Arquivo de Dan Norton - Fair Play

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João DuarteMaio 26, 20176min0

Realizou-se, dias 20 e 21 de maio, a décima e última etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Londres. Com o vencedor do circuito já decidido, esta etapa servia apenas para ter a certeza de quem seria a equipa despromovida para a próxima época, para determinar as classificações finais e entregar o troféu de campeão à África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente a Espanha, à semelhança do já tinha acontecido em Paris.

Dia 1

A grande surpresa do primeiro dia foi a não qualificação das Fiji para a disputa da Cup, tendo perdido dois jogos e vencido apenas um. A primeira derrota foi com o Canadá por 19-22, com os canadianos a estarem a perder por 12-7 ao intervalo e a marcarem um ensaio na bola de jogo por intermédio de John Moonlight que esteve em destaque ao marcar dois ensaios na partida.

A segunda derrota das Fiji surgiu contra a Nova Zelândia, onde os fijianos estiveram novamente a vencer ao intervalo, mas acabaram por perder o confronto, com os All Blacks a marcarem dois ensaios e uma conversão nos últimos 2 minutos de jogo. Destaque para Joe Webber que bisou na partida.

Feito o primeiro dia de jogos, era tempo de verificar as partidas do segundo dia.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/YbtLv9

Scotland heroes! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Estados Unidos vs. Austrália

Nova Zelândia vs. Escócia

Inglaterra vs. África do Sul

Argentina vs. Canadá

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Espanha

Ilhas Fiji vs. Rússia

Samoa vs. Páis de Gales

França vs. Japão

Dia 2

O segundo começou com o Quénia a vencer facilmente a Espanha por 33-7, as Fiji a vencerem a Rússia por 31-5, que não era mais do que a sua obrigação ou não fossem os campeões olímpicos e mundiais.

A Samoa iria perder com o País de Gales por 21-29 e a França vencer facilmente o Japão que já não tinha hipóteses de se salvar da despromoção do circuito (para isso tinha de se qualificar para a Cup de maneira a fazer mais de 9 pontos relativamente à Rússia).

Nos quartos-de-final da Cup os jogos eram mais intensos. Os Estados Unidos venceram facilmente a Austrália por 31-14, com Perry Baker a fazer o hat-trick.

Com alguma surpresa a Escócia iria manter-se na luta pela Cup depois de vencer a Nova Zelândia por 21-24, com dois ensaios marcados no último minuto e na bola de jogo por Jamie Farndale.

A Inglaterra impediu a África do Sul de tentar vencer mais uma Cup esta época ao vencer os africanos por 17-12, num jogo que foi a prolongamento e foi decidido com um ensaio de Dan Norton.

No último jogo dos quartos-de-final o Canadá venceu facilmente a Argentina e ocupou o último lugar nas meias-finais da Cup.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e a Samoa acabaram com a particição da Espanha e do Japão, respetivamente, no World Series 2016/2017.

Nas meias-finais da Challenge as Fiji mostraram que as equipas Challenge não estão ao seu nível e venceram o Quénia por 5-45. A Outra meia-final foi ganha pelo País de Gales num confronto bem disputado com a França.

Para a disputa do 5º lugar iríamos ter um Austrália-África do Sul, depois destas terem vencido com relativa facilidade a Nova Zelândia e a Argentina.

Na final da Cup iríamos ter uma final Bretã para presentear o público londrino, depois da Escócia vencer os Estados Unidos e Inglaterra o Canadá.

Seguíamos assim para os últimos jogos do World Series 2016/2017.

A Samoa mostrou ser mais forte que a Rússia e conquistou o 13º lugar no torneio e no circuito.

As Fiji venceram o País de Gales, levando a Challenge para casa e garantindo o 3º lugar do World Series.

O 5º lugar foi conquistado pela África do Sul que se consagrou também campeã mundial do World Series, com Cecil Afrika, uma das estrelas da equipa africana, a fazer o brilharete no último jogo da época ao marcar 16 pontos.

No 3º lugar iria ficar o Canadá depois de vencer os Estados Unidos por uns escassos 3 pontos depois de ter estado a perder por 14-5 ao intervalo.

Quem venceu a final bretã e a última final do World Series da época, foi a Escócia que soube ter a frieza de na segunda parte aproveitar as oportunidades concedidas e marcar os 12 pontos que lhe iriam dar a vitória final, depois de ter estado a perder 0-7 com o conjunto que se iria consagrar vice-campeão mundial de Sevens, a Inglaterra.

London Winners! (Foto: World Rugby)

Os campeões – África do Sul

Os grandes campeões do World Series foram a África do Sul que apesar de ter terminado esta última etapa em 5º lugar, só não disputou uma outra final, em Singapura. Foi assim a justa vencedora deste World Series ao vencer cinco das oito finais em que participou e o deixar a segunda classificada, a Inglaterra, a 28 pontos do título.

Demonstraram assim ao longo dos últimos meses de competição que tinham a melhor equipa, uma super equipa, que soube dar a volta aos resultados desfavoráveis e controlar os jogos decisivos.

World Series 2016/2017 Champions! (Foto: World Rugby)

 

The final

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João DuarteMaio 19, 20177min0

Disputou-se, dias 13 e 14 de maio, a nona e penúltima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Paris. Etapa decisiva para a atribuição do título do circuito e para se perceber quem iria ser a equipa despromovida na próxima época.

Apesar do deslize da África do Sul em Singapura, as Fiji e a Inglaterra não conseguiram tirar proveito do mesmo, sendo que as Fiji acabaram mesmo por perder pontos e a Inglaterra não foi além do 3º lugar no torneio, tendo ficado aquém das expectativas.

Em Paris assistimos à consagração da África do Sul como campeã do World Series, mesmo com uma etapa por disputar. Para além da muito provável despromoção do Japão, que necessita de fazer mais 8 pontos que a Rússia na etapa de Londres para garantir um lugar como equipa residente na próxima época.

Como “Wild Card” participou a Espanha, que venceu a qualificação para ocupar um lugar como equipa residente no circuito, por troca com a equipa despromovida.

Dia 1

Logo a abrir a etapa, a Samoa surpreendeu ao vencer as Fiji. Os fijianos pareciam ter o jogo controlado ao estar a vencer 12-7 ao intervalo, mas na segunda parte os samoanos foram melhores e arrancaram uma difícil vitória por 17-19 com um ensaio convertido na bola de jogo.

No quinto jogo era a Escócia a vencer a África do Sul por 12-19 e a dar esperanças à Inglaterra e às Fiji de uma possível não qualificação para a disputa da Cup dos africanos.

Quem mostrou estar mesmo num fim-de-semana sim foi a Samoa que venceu a Austrália por 14-21, num jogo que os australianos acabaram a jogar com seis jogadores depois de um cartão vermelho mostrado na primeira parte.

Os samoanos que iriam garantir a qualificação para a Cup com um empate por 19-19 frente à Rússia, naquele que era supostamente a partida fácil e que acabou por ser a mais complicada.

No último jogo da fase de grupos o Quénia conseguiu assustar a Inglaterra, na tentativa de se qualificar para a Cup, mas não foi além do empate por 12-12 conseguido no último minuto de jogo.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/cIJQDI

Scotland rocks in day 1! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Escócia vs. Fiji

Inglaterra vs. Estados Unidos

Samoa vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. França

Quartos-de-final da Challenge:

Canadá vs. Rússia

Quénia vs. Argentina

Austrália vs. Japão

País de Gales vs. Espanha

Dia 2 – A marcha do campeão

O segundo dia começou com os favoritos a ganhar os respetivos jogos dos quartos-de-final da Challenge e a passarem às meias-finais.

O Canadá venceu a Rússia por 33-0. A Argentina com algumas dificuldades ganhou ao Quénia por 7-12 com um ensaio marcado nos últimos minutos de jogo. Já a Austrália e o País de Gales venceram de forma mais fácil o Japão e a Espanha, respetivamente.

Nos quartos-de-final da Cup seria diferente e começava logo com a Escócia a vencer as Fiji por 24-0 e a deixar os fijianos em maus lençóis na disputa pela liderança do circuito.

Nos outros três jogos não haveriam surpresas. A Inglaterra manteve-se de pé na luta pela vitória da etapa ao vencer os Estados Unidos por 26-12.

A África do Sul arrancou uma vitória suada frente à Samoa e a Nova Zelândia ultrapassou a França, em jogos que não tiveram qualquer ponto na segunda parte dos mesmos.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e o Japão venceram o Quénia e a Espanha respetivamente e marcaram presença na final, onde teríamos o Japão a tentar encurtar os pontos em relação à Rússia para evitar a despromoção do circuito.

Nas meias-finais da Challenge iríamos assistir a dois jogos bastante disputados.

Primeiro o jogo que opôs o Canadá à Argentina e que os canadianos estiveram a vencer desde o início até à bola de jogo, altura em que os argentinos conseguiram marcar o seu terceiro ensaio da partida e vencer por apenas um ponto.

Depois foi a vez da Austrália vencer o País de Gales, com os galeses ainda a marcarem um ensaio convertido na bola de jogo, mas a ficarem a dois pontos de empatar a partida e levá-la para prolongamento.

Nas meias-finais do 5º lugar as Fiji defrontaram os Estados Unidos. Os fijianos começaram melhor, mas ao intervalo perdiam por 7-14. Na segunda parte ainda empataram a partida, mas os americanos não queriam deixar fugir a vitória e marcaram mais dois ensaios, terminando assim as aspirações dos fijianos na defesa pelo título do World Series.

Na outra meia-final eram os samoanos a demonstrarem estar num bom fim-de-semana e a passar à final do 5º lugar depois de vencer a França por apenas dois pontos.

Na luta pela vitória da etapa a Escócia venceu a Inglaterra, num jogo em que Dan Norton marcou três ensaios, que foram insuficientes devido às duas conversões falhadas por Tom Mitchell.

Na outra meia-final a África do Sul despachou a Nova Zelândia por 26-5 e garantiu desde logo um lugar na final da Cup e a vitória do circuito.

Na luta pelos últimos lugares o Japão venceu a Rússia e aproximou-se desta na luta pela despromoção, ainda que tenha ficado distante de a evitar.

A Argentina levou a melhor sobre a Austrália e ergueu a taça Challenge.

Em 5º lugar ficaram os Estados Unidos que bateram os samoanos, num jogo em que estes ainda deram luta até ao final.

Na luta pelo 3º lugar foram os neo-zelandeses a levar a melhor sobre uma Inglaterra que sabia que já não podia vencer o circuito, restando-lhe ultrapassar as Fiji na classificação geral do World Series para ficar em segundo lugar.

A final da Cup foi ganha pelos campeões do circuito mundial de Sevens 2016/2017, a África do Sul, que arrecadou assim a 5ª vitória da Cup em 9 etapas disputadas, mostrando estar um nível acima de todas as outras seleções.

The Champs! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Londres

A última etapa do World Series é em Londres nos dias 20 e 21 de Maio.

A África do Sul já é a campeã do World Series 2016/2017, com uma diferença de 34 pontos sobre a segunda classificada, a Inglaterra. Resta-nos saber quem será a equipa despromovida do circuito.

Assim sendo, será que o Japão irá conseguir pontuar mais 8 pontos que a Rússia e fugir à despromoção?

Será que a Inglaterra e as Fiji, mesmo sabendo que já não conseguem chegar ao primeiro lugar da classificação geral, irão tentar levar a vitória da etapa?

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João DuarteMarço 16, 201711min0

Realizou-se no fim de semana, 11 e 12 de março, a sexta etapa do World Series, o circuito mundial de Sevens da World Rugby que teve lugar em Vancouver, no Canadá. O frio era muito, mas a animação e o entusiasmo do público e dos jogadores eram maiores à medida que os jogos iam decorrendo, num jogo em que a velocidade, a força, a capacidade de pensar o jogo e os detalhes técnicos imperam, culminando em ensaios e vitórias.

Em Vancoucera África do Sul manteve a liderança do ranking geral, tendo sido finalista do torneio. Liderança essa que mesmo se os africanos tivessem ficado em último lugar do torneio iriam mantê-la devido aos 24 pontos de vantagem que tinham relativamente à segunda classificada e que terminou em terceiro lugar este fim-de-semana, as Fiji. A vencedora da etapa foi a Inglaterra que assim passou para segundo lugar do ranking, por troca direta com as Fiji, e se aproximou da África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente o Chile, à semelhança daquilo que aconteceu na etapa anterior.

Dia 1

Os primeiros jogos decorreram sem surpresas, com todos os favoritos a ganhar, o que iria mudar ao sétimo jogo que opôs o Canadá e a Escócia.

Num jogo que se esperava muito disputado e com desfecho incerto até ao fim, o Canadá desde cedo garantiu a vitória distanciando-se no marcador da Escócia. Ao intervalo e diante do seu público, os canadianos venciam por 21-5 e iriam acabar o jogo a vencer por 28-15.

A Escócia ficava assim em maus lençóis, obrigada a vencer à Rússia e à Nova Zelândia para se apurar para a Cup, o que não se iria suceder.

No décimo primeiro jogo era a vez do País de Gales vencer um jogo em que não era favorito, frente à Argentina. Os argentinos estavam inclusive a vencer por 14-0 a 4 minutos do final da partida, mas a indisciplina de Nicolas Menendez e o consequente cartão vermelho acabou por prejudicar a equipa e determinar a derrota dos argentinos por 14-21.

Ao vigésimo a Argentina redimiu-se e apesar de ter estado a perder por 19-7 com as Fiji ao intervalo conseguiu dar a volta ao marcador e venceu por 24-26, aproveitando o amarelo dado aos fijianos e selando a vitória com um ensaio na bola de jogo, o que garantiu a passagem à disputa da Cup.

No vigésimo segundo jogo e na disputa pela liderança do grupo C, a África do Sul defrontou e empatou com a Inglaterra (12-12) que teve em destaque Dan Norton, que com dois ensaios abriu e fechou o marcador da partida.

A última surpresa do dia foi a vitória da Rússia por 10-12 diante da Escócia, confirmando o último lugar do grupo D para os escoceses e a previsão de mais um mau torneio para uma equipa que nas primeiras três etapas do circuito tinha conseguido um 3º, um 4º e um 6º lugares e que era uma das surpresas do circuito.

Após a realização dos jogo da fase de grupo era altura de verificar quem seguia para a disputa da Cup e da Challenge.

A África do Sul e a Inglaterra garantiram as vagas do grupo A para a disputa da Cup em igualdade pontual, depois de terem empatado no confronto direto. O Quénia e o Chile seguiam para a Challenge.

No grupo B haviam três equipas em igualdade pontual, mas pela diferença de pontos marcados e sofridos quem passava à disputa da Cup eram as Fiji e por apenas um ponto a Argentina, que deixava assim o País de Gales de fora e a quem se ia juntar a Samoa na Challenge.

Os Estados Unidos imbatíveis no primeiro dia ocupavam a primeira vaga da Cup no grupo C e a Austrália em segundo lugar do grupo ocupava a segunda. Para a Challenge eram relegados a França e o Japão.

As últimas duas vagas para a disputa da Cup eram entregues à Nova Zelândia e ao Canadá, primeiros classificados do grupo D. Nos dois últimos lugares tinham ficado a Rússia e a desilusão do primeiro dia, a Escócia, seguindo assim para a Challenge.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/UF7Bk2

Perry Baker flying and scoring once again! (Foto: World Rugby)

Para fechar o primeiro dia faltavam saber os jogos que iríamos ter nos quartos-de-final no segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

África do Sul vs. Canadá

Estados Unidos vs. Argentina

Nova Zelândia vs. Inglaterra

Fiji vs. Austrália

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Escócia

França vs. Samoa

Rússia vs. Chile

País de Gales vs. Japão

Dia2

Começávamos o segundo dia com os quartos-de-final da Challenge e logo a abrir um jogo bastante equilibrado entre o Quénia e a Escócia, com os quenianos a vencer com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo que ditaram o 19-17 final, isto depois de terem estado a perder por 7-17, mostrando as fragilidades defensivas da Escócia.

O segundo jogo foi também equilibrado e começou a entusiasmar o público que ficou com expectativas de um segundo dia de torneio cheio de jogos eletrizantes.

A Samoa começou a ganhar o confronto com a França, mas os gauleses conseguiram empatar a partida antes do intervalo. Na segunda parte iria acontecer o mesmo, com os franceses a empatarem a partida mesmo na bola de jogo e a presentearem o público com mais uns minutos de jogo, que iria acabar por ser ganho pela Samoa com um ensaio marcado por Joe Perez que tinha acabado de entrar e que acabaria por ser decisivo para o triunfo.

Logo depois seria o Chile a vencer à Rússia por 0-10 e a mostrar que consegue estar ao nível dos últimos classificados do ranking do circuito e que com uma boa preparação pode até integrá-lo.

No último jogo dos quartos-de-final da Challenge o País de Gales venceu facilmente o Japão por 33-0 com Luke Morgan em destaque a bisar na partida.

Nos quartos-de-final da Cup começávamos com a África do Sul a vencer facilmente por 36-7 o Canadá, ficando por realizar o desejo dos canadianos vencerem a etapa em casa, frente ao seu público.

Seguiu-se o Estados Unidos-Argentina. Os argentinos começaram melhor, tendo chegado ao intervalo a vencer 7-12, mas na segunda parte os americanos garantiram a vitória por 14-12 com um ensaio de Danny Barrett.

Depois era a vez da Nova Zelândia defrontar a Inglaterra num jogo bastante físico. A Inglaterra venceu por 12-14 os neozelandeses que estiveram sempre a correr atrás do prejuízo e que acabaram por perder devido à conversão falhada.

Já as Fiji, no jogo que dava acesso às meias-finais da Cup, venceram a Austrália por 28-10, impondo o jogo a que já nos habituaram e a vontade de chegar à final.

Nas meias-finais para a disputa do décimo terceiro lugar a Escócia ganhou à França por 28-21 com um ensaio na bola de jogo, depois dos gauleses a perderem por 21-14 terem empatado o jogo no último minuto.

A outra meia-final foi ganha pelo Japão que marcou três ensaios convertidos, sem resposta por parte da Rússia.

Na primeira meia-final da Challenge o Quénia defrontou a Samoa e saiu derrotado num jogo em que os africanos não conseguiram pôr em prática o seu rugby.

Quem iria defrontar a Samoa na final da Challenge era o País de Gales que ainda acabou a primeira parte a perder 5-0 para o Chile, mas depois terminou com o desejo dos chilenos em conquistar a taça secundária.

Na meia-final para a disputa do quinto lugar a Argentina terminou com a participação do Canadá em Vancouver ao vencer por 5-12 com dois ensaios na segunda parte, depois de ter estado a perder por 5-0.

A Nova Zelândia garantiu a outra vaga na disputa do quinto lugar ao derrotar a Austrália por 21-0, não dando hipóteses aos australianos de responderem.

Nas meias finais tínhamos um África do Sul-Estados Unidos, onde se punha a questão da possibilidade dos americanos vencerem e deixarem os africanos de fora de uma final pela primeira vez este ano no World Series, sabendo ainda assim que isso seria complicado.

O que acabou por se confirmar com a vitória suada da África do Sul por 14-10, frente a uns Estados Unido inconformados.

A outra meia-final opôs a Inglaterra e as Fiji, os únicos finalistas este ano em conjunto com a África do Sul.

O jogo foi, inesperadamente, vencido com facilidade pela Inglaterra que só parou nos 40 pontos e permitiu às Fiji que marcassem o ensaio de honra. Neste jogo Dan Norton esteve em destaque com dois ensaios que o colocavam a um de igual a marca de Collins Injera como melhor marcador de ensaios do World Series de sempre.

Chegávamos aos jogos decisivos do fim-de-semana e que determinam as classificações finais da etapa.

Na disputa do décimo terceiro lugar o Japão marcou o primeiro ensaio da partida e foi para o intervalo a vencer por 7-14, na segunda parte a Escócia acordou e garantiu a vitória do décimo terceiro lugar, que é o seu segundo pior resultado da temporada.

A Challenge foi ganha pelo País de Gales que estava empatado com a Samoa ao intervalo por 7-7, mas acabou por marcar mais dois ensaios e fixar a vitória final em 12-19.

O quinto lugar foi vencido pela Nova Zelândia que depois de ao intervalo estar a vencer por 0-12, permitiu que a Argentina passasse para a frente do marcador por 2 pontos, acabando depois por marcar o ensaio da vitória na bola de jogo por intermédio do jovem Vilimoni Koroi.

Pelo último lugar do pódio os Estados Unidos jogaram com as Fiji que não queriam perder mais pontos para os rivais diretos na disputa pela vitória do circuito, a Inglaterra e a África do Sul.

As Fiji adiantavam-se no marcador e tinham imediatamente resposta dos americanos, tendo a partida terminado em igualdade de ensaios marcados e onde as conversões foram determinantes para a vitória final dos fijianos.

A final foi protagonizada pela África do Sul e pela Inglaterra, a terceira esta época. A África do Sul era a favorita e até marcou o primeiro ensaio, mas os ingleses repuseram a igualdade antes do intervalo em 7-7. A segunda parte foi dominada pela Inglaterra que não quis desperdiçar esta oportunidade para ganhar aos líderes do circuito e aproximar-se pontualmente no ranking geral. A Inglaterra acabaria assim por vencer com mais dois ensaios no marcador, um deles convertido e com Dan Norton mais uma vez em destaque, igualando Collins Injera como melhor marcador de ensaios de todos os tempos, acabando por ser o melhor jogador da final e o DHL Performance Player.

Dan the man! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Hong Kong

A próxima paragem do World Series é em Hong Kong, etapa que faz parte do circuito desde a génese do mesmo e irá realizar-se entre 7 e 9 de Abril.

Será que a Inglaterra e as Fiji vão conseguir aproximar-se da África do Sul no ranking geral? Será que teremos um novo finalista e vencedor da etapa, ou será que a final irá ser disputada por duas destas três equipas novamente?

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João DuarteDezembro 21, 201613min0

Disputou-se no passado fim-de-semana, 10 e 11 de dezembro, a segunda etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby da época 2016/2017 e última deste ano 2016 em Cape Town, etapa que faz parte do circuito desde 2004/2005. Nestes dois dias houve equipas que se superaram, outras que ficaram à quem das expectativas e uma nova finalista e vencedora em torneios esta época.

Cape Town, na África do Sul, é uma das principais etapas do circuito mundial de Sevens. É a 13ª vez que a Cidade do Cabo organiza uma etapa dos World Series, um marco sempre importante de assinalar. Nesta etapa, para além das 15 equipas integrantes do circuito, participou novamente o Uganda como equipa convidada.

 Dia 1 – O anunciar de Sua Majestade

O primeiro dia começou com a Escócia a ganhar à Samoa, num jogo que começou com os samoanos a ganhar ao intervalo e em que a Escócia só conseguiu garantir a vitória final por 21-19 na bola de jogo.

O Quénia e a França voltaram a encontrar-se na fase de grupos, à semelhança do que tinha acontecido no Dubai, mas desta vez o resultado foi diferente, com os quenianos a mostrarem aos gauleses aquilo de que são capazes e a despacharem-nos por 14-33, deixando os franceses em apuros para a qualificação da Cup.

Ainda na primeira ronda do torneio, os Estados Unidos ganharam à Austrália por 0-19 deixando os australianos também em risco de não disputar a Cup, cenário que nunca ocorreu na época passada.

No segundo jogo da segunda ronda eram os galeses a surpreender e a ganhar à Samoa por 0-17, num jogo em que Matthew Owen esteve em destaque com 2 ensaios.

Logo a seguir a este jogo quem surpreendeu foi o Canadá ao empatar com a Nova Zelândia, marcando o último ensaio na bola de jogo por intermédio de Justin Douglas, ficando ainda assim arredado da disputa da Cup, faltando saber se ficaria em terceiro ou último do grupo.

No jogo seguinte foi a vez da Inglaterra ganhar à Argentina, arredando-a para a luta pela Challenge e mostrando vontade de conquistar uma boa classificação na etapa, com Dan Norton mais uma vez em destaque com dois ensaios marcados, um dos quais na bola de jogo e que vaticinou esta vitória.

No terceiro e último jogo da Argentina da fase de grupos a equipa conseguiu corrigir os erros efetuados até então e ganharam sem sombra de dúvidas ao Canadá por 43-14. Resultado que de nada iria adiantar na qualificação para a próxima fase da competição, uma vez que já se encontravam ambas as seleções sem hipóteses de disputar a Cup, encaminhando-se para a disputa da Challenge.

No final do dia faziam-se as contas finais e decidia-se o emparelhamento dos jogos dos quartos-de-final da Cup (1º – 8º lugar) e da Challenge (9º – 16º).

No grupo A passavam para a disputa da Cup a África do Sul, que mostrava mais uma vez querer vencer a etapa e não deixar a taça de Cape Town, liderando o grupo com três vitórias. Na segunda posição ficavam os Estados Unidos que após vencerem o duelo com a Austrália, garantiram a passagem à Cup no jogo com a Rússia. Para a disputa da Challenge seguiam a Austrália com uma vitória frente à Rússia e esta última, com três derrotas.

No grupo B seguiam para os quartos-de-final da Cup as Fiji, com três vitórias e o Quénia, com duas vitórias. Para a Challenge seguiam assim a França com 1 vitória e o Japão que chegou a assustar as Fiji, tendo marcado o primeiro ensaio no jogo disputado entre ambos, mas que acabou por perder 3 jogos num grupo com três seleções sempre candidatas à disputa da Cup.

No grupo C e ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, a Nova Zelândia conseguiu garantir o primeiro lugar no grupo, isto apesar do empate frente ao Canadá, tendo vencido os outros dois jogos.

Quem se ia juntar aos neozelandeses era a Inglaterra que se mostrava em boa forma e determinada na conquista de outra boa classificação. Nós últimos dois lugares do grupo e para a disputa da Challenge seguiam com alguma surpresa a Argentina, que na época passada apenas não disputou a Cup por duas vezes e o Canadá, que apesar do bom resultado contra a Nova-Zelândia acabou por perder os outros dois jogos disputados e ficou em último lugar do grupo.

No grupo D a Escócia e Gales conseguiram superiorizar-se à Samoa e ao Uganda, tendo a Escócia ganho o duelo entre os dois, ficando na primeira posição do grupo e deixando a segunda vaga ocupada pelos galeses. A Samoa e o Uganda com 2 e 3 derrotas, respetivamente iriam ficar assim relegados aos quartos-de-final da Challenge.

Consulte as tabelas em: goo.gl/6krC6M

Fans supporting home team! (Foto: World Rugby)

O emparelhamento das equipas estava feito e ditava os seguintes jogos para o segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

Fiji vs. Inglaterra

Estados Unidos vs. Escócia

África do Sul vs. Gales

Quénia vs. Nova Zelândia

Quartos-de-final da Challenge:

Argentina vs. Japão

Austrália vs. Uganda

França vs. Canadá

Samoa vs. Rússia

O segundo dia começou com a Austrália a mostrar que a Challenge não é a sua competição e ganhou ao Uganda por 42-12, seguindo para as meias-finais desta competição. A Argentina disputou pela segunda vez os quartos-de-final da Challenge contra o Japão esta época e voltou a ganhar, desta vez por 33-12.

A primeira surpresa do dia aconteceu no Samoa-Rússia, com 2 ensaios nos últimos 2 minutos através de Vladislav Lazarenko, mostrando que a Rússia não se conforma com os últimos lugares da competição e que apesar de não ser uma das equipas mais fortes do circuito, quer subir o nível da mesma com a aquisição de experiência e correção dos erros praticados pela falta da mesma.

No último jogo dos quartos-de-final que opôs a França ao Canadá, quem levou a melhor foi a França que ganhou por 42-14, com Terry Bouhraoua em destaque com 3 ensaios e 4 conversões marcadas, mostrando que os gauleses não estavam na disputa da Cup devido à falta de rigor do primeiro dia.

Na Cup, a África do Sul não deu hipóteses a Gales, ganhou por 33-0 e ocupou a primeira vaga das meias-finais, mostrando que queria disputar novamente a final da etapa e ganhar a competição como já tinha acontecido na etapa anterior, mas desta feita frente aos seus adeptos.

A Nova-Zelândia que na etapa anterior não passou dos quartos-de-final da cup, desta vez ganhou ao Quénia por 28-7 e garantiu também um lugar nas meias-finais, com Scott Curry a marcar dois dos 4 ensaios neozelandeses.

A Escócia conseguiu ganhar aos Estados Unidos num jogo renhido, bem disputado e com sucessivas trocas na liderança do marcador, que acabou em 24-19, o que garantiu aos escoceses um lugar nas meias-finais e a certeza de que iriam ficar melhor classificados do que na etapa anterior.

A surpresa dos quartos-de-final aconteceu no último jogo com a Inglaterra a bater as Fiji, quando a 4 minutos do fim do tempo de jogo os fijianos ganhavam por 26-14. Os ingleses não se intimidaram e tinham bem definidos os seus objetivos, que passavam por vencer a etapa. Com dois ensaios marcados nos últimos 4 minutos, um deles já para lá do fim do tempo de jogo, a Inglaterra conseguiu empatar o jogo e levá-lo para prolongamento, tendo o lendário Dan Norton marcado o ensaio da vitória e estabelecido o resultado final em 26-31, que possibilitou aos ingleses prosseguir na realização dos objetivos traçados.

Nas meias-finais para disputar o 13º lugar encontraram-se novamente o Uganda e o Japão, à semelhança do que já tinha acontecido no Dubai e o desfecho foi igual, com o Uganda a levar a melhor sobre o Japão, com um Philip Wokorach, que já tinha estado em destaque no Dubai e que marcou um ensaio e duas conversões, que somados a outro ensaio de Pius Ogena e a um ensaio de penalidade por falta dos japoneses, sentenciou a vitória dos africanos e a passagem à final pelo 13º lugar.

O outro lugar nesta final viria a ser ocupado pelo Canadá que derrotou a Samoa, depois de estar a perder por 24-14 ao intervalo, dando a cambalhota no marcador na segunda parte com dois ensaios e uma conversão marcados nos últimos 4 minutos do jogo.

Nas meias-finais da Challenge tínhamos um inesperado Austrália-Argentina muito disputado, com os australianos a terem um Alex Gibbon imparável a marcar três ensaios, mas que com apenas um deles convertido, não chegou para os três ensaios convertidos dos argentinos, que seguiam para a final da Challenge.

Quem se iria opor na final à Argentina era a França, que ganhava à Rússia por 12-17, com os russos a ganhar ao intervalo por 12-5, dando depois a reviravolta no marcador.

Na luta pelos dois lugares na final pelo 5º lugar disputou-se um Gales-Quénia e um Estados Unidos-Fiji. No primeiro jogo os galeses entraram com tudo e ao intervalo ganhavam por 14-0, num jogo em que parecia não quererem dar hipóteses, mas nos Sevens tudo pode acontecer e os quenianos voltaram de espírito renovado para a segunda parte, tendo mesmo dado a volta no marcador com dois dos três ensaios a serem marcados por William Ndayara e a darem a vitória final por 14-19 aos africanos.

No segundo jogo estavam duas equipas que disputam normalmente os primeiros lugares nas etapas e que não queriam perder ainda mais pontos em relação às equipas que ainda disputavam a Cup. Quem levou a melhor foram as Fiji, que mostraram o porquê de serem campeões mundiais e olímpicos de Sevens e venceram por 12-28, resultado que ao intervalo já era de 0-21.

Já na disputa da Cup tínhamos pela frente um África do Sul-Nova Zelândia e um inédito Escócia-Inglaterra, a Escócia que o ano passado apenas chegou tão longe por uma vez, em que até acabou por vencer a etapa e a Inglaterra que também só alcançou por 2 vezes este patamar a época passada.

Num jogo com duas defesas muito bem trabalhadas e sem dar muito espaço ao adversário, foi a África do Sul quem ganhou, mostrando que quer disputar o título do circuito até ao final, à semelhança do que aconteceu a época passada.

O jogo acabou 14-7, mostrando o equilíbrio da partida e a escassez de opções ofensivas, perante defesas muito organizadas. No segundo jogo, que iria dar a conhecer o opositor da África do Sul na final, foi a Inglaterra quem saiu melhor com uns expressivos 14-33, mostrando estar com maior frescura física.

Os finalistas estavam todos encontrados e iriam começar a ser determinadas as classificações finais da etapa nestes últimos jogos.

No jogo pelo 13º lugar o Uganda, com o estatuto de equipa convidada, conseguiu equilibrar a partida perante um Canadá que parece ser capaz de atingir melhores classificações, mas que efetua muitos erros ofensivos e defensivos. Quem acabou por vencer foi o Canadá por 10-19, assumindo a melhor posição dos últimos quatro classificados.

A Challenge foi ganha pela França, que derrotou a Argentina por 7-19, mostrando que tem potencial para atingir outros patamares e que só não é uma das melhores equipas por falta de consistência.

Na luta pelo 5º lugar estavam o Quénia, que na etapa anterior tinha ficado pelas meias-finais da Challenge e as Fiji que ficaram em segundo na etapa do Dubai. Na primeira parte a partida ainda teve algum equilíbrio, com as Fiji a jogaram durante dois minutos com 6 jogadores por falta de Sevuloni Mocenacagi e a levarem o marcador para o intervalo em 14-14. Na segunda parte a história foi diferente e as Fiji impuseram o seu rugby a que já nos habituaram, acabando por ganhar por 21-33 e conquistado o 5º lugar.

A medalha de bronze foi disputada pela Nova Zelândia, que no Dubai escorregou logo nos quartos-de-final da Cup e que acabou por perder também nas meias-finais do 5º lugar, e pela Escócia que tinha disputado a final do 5º lugar. A partida foi equilibrada desde o início, mas a Nova Zelândia acabou por ganhá-la com um ensaio na bola de jogo e fechou o resultado em 24-19.

Na partida mais esperada do torneio, por determinar os dois primeiros lugares na classificação, opuseram-se a vencedora da etapa anterior, a África do Sul, e a equipa que estava a surpreender toda a gente por já ter eliminado os campeões olímpicos e por ter chegado tão longe no torneio, a Inglaterra.

A Inglaterra mostrou mais uma vez este fim-de-semana estar em excelente forma e conseguiu ganhar os africanos que perderam por apenas 2 pontos, que podiam ter sido conquistados nas duas de três conversões de que dispuseram e que desperdiçaram.

A selecção de Sua Majestade era assim a vencedora do torneio e ascendia à segunda posição da classificação geral.

The Podium (Foto: The Guardian)

Próxima etapa – Wellington

Wellington é a próxima paragem do World Series, a casa dos Sevens neo-zelandeses e que faz parte do circuito mundial desde 1999/2000.

Teremos um novo finalista e vencedor da etapa, como aconteceu em Cape Town? Será que a África do Sul consegue chegar mais uma vez à final e vincar a sua posição na luta pela vitória final do circuito?


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