25 Jun, 2018

Arquivo de F1 - Fair Play

DfatAydWAAMzsAn.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraJunho 13, 20183min0

Vettel dominou e venceu o GP do Canadá. Vettel foi tão dominador que a bandeira de xadrez foi mostrada uma volta antes da corrida ter terminado.

Vettel não deu hipotese na qualificação, conquistando a pole, e na corrida foi igual. O piloto da Ferrari nunca perdeu a liderança da corrida e tornou-se no primeiro piloto a vencer três corridas, este ano.

Esta vitória, num circuito onde se esperava que os Mercedes fossem dominar, foi um bom impulso psicológico para a Ferrari e também deu a liderança do Campeonato a Vettel.

O melhor dos Mercedes este fim de semana foi Bottas. O finlandês foi quem mais perto se manteve de Vettel, mas teve de se preocupar mais em defender-se de Verstappen do que em atacar o alemão.

Verstappen ficou no 3º lugar do pódio, numa corrida (finalmente!!!) limpa do jovem piloto da Red Bull. Pode ser que o Canadá tenha sido o ponto de viragem para Verstappen voltar a mostrar a qualidade que lhe é reconhecida, mas sem os erros persistentes deste ano.

Ricciardo desta vez não foi o melhor dos Red Bull e terminou em 4º, aproveitando da melhor forma os vários problemas de Lewis Hamilton. Hamilton terminou em 5º, depois de problemas na qualificação e tambem na corrida. Hamilton chegou a temer que o seu motor fosse dar as últimas durante esta corrida, mas chegou para terminar em 5º. Ainda assim, Hamilton deverá sentir uma enorme desilusão, já que o GP do Canadá é a sua corrida de eleição.

Atrás de Hamilton terminou Raikkonen que fez mais uma corrida no esquecimento. Raikkonen não conseguiu aproveitar o menor rendimento de Hamilton nesta corrida e fez mais uma corrida bem distante dos pilotos da frente.

Bom resultado para a Renault, que conseguiu ter ambos os carros nos lugares de “best of the rest”, na 7ª e 8ª posição. Mostrando que, num circuito onde a potência importa muito, que a unidade motriz da Renault não tem assim tanta falta de performance.

A completar os lugares pontuáveis estiveram Ocon, com o Force India, e o já impressionante Leclerc com o Alfa Romeo-Sauber. Leclerc tem recebido muitos elogios neste início de temporada e no Canadá voltou a mostrar porquê.

No geral foi uma corrida pacata, muito pouco comum no GP do Canadá, com poucas ultrapassagens e emoção.

O grande vencedor foi, sem dúvida, Vettel, não só pela vitória, mas também pela ascensão à liderança do Campeonato, ainda que só com 1 ponto de vantagem para Hamilton.

Agora resta ver qual das equipas vai responder melhor, numa época onde ainda ninguém se conseguiu distanciar da concorrência, mantendo sempre no ar “Quem irá vencer este fim de semana?”

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

destaque-1.jpg?fit=1200%2C799&ssl=1
Luís PereiraMaio 31, 20182min0

Daniel Ricciardo dominou e venceu o GP do Mónaco. Ricciardo conseguiu ser o mais rápido na Qualificação e arrancar da tão desejada pole do Mónaco. Depois de já ter dominado todas as sessões de treinos, já se esperava que os Red Bull seriam os mais fortes candidatos à vitória.

Ricciardo segurou a liderança no arranque, liderança essa que nunca mais esteve em causa. Nem depois de a unidade elétrica do motor Renault do seu Red Bull. Apesar de essa falha ter durado 60 voltas das 78 que completam a corrida, Vettel nunca conseguiu ser uma ameaça, devido à natureza do circuito, que não dá muitas oportunidades para ultrapassagens.

Ricciardo conseguiu então manter uma curta, mas suficiente vantagem, criar um pequeno “comboio” atrás de si e vencer o GP do Mónaco, apesar das dificuldades que sentiu.

Vettel, apesar de ter forçado, não conseguiu melhor do que o 2º lugar.  O circuito muito sinuoso do Mónaco não permitiu que Vettel sequer fosse uma ameaça para Ricciardo, e Vettel teve de se contentar em diminuir a vantagem pontual de Hamilton.

Hamilton, ainda líder do Campeonato, conseguiu terminar no último lugar do pódio, em 3º. Apesar disso, Hamilton sentiu-se relativamente feliz, uma vez que os Mercedes nunca pareceram competitivos no Mónaco, não conseguindo entrar na janela de funcionamento dos compostos de pneus mais macios. Ainda assim, Hamilton viu a sua vantagem pontual encurtada, mas não tanto quanto recearia antes da corrida.

Atrás dos lugares do pódio ficaram Raikkonen e Bottas, que nunca conseguiram ter o andamento dos colegas de equipa. Apesar disso, terminaram bem perto, por causa do “comboio” que se ia formando atrás de Ricciardo.

No geral foi uma corrida sem grandes acontecimentos. Foi um GP do Mónaco onde não houve um único safety car, algo que acontece em quase todas as corridas no Principado. No final da corrida, Hamilton, Vettel, e Alonso disseram que esta talvez tivesse sido a corrida mais aborrecida de que se lembravam e pediam para que se tomem medidas para melhorar o espetáculo.

A proxima corrida será o GP do Canada, passando de uma das corridas mais lentas do calendário para uma das mais rápidas. O circuito em Montreal costuma proporcionar corrida espetaculares e é isso que os espetadores estarão, seguramente, à espera.

GRANDE PRÉMIO DO MÓNACO

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraMaio 15, 20183min0

O Campeão do Mundo, Lewis Hamilton, está de volta à sua plena forma, depois de dominar o GP de Espanha. Foi a primeira vez que se viu, em 2018, um Hamilton capaz de gerir toda a corrida a seu gosto.

Hamilton começou o seu domínio logo na qualificação, onde conseguiu a sua primeira pole desde a corrida inaugural. Hamilton largou bem da 1ª posição e nunca se viu ameaçado durante a corrida, nem sequer pelo colega de equipa, Bottas. Depois de na corrida anterior, em Baku, Hamilton ter vencido graças ao infortúnio dos outros, desta vez Hamilton fez tudo por merecer a vitória. Hamilton sente-se agora capaz de defender o título de campeão, agora que sentiu um Mercedes calibrado à sua medida.

Bottas ficou em 2º, mas bastante longe do andamento do colega de equipa. Apesar disso, sempre é melhor o 2º lugar do que ter um desgosto como na última corrida, onde teve um furo enquanto estava na liderança.

Quem se estreou nos pódios este ano foi Max Verstappen, com o 3º lugar. Verstappen tem estado bastante pressionado, por causa dos inúmeros choques que já teve esta temporada. Apesar de nesta corrida ainda ter tido um toque menor, Verstappen conseguiu ficar no último lugar do pódio, algo que o pode ajudar a esfriar a cabeça e concentrar-se no restante Campeonato.

Fora do pódio e mais afastado da liderança do Campeonato ficou Sebastian Vettel, em 4º. Vettel até arrancou bem e passou Bottas no arranque, mas nunca conseguiu ameaçar Hamilton. Além disso os Ferrari pareciam estar a desgastar mais os pneus, que obrigou Vettel a ser o único dos pilotos da frente a fazer mais do que uma paragem nas boxes, algo que o afastou da luta pelo pódio.

Daniel Ricciardo completou o top 5, atrás de Vettel. O “Campeonato dos restantes” foi ganho por Magnussen, que ficou em 6º lugar, pela Haas. Magnussen fez uma corrida bastante solitária, longe dos intocáveis da frente, mas também com ritmo bastante superior a Sainz, que ficou em 7º, pela Renault.

Em 8º ficou Alonso, no melhorado McLaren. Alonso conseguiu chegar à Q3 pela primeira vez esta temporada, mas não conseguiu melhor do que terminar onde começou, porque na primeira volta teve de se desviar de Grosjean, e perdeu muitas posições. Acabou por ser mais uma corria de recuperação a terminar nos pontos.

Perez e Leclerc fecharam o top 10, com o piloto da Sauber a destacar-se pela segunda corrida consecutiva nos pontos.

Com isto Hamilton conseguiu distanciar-se na liderança do Campeonato, com agora 17 pontos de vantagem para Vettel. Hamilton agora sente que a Mercedes consegue mesmo lutar pelo Campeonato e Hamilton voltou a mostrar que quando está nos seus dias é mesmo intocável. Já Vettel teve um grande “soco no estomago”, mas também sabe que a Ferrari não ficou do dia para a noite lenta. Foi uma corrida onde a Ferrari nunca conseguiu “ligar” os pneus, mas com os meios que a Ferrari tem ao seu dispor, não deverá ser algo que iremos ver se repetir muitas mais vezes.

A F1 regressa agora no Mónaco, no dia 27 de maio.

GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

destaque.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1
Luís PereiraAbril 16, 20183min0

Ricciardo venceu o GP da China, depois de um final de corrida espetacular. Ricciardo veio de trás, fez uma série de ultrapassagens e deu uma merecida vitória à Red Bull.

A corrida até começou a ser dominada por Vettel, que arrancou da pole. Tudo parecia sobe controlo até que houve a primeira paragem para troca de pneus. Nessa fase Bottas assumiu a liderança, depois de conseguir ser o mais rápido nas voltas pós paragem.

A liderança de Bottas não parecia menos controlada da que a de Vettel, até que os dois Toro Rosso chocam e fazem surgir o safety car. Foi nesse momento que a Red Bull ganhou uma nova vida. A red Bull teve a ideia certa, de fazer parar ambos os carros para penus frescos, e ganhou a corrida. Ricciardo e Verstappen parecia que voavam e estavam bem lançados para uma dobradinha.

Essa dobradinha só não aconteceu porque Verstappen não teve dos seus melhores momentos. Verstappen até era o piloto da Red Bull que estava na frente, mas calculou mal uma ultrapassagem a Vettel e arruinou a corrida de ambos.

Vettel, que chegou a parecer ter a corrida no bolso, afinal acabaria por terminar em 8º. Já Verstappen, ainda conseguiu recuperar ligeiramente e terminar em 5º. É a segunda corrida consecutiva que Verstappen perde por causar contacto com outros pilotos, algo que vai ter de melhorar para competir em real igualdade com os campeões do mundo.

Por sua vez, Ricciardo soube aproveitar o enorme andamento dos Red Bull com borracha nova, e passou de 6º para 1º numa série de ultrapassagens. Ricciardo fez todas as ultrapassagens com frieza e segurança, que o levaram à merecida vitória.

Bottas, ficou bastante desiludido com o timing do safety car, e teve mesmo de se contentar com o 2º lugar, apesar de não ter cometido qualquer erro. Já Raikkonen, terminou em 3º, tambem beneficiando do safety car, depois de ter passado grande parte da corrida “desaparecido”.

Em 4º, e fora do pódio, ficou Lewis Hamilton. Hamilton teve um fim de semana que descreveu como “um desastre”. Hamilton teve sempre fora da luta pela vitória e teve a “sorte” de Vettel ter sido atingido por Verstappen, para encurtar a vantagem pontual do alemão.

A Mercedes começa a perguntar onde é que está o andamento superior que demonstrou na Austrália e nos testes de pré-época. Hamilton já começa a sentir que a Mercedes tem de aumentar a sua competitividade para se manter na luta.

Destaque ainda para Alonso, no McLaren, que conseguiu chegar ao 7º lugar, recuperando da má qualificação dos McLaren. A McLaren já assumiu que está a necessitar de mais andamento de qualificação, depois de mostrar que o de corrida não está muito mau.

A completar o top 10 ficaram os dois Renault, com Hulkenberg em 6º e Sainz em 9º, na frente do Haas de Magnunssen no último lugar pontuável.

GRANDE PRÉMIO DA CHINA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

gettyimages-694158644.jpg?fit=984%2C619&ssl=1
Luís PereiraJaneiro 17, 20185min0

2017 foi o ano do divórcio da parceria McLaren-Honda. Uma parceria falhada não é novidade na F1. Muitas vezes Alianças entre equipas e construtores falharam, tal como parcerias falhadas entre pilotos e equipas. O Fair Play vai mostrar alguns exemplos de parcerias que falharam redondamente.

McLaren e Peugeot

(foto: wikipedia.org)

1993. A McLaren vê a Williams-Renault dominar e ainda vê a estrela da equipa, Ayrton Senna, a rumar para a Williams. Ron Dennis, só vê uma solução, arranjar um rival à altura da Renault. Foi então que apareceu a Peugeot. A ideia parecia boa, derrotar tecnologia francesa com tecnologia francesa, mas não deu resultado.

Os motores Peugeot não eram tão potentes quanto os Renault e eram bem mais… explosivos. Apesar de ainda terem assegurado alguns pódios juntos, a McLaren e a Peugeot decidiram acabar a parceria e a McLaren virou-se para a Mercedes, parceria essa que já durou 19 anos e deu 3 Campeonatos Mundiais de Pilotos e 1 de Construtores.

Footwork Arrows e Porsche

(projectomotor.com.br)

Mais um falhanço de uma parceria entre uma equipa e um construtor de motores. A Porsche fez durante as épocas de 1985 e 1987 motores de sucesso para a McLaren. Apesar disso, a Porsche não recebeu muito mérito para o sucesso da parceria, ainda mais quando a McLaren mudou para a Honda em 1988. Foi então que surgiu a oportunidade de reentrar na F1, em 1990.

O plano era pegar numa equipa modesta, como a Footwork Arrows, e subir, até a Porsche entrar a fundo com uma equipa sua. O problema é que isso falhou com estrondo. Os motores Porsche eram frágeis e pouco rápidos. Resultado? Fizeram 6 corridas até serem substituídos por motores Cosworth.

Lola Mastercard

(foto: World Copyright – LAT Photographic)

Aqui temos um exemplo de uma das equipas mais curtas da F1. A construtora Lola tinha a intenção de entrar na F1 em 1998, ano de mudanças de regras. Como uma das mais antigas e maiores construtoras automóveis do mundo, foi fácil arranjar um grande patrocinador, a Mastercard.

Tudo parecia estar a correr bem, aliás, bem demais. Tanto que a equipa decidiu entrar em 1997, em vez do planeado 1998. O que viria acontecer dessa decisão? Apenas fizeram dois Grandes Prémios, falhando o objetivo de se qualificar para a corrida. Depois de tamanho falhanço a equipa declarou falência e desistiu.

Villeneuve e a BAR

(foto: GTPlanet)

Quando Jacques Villeneuve assinou pela estreante British American Racing (BAR) em 1998, o Campeão do Mundo de 1997 disse que “era a equipa do futuro”. A confiança era tanta que um dos donos da equipa, Adrian Reynard, disse que iria ganhar uma corrida no ano de estreia. Alerta de spoilers: não ganharam!

Aliás, eles não pontuaram sequer uma única vez nessa temporada (1999). Durante 4 temporadas, Villeneuve teve a frustração de ter sempre carros pouco fiáveis, com umas inacreditáveis 24 desistências, e apenas chegou ao pódio duas vezes. Uma curiosidade, Villeneuve tinha razão em apontar a BAR como equipa de futuro, porque desde o ano de 1998, a equipa já foi a BAR, já foi a Honda, foi a Brawn e é, agora, a… Mercedes!

Fittipaldi e a Copersucar

(foto: flatout.com)

Mais um caso de um piloto que fez uma má escolha. O primeiro campeão do Mundo pelo Brasil, em 1972, pela Lotus, e em 1974 pela McLaren, era um dos melhores do pelotão. Na altura, foi inclusive o campeão mais jovem, então com 25 anos. Na McLaren tinha somado sucesso, e parecia estar destinado a mais do que apenas dois títulos, mas então tomou uma decisão demasiado arriscada.

No auge da sua carreira, decide sair da McLaren e juntar-se ao irmão, na sua equipa, a Copersucar-Fittipaldi em 1976. Era a primeira equipa sediada o Brasil, e única, e durante as próximas 5 épocas Fittipaldi apenas teve de se contentar com dois pódios e muita desilusão. Será que Fittipald ainda se pergunta, o que teria sido se tem continuado na McLaren? Uma coisa é certa, em 1976 foi Campeão um tal de James Hunt, pela McLaren…


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS