Arquivo de ESJB - Fair Play

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João BastosDezembro 2, 201712min0

A cidade da Guarda acolheu no feriado de 1 de Dezembro a edição desta época dos Campeonatos Nacionais de Clubes da 3ª divisão, Fique com o resumo completo do Fair Play


Aí está a nova versão da terceira divisão dos campeonatos nacionais de clubes. Este ano, passou a ser o escalão mais baixo, depois da eliminação da 4ª divisão, e viu o número de clubes aumentado de 24 para 32. Aumento esse que permite que mais clubes se destaquem com vitórias e classificações cimeiras em provas e permite que em cada prova haja uma maior competitividade (na classificação global dos clubes nem tanto). Tem como desvantagem o facto de muitos clubes partirem sem grandes objectivos já que a grande maioria não tem aspirações de subida e a grande maioria não corre o risco da descida.

Neste cenário, a 3ª divisão (e todas as outras) jogava-se num contexto de grandes indefinições quanto à classificação final, com raras excepções, como identificaremos ao longo deste resumo.

Vitória com salero

Em dia da restauração da independência, foram os nadadores espanhóis que conquistaram a terceira divisão!

A competição masculina foi vencida pela Fundação Beatriz Santos, uma equipa que apostou em reforços tendo em vista, precisamente, a conquista deste troféu e a consequente subida de divisão.

Concretamente, a equipa conimbricense alinhou com 5 nadadores espanhóis, mais 3 nadadores “da casa” e esteve sempre com o primeiro lugar controlado (mas não folgado).

A Fundação venceu com 363 pontos e para o ano militará na 2ª divisão, onde está também a sua equipa feminina, a lutar este fim-de-semana pelo acesso à primeira.

Individualmente, destaque para Miguel Rodriguez que venceu os 400 e 800 metros livres, as únicas duas provas que a equipa de Coimbra venceu.

A vitória final foi assente na regularidade dos resultados, com a pior classificação a ser o 12º lugar nos 100 metros bruços.

Para além de Rodriguez Cayetano – também foi 7º nos 200 estilos -, constituíram a equipa os nadadores Juan Diaz (4º aos 100 e 200 costas), Ricardo Zamora (4º aos 50 livres, 6º aos 100 livres), João Pereira (nadou os 4×100 livres), Paulo Frota (11º nos 200 bruços), Salvador Postigo (12º aos 100 bruços), Juan Penato (7º aos 100 mariposa) e Rodrigo Travassos (5º nos 200 mariposa).

Em ambas as estafetas a FBSC foi terceira classificada.

Foto: Luís Filipe Nunes

Ainda mais regular que a Fundação Beatriz Santos, foi o Clube de Natação da Maia. Chegou ao segundo lugar final com 349 pontos, mesmo sem ganhar nenhuma prova.

Descontando o 14º lugar dos 200 bruços, em todas as provas chegou no top-10 e isso foi decisivo para a sua classificação final.

Com uma equipa mais curta que a equipa vencedora, os maiatos alinharam com Luís Oliveira – 2º nos 100 bruços, 4º nos 200 mariposa e 5º nos 200 estilos -, Bernardo Graça – 3º nos 50 livres, 5º nos 100 livres e 9º nos 100 mariposa -, Paulo Silva – 5º nos 400 livres, 7º nos 800 livres e 14º nos 200 bruços – e Francisco Zenza – 7º nos 200 costas e 10º nos 100 costas.

Nas estafetas o Clube da Maia chegou no 4º lugar nos 4×100 livres e no 5º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

Depois de no ano passado o Ginásio Clube de Vila Real ter vencido a 4ª divisão sob a batuta dos maestros Alexandre Ribas e Koen Weustink, este ano sobe à segunda divisão, com os suspeitos do costume em destaque.

A equipa vilarealense somou 336 pontos e foi a equipa que mais provas venceu. Ao todo foram 5, com Alex Ribas a levar os 100 livres e os 200 estilos. Com os 50.30 dos 100 livres marcou a melhor performance masculina da competição. Koen Weustink venceu os 100 costas e o GCVR venceu as duas estafetas.

Ribas ainda foi 4º nos 400 livres e Koen foi 3º nos 200 costas e 5º nos 100 mariposa. Luís Carvalho foi 9º classificado nos 50 livres e 22º nos 200 bruços. Rodrigo Salcedas foi 10º nos 800 livres, Sebastião Machado foi 18º nos 200 mariposa e Pedro Silva foi 19º classificado nos 100 bruços. (As equipas do pódio não se deram bem com as provas de bruços).

Foto: Luís Filipe Nunes

Para além das três equipas que alcançaram o pódio, também o Clube de Natação de Rio Maior logrou subir para a 2ª divisão, onde competirá na próxima temporada, tendo também a companhia da equipa feminina, que também subiu. Uma dupla subida importante para o sistema de pontuação que começará a vigorar a partir da próxima época

O clube riomairense foi 4º classificado totalizando 325 pontos.

À semelhança do GCVR, também o CNRM sustentou a sua posição final no ranking de equipas, na prestação de dois valiosos nadadores. Carlos Pedrosa, ex-CNPD, foi o vencedor dos 100 mariposa e ainda foi terceiro nos 100 livres e quinto nos 50 livres. Tiago Campos fez dois segundos lugares – 200 costas e 200 mariposa – e um terceiro (nos 100 costas).

Gonçalo Bárbara também esteve em grande actividade nadando três provas: 6º nos 200 bruços, 11º nos 400 livres e 13º nos 800 livres. Gonçalo Dias foi o 24º classificado nos 200 metros estilos e 26º nos 100 bruços.

Nas estafetas os ribatejanos foram 6ª classificados (em ambas).

Foto: Luís Filipe Nunes

A luta pelos lugares de subida esteve ao rubro. O Palmela Desporto marcou 323 e o Vitória de Guimarães terminou com 322 pontos, ou seja, a apenas 2 e 3 pontos do 4º lugar do CNRM, respectivamente.

No extremo oposto da tabela, as posições de descida foram sendo definidas relativamente cedo, já que a primeira equipa a descer ficou a 21 pontos da última equipa a manter-se.

A má sorte calhou ao Clube de Natação do Litoral Alentejano (29º – 94 pontos), ao Ginásio de Santo Tirso (30º – 69 pontos), ao Naval de Ponta Delgada (31º – 53 pontos) e ao Lousada SXXI (32º – 32 pontos).

Cumprir calendário

O Estrelas de São João de Brito veio a esta terceira divisão com uma equipa de primeira. Não em profundidade do plantel, mas na qualidade da equipa.

No ano passado a equipa lisboeta tinha subido da 4ª divisão, tendo sido de forma surpreendente (uma vez que era a principal favorita à vitória) 2ª classificada nesse escalão. Este ano não facilitou e venceu o 3ª escalão com uma diferença de 100 pontos exactos para a equipa 2ª classificada.

A equipa do professor Júlio Borja marcou 415 pontos e, com naturalidade, subiu de divisão, mesmo com as suas atletas algo longe do seu melhor. A 2ª divisão já irá representar um teste mais desafiante para as galácticas, mas, mantendo a equipa, a ascenção ao escalão primodivisionário deverá continuar a ser uma mera formalidade.

O domínio do Estrelas foi absoluto e incontestável, de tal forma que nas 13 provas em compita, o Estrelas venceu 7.

A olímpica Victoria Kaminskaya venceu todas as que nadou – 100 e 200 mariposa e 200 costas.

Catarina Ferreira conseguiu um primeiro e dois segundos lugares. O primeiro foi nos 100 livres e os segundos nos 50 livres e 100 costas.

Catarina Sequeira venceu os 100 bruços e ficou em segundo nos 200 bruços.

Soraia Ribeiro foi segunda classificada nos 200 estilos e terceira nos 400 e 800 livres.

As nadadores do Estrelas venceram ambas as estafetas (com Carolina Gomes a fechar a última do programa, os 4×100 livres).

Resumindo: em todas as provas as nadadoras do ESJB ficaram nos três primeiros lugares.

Foto: Luís Filipe Nunes

Se para o primeiro lugar não houve discussão, o segundo ficou separado do terceiro por apenas um ponto. A equipa leiriense do Bairro dos Anjos registou um total de 315 pontos e assegurou o lugar de prata.

Com uma equipa muito jovem, a turma leiriense tem uma enorme margem de progressão. E já nesta 3ª divisão deu boa conta de si, sobretudo a juvenil-B Maria Amado que se classificou no terceiro posto nos 100 costas, foi 5ª aos 200 costas e 9ª nos 800 livres.

Mas as melhores classificações da equipa vieram nas estafetas. Foram segundas classificadas nos 4×100 estilos e terceiras nos 4×100 livres, onde se conseguiram defender do derradeiro ataque do CNRM (equipa terceira classificada).

Luana Domingues conseguiu dois sextos lugares (100 bruços e 200 estilos) e um décimo nos 200 bruços. Sofia Junqueiro foi a 9ª classificada nos 100 livres e a 10ª nos 100 mariposa. Maria Carvalho foi 12ª nos 400 livres e 17ª nos 200 mariposa. Finalmente, Inês Jacinto foi 20ª classificada nos 50 metros livres.

Foto: Luís Filipe Nunes

Mais uma equipa muito jovem (todas as nadadoras com 15 ou menos anos) em destaque. O Clube de Natação de Rio Maior tinha sido a equipa 4ª classificada da 4ª divisão na época passada e este ano sobe uma posição num escalão acima, acompanhando a equipa masculina na subida de divisão.

As nadadoras do CNRM terminaram a competição com 314 pontos e ainda venceram duas provas pelo caminho, ambas pela mão de Mafalda Rosa, uma das melhores nadadoras juvenis nacionais. Venceu os 400 e 800 metros livres.

Cátia Agostinho chegou no 6º lugar nas provas de 200 bruços e 200 estilos e no 7º nos 100 bruços. Carina Alves foi 6ª nos 50 livres e 10ª nos 100 livres. Ana Rodrigues foi 11ª nos 200 costas e 16ª nos 100 costas e Ana Pereira foi 19ª classificada nos 100 mariposa e 25ª nos 200 da mesma técnica.

Nas estafetas, a ribatejanas chegaram em 2ª nos 4×100 livres e em 7º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube Desportivo da Cova da Piedade também não ficou longe da luta pelo segundo lugar, mas terminou no quarto posto com 307 pontos.

A brucista Carolina Matos amealhou muitos pontos para a sua equipa ao classificar-se no 2º posto nos 100 metros bruços, no 3º lugar nos 200 metros estilos e no 5º lugar nos 200 metros bruços. Tatiana Pombo contribuiu com o 4º lugar nos 100 livres, o 9º nos 100 mariposa e o 14º nos 200 mariposa. Beatriz Pereira foi 6ª nos 100 costas, 9ª nos 200 da mesma técnica e ainda 18ª nos 50 livres. Raquel Lopes foi 18ª nos 800 livres e 25ª nos 400.

Nas estafetas as nadadora da Cova da Piedade fizeram 4ª e 5º. O 4º lugar foi obtido na estafeta de estilos e o 5º posto na de livres. Para além das nadadoras atrás referidas, também participou nas estafetas a nadadora Matilde Lopes.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube de Natação de Torres Novas esteve na luta pelo acesso à segunda divisão até à última prova, mas mesmo terminando com um segundo e um quarto lugares, não foi suficiente para subir do 5º posto.

Na zona de descida, a luta foi mais intensa do que no sector masculino. A Associação de Natação Albicastrense ficou no 29º lugar com 143 pontos, apenas a 7 de distância do último lugar que garantia a presença na 3ª divisão na próxima época. O 30º lugar foi para o Naval Praia da Vitória que marcou 135 pontos, seguido do Náutico de Abrantes no 31º lugar com 92 pontos e a fechar, no 32º lugar, ficou o Naval Setubalense com 87 pontos.

Os melhores tempos da terceira

O Fair Play fez o levantamento dos melhores tempos de sempre, em cada prova disputada na 3ª divisão.

Este ano, com a reformulação de todos os escalões, participaram na 3ª divisão os clubes da metade de baixo da 3ª divisão do ano passado e os da metade de cima da 4ª divisão. Por essa razão, pode-se considerar que o nível competitivo diminuiu.

No entanto, com a presença de alguns dos melhores nadadores nacionais – sobretudo no sector feminino onde competiram duas nadadoras olímpicas – o ano de 2017 não ficou em claro na lista de recordes.

Assim, Victoria Kaminskaya entrou na lista com as três provas que nadou. Nos 200 costas superou um tempo de 2:20.09 de Tatiana Santos (Ginásio Figueirense), que perdurava desde 2013, nos 100 mariposa fez melhor que os 1:03.05 de Filipa Tiago (Nacional de Natação, 2016) e nos 200 mariposa bateu a marca que Inês Henriques (Pimpões) tinha feito em 2016 de 2:17.18. A olímpica do Estrelas tem agora na sua posse 5 dos 11 recordes individuais.

Catarina Mestre, do Clube de Natação de Lisboa, também entrou na tabela ao nadar os 100 costas melhor do que Beatriz Cunha (FOCA), que na edição de 2015 tinha feito 1:05.72. O tempo de 1:03.84 é agora o melhor que se fez na 3ª divisão.

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João BastosMaio 15, 201714min0

O Fair Play entrevistou a olímpica Victoria Kaminskaya. A nadadora do Estrelas de São João de Brito, treinada pelo Professor Júlio Borja, tem estado em evidência em 2017 tendo já batido seis recordes nacionais absolutos.

fpVictoria, nasceste na Rússia mas vieste para Portugal muito nova. Ainda guardas memórias desta transição? Como foi e como chegaste à natação?

VK: Tenho bastantes memórias do tempo que vivi na Rússia, são coisas que não se esquecem. Mas sinceramente não me lembro muito do momento em que recebi a notícia que iria mudar de país.

Só me lembro do meu pai me dizer que iríamos mudar, fizemos um jantar de despedida com as pessoas mais próximas e de repente já estava no avião. Foi a primeira vez que andei de avião e fiquei impressionada porque o avião era mesmo muito grande (risos).

Cheguei a Portugal na idade de ingressar na escola primária e tinha muito tempo livre. Como os meus pais sempre me incentivaram a praticar desporto, fui vendo que modalidade queria praticar.

Uma vez que tinha amigas que praticavam natação, foi essa modalidade que me chamou mais a atenção e foi assim que comecei a nadar.

fpO teu primeiro record nacional veio no escalão de juniores e daí para cá já bateste 48 recordes nacionais individuais. Neste momento, em Portugal, só tens uma adversária ao teu nível, que és tu própria?

VK: Quando era mais jovem, no escalão de juniores, ainda tinha algumas adversárias mais velhas, e também da minha idade, que tinham um nível semelhante ou superior ao meu.

Com o passar dos anos fui evoluindo gradualmente e as minhas adversárias mais velhas começaram a abandonar e com naturalidade comecei a não ter adversárias ao mesmo nível em Portugal.

Houve uma mudança de geração e agora estão a aparecer nadadoras mais novas que estão a evoluir bem e, quem sabe, se daqui a uns tempos não estarão a disputar as provas comigo.

fpE a nível internacional, não falhas uma grande competição desde 2012. Vês o topo cada vez mais próximo?

VK: Sim. Anteriormente os meus objectivos eram fazer os mínimos e participar nas grandes competições.

Agora a minha preocupação não é só fazer os mínimos. Os objectivos passam por alcançar resultados de relevo, como alcançar meias finais ou mesmo uma final num campeonato europeu ou mundial.

Foto: COP

fpQual é o teu grande objectivo de carreira?

VK: Alcançar um resultado nunca antes alcançado por uma nadadora portuguesa, seja em campeonatos do mundo ou em Jogos Olímpicos.

Assim como tinha o sonho de ir aos Jogos Olímpicos, este é um sonho que tenho: deixar a minha marca na natação portuguesa. Pode acontecer ou não, mas é algo que persigo diariamente.

fpO Rio de Janeiro marcou a tua estreia olímpica. Como foi essa experiência?

VK: Foi muito boa. Não por encontrar os melhores atletas do mundo em várias modalidades, mas por estar entre eles. A sensação de fazer parte de um grupo tão restrito, numa competição em que o acesso é tão difícil, foi muito boa!

Os Jogos são verdadeiramente uma competição do outro mundo. Não estamos rodeados apenas dos melhores atletas da natação, mas de todas as modalidades.

É engraçado observar as rotinas e culturas dos vários atletas. A postura, forma de vestir, os comportamentos, a alimentação, etc…

Por exemplo, as ginastas eram facilmente identificáveis. Para além de serem todas muito baixinhas, magrinhas e sempre muito maquilhadas, têm uma postura muito característica que as torna inconfundíveis.

Na aldeia olímpica era sempre motivo de alegria passar pelos elementos da comitiva portuguesa. Foi uma experiência espectacular.

fpE qual o balanço das duas provas que nadaste lá?

VK: Eu nadei os 200 e 400 estilos e, em termos de resultados, ficaram aquém das minhas expectativas.

Eu vou para as provas para melhorar sempre e na altura fiquei desiludida, mas depois reflecti e percebi que estar numa competição daquela dimensão e saber lidar com os nervos da estreia deu-me uma bagagem e uma experiência que não tinha antes, por isso o balanço desta participação, para a minha carreira, é sempre positivo.

fpJá este ano, deixaste o CAR e começaste a treinar com o Estrelas e com o Prof. Júlio Borja. Porquê esta mudança?

VK: Importa referir, em primeiro lugar, que esta mudança se deveu unicamente à universidade. Estive dois anos dedicada em exclusivo à natação e achei que não podia estar mais quatro anos sem estudar.

Tenho alguma margem para voltar atrás se algo não correr como previsto e preparar da melhor forma o ciclo olímpico.

É importante deixar isto bem claro porque cheguei a ouvir comentários que esta mudança significava que não queria treinar tanto ou que estava farta da natação. Inclusivamente, muitas pessoas duvidaram daquilo que eu podia fazer fora do CAR.

Penso que estou a demonstrar o contrário e a provar que nunca deixei a natação de parte.

Posso não estar dedicada em exclusivo à natação, mas eu sou focada em tudo o que faço e esforço-me diariamente para atingir tudo aquilo que quero. Por isso, definitivamente Tóquio está nos meus objectivos a longo prazo.

Foto: Facebook Estrelas Sjb

fpEste ano já baixaste por duas vezes os recordes nacionais dos 200 e 400 estilos e dos 200 bruços. Estes tempos são só para abrir o apetite para o resto da época?

VK: Espero que sim, mas em qualquer prova que eu nade e que me sinta em forma, eu faço por melhorar os meus resultados, independentemente de ser uma grande competição ou não.

Há objectivos para as competições principais da época, mas não ando um ano inteiro obcecada com o facto de apontar o meu melhor para essas provas. Aproveito todas as oportunidades para tentar os meus recordes pessoais.

Gosto de estabelecer objectivos para cada prova que faço, objectivos esses que têm de ser realistas e ter em consideração o momento da época e o estado de forma em que me encontro.

Até ao final da época vou continuar a fazer as coisas como tenho feito até aqui e acho que é a melhor forma para continuar a evoluir.

fp: Essa estratégia também te retira pressão nos momentos chave da época. Aconteça o que acontecer, esta época já vai correr bem com os resultados que já obtiveste?

VK: É claro que o momento alto da época são os mundiais. É mais uma competição onde tenho de estar bem.

fpQuais são os objectivos para os mundiais?

VK: Como já tinha referido, o objectivo é melhorar os meus tempos.

Pode-se pensar que é um objectivo simples, mas torna-se algo complexo tendo em conta os tempos que preciso de fazer para isso.

Tenho quase a certeza que se melhorar os meus tempos e nadar bem, posso conseguir uma boa classificação.

Claro que nunca sabemos o estado de forma das nossas adversárias, mas se melhorar fico bastante feliz. Tendo por base os resultados de Kazan’2015 e Barcelona’2013 vejo que uma boa classificação está ao meu alcance, se nadar no meu melhor.

fpA FPN estabeleceu como objectivos para Budapeste, pelo menos, dois lugares nos 16 primeiros. Pelo menos um desses lugares já está reservado para ti, não achas?

VK: Se estiver reservado, eu aceito. (risos).

Fora de brincadeiras, estamos com uma equipa muito forte este ano e todos vamos fazer os possíveis para atingir os 16 primeiros nas nossas provas.

Se forem mais nadadores a ficar nos 16 primeiros, é melhor para a equipa.

Mas eu nunca gostei de prever essas coisas. Claro que temos de ser ambiciosos, mas também temos de ser realistas e ver como as coisas nos vão correr.

fpÉs especialista em todos os estilos. Qual é o que mais gostas de nadar?

VK: É bruços, sem dúvida.

Desde o início foi um estilo que me foi fácil de aprender e é aquele que tenho maior prazer e facilidade em nadar.

Não sei porque assim é, uma vez que os meus melhores tempos são mesmo nas provas de estilos, mas apesar disso continuo a preferir as provas de bruços.

Foto: FPN

fp: O Fair Play escreveu um artigo onde realçava os resultados que Portugal obtém, actualmente, nas provas de estilos. Vês alguma explicação?

VK: Eu li esse artigo e achei bastante interessante, mas nunca me dei ao trabalho de encontrar uma explicação para isso.

Penso que nestes mundiais haverá resultados interessantes da equipa portuguesa, não só nas provas de estilos.

fp: E como se treina para se nadar todos os estilos ao mais alto nível?

VK: Treino todos os estilos em separado e em simultâneo.

Nalgumas alturas da época dou maior ênfase a determinado estilo, mas nunca deixo de treinar os quatro. Nem que seja em séries de pernas, braços ou drills, os quatro estilos estão sempre presentes no treino.

Noutras alturas da época treino todos os estilos ao mesmo tempo, com a mesma importância e a mesma intensidade.

Essencialmente, no início da época treino as técnicas em separado e mais próximo das competições introduzem-se séries de estilos.

fp: Nunca invejaste os teus colegas que só treinam crawl?

VK: Eu gosto muito de nadar estilos. Nunca me farto, estou sempre a mudar e a tentar melhorar a técnica que estou a nadar pior.

Há sempre aspectos a melhorar nalgum estilo que são diferentes dos que tenho de melhorar noutro e por isso o treino é sempre muito diversificado. 

fpNo último ciclo olímpico tiraste 10 segundos ao record dos 400 estilos e 3 ao dos 200. A continuar assim, que Victoria podemos esperar em Tokyo?

VK: Nem eu sei. Nestes últimos quatro anos evoluí bastante e é sempre mais difícil melhorar.

Não só a nível técnico ainda há muita margem para melhorar a todos os estilos, mas principalmente em crawl.

Vou trabalhar sobre eles e vamos ver como vou chegar a Tóquio.

Mas ainda me lembro dos Nacionais do Jamor em 2012, quando nadei para 4’50 os 400 estilos e foi record nacional e agora nado para 4’40…foram fantásticos estes 4/5 anos.

fpEste ano, em Antuérpia, não ficaste muito longe de bater Katinka Hosszu. Ela é mesmo uma nadadora à parte do resto do mundo?

VK: É. Não sei como ela consegue competir quase todos os fins-de-semana e todas as provas do programa.

Em Antuérpia fez isso mesmo. Quando foi nadar os 400 estilos já estava completamente estoirada e cansada e mesmo assim nadou para 4’40.

Para ela, 4’40 é um mau tempo, mas para mim é bom e foi muito positivo ter nadado essa prova ao lado dela porque estava a vê-la ao meu alcance e fui sempre tentando não a deixar fugir, porque sabia que mesmo que ela estivesse a fazer uma má prova para os padrões dela, para mim seria sempre um bom tempo se chegasse perto dela.

Faz todo o sentido o nickname que inventou para ela: é mesmo uma Iron Lady.

fp: É uma das tuas referências? Até por nadar as tuas provas?

VK: Sim. Ela e a Mireia Belmonte são as minhas referências.

Pódio dos 400 metros estilos do Open de Espanha. Mireia Belmonte no 1º lugar, Victoria Kaminskaya no 2º e Anja Krevar no 3º | Foto: FPN

fpPara terminar, a nossa pergunta da praxe: Achas que há Fair Play na natação?

VK: Sinceramente, sinto que não há muito fair play na natação.

Apesar de vermos os atletas nas bancadas a puxar pelos colegas e no final das provas os nadadores cumprimentarem-se ainda dentro de água, para mim isso não significa fair play.

A natação pura é um desporto essencialmente individual e muito competitivo onde cada centésimo conta, e a nível internacional eu sinto que há muito individualismo e vejo os nadadores apenas preocupados com os seus próprios resultados.

Isto acontece por ser um desporto individual e porque dentro de água nós queremos sempre superar os colegas que nadam ao nosso lado.

E isto leva-me a outro ponto, que é a questão do doping. Ainda há pouco tempo foi revelado que atletas de topo recorriam ao uso de substâncias dopantes para serem os melhores, e obviamente a utilização dessas substâncias deturpam os resultados desportivos e é o maior anti-fair play que existe na natação.

Nos treinos sim, há fair play. Os atletas mais fortes incentivam os menos fortes, mas a um nível mais elevado os nadadores treinam sozinhos, por isso nem aí se aplica.

Muito obrigado, Victoria e votos de muito sucesso para o futuro!

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João BastosJaneiro 22, 201710min0

Decorreu no passado dia 21 de Janeiro o IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”, uma organização do Clube de Natação de Torres Novas que este ano teve a parceria do Fair Play. A edição de 2017 foi pautada de um grande e equilibrado nível competitivo, cujo vencedor permaneceu indefinido até à última prova.

A cidade de Torres Novas acolheu no passado dia 21 de Janeiro, 264 nadadores, representantes de 17 diferentes clubes, provenientes de 5 diferentes Associações regionais de natação.

O IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” teve até a particularidade de ser um dos poucos torneios disputados em Portugal continental que contou com a presença de uma equipa madeirense, a recentemente criada WOS Team.

No plano competitivo, esta foi uma das mais disputadas edições da Taça Torrejana, com quatro equipas sempre em disputa pelo primeiro lugar e com 10 dos 17 clubes presentes a vencerem provas individuais, o que baralhou as contas e conferiu ao Torneio um ambiente de emoção e indefinição que durou até ao cair do pano.

Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Conheça os principais destaques da prova:

Algés conquista a Taça

O Sport Algés e Dafundo foi o grande vencedor do IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” com 420 pontos. O Algés contou com a melhor equipa feminina em prova – e as quatro provas individuais que venceu foram, precisamente, no sector feminino – e com a quarta melhor equipa masculina.

Rafaela Azevedo nos 50 costas, Carolina Marcelino nos 100 mariposa, Anna Ferreira nos 50 mariposa e a estafeta 4×100 estilos (Rafaela Azevedo, Clara Pereira, Ana Branco e Sara Cruz) ocuparam o lugar mais alto do pódio, que teve ainda ocupação algesina noutras 9 ocasiões.

A prestação da equipa da linha na segunda sessão do Torneio foi determinante, já que o SAD estava no terceiro posto no final da manhã.

O Clube de Natação de Torres Novas esteve muito perto de conquistar o seu torneio pela primeira vez. Quedou-se pelo segundo lugar a escassos 12 pontos do Algés.

No sector masculino, o CNTN foi a equipa que conseguiu a amealhar mais pontos, tendo sido a quarta melhor equipa feminina.

Já em termos de vitórias individuais, o clube da casa conseguiu tantas como o clube vencedor (quatro), com Afonso Rosa em destaque ao subir ao lugar mais alto do pódio por 3 vezes (50 e 200 costas e integrando a estafeta masculina de 4×100 estilos conjuntamente com Miguel Frade, Marco Miguel e José Luz) e Carolina Neves a vencer os 100 livres.

Os nadadores de Torres Novas subiram ao pódio por mais 11 ocasiões.

Foto: Carolina Neves

O Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro fez os mesmos pontos do CNTN, mas pelo primeiro critério de desempate (número de primeiros lugares), o CIRL foi o terceiro classificado.

A equipa do Laranjeiro conseguiu três primeiros lugares individuais: Ricardo Pires nos 100 costas, Bruna Riesenberger nos 100 estilos e a estafeta feminina de 4×100 livres composta por Sofia Nunes, Catarina Belchior, Joana Varandas e Bruna Riesenberger.

Até na classificação parcial por sector, o CIRL teve pontuações próximas do CNTN. No sector masculino fez 214 pontos (o CNTN fez 218) e no sector feminino marcou 194 pontos (“contra” os 190 do CNTN), perfazendo os 408 pontos finais.

Para além dos três primeiros lugares, foram 9 os pódios obtidos pelos nadadores do Laranjeiro.

Pódio final | Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

As restantes equipas classificaram-se da seguinte forma:

4. SFUAP;
5. Bairro dos Anjos;
6. Académica de Coimbra;
7. Natação do Tejo;
8. Estrelas de S. João de Brito;
9. Pimpões;
10. Naval Amorense;
11. Náutico da Marinha Grande;
12. A ONDA;
13. Gualdim Pais;
14. CLAC;
15. WOS Team;
16. Náutico de Abrantes;
17. Industrial Vieirense.

João Santos e Eva Carvalho levam a classificação dos pontos

A União Piedense pode ter ficado com o amargo 4º lugar geral final, mas os seus nadadores “desforraram-se” conseguindo para a equipa da Cova da Piedade as melhores classificações FINA, que davam direito a troféu.

No sector masculino, João Carlos Santos conseguiu 642 pontos com a sua prestação dos 200 livres. O tempo final na prova foi de 1:55.18 com os impressionantes parciais de 56.69/58.49.

O nadador da SFUAP superiorizou-se a Frederico Riachos do Estrelas de S. João de Brito que obteve 621 correspondentes ao tempo de 23.74 nos 50 livres e a Nuno Martins, também do Estrelas que nadou os 100 metros mariposa no tempo de 57.04, que lhe valeram 612 pontos e o terceiro lugar do pódio.

Pódio Pontuação FINA masculinos | Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Em femininos foi Eva Carvalho, também da SFUAP e também na prova de 200 metros livres, que arrebatou o troféu dos pontos. O seu novo record pessoal – e que ficou estabelecido como novo record do Torneio – de 2:09.34 valeram-lhe 628 pontos na tabela FINA e o primeiro lugar nesta classificação no Torneio Taça Cidade de Torres Novas.

A prova de 200 livres femininos, de resto, foi a que teve o índice técnico mais elevado. A segunda nadadora mais pontuada foi também a segunda classificada desta distância com 619 pontos. Foi a nadadora da casa, Carolina Neves, que nadou no tempo de 2:09.98.

A fechar o pódio ficou a nadadora do Estrelas de São João de Brito, Catarina Sequeira, com a sua vitória na prova de 50 bruços, nadados em 33.92, correspondentes a 612 pontos.

Pódio Pontuação FINA femininos | Foto: Clube de Natação de Torres Novas

Afonso Rosa e Rafaela Azevedo foram os mais medalhados

Como já referimos, o nadador júnior do Clube de Natação de Torres Novas, Afonso Rosa, conquistou três medalhas de ouro – nos 50 e 200 costas e na estafeta 4×100 estilos.

Mas não ficou por aí. Amealhou mais uma prata – nos 100 metros costas – e dois bronzes – 50 mariposa e estafeta 4×100 livres.

O outro nadador que conseguiu três primeiros lugares foi António Carriço, do Clube Desportivo Estrelas de São João de Brito, que sempre que nadou, venceu. 50 metros bruços, 200 metros bruços e 100 metros estilos foram as provas conquistadas pelo nadador do Estrelas.

No sector feminino, a primeira do medalheiro foi a atleta juvenil do Sport Algés e Dafundo, Rafaela Azevedo. Venceu os 50 costas e a estafeta 4×100 estilos, foi segunda classificada na prova de 100 metros livres e terceira na estafeta 4×100 metros livres. Uma boa prenda de anos para atleta que estava a comemorar o seu 15º aniversário no dia da competição.

Mas a nadadora que mais medalhas levou para casa foi Bruna Riesenberger, do Laranjeiro. Venceu o mesmo número de provas que Rafaela (100 estilos e os 4×100 livres), mas conseguiu 5 medalhas no total, com os seus três terceiros lugares nas provas de 50 e 200 bruços e estafeta de 4×100 estilos (onde nadou o percurso de bruços).

Foto: Carolina Neves

7 novos recordes da Taça

A edição de 2017 da Taça Cidade de Torres Novas foi uma das mais competitivas de sempre. Prova disso são os 7 novos recordes da competição estabelecidos no dia 21 de Janeiro.

Para além disso, foram 7 recordes, da responsabilidade de 7 diferentes nadadores, representantes de 7 diferentes clubes, algo inédito na história do troféu. Nem na primeira edição tal se verificou, uma vez que as 24 provas em disputa nesse ano, apenas tiveram 6 diferentes equipas a vencê-las.

Nem mesmo na edição de 2009, que continua a ser a edição que mais recordes preserva (17), mas na qual os mesmos nadadores estabeleceram vários recordes, não havendo uma diversidade tão grande em termos de equipas e de nadadores recordistas como este ano.

Os sete novos recordes da Taça obtidos em 2017 são sintomáticos de que o nível médio da prova esteve bastante elevado e equilibrado entre todas as equipas.

Os novos recordistas são:

  • Afonso Rosa, CNTN: 50 costas – 27.53;
  • António Carriço, ESJB: 200 bruços – 2:25.36;
  • Beatriz Pereira, ANAM: 100 costas – 1:06.80;
  • Bruna Simões, DNMG: 200 mariposa – 2:24.23;
  • CIRL: 4×100 livres femininos – 4:07.46;
  • Eva Carvalho, SFUAP: 200 livres – 2:09.34;
  • Rafaela Azevedo, SAD: 50 costas – 30.23;

Confira a lista completa dos recordes da Taça torrejana:

Fonte: FairPlay

Uma organização de sucesso

Criada em 2007, por ocasião da remodelação das Piscinas Municipais Fernando Cunha, o Torneio de Natação “Taça Cidade de Torres Novas” é hoje uma competição de referência no calendário de competições nacionais.

Inserida numa altura da época competitiva em que os clubes preparam a abordagem às competições em piscina longa e em que existem vários outros torneios pelo país fora, a organização levada a cabo pelo Clube de Natação de Torres Novas tem conseguido, ainda assim, atrair os melhores clubes e nadadores de nível nacional, ano após ano.

A 9ª edição da Taça constituiu uma consolidação do estatuto da competição no panorama nacional ao ter a participação record de 17 clubes.

Para este sucesso organizativo, também contribui indelevelmente a co-organização da Associação de Natação do Distrito de Santarém e o apoio da Câmara Municipal de Torres Novas.

Uma organização à qual o Fair Play se orgulha de se ter associado. (Re)leia os artigos de lançamento e antevisão do Torneio publicados no Fair Play.

Para o ano será a 10ª edição e, certamente, podemos esperar uma forte aposta do CNTN em assinalar de forma especial esse marco no historial de uma competição que já é de referência no contexto da natação nacional.

Rui Simões, Dirigente CNTN e João Loureiro, Presidente ANDS | Foto: Clube de Natação de Torres Novas
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João BastosJaneiro 19, 201712min0

Depois do lançamento do IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”, o Fair Play apresenta os protagonistas. Conheça os 17 clubes que disputarão a Taça Torrejana e o prognóstico do Fair Play sobre os seus principais argumentos para a conquistar

Antes dos nadadores subirem ao bloco, conheça melhor os clubes e o perfil das equipas que estarão no próximo dia 21 de Janeiro a disputar a 9ª edição da Taça Cidade de Torres Novas.

Recordamos que este é um evento com o apoio do Fair Play. Saiba mais sobre o Torneio que decorre já este sábado na cidade ribatejana: https://goo.gl/oaPtSZ

Clube de Natação de Torres Novas

A equipa da casa tem nesta edição do seu torneio uma grande hipótese de garantir que o troféu fica em casa pela primeira vez. Numa época em que sobe de divisão com ambas as equipas (masculina e feminina), vencer o seu torneio seria uma apetitosa cereja em cima de um bolo, já de si, bastante saboroso.

O clube torrejano tem várias provas onde poderá vir a alcançar o lugar mais alto do pódio individual, com particular destaque para Afonso Rosa (50, 100 e 200 costas), Carolina Neves (100 e 200 livres) e as estafetas de 4×100 livres de ambos os géneros que surgem com o melhor tempo da start list.

Recorde a entrevista do Professor Pascoal Mendes, treinador principal do CNTN

Conheça melhor o CNTN aqui.

Fonte: Facebook Clube Natação Torres Novas

Sociedade Filarmónica União Artística Piedense

A SFUAP é outra das equipas candidatas à vitória final. Terá, certamente, muitos pódios e vitórias individuais, sobretudo nas provas masculinas onde aparenta ter os argumentos mais fortes para chegar à vitória final.

João Santos nos 200 livres e a estafeta masculina de 4×100 estilos partem na pole position mas há várias outras provas onde os nadadores da Cova da Piedade têm reais hipóteses de bater na parede primeiro lugar.

Conheça melhor a SFUAP aqui.

Fonte: Facebook SFUAP – Nadadores

Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro

O Laranjeiro é a terceira equipa que destacamos das quatro que consideramos que partem no primeiro patamar de favoritos à conquista da Taça Cidade de Torres Novas.

Rui Horta, nos 100 bruços, é o único nadador do CIRL com o melhor tempo da start list, mas são vários os pódios ao alcance dos nadadores e nadadoras do Laranjeiro.

Recorde a entrevista ao Fair Play dos nadadores Ricardo Pires e Ricardo Estevens que estarão em acção na Piscina de Torres Novas.

Conheça melhor o CIRL aqui.

Fonte: cirlaranjeiro-voleibol.blogspot.pt/

Sport Algés e Dafundo

É, actualmente, a equipa com maiores pergaminhos das presentes em prova. Campeão nacional da 1ª divisão feminina e campeão nacional da 2ª divisão masculina. Mesmo não trazendo todo o seu “arsenal”, o Algés apresenta uma equipa jovem mas de grande qualidade.

A juvenil-A Rafaela Azevedo lidera o line-up dos 50 metros costas e o Algés vê ainda a possibilidade de pódios individuais em mais uma dezena de provas.

Conheça melhor o SAD aqui.

Fonte: ammamagazine.com

Associação Académica de Coimbra

Incluímos a Briosa numa segunda linha de candidatos, mas não pode ser considerada uma surpresa se a Taça for parar a uma vitrina em Coimbra. Principalmente tendo em consideração que a Académica apresenta um dos mais fortes elencos no sector feminino.

Ana Carolina Neves e Matilde Moreira certamente contribuirão com muitos pontos, mas os argumentos dos coimbrões vão muito para além das duas nadadoras juniores.

Conheça melhor o AAC (secção de natação) aqui.

Associação Desportiva, Cultural e Recreativa do Bairro dos Anjos/Bomcar

O clube leiriense apresenta uma equipa bastante equilibrada entre os sectores masculino e feminino. De tal forma, que se a classificação final correspondesse exactamente às posições da start list o Bairro dos Anjos faria os mesmos pontos em masculinos e femininos.

O equilíbrio é tão grande que as provas onde, previsivelmente, o Bairro dos Anjos terá maiores hipóteses de vitória são as provas de mariposa, quer no sector masculino (por Tiago Santos), quer no sector feminino (por Sara Peca).

Conheça melhor o ADBA aqui.

Fonte: Facebook Bairro dos Anjos

Clube de Natação do Tejo

Já o clube de Vila Nova da Barquinha joga os seus maiores trunfos com as suas nadadoras, nomeadamente com Rute Leonardo e Mafalda Marques.

As provas de livres, bruços e estilos no sector feminino vão, com certeza, garantir muitos pontos à equipa do CNTejo.

Conheça melhor o CNTejo aqui.

Fonte: Facebook Clube de Natação do Tejo

 

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

O júnior Bernardo Dionísio já se mostrou a grande nível esta época, por isso contém com ele para disputar as quatro provas em que está inscrito.

Do lado feminino não há nenhuma nadadora tão proeminente como no sector masculino mas a equipa é mais homogénea com Lea Mendes e Catarina Trezentos a terem boas hipóteses de alcançar o pódio nas suas provas.

Conheça melhor a SFGP aqui.

Fonte: Facebook Sociedade Filarmónica Gualdim Pais – Natação

Estrelas de São João de Brito

O Estrelas é apenas a 9ª equipa que apresentamos porque não leva a Torres Novas a constelação toda.

De resto, o clube de Alvalade só inscreveu nadadores em 16 das 30 provas, mas conseguirá uma classificação a meio da tabela, sem grandes sobressaltos. É que praticamente em todas as provas que os nadadores do ESJB nadam, têm reais possibilidades de as ganhar.

Destaque para Frederico Riachos, António Carriço, Nuno Martins, Nuno Rola e Catarina Sequeira que juntos garantem ao Estrelas 9 melhores tempos na start list.

Conheça melhor o ESJB aqui.

Fonte: estrelas-sjb.pt

Clube de Lazer, Aventura e Competição

O CLAC – Entroncamento tem nos juniores Ricardo Leal e Rui Lopes as suas principais armas para garantir uma posição no top-10, ou até algo mais.

Uma equipa que concilia a experiência com a juventude, pode surpreender pelas fortes melhorias de tempos que os seus nadadores mais jovens podem realizar, traduzindo-se em melhores classificações face à start list.

Conheça melhor o CLAC aqui.

Fonte: clac.pt

Associação Naval Amorense

Um equipa que se apresentará muito desfalcada, sobretudo no sector masculino e que por isso não deverá alcançar posições mais cimeiras.

Individualmente poderemos contar com grandes prestações dos nadadores da margem sul, com especial destaque para Beatriz Pereira, Tatiana Pombo e Gonçalo Ferrão, mas a ausência de nadadores amorenses em 11 provas criará a clivagem entre as classificações individuais e a classificação final.

Conheça melhor a ANAM aqui.

Fonte: navalamorense-natacao.blogspot.pt/

Sociedade de Instrução e Recreio Os Pimpões/Cimai

Mais uma equipa que aproveita a Taça Cidade de Torres Novas para dar rodagem aos seus nadadores mais jovens.

Com uma equipa masculina ligeiramente mais forte que a equipa feminina, os destaques da equipa caldense deverão ser os juniores Sebastião Gomes e João Santana.

Conheça melhor Os Pimpões aqui.

Fonte: Facebook Pimpões

Associação Orientadora para a Natação Desportiva em Azeitão

É das equipas com a idade média mais baixa (14,6 anos), sobretudo no sector feminino onde se apresenta com 4 infantis e uma juvenil-B.

Por isso, onde terá maiores aspirações a boas classificações (pódios, inclusivé) é no sector masculino. A melhor posição d’A ONDA é nos 50 mariposa masculinos onde Rúben Leitão surge com o 5º melhor tempo da lista de entrada.

Conheça melhor A ONDA aqui.

Fonte: Facebook A Onda Azeitão

Desportivo Náutico da Marinha Grande

Na sua máxima força, o DNMG seria um grande favorito a conquistar a Taça, sobretudo porque a equipa feminina do Náutico é uma das melhores do país e já esta época ficou a escassos 3 pontos da primeira divisão.

Dessa equipa, apenas Bruna Simões competirá nas Piscinas Municipais Fernando Cunha e poder-se-á esperar dela a luta pela vitória nas suas provas.

Conheça melhor o DNMG aqui.

Fonte: Facebook Dnmg competição

Clube Desportivo WOS Team

É a equipa menos representada em competição. Traz apenas 4 nadadoras, o que se compreende, visto ser a equipa que realizará a viagem mais longa. Virá da ilha da Madeira até Torres Novas.

Apesar de “curta”, será uma equipa muito notada. Tem o melhor tempo da start list em quatro provas, por intermédio de Laura Abreu e Beatriz Rosa.

O clube da World Of Sports pode não voltar à Madeira com a Taça, mas de certo que as suas nadadoras voltarão com muitas medalhas.

Conheça melhor o CDWT aqui.

Fonte: Facebook WOS Team

Industrial Desportivo Vieirense

O clube de Vieira de Leiria em termos colectivos não deverá ter grandes aspirações, mas atenção aos nadadores Sandro Francisco e Sérgio Lamande que deverão baralhar as contas às equipas que lutam pela Taça.

Para os nadadores mais jovens, será certamente uma excelente experiência competitiva.

Conheça melhor a IDV aqui.

Fonte: futeboldistritaldeleiria.pt

Clube de Natação de Abrantes

Um clube em reestruturação que nos últimos anos viu sair vários nadadores e o treinador (actualmente no IDV). Passo a passo voltará a tentar percorrer o percurso que já deu a Abrantes vários campeões nacionais.

O IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas” será certamente um importante passo para os jovens do CNAB dado nesse sentido. Individualmente, Beatriz Moura surge com a melhor posição na start list aos 100 estilos com o seu 9º lugar de entrada.

Conheça melhor o CNAB aqui.

Fonte: Facebook Clube Náutico de Abrantes

E estão apresentadas as 17 equipas que vão estar em Torres Novas no dia 21 de Janeiro a disputar o IX Torneio “Taça Cidade de Torres Novas”. Os prognósticos do Fair Play estão feitos, agora é esperar pelo tiro de partida e assistir ao espectáculo único da natação!

Siga a par e passo todos os desenvolvimentos da competição através do Facebook e Twitter do Fair Play, durante todo o dia de sábado.

Veja também a start list do Torneio.

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João BastosDezembro 20, 201612min1

Os Campeonatos Nacionais da 1ª e 2ª divisão tiveram lugar a 17 e 18 de Dezembro na piscina olímpica da Póvoa de Varzim. O filme da 1ª divisão masculina foi um remake das últimas 5 edições. Já na feminina, o filme foi inédito

1ª Divisão Masculina

Ao contrário da 2ª divisão, começamos a análise pelo sector masculino, onde o Sporting venceu pela 6ª vez consecutiva.

Apesar de ter sido a vantagem pontualmente mais folgada, o rival Benfica ainda “bateu o pé” numa fase inicial da competição.

Sporting é hexa!

Foto: Luís Filipe Nunes

A equipa masculina do Sporting ascendeu à primeira divisão em 2010 e, a partir daí, nunca conheceu outro lugar que não o primeiro.

São seis anos a vencer, de uma geração que marcará indelevelmente a História da natação verde e branca.

Dos seis títulos, este foi aquele conquistado com maior margem, das 19 provas venceu 12. Conquistou 89% dos pontos em discussão e apenas ficou de fora do top 3 em uma prova.

O reforço Francisco Santos esteve em evidência ao vencer as três provas de costas. O internacional por Moçambique, Igor Mogne, também venceu as suas três provas (50, 100 livres e 50 mariposa).

Alexis Santos venceu os 200 livres e os 200 estilos, mas foi superado por Miguel Nascimento nos 100 mariposa.

Guilherme Pina venceu os 1500 livres e João Vital os 400 estilos, juntando o segundo lugar aos 200 mariposa.

Guilherme Dias, António Mendes e Miguel Cruchinho ficaram cada um com um terceiro lugar.

Nas estafetas, a turma de Alvalade venceu os 4×200 livres (onde participaram Mário Bonança e Pedro Pinotes) e os 4×100 estilos. Nos 4×100 livres ficou no 2º posto.

O Sporting totalizou 152 pontos.

Houve derby

Foto: FPN

Após a subida da época transacta, o Benfica veio disputar o título da primeira divisão com o rival Sporting.

Os reforços Miguel Nascimento e Rafael Gil vieram dar argumentos a uma equipa já bastante apetrechada.

Nascimento “levou” as provas dos 100 e 200 mariposa, e ficou no segundo lugar nos 200 estilos. Gil venceu os 400 livres, ficou com o segundo lugar nos 1500 livres e com o terceiro nos 400 estilos.

O brucista Guilherme Teixeira chegou em primeiro na prova dos 50 bruços e em terceiro nos 100 bruços.

O Benfica teve um bom desempenho nas provas de 50 metros: ficou em segundo nos 50 livres por João Santos e nos 50 mariposa por Luiz Pereira e em terceiro nos 50 costas, também por Luiz Pereira.

Nas estafetas, o SLB venceu a que o Sporting ficou em segundo (4×100 livres) e ficou em segundo nas que o Sporting venceu (4×200 livres e 4×100 estilos).

A equipa da Luz totalizou 126 pontos.

Nadaram ainda João Correia, Martim Alves e André Farinha.

Novos galácticos conservam o pódio

O Estrelas de São João de Brito tem sido o principal “challenger” do Sporting nos últimos dois anos, perdendo o título por apenas 4 e 5 pontos, respectivamente nas últimas duas edições dos CNC da 1ª divisão.

Este ano, o ESJB teve de se reestruturar com o final de carreira de Pedro Oliveira, as saídas de Miguel Nascimento e Artiom Poliakov e com as entradas de Frederico Riachos e António Carriço.

E os reforços deram boa conta de si. Carriço venceu os 100 bruços e ficou em 2º nos 200 bruços. Riachos ficou em terceiro nos 50 livres.

De entre os “veteranos” foi Diogo Sousa a destacar-se com o 2º lugar dos 50 costas e o 3º dos 100 costas.

A estafeta de 4×100 estilos composta por Diogo Sousa, António Carriço, João Gigante e Frederico Riachos ficou com o terceiro lugar.

Nadaram também pelos Estrelas os nadadores Hugo Ribeiro, Jaime Correia e Nuno Martins.

Manutenção de diferentes perspectivas

Para os menos familiarizados com o formato da 1ª divisão, participam 8 clubes. Uma vez que os dois últimos descem de divisão e que já falamos da carreira dos três primeiros, no capítulo da manutenção vamos falar dos três clubes restantes: Náutico de Coimbra (CNAC), União Piedense e Futebol Clube do Porto.

O CNAC teve uns campeonatos bastante tranquilos. Sob a batuta de Tomás Veloso e Mário Pereira, a orquestra do Prof. Marques Pereira tocou afinada para o 4º lugar final com 75 pontos.

A União Piedense foi a equipa mais regular em prova (excluindo o Sporting) classificando-se em mais de metade das provas entre o 4º e o 7º lugar, acabando no 5º lugar final com 72 pontos.

O FCPorto passou por uns calafrios que, provavelmente, não contava passar. A única equipa masculina que participou em todas as edições destes campeonatos, esteve até à penúltima prova abaixo da linha de água mas “salvou-se no gongo”, ficando no 6º lugar com 68 pontos.

Famalicão e Monte Maior descem à 2ª

O Colégio de Monte Maior e o GDNVNFamalicão não conseguiram a permanência no escalão maior da natação portuguesa.

Noutros tempos, uma equipa com Luís Vaz, Adriano Niz e Jorge Maia seria candidata ao título, mas só Niz nadou próximo do que tem feito nesta sua fase da carreira. O Famalicão ficou em 8º e último lugar com 60 pontos.

Já o CIMM lutou “taco a taco” com o FCP pela permanência na 1ª divisão, mas acabou por não resistir à ponta final mais forte dos portistas. Foi 7º com 65 pontos.

Recordes dos campeonatos

O FairPlay fez o levantamento das melhores marcas de sempre feitas nos CNC da 1ª divisão. Convém esclarecer vários pontos:

  • O formato de nacionais em piscina olímpica disputava-se até 2003 e depois só voltou em 2014, sendo que durante 11 anos foram nadados em piscina curta;
  • A análise ficou limitada aos anos posteriores a 2002, uma vez que não estão disponibilizados resultados anteriores;
  • Em 2015 foram disputados dois campeonatos: em Abril, em Oeiras, relativo à época 2014/2015 e em Dezembro em Coimbra, respeitante à época 2015/2016.
Fonte: FairPlay

* Tempo feito na abertura da estafeta 4×100 estilos

Em termos de marcas, este não foi a edição mais profícua.

Registou-se apenas um novo máximo por Guilherme Pina (SCP) nos 1500 livres, apagando o tempo do seu, agora, colega João Vital do ano passado.

É de salientar a presença de dois recordes que datam do ano de 2003 de Pedro Silva (SAD) aos 50 livres e Simão Morgado (CNA) aos 100 mariposa. Tendo em conta a brutal evolução que a natação tem sofrido é notável que estes dois recordes se mantenham há 11 anos, revelador da grande valia dos dois nadadores.

1ª Divisão Feminina

Quebrou-se a invencibilidade de uma das equipas mais vitoriosas do desporto nacional. O FCPorto ia tentar chegar aos 9 títulos consecutivos, 17 no total da sua História, mas foi a equipa do Algés que levou o ceptro

O fim de uma era. O início de outra?

Foto: Luís Filipe Nunes

O Sport Algés e Dafundo já venceu a 1ª divisão feminina em três ocasiões. Mas a última foi há 21 anos, com uma equipa que contava com Ana Barros e Petra Chaves (duas das melhores costistas de sempre da natação nacional). Por sinal, o SAD volta a ser campeão com outro naipe de excelentes executantes de costas.

O FairPlay avisou que as algesinas iam ameaçar a hegemonia do FCP e assim foi. 143 pontos (24 a mais que as portistas) deram o título às senhoras do Algés.

Rita Frischknecht e Raquel Pereira confirmaram as excelentes indicações que já tinham dado uma semana antes, nos Campeonatos Nacionais de Juniores e Seniores e venceram três provas, cada uma.

Rita venceu os 100 e 200 livres e os 200 costas. Raquel venceu os 100 e 200 bruços e 200 estilos (nos 100 bruços e 200 estilos com recordes dos campeonatos). As irmãs Azevedo também conseguiram uma vitória cada: Francisca nos 200 costas e Madalena nos 400 estilos.

As algesinas ainda venceram as 3 estafetas (todas compostas pelas 4 nadadoras já referidas).

Bárbara Barata ainda juntou um 2º lugar nos 50 bruços e um 3º nos 200 mariposa e a mais nova das Azevedo, Rafaela Azevedo, foi 3ª nos 50 costas.

Octocampeãs não resistiram às perdas

Foto: Luís Filipe Nunes

O FCP partia para estes campeonatos com as ambições intactas, mas com um forte revés: Diana Durães mudou-se para o Benfica, Adriana Castro para o Aquático Pacense e Marta Abreu não nadou este ano.

Ainda assim, as portistas contavam com a “eterna” Sara Oliveira, que continua a ser intocável nos 50 e 100 mariposa (conheceu pela primeira vez numa prova nacional o sabor do 4º lugar nos 200 mariposa).

Paula Oliveira também esteve em destaque ao vencer os 50 bruços, sendo segunda nos 100 e 200 bruços. Maria Teresa Amorim já tinha tido uns nacionais de piscina curta muito positivos e voltou a estar bem, vencendo os 400 livres e ficando em 2º lugar nos 200 e 800 livres.

Rosa Oliveira foi 3ª nos 50 livres e Ana Rita Faria nos 100. Nas estafetas de 100 metros o FCP foi 2º, enquanto na de 200 foi 3º.

Nadaram ainda as juniores Maria Cabral e Isabel Pego e as juvenis Mariana Barbosa e Ana Rita Ramos.

O FCP é, assim, vice-campeão com 119 pontos.

No pódio com o 2º lugar à vista

Durante a competição, mais do que disputar o título com o Algés, o FCPorto teve de se preocupar com a oposição do Sporting que ficou no lugar mais baixo do pódio mas com uma diferença de apenas 5 pontos (114).

Com o título masculino e o pódio feminino, o Sporting teve uns campeonatos perto da perfeição.

Beatriz Ranito (nos 800 livres) e Carolina Guedes (nos 200 mariposa) deram as únicas vitórias ao Sporting, que teve muitos lugares no top-3.

Beatriz ainda fez 2º lugar nos 400 livres, e a sua irmã Raquel, 3º nos 400 estilos.

Inês Fernandes, outra nadadora que esteve em destaque nos nacionais de curta, foi 2ª classificada nas suas três provas – 50 e 100 costas e 100 mariposa. Mafalda Beleza foi 3ª nos 200 livres, assim como Sofia Dionísio nos 50 e 100 bruços.

Nas estafetas, o Sporting fez #2 (4×200 livres) e #3 (4×100 livres e 4×100 estilos).

Nadaram também pelas sportinguistas: Maria Belo e Maria Monge.

De Tavira a Vila Real, passando pela Cova da Piedade

O Tavira Natação Clube estreou-se na 1ª divisão e deu muito boa conta de si! O objectivo era a manutenção, mas essa nunca esteve em causa. A recordista nacional Beatriz Viegas e a italiana Giulia D’Innocenzo lideraram a equipa até ao 4º lugar com 83 pontos.

A equipa feminina da SFUAP já foi muitas vezes apontada à descida, mas já que as previsões nunca se concretizaram, ninguém arrisca apostar contra ela.

À semelhança do naipe masculino, as nadadoras da União Piedense obtiveram classificações muito homogéneas e imitaram os homens ficando no 5º lugar final, com 69 pontos.

O Ginásio Clube de Vila Real, liderado pelas recordistas nacionais Ana Leite e Ana Guedes (mas este ano sem Joana Pinto), teve um campeonato com altos e baixos em termos de classificações. O que importa é o 6º lugar final, com 65 pontos.

EDV e Galitos irão competir na 2ª

À Escola Desportiva de Viana calhou o cenário mais desolador de todas as equipas presentes nos CNC da 1ª e 2ª divisão: descer da 1ª para a 2ª divisão por apenas um ponto é duro golpe. 7º lugar e 64 pontos para a equipa de Viana do Castelo.

A equipa do Galitos de Aveiro segue a equipa da EDV para a 2ª divisão, um ano depois de ter ascendido ao escalão máximo. Quedou-se pelo oitavo lugar com 45 pontos.

Recordes dos campeonatos

Fonte: FairPlay

Raquel Pereira foi a única a inscrever o seu nome na lista de melhores marcas, este ano. A júnior do Algés melhorou o record dos campeonatos aos 100 bruços e 200 estilos.

Assim como em masculinos, esta esteve longe de ser a edição mais forte ao nível das marcas obtidas. Nesse capítulo, claro destaque para a edição da época 2014/2015 em Oeiras.

No sector feminino, só o record de Ana Rita Santos (CFB) perdura há mais de 13 anos.

Veja também a análise à 2ª divisão.

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João BastosNovembro 27, 201610min0

Abrantes recebeu o Campeonato Nacional de Clubes das 3ª e 4ª divisões, a única competição nacional de natação pura onde apenas há títulos colectivos. É, assim, uma competição onde os clubes apostam forte e, sobretudo nas divisões inferiores, o ponto alto para muitos nadadores que têm nesta prova objectivos bastante definidos no que a campeonatos nacionais diz respeito.

A quarta divisão é o primeiro patamar competitivo em termos colectivos na natação portuguesa. A competição é dividida nos escalões masculino e feminino, 24 equipas em cada um deles, que competem em 13 provas individuais.

As provas são 50, 100, 400 e 800 metros livres, 100 e 200 metros costas, 100 e 200 metros bruços, 100 e 200 metros mariposa, 200 metros estilos e as estafetas de 4×100 metros livres e 4×100 metros estilos.

A cada classificação é atribuída uma pontuação (1º – 25 pontos, 2º – 23 pontos, 3º – 22 pontos, …, 24º – 1 ponto). No final, o campeão masculino e feminino é determinado pelo somatório dos pontos de todas as provas individuais, subindo os 4 primeiros clubes à 3ª divisão e descendo à fase de qualificação do próximo ano os últimos 4.

Do pódio da qualificação para o título de campeão

O Clube de Propaganda da Natação (CPN) protagonizou uma meia surpresa ao sagrar-se campeão nacional da 4ª divisão feminina. Apesar de ser uma das equipas favoritas à subida de divisão, qualquer equipa a sagrar-se campeã que não o Estrelas de São João de Brito constituiria uma surpresa.

CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes
CPN venceu a 4ª divisão feminina | Foto: Facebook Lfnunes

Para além disso, o CPN tinha sido apenas 3º classificado na fase de qualificação para esta 4ª divisão o que enaltece bastante o trabalho desenvolvido pelo clube de Ermesinde em apenas um mês.

Os 281 pontos finais foram conseguidos na base da homogeneidade de classificações alcançadas pela equipa, que variou entre os dois primeiros lugares (200 mariposa e 100 costas) e os dois oitavos (200 estilos e 400 livres).

A experiente Carolina Silva contribuiu com um 1º lugar nos 200 mariposa, um decisivo 3º lugar nos 100 mariposa (as adversárias mais directas ficaram abaixo do 13º) e um 4º lugar nos 100 livres. A júnior Carolina Santos venceu os 100 costas, ficou em 2º nos 200 costas e fez 6º nos 50 livres. A brucista Joana Maia ficou com o 2º lugar em ambas as provas de bruços (100 e 200) e a fundista Mariana Costa obteve um 3º (800 livres) e dois 8ºs (400 livres e 200 estilos). Nadou ainda Joana Jacinto na estafeta de livres.

As estafetas classificaram-se no 2º (4×100 estilos) e 4º lugares (4×100 livres).

Contra todos os prognósticos, o Estrelas de São João de Brito quedou-se pelo 2º lugar geral. Apesar de ter sido a equipa com mais vitórias (5 em 13 provas) e com a nadadora com melhor performance da competição (Victoria Kaminskaya nos 200 bruços), as galácticas ficaram a três pontos do CPN – 278 pontos.

A olímpica Kaminskaya na fase final de preparação para o Campeonato do Mundo de Piscina Curta, que decorre em Windsor, de 6 a 11 de Dezembro – e terá cobertura FairPlay – não participou na segunda jornada e “apenas” contribuiu com 2 primeiros lugares individuais (200 bruços e 200 costas) e abriu a estafeta vencedora de 4×100 estilos.

Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes
Kaminskaya apenas participou no primeiro dia de competição | Foto: Lfnunes

Mas o ESJB, que há muitos anos que não tinha uma equipa feminina a disputar o nacional de clubes, não vive apenas da Victoria. Maria Pereira fez os lugares 1 (nos 50 livres), 2 (nos 100 costas) e 3 (nos 100 livres), Catarina Sequeira ganhou os 100 bruços, foi quarta classificada nos 800 livres e foi 14ª nos 100 mariposa, uma prova que não é de todo a sua especialidade e que constituiu a pior classificação da equipa. Soraia Ribeiro, a mais experiente da equipa, foi 2ª classificada nos 200 estilos, 3ª nos 400 livres e 8ª nos 200 mariposa. Completou a equipa Carolina Gomes nos 4×100 livres.

Como já referido, a equipa do Professor Júlio Borja venceu os 4×100 estilos, mas na última prova cedeu o título ao quedar-se na 11ª posição nos 4×100 livres perdendo aí 7 pontos para o CPN.

O Clube de Natação de Torres Novas completou o pódio, o que por si só já é uma merecedor de destaque, mas conseguiu-o com uma particularidade: as nadadoras mais “velhas” da equipa têm…15 anos.

A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes
A equipa do CNTN | Foto: Lfnunes

As jovens do CNTN tiveram uns campeonatos em grande, cuja subida de divisão foi ameaçada no início da segunda jornada, mas o problema foi resolvido de forma brilhante ao vencerem as duas últimas provas da competição.

Carolina Neves venceu os 100 livres, os 400 livres e fechou a estafeta vencedora de 4×100 livres, para além do seu terceiro lugar aos 400 livres. Inês Duarte fez 3º aos 100 costas, 6º nos 200 bruços e 10º nos 100 bruços, Inês Ramos foi 5ª classificada nos 800 livres e nos 200 costas, Beatriz Casal foi 10ª nos 50 livres e Beatriz Reis fez 12º nos 200 mariposa e 13º nos 100 do mesmo estilos. As irmãs Marta e Rita Oliveira também nadaram, na estafeta vitoriosa de 4×100 livres.

Na estafeta de 4×100 estilos o CNTN obteve o 4º lugar. Na geral final o clube torrejano obteve 254 pontos ocupando confortavelmente o terceiro lugar.

Fora do pódio mas com direito a subida de divisão ficaram as nadadoras do Clube de Natação de Rio Maior com 237 pontos.

O CNRM começou e terminou da melhor forma estes campeonatos (1º lugar na 1ª prova e 2º lugar na última prova), mas o facto de não ter verdadeiras especialistas nalgumas provas levou a que a meio da competição estivesse fora dos lugares de subida.

A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM
A equipa feminina do CNRM | Foto: Facebook Secção Natação CNRM

Os 13 anos de Mafalda Rosa não foram impeditivos para ter vencido os 800 livres. posição à qual juntou o 4º lugar nos 400 livres. Maria Beatriz Leal foi 3ª nos 50 livres e 5ª nos 100 livres. Cátia Agostinho foi 4ª nos 100 bruços, 6ª nos 200 mariposa e 11ª nos 200 bruços. Maria Beatriz Dias fez 4º lugar nos 200 costas, 6º nos 200 estilos e 19º nos 100 mariposa (ela que tem em livres o seu melhor estilo) e finalmente Ana Beatriz Rodrigues foi 14ª nos 100 costas.

As nadadoras de Rio Maior foram segundas classificadas nos 4×100 livres e décimas aos 4×100 estilos.

O Bairro dos Anjos e o Vitória de Guimarães estiveram sempre na luta pela subida de divisão, terminando com 224 e 222 pontos, respectivamente. Já as equipas do Ginásio de Santo Tirso, Lousada SXXI, Sporting de Espinho e O Crasto terão de competir na fase de qualificação do próximo ano.

Como curiosidade, apenas duas nadadoras fora das quatro primeiras equipas logrou vencer provas individuais. Foram elas Mariana Martins, Feirense, aos 100 mariposa e Ana Pina aos 200 estilos, d’O Crasto, o clube que ficou na 24ª e última posição, o que é bastante revelador da importância do colectivo nesta competição.

Domínio nortenho

A quarta divisão masculina acabou com dois clubes históricos nos dois primeiros lugares. A equipa masculina do Ginásio de Vila Real à procura de seguir as pisadas da equipa feminina (que milita na primeira divisão) e a equipa masculina do Vitória de Guimarães que em 2014 competia na 2ª divisão.

Tal como o FairPlay prognosticou, o Ginásio Clube de Vila Real levou o título para Trás-os-Montes. Os 276 pontos, as quatro vitórias em treze provas e a melhor performance da competição (Alexandre Ribas nos 100 livres – 719 pontos) foram argumentos mais que suficientes para os vilarealenses terminarem com 14 pontos de avanço sobre os vimaranenses.

GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR
GCVR campeão da 4ª divisão masculina | Fonte: Facebook Natação GCVR

O ex-Sporting Alexandre Ribas contribuiu sozinho com 73 pontos, fruto dos dois 1ºs lugares (aos 100 livres e 100 costas) e do 2º lugar aos 800 livres. Para além de ter aberto a estafeta de estilos e fechado a estafeta de livres, ambas vencedoras (mais 50 pontos). Koen Weustink fez 3º (200 costas), 4º (100 mariposa) e 5º (200 mariposa). O brucista Pedro Silva foi 3º classificado nos 100 bruços e 4º nos 200. Luís Carvalho aos 200 estilos e José Matias aos 50 livres foram ambos 7ºs classificados, enquanto Tomás Barros foi 14º aos 400 livres.

O Vitória de Guimarães vendeu cara a derrota, tendo vencido três provas individuais, mas não aguentou com uma segunda sessão demolidora do GCVR. 262 pontos foi o score dos minhotos.

Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes
Equipa do Vitória de Guimarães | Foto: Facebook Lf Nunes

O múltiplo recordista nacional dos escalões de formação, Rui Costa, igualou Ribas ao vencer duas provas (400 e 800 livres) e ser segundo na terceira (200 estilos). Pedro Fernandes venceu os 50 livres, foi 5º nos 100 livres e 8º nos 200 bruços. João Costa foi 5º nos 200 costas e 8º nos 100. André Oliveira foi 6º nos 200 mariposa e 8º nos 100. Luís Gomes foi 5º nos 100 bruços.

Nos 4×100 livres os vimaranenses foram 2ºs classificados e nos 4×100 estilos foram 4ºs.

No terceiro posto, com 249 pontos, ficou o Condeixa Clube. À semelhança da equipa terceira classificada no sector feminino, também esta equipa é muito jovem, abrindo boas perspectivas de futuro, nomeadamente já para o próximo ano na terceira divisão.

Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes
Os jovens nadadores do Condeixa | Foto: Facebook Lf Nunes

André Costa (15 anos) venceu os 100 e os 200 mariposa e foi 3º nos 400 livres (fez apenas menos um ponto que Alex Ribas e que Rui Costa nas suas provas individuais), Duarte Sousa (14 anos) foi o 2º dos 200 bruços e o 6º dos 100. José Cunha (15 anos) foi 5º aos 800 livres, 7º aos 100 livres e 12º aos 50 livres. Pedro Araújo (16 anos) fez 9º aos 200 estilos e 13º aos 100 costas e Tomás Miguel (14 anos) foi o 9º classificados dos 200 costas.

Em ambas as estafetas os jovens de Condeixa fizeram 5º lugar.

O Desportivo de Gouveia foi a quarta equipa a subir de divisão.

Foto: Facebook Lfnunes
Foto: Facebook Lfnunes

O duplo segundo lugar de Pedro Ribeiro (100 e 200 bruços) a somar ao 6º dos 200 estilos, o segundo (100 mariposa), terceiro (100 livres) e quarto (50 livres) lugares de Dmytriy Martinenko, o 6º (aos 800 livres) e duplo oitavo (400 livres e 200 mariposa) de Alessandro Carvalho, o duplo 16º de João Saraiva nas provas de costas e ainda o 2º lugar nos 4×100 estilos e o 4º nos 4×100 livres (nas quais, para além dos citados, participou também Pedro Prazeres) deram ao Desportivo de Gouveia o total final de 246 pontos que valeram as chaves da terceira divisão, a apenas três pontos do pódio.

O Palmela tinha legítimas aspirações à subida e esteve na luta, mas um arranque em falso da segunda jornada (11º aos 800 livres, 15º aos 200 mariposa e 14º aos 200 bruços) hipotecou as hipóteses do clube da Península de Setúbal, ficando a 7 pontos da subida.

Para a fase de qualificação do próximo ano seguem a Associação Estamos Juntos, o Naval Povoense, o Sertã e o Naval da Nazaré.

Veja os resultados completos e acompanhe também o resumo da 3ª divisão do Campeonato Nacional de Clubes.


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