Arquivo de Mercedes - Fair Play

ric-and-lando.jpg?fit=1200%2C801&ssl=1
Gonçalo MeloMarço 24, 20217min0

Arranca já este fim de semana, no Bahrain, a temporada de 2021 da rainha dos desportos motorizados, a Fórmula 1. No ano que sucede ao ano mais atípico da história da modalidade, e que antecede o ano das grandes mudanças em termos de regulamentos e orçamentos, parece pairar no ar a ideia de uma temporada mais competitiva do que as anteriores.

Apesar de já estarmos acostumados ao constante “bluff” de Toto Wolf e da Mercedes, alguns especialistas afirmam mesmo que a Red Bull poderá este ano ter uma palavra mais forte a dizer na luta pelos primeiros lugares da grelha, devido à redução de downforce e ao aumento do peso permitido das unidades de potência de cada monolugar.

Na luta do meio do pelotão, várias equipas parecem estar em condições de batalhar por pontos. A McLaren e a nova Aston Martin partem aparentemente em vantagem na luta pelo terceiro lugar nos construtores, com a Alpine, a Ferrari, e quiçá a Alpha Tauri a estarem também dentro desta luta.

Por outro lado, a Alfa Romeo (este ano aparentemente mais rápida), juntamente com a Haas e a Williams, terão de trabalhar muito para pontuar com alguma regularidade.

Com base nisto, e no talento e capacidade dos pilotos, apontamos alguns pilotos que vão estar à altura, e outros que achamos mais provável virem a desiludir.

As confirmações

Daniel Ricciardo

Depois de dois anos na Renault, onde foi claramente o melhor piloto, batendo tanto Hulkenberg como Ocon, o Honeybadger transferiu-se para a “nova” McLaren, histórica equipa britânica que tem nos últimos anos deixado indícios de que o regresso à luta pelos primeiros lugares está para breve.

E dificilmente a McLaren poderia ter escolhido melhor piloto para dar continuidade a esta melhoria.

Ricciardo já provou ter o talento e a velocidade para se bater com os melhores por poles e por vitórias, e a sua capacidade nas ultrapassagens poderá ser decisiva caso o novo motor mercedes se mostre fiável (quem se lembra daquela corrida na China em 2018). Um sério candidato a lutar por pódios em 2021 na Fórmula 1.

Lando Norris

À semelhança do seu parceiro australiano, Lando Norris já mostrou ter os skills e o ritmo de corrida para ser uma presença assídua no pódio, caso o seu McLaren lhe dê essa possibilidade.

Um dos jovens mais empolgantes da grelha, terá em 2021 o objetivo de vencer o seu companheiro de equipa, algo que não conseguiu em 2019 e 2020 com Sainz, e, muito provavelmente, dificilmente vai conseguir com Ricciardo.

Sebastian Vettel

Novo ano, nova equipa, novo Seb. A pressão que sofria na Ferrari parecia ser impossível de ultrapassar, sendo que no último ano a situação escalou. Em 2021, u<dá-se uma mudança de ambiente com a chegada à Aston Martin, a antiga Racing Point, equipa que quer a médio prazo lutar pelo título, como já afirmou o seu dono, Lawrence Stroll.

Numa equipa que no ano passado tinha provavelmente o terceiro carro mais rápido da grelha, é de esperar que o tetracampeão do mundo volte aos dias bons, e que consiga voltar aos resultados e exibições que fazem dele um dos melhores de sempre da Fórmula 1.

Pierre Gasly

Depois da primeira vitória em 2020 em Monza, é esperado um ano de grandes resultados para o francês da Alpha Tauri. O jovem de 25 anos só tem mais um ano de contrato com a equipa secundária da Red Bull, e os relatos sobre o interesse da Alpine vão se intensificando.

Com um motor Honda cada vez mais afinado, Gasly promete estar de forma recorrente na luta pela Q3 e pelos pontos.

George Russell

Nenhum fã de fórmula 1 olha para George Russell sem sentir pena e revolta. O jovem britânico é um dos mais talentosos pilotos da grelha, e no ano passado, quando foi chamado a substituir Lewis Hamilton, fez pole e, não fosse um erro pouco comum e por isso muito suspeito da Mercedes nas boxes, teria também ganho a sua primeira corrida na primeira vez que pilotou o carro da marca alemã.

Para 2021, mais um ano ao volante de um Williams, que se espera mais competitivo, de modo a permitir a Russell amealhar alguns pontinhos ao longo da temporada.

 

As possíveis desilusões

Valtteri Bottas

Mais um ano com o privilégio de conduzir o melhor e mais rápido carro da grelha. E provavelmente mais um ano em que vai ser apenas escudeiro de Hamilton. Bottas sabe que o seu lugar apenas está garantido, uma vez que o finlandês não oferece qualquer tipo de concorrência ao campeão do mundo, algo que a Mercedes preza, sobretudo depois de experienciar aquele polémico ano de 2016.

Ainda assim, Bottas já fez questão de afirmar novamente que o seu objetivo é ser campeão do mundo, mas as melhorias aparentes dos Red Bull de 2021 vão provavelmente fazer com que acabe apenas em terceiro ou quarto na classificação.

Sergio Pérez

Uma das últimas confirmações para a época de 2021 foi a chegada de Checo Pérez à Red Bull. Será uma jogada de mestre da equipa austríaca? Ou será Checo apenas mais um piloto a ver a sua carreira estagnada devido à qualidade de Verstappen?

Todos sabemos que o jovem holandês é a cara da equipa, e que o objetivo de Christian Horner e da restante comitiva é dar a Verstappen condições de lutar pelo título. E bem! O holandês é um enorme piloto, e o ritmo de corrida que apresenta fez Pierre Gasly e Alex Albon parecerem pilotos medíocres. Qual a probabilidade das coisas serem diferentes com Pérez?

Carlos Sainz

O espanhol vem de dois excelentes anos na McLaren, mas o ambiente positivo a saudável a que está habituado, não irá encontrar em Maranello.

É visível que a Ferrari é uma casa a arder, sem um carro competitivo e com uma equipa liderada por pessoas sem carisma (Binotto) que não se importam de espezinhar pilotos com títulos conquistados e provas dadas na equipa, como aconteceu com Vettel e Raikkonen.

Acrescente-se que Carlos Sainz não tem o temperamento para aceitar ser número dois de ninguém (não foi para a Red Bull em 2019 muito por causa disso), e na Ferrari vai encontrar uma equipa que olha para Leclerc como o Messias que vai ser o novo Michael Schumacher, chegando, quem sabe ao número de títulos do alemão. Conseguirá Carlitos ultrapassar tudo isto e fazer uma boa época em 2021?

Fernando Alonso

Um veterano de regresso à Fórmula 1 e ao grupo Renault, para substituir aquele que foi o melhor piloto que a equipa francesa viu, provavelmente, desde o tempo do próprio Alonso ao volante de um Renault. Mas, aos 39 anos, a idade pode pesar. A Alpine não deverá ter um carro tão rápido como a McLaren e a Aston Martin, pelo que é exigido aos pilotos conduções soberbas para a equipa se manter na luta pelos 8 primeiros lugares.

Além disso, o seu temperamento complicado é uma imagem de marca, sendo que a McLaren começou a voltar ao topo precisamente depois da saída do espanhol.

Com outras equipas mais fortes pela frente, é de esperar um Alonso transtornado por não conseguir os pontos que deseja.

Sem mais a acrescentar, que venha a época 2021. Porque estamos em pulgas para ouvir “And it´s lights out, and away we go!”.

f1-2019-australia-gp-largada-formula-1-salarios.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Gonçalo MeloSetembro 5, 201911min0

Iniciou-se no passado fim de semana a segunda metade da temporada de Fórmula 1 de 2019. Com ela veio também em força a Silly Season, onde os rumores sobre trocas e contratações de pilotos são constantes, sendo que neste desporto, muitas vezes fatores extra ao talento e à qualidade são fundamentais para garantir um lugar na grelha.

XPB_866911_HiRes.jpg?fit=1024%2C683&ssl=1
Luís PereiraMarço 26, 20173min0

Vettel e Ferrari voltam às vitórias, batendo Hamilton e a Mercedes; Hamilton não comete erros, mas fica em 2º; Vettel e Ferrari genuinamente rápidos; duelo Mercedes vs. Ferrari para a restante época?

Sebastian Vettel venceu a primeira corrida de 2017, que não teve muito em espetáculo, mas trouxe uma nova vida à Fórmula 1.

Os novos carros, mais rápidos, mais agressivos trouxeram uma corrida que teve poucas ultrapassagens em pista, mas que trouxe um vencedor que não se via no topo do pódio desde 2015.

Sebastian Vettel conseguiu derrotar os favoritos Mercedes e provar que 2017 pode vir a ser uma luta renhida entre a Mercedes e a Ferrari. A vitória na Austrália foi uma alívio para a Scuderia. Lewis Hamilton, que partiu da pole, arrancou bem e liderou o início da corrida, mas a Mercedes perdeu a corrida na estratégia e na velocidade.

Apesar de Lewis Hamilton não ter cometido qualquer erro durante todo o fim de semana, a vitória foi para os lados da Ferrari. Sebastian Vettel conseguiu estar sempre a acompanhar o ritmo de Hamilton. Depois, aproveitou as paragens nas boxes para passar à frente, de onde não voltou a sair.

Depois Vettel só teve de controlar o ritmo, já que Hamilton não se conseguiu chegar perto e nem tentou disputar a liderança com o alemão da Ferrari. Os papeis de 2016 ficaram invertidos, no ano passado a Ferrari estragou a estratégia e entregou a vitória à Mercedes.

Não muito longe, em 3º, ficou Bottas, na sua estreia pela Mercedes. Bottas bateu facilmente o compatriota Raikkonen, em 4º, numa corrida apagada. Em 5º ficou o Red Bull resistente, de Max Verstappen, sem andamento para chegar ao pódio.

Em 6º lugar ficou o só Felipe Massa, que mostrou que a Williams está à frente do restante pelotão. Pelotão esse que este ano parece estar bastante afastado dos lugares cimeiros, já que Massa foi o último a não ser dobrado e ficar uma volta atrás.

O top 10 foi completado por Sergio Perez, ambos os Toro Rosso, com Carlos Sainz na frente de Kvyat, e o último lugar a ir para o estreante Ocon, no segundo Force India.

O azarado do dia até foi Fernando Alonso, que depois de uma fantástica qualificação, onde ficou em 13º. Na corrida rodou sempre nos pontos, mas teve de retirar perto do fim, com uma falha na suspensão. Um verdadeiro milagre, já que Alonso alertou que a McLaren é capaz de ser a equipa mais lenta do pelotão, por causa do motor Honda estar sem potência a ser cerca de 30 km/h mais lento que o Mercedes.

Apesar de ser apenas a primeira corrida do ano, é seguro afirmar que este ano vai ser mais disputado do que nos anos anteriores. A Ferrari parece ser uma ameaça real para o domínio da Mercedes, que vai ter de lutar para se manter no topo.

O que se segue?

Um duelo entre Hamilton e Vettel com maquinas de valor semelhante é algo pelo qual os fãs de F1 sempre ansiaram. Pode ser que 2017 nos traga isso mesmo. Teremos de esperar pela próxima corrida, na China, no dia 9 do próximo mês. Shangai tem uma pista mais tradicional, onde dará para entender melhor as forças das respetivas equipas e se irá materializar-se um duelo Hamilton vs. Vettel.

GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA

(Foto: F1.com)

MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)
M60250.jpg?fit=1024%2C683&ssl=1
Luís PereiraMarço 22, 20177min0

A Fórmula 1 está prestes a arrancar. Quem estará mais forte na Austrália? Será uma luta a três? Ou voltará a Mercedes a dominar? A antevisão da nova temporada de F1 chegou.

Mercedes

Pilotos: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas

Os anos de mudanças de regras costumam ser complicados para os Campeões do Mundo, mas a Mercedes não parece ter sido muito afetada. A equipa germânica continua genuinamente competitiva, com tempos muito competitivos e muitos quilómetros amealhados (1,096 voltas).

A vantagem competitiva parece não ser tão grande quanto costumava ser, mesmo Lewis Hamilton questionou se não seria a Ferrari a equipa mais rápida, mas sabemos que a Mercedes gosta de fazer as coisas com calma nos testes, para depois mostrar toda a velocidade quando realmente importa, na corrida.

Ninguém na Mercedes se está a assumir como concretos favoritos, já que ainda não estão totalmente confiantes no novo carro, mas toda a gente sabe que a Mercedes tem a experiência em ganhar, principalmente nesta Fórmula 1 mais recente.

Red Bull

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniel Ricciardo e Max Verstappen

A Red Bull é uma das favoritas para 2017. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas novidades são esperada na Austrália. A nível de motor, a Renault melhorou o suficiente para os franceses considerarem que a Red Bull vai estar pronta para lutar pelo título em 2017.

Os testes não ocorreram sem alguns incidentes de percurso, mas nada que impeça a equipa de estar confiante em fazer uma época onde irá estar na luta.

Ferrari

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen

Tanto a McLaren como Lewis Hamilton apontam a Scuderia como favoritos e isso quer dizer qualquer coisa. Quer dizer que a Ferrari mostrou um excelente desempenho em todos os testes, tendo feito inclusive o tempo mais rápido, com um 1:18.634 de Kimi Raikkonen. Mas atenção, isso ainda não prova nada. Em 2016 os testes também correram de feição à equipa de Maranello e isso não se comprovou no restante do ano, com uma época sem qualquer vitória.

Apesar de estarem com uma postura pragmática, é verdade que algum otimismo está presente na Ferrari, otimismo esse que só na Austrália é que se verá se serão ventos de mudança na F1.

Force India

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon

A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto, ao qual decidiu apresentar mais cor, apresentando uma pintura…cor de rosa.

Mas a cor de um carro não o faz andar mais depressa, para isso a Force India conta com uma base sólida, um motor Mercedes que é um ponto forte, e muito trabalho pela frente para garantir uma classificação tão boa como a do ano passado.

Williams

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Felipe Massa e Lance Stroll

Depois de um primeiro teste muito complicado, a Williams teve uma sessão calma onde conseguiu muitas voltas e, inclusive, os mais rápidos de um dos dias de testes.

Depois de todos os incidentes, a Williams conseguiu também fazer uma simulação de corrida, com tempos competitivos, e utilizar apenas um único motor, durante todo o teste.

Mais boas notícias? O antigo diretor da Mercedes, Paddy Lowe, está a chegar, com muitas melhorias também.

McLaren

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne

Que se pode dizer mais sobre o desastre que tem sido este início de temporada da McLaren-Honda? Na opinião de Alonso é fácil, a culpa é da Honda. Segundo o espanhol o motor nipónico é pouco fiável e lento. Já Boullier, o chefe de equipa, diz que com um motor Mercedes a McLaren estaria a ganhar corridas.

A pressão está assim no lado dos japoneses, que no 3º ano de F1, não parecem conseguir atinar com um motor verdadeiramente competitivo.

Qual será o futuro desta parceria? Divorcio anunciado? Ou um verdadeiro milagre ainda por chegar?

Toro Rosso

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr

A Toro Rosso não teve um primeiro teste de época fácil, mas o segundo já foi diferente. No último teste a “equipa B” da Red Bull conseguiu fazer o dobro das voltas que tinha completado, acabando o teste com um carro que foi descrito pelo chefe de equipa, Franz Tost, como “competitivo e rápido”. A fiabilidade ainda é um problema, mas isso é algo que a Toro Rosso espera que melhore com a chagada da nova versão do motor Renault na Austrália.

No geral, o Toro Rosso parece promissor e não apenas pelo seu aspeto.

Haas

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Romain Grosjean e Kevin Magnussen

A equipa mais jovem do pelotão parece ter um carro sólido. A competitividade parece ser uma base sólida, mas ainda com alguns “glitches” por apurar. A base parece ser competitiva, principalmente com o motor Ferrari a dar potência, mas ainda faltam muitos acertos no carro.

Prometeram à jovem equipa americana que o 2º ano ia ser muito mais complicado, mas toda a gente na Haas quer provar aos críticos que isso não será assim.

Renault

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer

Depois do terrível 2016 a Renault quer um 2017 bem mais fácil. Até agora o novo monolugar parece ser uma clara evolução, apesar de a unidade motriz ainda ter alguns problemas de fiabilidade.

A Renault sabe quais os problemas mecânicos que foram afetando a pré-temporada e a solução pode estar no conjunto de melhorias esperadas em Austrália.

Sauber

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein

A Sauber sabe que não vai ter uma vida fácil, muito por culpa de ser a única equipa a utilizar um motor de 2016 no seu carro. Apesar de o Ferrari de 2016 ter sido uma boa unidade motriz, este ano há total liberdade de melhoria dos motores, algo que via deixar a Sauber para trás, especialmente com o progresso da temporada.

Apesar de fiáveis, a Sauber sabe que tem uma longa temporada, com muitas dificuldades pela frente.

O que aí vem?

Com o GP da Austrália mesmo à porta a excitação pelo regresso da F1 está no ar. O cheiro a borracha queimada, o som dos motores a gritar, as espectativas para ver quem é o mais rápido, tudo isso está prestes a chegar. O GP da Austrália realiza-se entre os dias 24 e 26 deste mês.

Nesta fase as perguntas são muitas e não é na 1ª corrida do ano que se tem as respostas, mas a espera é sempre longa para quem ama a maior potência automobilística do mundo.

M58474.jpg?fit=1024%2C683&ssl=1
Luís PereiraMarço 7, 20177min0

Nesta antevisão da F1 de 2017 foi feita uma análise aos 1ºs testes de pré-temporada, testes esses que deixaram mais dúvidas do que respostas. Será que a Mercedes vai voltar a dominar? A Ferrari e a Red Bull estarão mais próximas da Mercedes? Estará a McLaren em crise?

Mercedes

Volta mais rápida: 1:19.705, Valtteri Bottas, 3º dia, Ultramacios

“Mais do mesmo” é o que terão pensado muitos fãs de F1 depois dos primeiros testes de pré-temporada. Os Campeões do Mundo voltaram a fazer um teste impressionante. Se muitos pensavam que a mudança de regras deste ano conseguiria mudar a tendência vencedora dos germânicos, podem estar enganados.

Hamilton e Bottas mostraram a enorme fiabilidade do novo monolugar da Mercedes, a completar simulações de corrida com tempos rápidos e consistentes. 2017 pode ser um ano de mudança, mas a Mercedes não parece ter ficado para trás na corrida às novas regras.

Red Bull

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:21.153, Daniel Ricciardo, 3º dia, Macios

A Red Bull é uma das favoritas para 2017. Em 2016 foi a equipa austríaca foi a que mais se aproximou da Mercedes e agora espera que Adriran Newey consiga utilizar bem a mudança de regras, como ele tão bem costuma fazer, para se chegar à frente.

Os testes não começaram sem problemas, mas nada que não se espera no 1º teste do ano. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas Adrian Newey gosta assim mesmo, de uma base sólida que depois pode desenvolver.

Ferrari

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:19.952, Sebastian Vettel, 3ºdia, Macios

Será que é desta que a Ferrari acertou? A McLaren descreveu a equipa de Maranello como a surpresa dos testes, já que a Scuderia fez tempos bastantes competitivos, comparáveis aos tempos da Mercedes, e apresentaram bastante fiabilidade, com mais de 2,000km feitos, apenas igualados pela Mercedes.

Apesar de toda a boa sensação deixada pela equipa, os italianos andam a manter um low profile, para evitar os erros do ano passado.

Force India

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:22.509, Esteban Ocon, 2º dia, Supermacios

A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto. A equipa apresentou-se confiante, mas silenciosa, sabendo que tem um ponto forte na unidade motriz da Mercedes e uma base segura para desenvolver. O Objetivo é melhorar o resultado do ano passado, que já foi o melhor de sempre da equipa.

Williams

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:22.076, Felipe Massa, 1º dia, Macios

A Williams teve uma sessão complicada, mas muito por culpa do seu piloto, de Lance Stroll. O jovem piloto teve três acidentes em dois dias, todos com culpa no seu cartório. Isto pode deixar o jovem canadiano com crise de confiança, mas acima de tudo, prejudicou a equipa.

A Williams não conseguiu participar no último dos quatro dias de testes devido a esses três acidentes e tem de recuperar muito do tempo perdido nesta fase.

McLaren

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:22.576, Stoffel Vandoorne, 4º dia, Ultramacios

Mais um ano da nova parceria McLaren-Honda, mais um capitulo do que tem sido a história desta reunião: penúltimos a nível de voltas mais rápidas, penúltimos a nível de voltas completadas. Resumindo: a McLaren-Honda neste teste foi pouco fiável e lenta. Tudo o que a F1 não deve ser. No 3º ano de parceria e num ano em que há total liberdade de desenvolvimento dos motores, a equipa deveria de estar muito melhor posicionada que isto.

Os problemas de motor dos primeiros dois dias obrigaram a equipa a andar pouco e mais lentos nos restantes dias. A McLaren-Honda ainda pode ter uma cartada na manga, mas terá de pedalar muito para evitar que esta temporada seja uma repetição das últimas, que numa equipa com o pedigree da McLaren só tem uma palavra: desilusão.

Toro Rosso

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:22.956, Daniil Kvyat, 2º dia, Macios

Um dos carros mais bonitos do pelotão não teve uma estreia feliz. O Toro Rosso teve muitos problemas de fiabilidade, que fizeram da equipa a que menos voltas completou durante esta sessão.

Foi um início complicado, mas Franz Tost acredita que a equipa está bem encaminhada para liderar o meio da tabela.

Haas

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:22.118, Romain Grosjean, 3º dia, Supermacios

Foi um teste sólido para a mias jovens das equipas de F1. A equipa americana teve uma prestação mediana a nível de número de voltas e tempos, que é sempre um alento para uma equipa apenas na sua 2ª temporada de F1.

Apesar disso, houve um aspeto negativo durante os testes, já que os problemas de travões, que tanto pragaram a equipa no ano anterior, mantiveram-se para este teste. A equipa espera vir-se livre destes problemas no início da temporada.

Renault

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:21.396, Jolyon Palmer, 3º dia, Macios

Apesar de ter começado os testes com alguns problemas de fiabilidade, a Renault teve um teste bastante positivo. A Renault teve um ano de 2016 terrível, e precisava de melhorar imenso em 2017, algo que parece ter conseguido.

Apesar de ter apresentado tempos competitivos, ainda não se sabe bem qual será a cauda do pelotão que espera a Renault, mas a equipa parece ter encontrado uma base bastante sólida.

Sauber

Foto: f1fanatic.co.uk

Volta mais rápida: 1:21.824, Marcus Ericsson, 3º dia, Supermacios

Apesar de ter sido uma das equipas cauda do pelotão de 2016 a Sauber começou 2017 apostada em sair dessa zona. A nível de competitividade, ainda não se sabe onde a Sauber vai ficar, mas até agora o C36 mostrou-se fiável, que ajudou bastante a equipa a fazer um teste completo e que vai preparar a equipa para a temporada que se avizinha.

O que se segue?

Faltam quatro dias de teste para acabar a pre-época de 2017, que vão de 7 a 10 de março, e ainda temos mais perguntas do que respostas para a nova e emocionante temporada de F1, que começa no dia 26 de março, na Austrália.

 


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS