 5ª nos 100 mariposa. Martinheira não nadou costas porque o LDC tem na jovem de 13 anos, Maria Jesus, também uma excelente costista que se classificou no 3º lugar aos 100 e no 8º aos 200. Catarina Santos foi 8ª nos 200 bruços e 9ª nos 100 bruços, Ísis Severino chegou em 8º nos 50 livres e em 13º nos 100 e Rita Moreira fez 10º (nos 400 livres) e 11º (nos 800 livres).

Nas estafetas a equipa algarvia foi 3ª classificada nos 4×100 livres e 5ª classificada nos 4×100 estilos.

Mas com um pódio que se começou a definir muito cedo, as atenções viraram-se para o último lugar de acesso à 2ª divisão. Alcobaça (CNAL), Litoral Alentejano (CNLA) e Sporting de Aveiro (SCA) proporcionaram uma disputa de tal forma equilibrada que o CNAL e o CNLA acabaram empatados com 216 pontos e o SCA a apenas um ponto, com 215.

Pelos critérios de desempate (CNAL e CNLA ganharam ambos uma prova, mas o CNAL fez um 2º lugar, curiosamente na mesma prova onde o CNLA fez 3º), Alcobaça celebrou a subida de divisão.

Alcobaça levou a melhor na luta pelo 4º lugar | Foto: Lfnunes
Alcobaça levou a melhor na luta pelo 4º lugar | Foto: Lfnunes

Inês Silva venceu os 100 bruços e foi 3ª nos 200 bruços e 200 estilos. Bruna Paulino foi 6ª nos 200 mariposa e 8ª nos 100. Diana Romão foi a 7ª dos 200 costas, 11ª nos 50 livres e 13ª nos 400 livres. Matilde Vieira fez um 10º lugar nos 100 costas e um 18º nos 100 livres e Cíntia Cruz abriu os campeonatos com o 19º lugar nos 800 livres.

O CNAL foi 2º nos 4×100 estilos e 9º nos 4×100 livres.

O amargo de boca ficou para o lado do Litoral Alentejano, que fez uma ponta final muito forte (7º – 100 costas, 3º – 400 livres e 4º – 4×100 livres “contra” o 10º, 13º e 9º do CNAL). Ana Carolina Guedes, Ana Sousa, Melissa Lopes, Nicoleta Lascu e Susana Mateus merecem menção pelo excelente desempenho.

Assim como Ana Pedro Santos, Ana Rita Rodrigues, Carla Marques, Maria Tomé, Marta Félix e Renata Gonçalves, as nadadoras do Sporting de Aveiro que também tiveram um campeonato bastante regular (seis sextos lugares).

Na extremidade oposta da tabela classificativa o Clube de Natação de Faro, o Clube de Natação do Montijo, o Náutico de Abrantes e o Vieirense não conseguiram escapar à descida.

Marinha Grande vence a 3ª masculina

O Desportivo Náutico da Marinha Grande (DNMG) foi o grande vencedor da 3ª divisão masculina, ao obter 272 pontos.

Uma vitória sustentada na regularidade da equipa que só teve uma classificação fora dos 8 primeiros.

Os campeões da 3ª masculina | Foto: Facebook Lfnunes
Os campeões da 3ª masculina | Foto: Facebook Lfnunes

Viktor Kot foi o nadador que mais pontos fez em provas individuais com 2 primeiros lugares (100 e 200 costas) e um 6º lugar aos 100 mariposa. Tomás Oliveira venceu os 400 livres, foi terceiro nos 800 livres e sexto nos 100 livres. Pedro Duarte foi 5º nas duas provas de bruços, Filipe Duarte foi 6º nos 50 livres e Rui Pires foi 7º nos 200 mariposa e 11º nos 200 estilos.

A estafeta de 4×100 estilos deu mais um primeiro lugar à equipa marinhense, que nos 4×100 livres, com André Silva a iniciar a estafeta, foi 4ª classificada.

O Clube de Natação de Torres Novas (CNTN) foi o vice-campeão com 260 pontos. Não venceu nenhuma prova mas, à semelhança do DNMG, foi uma equipa extremamente regular andando sempre muito próxima do 1º lugar.

O CNTN volta à 2ª divisão. | Foto: Facebook CNTN
O CNTN volta à 2ª divisão. | Foto: Facebook CNTN

O costista Afonso Rosa foi 2º nos 100 costas e 3º nos 200. José Luz fez 3º (100 livres), 4º (800 livres) e 5º (400 livres). Marco Miguel começou com um 3º lugar nos 100 mariposa e seguiu com dois 6ºs (50 livres e 200 mariposa). Miguel Frade foi 7º aos 100 bruços, 8º aos 200 bruços e 10º aos 200 estilos.

Na estafeta de estilos os torrejanos foram 3ºs e nos 4×100 livres, na qual participou Bernardo Simões, foram 5ºs.

No regresso do Professor Fernando Teixeira aos Bombeiros dos Estoris, a equipa da linha regressa à segunda divisão.

Bombeiros dos Estoris fecharam o pódio | Foto: Facebook Lfnunes
Bombeiros dos Estoris fecharam o pódio | Foto: Facebook Lfnunes

Os 251 pontos foram obtidos pelo somatório do 2º (200 mariposa), 4º (100 costas) e 7º (200 costas) lugares de Miguel Sérgio, pelo 4º (200 estilos) e dois 6ºs (100 e 200 bruços) lugares de Nuno Noritake, mais dois 6ºs (50 e 400 livres) e um 10º de Leonardo Pedro e o 8º (100 livres) e 9º (100 mariposa) lugares obtidos por Frederico Soares.

A vitória veio na estafeta 4×100 livres, que teve Daniel Pedro. Nos 4×100 estilos foram a 6ª melhor equipa.

Tal como os Bombeiros dos Estoris, também o Clube Aquático Pacense tinha descido da 2ª para a 3ª divisão no ano passado, mas não chegou a aquecer o lugar.

CAP ocupou o último lugar de subida | Foto: Lfnunes
CAP ocupou o último lugar de subida | Foto: Lfnunes

246 pontos foram mais do que suficientes para atingir a subida. E com direito a duas vitórias em duas provas consecutivas no programa. António Bessa venceu os 200 mariposa e Nuno Alves os 200 bruços. Alves já tinha sido 3º nos 100 bruços e veio a ser 6º nos 200 estilos. Bessa foi o 4º dos 400 livres e o 8º dos 100 mariposa. Daniel Bessa foi 5º nos 800 livres, Luís Almeida foi 7º nos 100 livres e 10º na prova mais curta (50 livres) e Ricardo Rocha nadou as provas de costas para o 10º lugar nos 200 e para o 12º nos 100.

Em ambas as estafetas foram 7ºs classificados com João Nunes a entrar para a estafeta de livres.

O Sporting de Aveiro já tinha ficado próximo da subida em femininos e ficou também à porta da segunda divisão em masculinos. Os 233 pontos deixaram os aveirenses no 5º lugar.

O Clube de Natação de Ponta Delgada, o Vieirense (que acompanha a equipa feminina), o Litoral Alentejano (que definitivamente teve uns campeonatos azarados) e o Clube de Natação da Amadora (que ainda há 5 anos foi campeã da 1ª divisão) competirão na 4ª divisão no próximo ano.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 4ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.

15252633_1129002920552054_3740384965956328630_o.jpg?fit=1024%2C576&ssl=1
João BastosNovembro 27, 201610min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

A quarta divisão é o primeiro patamar competitivo em termos colectivos na natação portuguesa. A competição é dividida nos escalões masculino e feminino, 24 equipas em cada um deles, que competem em 13 provas individuais.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, o campeão masculino e feminino é determinado pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 3ª divisão e descendo à fase de qualificação do próximo ano os últimos 4.

Do pódio da qualificação para o título de campeão

O Clube de Propaganda da Natação (CPN) protagonizou uma meia surpresa ao sagrar-se campeão nacional da 4ª divisão feminina. Apesar de ser uma das equipas favoritas à subida de divisão, qualquer equipa a sagrar-se campeã que não o Estrelas de São João de Brito constituiria uma surpresa.

CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes
CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes

Para além disso, o CPN tinha sido apenas 3º classificado na fase de qualificação para esta 4ª divisão o que enaltece bastante o trabalho desenvolvido pelo clube de Ermesinde em apenas um mês.

Os 281 pontos finais foram conseguidos na base da homogeneidade de classificações alcançadas pela equipa, que variou entre os dois primeiros lugares (200 mariposa e 100 costas) e os dois oitavos (200 estilos e 400 livres).

A experiente Carolina Silva contribuiu com um 1º lugar nos 200 mariposa, um decisivo 3º lugar nos 100 mariposa (as adversárias mais directas ficaram abaixo do 13º) e um 4º lugar nos 100 livres. A júnior Carolina Santos venceu os 100 costas, ficou em 2º nos 200 costas e fez 6º nos 50 livres. A brucista Joana Maia ficou com o 2º lugar em ambas as provas de bruços (100 e 200) e a fundista Mariana Costa obteve um 3º (800 livres) e dois 8ºs (400 livres e 200 estilos). Nadou ainda Joana Jacinto na estafeta de livres.

As estafetas classificaram-se no 2º (4×100 estilos) e 4º lugares (4×100 livres).

Contra todos os prognósticos, o Estrelas de São João de Brito quedou-se pelo 2º lugar geral. Apesar de ter sido a equipa com mais vitórias (5 em 13 provas) e com a nadadora com melhor performance da competição (Victoria Kaminskaya nos 200 bruços), as galácticas ficaram a três pontos do CPN – 278 pontos.

A olímpica Kaminskaya na fase final de preparação para o Campeonato do Mundo de Piscina Curta, que decorre em Windsor, de 6 a 11 de Dezembro – e terá cobertura FairPlay – não participou na segunda jornada e “apenas” contribuiu com 2 primeiros lugares individuais (200 bruços e 200 costas) e abriu a estafeta vencedora de 4×100 estilos.

Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes
Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes

Mas o ESJB, que há muitos anos que não tinha uma equipa feminina a disputar o nacional de clubes, não vive apenas da Victoria. Maria Pereira fez os lugares 1 (nos 50 livres), 2 (nos 100 costas) e 3 (nos 100 livres), Catarina Sequeira ganhou os 100 bruços, foi quarta classificada nos 800 livres e foi 14ª nos 100 mariposa, uma prova que não é de todo a sua especialidade e que constituiu a pior classificação da equipa. Soraia Ribeiro, a mais experiente da equipa, foi 2ª classificada nos 200 estilos, 3ª nos 400 livres e 8ª nos 200 mariposa. Completou a equipa Carolina Gomes nos 4×100 livres.

Como já referido, a equipa do Professor Júlio Borja venceu os 4×100 estilos, mas na última prova cedeu o título ao quedar-se na 11ª posição nos 4×100 livres perdendo aí 7 pontos para o CPN.

O Clube de Natação de Torres Novas completou o pódio, o que por si só já é uma merecedor de destaque, mas conseguiu-o com uma particularidade: as nadadoras mais “velhas” da equipa têm…15 anos.

A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes
A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes

As jovens do CNTN tiveram uns campeonatos em grande, cuja subida de divisão foi ameaçada no início da segunda jornada, mas o problema foi resolvido de forma brilhante ao vencerem as duas últimas provas da competição.

Carolina Neves venceu os 100 livres, os 400 livres e fechou a estafeta vencedora de 4×100 livres, para além do seu terceiro lugar aos 400 livres. Inês Duarte fez 3º aos 100 costas, 6º nos 200 bruços e 10º nos 100 bruços, Inês Ramos foi 5ª classificada nos 800 livres e nos 200 costas, Beatriz Casal foi 10ª nos 50 livres e Beatriz Reis fez 12º nos 200 mariposa e 13º nos 100 do mesmo estilos. As irmãs Marta e Rita Oliveira também nadaram, na estafeta vitoriosa de 4×100 livres.

Na estafeta de 4×100 estilos o CNTN obteve o 4º lugar. Na geral final o clube torrejano obteve 254 pontos ocupando confortavelmente o terceiro lugar.

Fora do pódio mas com direito a subida de divisão ficaram as nadadoras do Clube de Natação de Rio Maior com 237 pontos.

O CNRM começou e terminou da melhor forma estes campeonatos (1º lugar na 1ª prova e 2º lugar na última prova), mas o facto de não ter verdadeiras especialistas nalgumas provas levou a que a meio da competição estivesse fora dos lugares de subida.

A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM
A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM

Os 13 anos de Mafalda Rosa não foram impeditivos para ter vencido os 800 livres. posição à qual juntou o 4º lugar nos 400 livres. Maria Beatriz Leal foi 3ª nos 50 livres e 5ª nos 100 livres. Cátia Agostinho foi 4ª nos 100 bruços, 6ª nos 200 mariposa e 11ª nos 200 bruços. Maria Beatriz Dias fez 4º lugar nos 200 costas, 6º nos 200 estilos e 19º nos 100 mariposa (ela que tem em livres o seu melhor estilo) e finalmente Ana Beatriz Rodrigues foi 14ª nos 100 costas.

As nadadoras de Rio Maior foram segundas classificadas nos 4×100 livres e décimas aos 4×100 estilos.

O Bairro dos Anjos e o Vitória de Guimarães estiveram sempre na luta pela subida de divisão, terminando com 224 e 222 pontos, respectivamente. Já as equipas do Ginásio de Santo Tirso, Lousada SXXI, Sporting de Espinho e O Crasto terão de competir na fase de qualificação do próximo ano.

Como curiosidade, apenas duas nadadoras fora das quatro primeiras equipas logrou vencer provas individuais. Foram elas Mariana Martins, Feirense, aos 100 mariposa e Ana Pina aos 200 estilos, d’O Crasto, o clube que ficou na 24ª e última posição, o que é bastante revelador da importância do colectivo nesta competição.

Domínio nortenho

A quarta divisão masculina acabou com dois clubes históricos nos dois primeiros lugares. A equipa masculina do Ginásio de Vila Real à procura de seguir as pisadas da equipa feminina (que milita na primeira divisão) e a equipa masculina do Vitória de Guimarães que em 2014 competia na 2ª divisão.

Tal como o FairPlay prognosticou, o Ginásio Clube de Vila Real levou o título para Trás-os-Montes. Os 276 pontos, as quatro vitórias em treze provas e a melhor performance da competição (Alexandre Ribas nos 100 livres – 719 pontos) foram argumentos mais que suficientes para os vilarealenses terminarem com 14 pontos de avanço sobre os vimaranenses.

GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR
GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR

O ex-Sporting Alexandre Ribas contribuiu sozinho com 73 pontos, fruto dos dois 1ºs lugares (aos 100 livres e 100 costas) e do 2º lugar aos 800 livres. Para além de ter aberto a estafeta de estilos e fechado a estafeta de livres, ambas vencedoras (mais 50 pontos). Koen Weustink fez 3º (200 costas), 4º (100 mariposa) e 5º (200 mariposa). O brucista Pedro Silva foi 3º classificado nos 100 bruços e 4º nos 200. Luís Carvalho aos 200 estilos e José Matias aos 50 livres foram ambos 7ºs classificados, enquanto Tomás Barros foi 14º aos 400 livres.

O Vitória de Guimarães vendeu cara a derrota, tendo vencido três provas individuais, mas não aguentou com uma segunda sessão demolidora do GCVR. 262 pontos foi o score dos minhotos.

Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes
Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes

O múltiplo recordista nacional dos escalões de formação, Rui Costa, igualou Ribas ao vencer duas provas (400 e 800 livres) e ser segundo na terceira (200 estilos). Pedro Fernandes venceu os 50 livres, foi 5º nos 100 livres e 8º nos 200 bruços. João Costa foi 5º nos 200 costas e 8º nos 100. André Oliveira foi 6º nos 200 mariposa e 8º nos 100. Luís Gomes foi 5º nos 100 bruços.

Nos 4×100 livres os vimaranenses foram 2ºs classificados e nos 4×100 estilos foram 4ºs.

No terceiro posto, com 249 pontos, ficou o Condeixa Clube. À semelhança da equipa terceira classificada no sector feminino, também esta equipa é muito jovem, abrindo boas perspectivas de futuro, nomeadamente já para o próximo ano na terceira divisão.

Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes
Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes

André Costa (15 anos) venceu os 100 e os 200 mariposa e foi 3º nos 400 livres (fez apenas menos um ponto que Alex Ribas e que Rui Costa nas suas provas individuais), Duarte Sousa (14 anos) foi o 2º dos 200 bruços e o 6º dos 100. José Cunha (15 anos) foi 5º aos 800 livres, 7º aos 100 livres e 12º aos 50 livres. Pedro Araújo (16 anos) fez 9º aos 200 estilos e 13º aos 100 costas e Tomás Miguel (14 anos) foi o 9º classificados dos 200 costas.

Em ambas as estafetas os jovens de Condeixa fizeram 5º lugar.

O Desportivo de Gouveia foi a quarta equipa a subir de divisão.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

O duplo segundo lugar de Pedro Ribeiro (100 e 200 bruços) a somar ao 6º dos 200 estilos, o segundo (100 mariposa), terceiro (100 livres) e quarto (50 livres) lugares de Dmytriy Martinenko, o 6º (aos 800 livres) e duplo oitavo (400 livres e 200 mariposa) de Alessandro Carvalho, o duplo 16º de João Saraiva nas provas de costas e ainda o 2º lugar nos 4×100 estilos e o 4º nos 4×100 livres (nas quais, para além dos citados, participou também Pedro Prazeres) deram ao Desportivo de Gouveia o total final de 246 pontos que valeram as chaves da terceira divisão, a apenas três pontos do pódio.

O Palmela tinha legítimas aspirações à subida e esteve na luta, mas um arranque em falso da segunda jornada (11º aos 800 livres, 15º aos 200 mariposa e 14º aos 200 bruços) hipotecou as hipóteses do clube da Península de Setúbal, ficando a 7 pontos da subida.

Para a fase de qualificação do próximo ano seguem a Associação Estamos Juntos, o Naval Povoense, o Sertã e o Naval da Nazaré.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 3ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.

921250_879586585493690_3597453986600033994_o.jpg?fit=1024%2C683&ssl=1
João BastosNovembro 12, 20167min0

A época desportiva 2016/2017 de natação já arrancou e algumas das mais importantes competições são já em Dezembro. O FairPlay faz a sua análise aos campeonatos nacionais de clubes da 1ª à 4ª divisão.

O primeiro ciclo de campeonatos nacionais começa já este mês com o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, seguindo-se o Campeonato Nacional de Clubes das 1ª e 2ª divisões, em Dezembro.

Os campeonatos nacionais de clubes (quer das principais divisões, quer das divisões secundárias) são sempre motivo de grande interesse na fase inicial da época. A competição colectiva num desporto predominantemente individual promove sempre momentos de superação e abnegação dos nadadores.

Derby é sempre derby

Na primeira divisão masculina, o Sporting Clube de Portugal irá tentar a sexta vitória consecutiva. Se nos últimos dois anos, a diferença para o Estrelas de S. João de Brito foi mínima, este ano prevê-se que o Sport Lisboa e Benfica, campeão da 2ª divisão da época passada, seja o principal adversário dos rivais da 2ª circular.

Apesar do previsível equilíbrio, o Sporting com uma equipa liderada por Alexis Santos, bastante bem secundado por Pedro Pinotes, Igor Mogne, João Vital, Miguel Cruchinho, Guilherme Dias, Mário Bonança e agora também Guilherme Pina e Francisco Santos parte como favorito. Para além de ser a equipa penta-campeã nacional, apenas perdeu Alexandre Ribas e apresenta três recém-olímpicos (Alexis – Portugal, Pinotes – Angola e Mogne – Moçambique).

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

O Estrelas perdeu Miguel Nascimento para o Benfica, Pedro Oliveira terminou a carreira e também Artiom Poliakov abandonou o clube, mas reforçou-se com dois jovens seniores de primeiro ano, ambos campeões nacionais de juniores – Frederico Riachos e António Carriço – que se juntam aos experientes João Gigante, Diogo Sousa, Hugo Ribeiro e Nuno Rola e que tentarão disputar o título como nos últimos dois anos, mas desta feita com outro desfecho.

O Benfica vem intrometer-se nas contas pelo título e depois de vencer a 2ª divisão em 2015 apresenta-se como um sério candidato ao título da 1ª em 2016. Miguel Nascimento e Rafael Gil são reforços de peso que se juntam a nomes como Luiz Pereira, João Santos ou André Farinha.

O FCPorto, Náutico de Coimbra, Famalicão, SFUAP e Colégio de Monte Maior prometem uma disputa muito equilibrada que terá de terminar de forma inglória para duas das equipas que descerão à 2ª divisão.

Do lado feminino, a equipa do FCP faz jus ao cognome da sua cidade e está invicta há 8 anos!! Porém, este ano sofreu um forte revés com a saídas de Diana Durães (para o Benfica) e Adriana Castro (Aquático Pacense). Ainda assim com as experientes Sara Oliveira e Marta Abreu (que há anos se dedicam em exclusivo a esta competição) e as jovens Maria Cabral, Ana Rita Faria, Paula Oliveira e Maria Teresa Amorim pode ser suficiente para chegar ao eneacampeonato.

Foto: FCP
Foto: Facebook Lfnunes

Porém terão de superar a jovem equipa do Sport Algés e Dafundo que há dois anos ameaça a hegemonia do FCP. Com Francisca Azevedo, Rita Frischknecht, Madalena Azevedo, Raquel Pereira e Bárbara Barata, a equipa algesina tem argumentos suficientes para chegar ao ceptro.

O Sporting, à semelhança do ano passado, é a favorita ao lugar mais baixo do pódio. Mafalda Beleza, Inês Fernandes, as irmãs Beatriz e Raquel Ranito, Sofia Dionísio e Catarina Mestre compõem uma equipa bastante homogénea.

A equipa campeã da 2ª divisão do ano passado – Tavira – e a Desportiva de Viana apresentaram no ano passado várias nadadoras “importadas” do nosso país vizinho. Se mantiverem a aposta deverão ocupar os 4º e 5º lugares ou mesmo ameaçarem o pódio do Sporting. O Ginásio de Vila Real liderado pela internacional por Portugal Ana Sofia Leite e pela olímpica por Angola Ana Sofia Nóbrega estão na corrida pelos lugares entre o 4º e o 6º lugar, ficando o Galitos de Aveiro e a SFUAP a lutar para fugir aos lugares de despromoção.

À procura do convívio dos grandes

Olhando para o alinhamento e também para a pré-época, salta à vista um claro favorito na 2ª divisão masculina: o Clube de Futebol Os Belenenses. Com uma equipa que em 2015 ficou a apenas 2 pontos da subida reforçada este ano por Nuno Quintanilha, vindo do Colégio Vasco da Gama, a equipa do Restelo apresenta argumentos para ser campeão da 2ª divisão sem sobressaltos.

Nuno Quintanilha trocou o CGV pelo CFB | Foto: NadarCFB
Nuno Quintanilha trocou o CVG pelo CFB | Foto: NadarCFB

Para acompanhar os azuis na subida, o Algés surge como o candidato melhor posicionado, mesmo perdendo João Gil. Com uma equipa jovem, promete obter boas classificações nas provas de mariposa, estilos e provas curtas de livres.

O Louletano, acabado de vir da 3ª divisão, o Sporting de Braga e o Galitos de Aveiro do olímpico Diogo Carvalho podem baralhar as contas.

Já na 2ª divisão feminina os prognósticos são mais reservados. O Sporting de Braga surge na linha da frente com Tamila Holub a liderar a equipa que foi reforçada com Maria Madalena Silva, mas o Benfica que conta agora com Diana Durães e Jéssica Brito pode passar da primeira equipa acima da linha de água em 2015 para uma posição de subida em 2016.

SCB é o grande favorito na 2ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes
SCB é favorito na 2ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes

Também Os Belenenses parte em igualdade de circunstâncias com Braga e Benfica no que respeita às aspirações de subida. Ana Beatriz Pereira vem fortalecer uma equipa onde pontificam Jéssica Vieira, Laura Rodrigues, Lisa Soares e Rita Costa.

Marinha Grande, Académica de Coimbra, Fluvial Portuense e Aquático Pacense também estarão na luta por um dos dois lugares elegíveis para a subida.

A um passo de entrar nas 24 melhores equipas

Com a repescagem de duas equipas para a 2ª divisão, a 3ª divisão masculina reveste-se de maior incerteza. Clube de Natação de Torres Novas, Náutico da Marinha Grande, GesLoures e Colégio de Santa Maria de Lamas parecem estar na pole-position para ocupar as 4 posições de acesso à divisão secundária.

Do lado feminino o Náutico de Miranda do Corvo e o Louletano deverão voltar à 2ª divisão depois de terem descido no ano transacto. Deverão ter a companhia do Colégio de Monte Maior e da Associação Estamos Juntos.

A imprevisibilidade do primeiro degrau

Na divisão mais baixa normalmente participam equipas de um nível competitivo mais elevado que competem pela primeira vez o formato de clubes. Assim é nesta edição no sector feminino. Mas analisando antes a competição masculina o equilíbrio é a nota dominante. O Ginásio de Vila Real parte na pole position com a chegada de Alexandre Ribas do Sporting que com Koen Westink darão ao clube transmontano seis boas classificações. Náutico de Miranda do Corvo, Palmela, Desportivo de Gouveia, Viana e Fafe deverão disputar os três lugares restantes.

No sector feminino, o Estrelas de S. João de Brito da olímpica Victoria Kaminskaya não deverá ter problemas em Abrantes (onde se disputam os Campeonatos). Também vindos da fase de qualificação o Clube de Natação de Rio Maior e o Clube de Propaganda da Natação devem acompanhar a equipa de Alvalade até à 3ª divisão. Naval Setubalense, Torres Novas e Bairro dos Anjos deverão disputar a quarta vaga.

No final de contas, que clubes celebrarão e que outros se frustrarão? Estes são os prognósticos FairPlay mas uma coisa é certa: quando a partida for dada, a teoria fica no bloco.


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS