Arquivo de chicago bulls - Fair Play

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João de MatosSetembro 24, 20203min0

Os Chicago Bulls têm um novo treinador para a próxima época. Trata-se de Billy Donovan, que orientava os Oklahoma City Thunder. O que esperar do futuro de uma das equipas mais conceituadas da NBA?

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João PortugalOutubro 15, 201713min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Este, onde Cavs e Celtics vão dividir as atenções pelo terceiro ano consecutivo na luta para chegar à Final, contudo serão os Wizards a celebrar o topo da tabela da fase regular.

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João FerreiraJunho 26, 20176min0

Mais um ano de NBA, mais um ano de espetáculo sem igual. Um ano com um final esperado mas cujo caminho até lá teve tudo o que se pedia para ser considerado fantástico. Desde a confirmação do estatuto de super-equipa por parte dos Golden State Warriors até aos 70 pontos marcados por Devin Booker, 2016-2017 teve de tudo e o Fair Play não podia deixar de fazer um balanço daquilo que é considerado mais importante neste percurso que pareceu demasiado curto.

Golden States Warriors: os Campeões da NBA

Falar em NBA, neste momento, é o mesmo que falar em Golden State Warriors. Depois de no início do ano a equipa de Oakland ter ido buscar Kevin Durant aos OKC, ficou a dúvida de que forma é que o conjunto se ia adaptar à entrada de um jogador daquela magnitude.

O que se seguiu foi um verdadeiro passeio para GSW e para os seus dois principais jogadores: Stephen Curry e Kevin Durant. A equipa melhorou substancialmente o seu jogo defensivo com Draymond Green em destaque( daí estar nomeado para  NBA´s Defensive Player of the Year) e ofensivamente manteve a sua eficácia com os Splash Brothers em destaque principalmente durante a lesão de Kevin Durant que chegou a fazer recear os adeptos dos Dubs.

No final o que fica para a história são as 16 vitórias contra apenas 1 derrota nos playoffs, o completo domínio da NBA deste ano( matando os fantasmas no ano passado) e a certeza de que iremos ver os GSW a lutar pelos títulos durante muitos anos.

Cleveland Cavaliers

Em Cleveland, o reinado dos King James teve um ano bastante bom embora em termos práticos só se olhe para o 1-4 sofrido nas Finais. No nosso ponto de vista, o principal problema são as soluções de qualidade que vêm do banco. Se parecia, após o período de trades, que os Cavaliers estavam com um plantel mais profundo, as Finais provaram que jogadores como Derron Williams, Channing Frye ou Kyle Korver não têm estofo suficiente para estar nesta equipa.

Por outro lado a inconsistência demostrada por Tristan Thompson e Kevin Love torna se preocupante para um conjunto que luta para ser campeão todos os anos mas que para isso não pode só contar com LeBron James e Kyrie Irving em grande forma.

É aqui que reside o principal problema da equipa de Cleveland, que desta maneira pretende aumentar o seu leque de opções com jogadores como Paul George, Carmelo Anthony ou Dwayne Wade (rumores de transferências).

Russel Westbrook: o verdadeiro NBA MVP

Visto que ainda não foi divulgado quem foi o vencedor do prémio de MVP da NBA não podemos discutir entre James Harden e Russel Westbrook.

No entanto, não podemos deixar de afirmar que o base dos Oklahoma City Thunder devia ser considerado o NBA´s Most Valuable Player. Sim, devia! Porquê? Simples. Durante toda a fase regular e durante a primeira ronda foi o jogador a carregar toda a equipa de Oklahoma. Para além de ter levado toda a equipa às costas, bateu o recorde de Triplos-Duplos, 42, (atenção que não é fácil fazer um quanto mais 42!).

É um jogador fantástico que precisa de uma equipa organizada com um segundo base consistente e com um ala que seja power forward capaz de lançar de triplo e de meia distância tão bem ou melhor que o próprio Westbrook.

Se assim a equipa dos OKC conseguir fazer, terão uma equipa para lutar pelos playoffs do próximo ano. 

Chicago Bulls

É incrível como os tempos mudam. Os adeptos de Chicago ainda se alimentam dos tempos de Michael Jordan e Scottie Pippen mas este ano foi mais passado a discutir do que propriamente a jogar.

O treinador Fred Hoiberg não conseguiu lidar com os egos de Jimmy Butler, Dwayne Wade e Rajon Rondo e foram muitas as vezes que foram divulgados casos de desentendimentos entre os três jogadores e que acabaram por afectar o balneário.

Apesar destes conflitos, a equipa acabou por conseguir marcar a presença nos playoffs e mostrou que jogadores como Carter-Williams, Denzel Valentine, Cristiano Felicio ou Bobby Portis não têm qualidade suficiente para fazerem parte do plantel de Chicago, quanto mais do 5 inicial. 

Vamos ver o que futuro nos reserva em relação aos Bulls já que Jimmy Butler se mudou para Minnesota e está claramente em andamento uma transfiguração no plantes.

O ambiente pesado vivido em Chicago (Foto:ESPN)

Outras equipas

Há outros destaques deste ano que passou, volto a frisar, demasiado rápido.

A equipa dos Spurs com um verdadeiro senhor do basquetebol de seu nome Kawhi Leonard. Não fosse a lesão do jogador no jogo 1 frente ao GSW e este artigo poderia ser diferente e poderia ter escrito que os San Antonio Spurs de Greg Popovich tinham sido outra vez campeões da NBA.

A equipa dos Miami Heat , que a meio da época regular estava no fundo da tabela da Conferência Este e que no final lutaram com Chicago por um lugar nos 8 primeiros. Neste capítulo há que dar os parabéns ao treinador Erik Spoelstra (para nós, devia ser considerado o NBA´s Coach of the Year ).

Um homem de fé na NBA (Foto:GettyImages)

O miúdo de 20 anos fez história! Devin Booker. Vamos ouvir falar muito do base dos Phoenix Suns no futuro. No entanto, após esta época desastrosa por parte da sua equipa, o que tiramos é o jogo dos Suns contra os Celtics em que Devin Booker se tornou o 4º jogador na história da NBA a chegar aos 70 pontos!

Estes foram os momentos, equipas, jogadores ou treinadores que se destacaram ao longo da época de 2016-2017. Uma coisa é certa. Esta época encheu as medidas a todos os adeptos de basquetebol. Só é pena ter de terminar. É também um facto de que o ano que vem vai ser tão bom ou melhor que este e a ansiedade para que comece a nova época é enorme. Até lá, vamos ver o que acontece às composições das diferentes equipas.

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João PortugalFevereiro 25, 201713min0

DeMarcus Cousins foi o grande nome a ser movido, mas acabou por haver muito pouca agitação. A razão foi simples, o topo está longínquo para as restantes 28 equipas da NBA. Golden State e Cleveland dominam a liga com tal facilidade que dificilmente havia algum negócio disponível para que outro franchise se aproximasse. Ainda assim, se for mesmo verdade que os Pacers rejeitaram 4 escolhas da primeira ronda do draft por Paul George, dos Boston Celtics, então Danny Ainge nem pode ser o único culpado de eles não se terem mexido. Ainda assim, quando vemos o que levou Serge Ibaka e Cousins a sairem de Orlando e Sacramento, leva-nos a pensar que os Celtics facilmente fariam ofertas melhores. Pelicans, Raptors, Rockets e Thunder foram os grandes vencedores das trocas que aconteceram mesmo.

Nota: sempre que há movimentação de picks do draft, estas não aparecem no título da troca mas são sempre mencionadas no texto abaixo

Troca: DeMarcus Cousins e Omri Casspi (Kings -> Pelicans); Buddy Hield, Langston Galloway e Tyreke Evans (Pelicans -> Kings)

A troca mais “blockbuster” desta semana foi a que levou Boogie Cousins do desastre de Sacramento para New Orleans. Para além da movimentação de jogadores, os Kings terão direito à pick do draft deste ano por parte dos Pelicans, que deverá ser entre a 15ª e a 18ª posição, e a pick da 2ª ronda dos 76ers, também deste ano. Em vez de criticarmos o front office de Sacramento por ter feito esta troca, a crítica deveria recair em Sacramento por não terem sido competentes em construir em torno de Cousins nos últimos 6 anos e meio. Em 2010, os Kings conseguiram Cousins e Hassan Whiteside! No mesmo draft! Os franchises dos K’s são de longe os mais doentes da NBA, mas a incapacidade de desde 2010 até hoje, dos Kings terem conseguido draftar ou contatar peças para moldar o plantel em torno de um dos Bigs mais dominadores de toda a liga, que está no seu prime, é de bater com a testa na parede repetidamente e com muita força.

Para além destes falhanços, existia a pressão financeira. DeMarcus Cousins ficaria elegível para a extensão contratual no dia 1 de Julho, que provavelmente obrigaria Sacramento a oferecer-lhe 5 anos por mais de 200 milhões de dólares, a partir do verão de 2018, se quisessem ficar com ele. E a decisão de ficar com ele, nestas condições, ele no seu prime, o resto do plantel tremendamente disfuncional e nada preparado para o acompanhar aos playoffs, a somar aos casos de indisciplina onde Cousins era o principal culpado, e um front office mal preparado que não conseguiu acertar num draft de 2011 para cá, acaba por ser uma boa decisão. A troca foi bem decidida, mas receberam muito pouco de retorno. Mesmo assim, os relatos dos principais insiders da NBA é que não houve melhores ofertas. Equipas que podiam bater a proposta de Buddy Hield e uma pick do meio da tabela da primeira ronda, não apareceram, não quiseram arriscar com Boogie Cousins. A certa altura também temos que dar a mão à palmatória, apesar de ser um All-star e um fantástico talento, Cousins é o jogador mais indisciplinado da NBA, capaz de arranjar confusão em qualquer momento de qualquer jogo.

Para terminar, e porque ainda não falei dos Pelicans, a possibilidade de juntar Anthony Davis e Cousins não se desperdiça, ainda por cima por um preço tão baixo. É verdade que o plantel em New Orleans está carecido de bons defensores de perímetro e de bons atiradores, que muito provavelmente o melhor que conseguirá esta época é o 8º lugar do Oeste com direito a serem corridos em 4 ou 5 jogos pelos Warriors na primeira ronda da post season. DeMarcus Cousins nunca foi aos playoffs. Já ganhou o Mundial e o Ouro Olímpico com os EUA, já foi 3 vezes All-star, mas conseguir ter esta primeira experiência nos playoffs já seria muito importante para a sua carreira. Vendo bem a escolha da equipa, parece que os Kings facilitaram a troca de Cousins, enviando-no para perto de casa (Boogie é de Mobile, Alabama que fica a duas horas de carro de New Orleans), para ser colega de um bom amigo em Davis, que andou na mesma universidade, embora não tendo coincidindo lá, a famosa UK, dos Kentucky Wildcats de John Calipari.

Troca: Serge Ibaka (Magic -> Raptors); Terrence Ross (Raptors -> Magic)

Para além de Terrence Ross, os Magic também receberam a pick de primeira ronda do draft deste ano dos Raptors. Os planos para esta temporada de Orlando sairam completamente furados. São uma das piores equipas da NBA, acumularam uma série de Bigs de qualidade que jamais conseguiriam jogar juntos e que vinham roubar minutos uns aos outros. Esta troca é o assumir do erro e a tentativa de trazer mais qualidade jovem através de outra pick do draft de 2017, que tem o potencial de ser dos melhores e mais profundos dos últimos anos, e Terrence Ross, que é um extremo que tem imenso talento mas que não atingiu o potencial que tinha. Enquanto que Ibaka será um free agent no verão, Ross vai continuar a ganhar 10,5M$ por mais dois anos.

Ibaka vai em busca da sua segunda Final na carreira [Foto: Retagram]

Troca: PJ Tucker (Suns -> Raptors); Jared Sullinger (Raptors -> Suns)

Para Toronto, e já estou a juntar aqui a troca de Tucker por Sullinger e duas escolhas de segunda ronda do draft nos próximos dois anos, foram duas trocas que melhoraram bastante a defesa e a capacidade dos Raptors lutarem pelo primeiro lugar no Este com os Cavaliers e desafiarem-nos depois nos playoffs. Uma vez mais, Masai Ujiri, o General Manager de Toronto, fez magia ao melhorar significativamente o plantel para tentar tirar o máximo partido do pico de carreira de Kyle Lowry e de DeMar DeRozan. Fundamentalmente é esta a diferença entre Toronto e Boston. Os melhores anos dos Raptors são agora, os dos Celtics ainda estão para vir, com o seu melhor activo, a pick de Brooklyn no draft em Junho, provavel primeira escolha, com excelente probabilidade de se tornar num jogador que trará grande sucesso para o franchise na próxima década.

Troca: Lou Williams (Lakers -> Rockets); Corey Brewer (Rockets -> Lakers) e Marcelo Huertas (Lakers -> Rockets); Tyler Ennis (Rockets -> Lakers)

Foram duas trocas diferentes, mas juntu-as porque a segunda é quase insignificante. Em adição a Corey Brewer, os Lakers receberam a pick da primeira ronda dos Rockets do próximo draft, que era exactamente o que eles queriam quando disponibilizaram Lou Williams no mercado. Para Houston, Sweet Lou é mais uma arma fortíssima para vir do banco e assenta perfeitamente no sistema de run ‘n gun do treinador Mike D’Antoni. Com um plantel tão explosivo e ofensivo, os Rockets serão uma ameaça para qualquer adversário nos playoffs, mesmo para os Spurs ou Warriors.

Os Lakers para além da pick, recebem o contracto de Corey Brewer, que olhando para a sua capacidade actual de ajudar uma equipa, é horrível, só que estes 7,6M para este e para o próximo ano, não pesam nos Lakers. A sua presença como veterano pode ajudar os jovens em desenvolvimento e este milhões que parecem deitados à rua, até são mais uma garantia de que não haverá mais contratações de Dengs e Mozgovs este verão, já que também não terão cap space para tal. Volto a lembrar que os Lakers também só ficam com a sua própria pick de primeira ronda no draft em Junho se esta calhar no top3. A troca acabou por ser também o primeiro statement de Magic Johnson como novo President of Basketball Operations dos Lakers.

Lou Will venceu Cousins num duelo entre estreantes [Foto: The Dream Shake]

Troca: KJ McDaniels (Rockets -> Nets)

Só para concluir o assunto Rockets, deixo este último negócio que, em conjunto com o de Ennis para os Lakers por Huertas, permitiu a Houston poupar 3M$ que pode utilizar ainda esta temporada em jogadores que venham a ser ou já tenham sido dispensados, como Andrew Bogut ou Deron Williams. Os Nets ficam assim com McDaniels, como os Lakers ficam com Ennis, que entram os dois numa espécie de período à experiência para as derradeiras 6 semanas da temporada regular, e se as equipas assim o entenderem, podem vir a dar-lhes contracto para lá desta temporada. Os Nets enviaram para Houston uma pick de segunda ronda do draft altamente protegida, o que significa que não deram nada, mas na NBA é proibido trocar por 0, logo as equipas adicionam protecções inatingíveis a uma pick de segunda ronda e usam como “moeda de troca”.

Troca: Roy Hibbert (Bucks -> Nuggets)

Para não ter que estar a escrever exactamente o mesmo duas vezes, os Bucks o os Nuggets fizeram um negócio semelhante com Roy Hibbert, por troca por uma pick altamente protegida que nunca vai sair de Denver. A razão desta troca foi para ajudar os Nuggets a atingirem o salário mínimo colectivo na NBA, de modo a pouparem alguns milhões de dólares. Esta troca funciona da seguinte forma: Denver estava a 6,3M$ do salary floor de 84,7M$, absorvendo o contracto de Hibbert, fica a apenas 1,3M$, o que significa que vai poupar a diferença entre os 5M$ que o salário anual de Hibbert cobre na folha salarial e o valor que efectivamente já foi pago pelos Charlotte Hornets desde que a temporada começou. Se Denver não contratar mais ninguém até ao fim da época, os 1,3M$ que sobram para o salary floor serão distribuidos pelos jogadores do plantel, de acordo com a % de cap que os seus salários representam.

Troca: Taj Gibson e Doug McDermott (Bulls -> Thunder); Cameron Payne, Joffrey Lauvergne e Anthony Morrow (Thunder -> Bulls)

Esta é uma das trocas mais desiquilibradas que aconteceram esta semana. Parece uma sobrevalorização clara de Chicago perante Cameron Payne, de quem eles acreditam que possa vir a ser um base titular na NBA no futuro. A meu ver, ele é demasiado limitado para atingir essa posição. Gibson e McBuckets são duas adições extremamente úteis para Oklahoma cimentarem a sua posição no top7 do Oeste e, talvez, até tentarem subir mais, já que os Clippers estão vulneráveis com a lesão de Chris Paul. Os Thunder tinham espaço e utilizaram-no para tentarem criar condições para atingirem, pelo menos, a segunda ronda da post season. Gibson vem ser o PF titular e McDermott vai ter muitos minutos quer a 2 ou 3.

Do lado de Chicago, como já disse em cima, é a esperança de que Payne venha a tornar-se no seu base titular, o que duvido muito. É um risco, só poderá ser avaliado dentro de algumas épocas. Lauvergne e Morrow serão free agents no verão, sendo que o francês será restricted, ou seja, os Bulls detêm o poder de decidir se querem renovar com ele ou deixá-lo assinar por outra equipa. Chicago deu ainda uma pick da segunda ronda do draft a Oklahoma.

Gibson não mais precisará de perseguir Russell [Foto: Hoops Habit]

Troca: Bojan Bogdanovic e Chris McCullough (Nets -> Wizards); ndrew Nicholson e Marcus Thornton (Wizards -> Nets)

Esta é mais uma troca em que os Wizards fazem o papel de equipa à procura de rentabilizar ao máximo o prime de John Wall e de Bradley Beal. Bojan Bogdanovic é alguém que vai trazer muitos minutos de qualidade à posição de SF, melhorar o banco e diminuir um pouco a utilização de Beal e Otto Porter Jr. Só faltou aos Wizards conseguirem trocar por algum base que pudesse ajudar e poupar um pouco mais John Wall, ainda assim, boa trade deadline para Washington. Conseguiram ainda ver-se livres dos contractos de Nicholson e Thornton, o que permitirá que aceitem quaisquer que sejam as exigências no verão para a renovação de Porter Jr.

A grande vantagem desta troca para Brooklyn é a escolha da primeira ronda do draft de 2017 que recebem, por absorverem os contractos de Nicholson e Thornton, que é exactamente o que deveriam ter feito. Claro que não será uma pick muito boa, já que os Wizards deverão terminar no top4 do Este, mas para quem não tem quase nenhuns activos para o futuro, é uma grande ajuda.

Troca: Jusuf Nurkic (Nuggets -> Blazers); Mason Plumlee (Blazers -> Nuggets)

Se pensarmos que Portland para além de Nurkic recebeu ainda a pick de primeira ronda deste ano, que pertencia aos Memphis Grizzlies, e enviou Plumlee e a sua pick da segunda ronda de 2018, gosto mais da troca para o lado dos Blazers. Não só tomo preferência pelo poste bósnio em relação ao americano, como ter mais picks da primeira ronda deste draft é excelente. Neste momento os Trail Blazers têm 3, a sua, a dos Cavs e agora a dos Grizzlies. O facto de Denver estar actualmente na oitava posição do Oeste e poder ainda atingir a post season pode ter precipitado a troca de modo a dar mais qualidade à rotação de Bigs liderada por um dos principais candidatos a Most Improved Player of the Year, Nikola Jokic. Ainda assim, este oitavo lugar no Oeste não mudará grande coisa no futuro de Denver, nem está minimamente garantido, já que os Pelicans de Davis e Cousins estão a caminho.

Troca: Ersan Ilyasova (76ers -> Hawks); Tiago Splitter (Hawks -> 76ers)

Terminamos com esta troca que, para além de Splitter ainda trouxe para Philadelphia a pick de segunda ronda do draft de 2017 de Miami e o direito a trocar de picks de segunda ronda, também em 2017, entre Atlanta e Golden State. O que significa isto? Que os 76ers ficarão com a melhor escolha entre Hawks e Warriors na segunda ronda, ou seja, com a dos Hawks, já que Golden State ficará com o melhor record pela terceira temporada consecutiva e terá assim a 60ª escolha do draft.

Em termos basquetebolísticos, esta troca ajuda a rotação de Bigs de Atlanta já que Ilyasova estava a fazer uma boa época em Philadelphia e contribuirá certamente na recta final da regular season e nos playoffs. Splitter não vai ajudar em nada em Philly, mas a saída de Ersan Ilyasova abrirá minutos para os jovens dos 76ers.

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João PortugalOutubro 23, 201611min0

A nova temporada da NBA começa dentro de dois dias! Daqui a duas madrugadas, a cidade de Cleveland, pelo menos a parte que não estiver a ver o jogo 1 da Final da MLB no estádio ao lado, dos Indians, pára para assistir à cerimónia de entrega dos Anéis aos Cavaliers. Apesar do enorme favoritismo dos Campeões de regressarem à Final, emergem equipas como os Celtics ou os Pacers que adicionaram os dois Al’s, Horford e Jefferson, aos seus plantéis. Os Raptors perderam Biyombo para os Magic, mas reforçaram o ponto fraco do plantel, com Jared Sullinger. Os 3 clássicos, Heat, Knicks e Bulls, arriscam-se a ficar todos de fora do acesso aos playoffs.

Conferência Oeste 

O Campeão assiste à luta, do trono

Não é propriamente difícil prever e colocar os Cavs como super favorito a terminar o Este na primeira posição. Mesmo que Lebron James, Kyrie Irving e Kevin Love tenham uma fase regular mais tranquila, com mais descanso, devem conseguir andar perto das 60 vitórias nos 82 jogos, o que é mais do que suficiente para vencer a Conferência. Não nos podemos esquecer que Lebron James alcançou as últimas 6 Finais, isto significa 600 jogos oficiais em 6 anos. Para já, é altamente favorito à 7ª consectiva, e depois? Será que conseguirá 8 ou 9?

Para além de finalmente terem renegociado o contracto de JR Smith para permanecer mais 4 anos (3 garantidos + 1 não garantido) em Cleveland, Mike Dunleavy Jr. e Chris Andersen vêm gastar os últimos cartuchos em busca de glória eterna contra os super poderosos Warriors. Esta é a grande diferença de uma temporada para a outra, os Cavs colocaram-se na situação mais complicada de sair, a perder por 1-3 na Final com 2 jogos fora e apenas um em casa, e fizeram o quase impossível, sair triunfantes da época histórica dos Warriors 73-9. Se, por acaso, alguém conseguir ultrapassar os Warriors que agora contam com Kevin Durant, tem à sua espera lugares cativos no Domínio dos Deuses. Para Lebron James, que já lá está, poderá ver associada a si a expressão “Melhor de Sempre” sem que mais o interroguem com “Então e aquele rapaz que ganhou 6 títulos com os Bulls chamado MJ?”

[A apresentação de Al Horford][Foto: John Wilcox]
A apresentação de Al Horford [Foto: John Wilcox]

Os Candidatos ao resto do top4

Aqui começa a parte engraçada, antever competições tem de trazer algum gozo a quem o faz, algum risco para quem escreve. Só um doido pode prever que Cavs e Warriors não se defrontem pela terceira vez consecutiva na Final da NBA, algo que seria inédito. Não haver liberdade criativa para antever os finalistas da competição, deixa-nos loucos para inventar no resto: “Quem vai perturbar os dois gigantes?”; “Quem vai falhar os playoffs?”; “Quem vai ficar em último?” (até esta parece extremamente óbvia).

A melhor equipa do Este, a seguir a Cleveland, serão os Boston Celtics, que ficarão à frente de Toronto e Indiana, no top4 da Conferência. Mais, acredito plenamente que venham a terminar com a melhor defesa da NBA. A contratação blockbuster do Este foi Al Horford, que trocou os Hawks por Boston, deixando assim um dos melhores franchises dos últimos anos, mas que foi impotente contra Cleveland nos playoffs, para criar em Boston a maior resistência ao poder, desde que Lebron saiu de Miami.

Claro que a pergunta principal é: “Já são bons o suficiente?” Eu penso que sim, que vão com relativa facilidade ganhar 50 ou mais jogos. Juntando a versatilidade defensiva de Horford às fantásticas qualidades nesse campo de nomes como Avery Bradley, Marcus Smart ou Jae Crowder, os Celtics serão o grande quebra-cabeças para os ataques da NBA.

Os Raptors perderam Bismack Biyombo que foi tão importante nos playoffs, porém corrigiram um grande buraco no 5 inicial, ao contratarem Jared Sullinger, ex-Celtics. Arriscaram dar o máximo a DeMar DeRozan que foi extremamente contestado por uma post season desastrosa, como tem sido seu hábito, mantendo o plano de chegar à Final com o núcleo Lowry, DeRozan e Valanciunas. Mantêm esperança de que DeMarre Carroll faça uma época sem lesões e continuam a ter em Cory Joseph um dos melhores bases suplentes da liga. Vão andar à volta dos 50 triunfos também.

Jeff Teague e Paul George [Flipboard]
Jeff Teague e Paul George [Flipboard]

Colocar Indiana no top4 é o maior desafio, porém eu sou um grande believer nas capacidades extraordinárias de Paul George. Frank Vogel já não é o treinador, foi substituido pelo seu ex-assistente Nate McMillan, mas a base da equipa está lá. Trocaram George Hill por Jeff Teague, o que deve melhorar o ataque da equipa consideravelmente. Ian Mahinmi foi para Washington mas entraram Al Jefferson e Thaddeus Young. Myles Turner vai tomar de assalto a titularidade e ser um dos grandes candidatos a Most Improved Player e os Pacers vão ficar perto das 50 vitórias.

As restantes equipas que vão aos Playoffs

Wizards, Hawks, Pistons e Hornets, serão estas a ocupar as posições 5-8 na Conferência Este. Prevejo poucas diferenças em termos de resultados entre elas, que ficarão entre as 40 e 45 vitórias, talvez uma ou outra consiga aproximar-se das 47-48.

Washington tinha conseguido contratar Ian Mahinmi, que entretanto se lesionou e vai perder parte da época, mas isso não me parece ser suficiente para que terminem muito abaixo desta previsão. John Wall e Bradley Beal estão a 100% e são um dos melhores back courts da NBA. Trey Burke vai ser o base suplente, um grande upgrade no banco que permitirá a Wall e Beal novas dinâmicas com aquele que sempre achei o melhor base da classe de rookies de 2013 (apesar de ser um draft fraco).

Os Hawks decidiram apostar em Dennis Schroder para base principal, conseguiram garantir Dwight Howard para suprimir a saída de Al Horford e deram um novo contracto a Paul Millsap. Resta saber se o ano mau de Kyle Korver terá continuidade ou se ainda tem pernas para ser um dos atiradores mais letais da liga e um dos melhores jogadores sem bola.

Detroit tem uma dor de cabeça para resolver com a lesão de Reggie Jackson que pode vir a falhar um quarto da temporada. Ainda bem que resgataram Ish Smith (bom ball handler, mas falha na necessidade principal da equipa na posição, lançamento) na Free Agency para colmatar esta perda temporária. Andre Drummond continuará a ser um monstro temido, com melhorias significativas no seu jogo ofensivo. O banco melhorou significativamente com as entradas de Jon Leuer e Boban Marjanovic. Resta saber se Kentavious Caldwell-Pope, Tobias Harris e Marcus Morris conseguirão aproveitar o espaço que Drummond e os bases vão criar no perímetro com lançamentos consistentes.

Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]
Cody Zeller e Reggie Jackson vão lutar por um lugar nos playoffs [WTOP.com]

Charlotte ficou sem Big Al Jefferson, mas decidiu dar uma oportunidade a Roy Hibbert e tem em Cody Zeller a aposta principal para o futuro, no jogo interior. Outro upgrade interessante foi a contratação de Marco Belinelli que capacidade de lançamento exterior para juntar a Marvin Williams e Nicholas Batum, os dois melhores extremos nesse campo da equipa. Naturalmente, a qualidade principal dos Hornets será na defesa, contudo as equipas lançaram, em média, 1974 triplos e marcaram 698 ao longo da temporada, um aumento de 137 e 46, em termos absolutos, respectivamente, em relação a 2014-15. Esta época prevê-se que os números aumentem ainda mais. É imperativo que todas as equipas que procuram os playoffs tenham armas que acompanhem as tendências da NBA.

Quem vai ficar à porta dos Playoffs

Continuando o parágrafo anterior, essa foi uma das razões que me levou a deixar de fora equipas como os Bulls, Magic, Knicks, Heat ou Bucks. Outras, igualmente importantes, foram as dúvidas em relação aos objectivos para este ano (se querem ganhar ou perder), se vão conseguir tirar jogos suficientes dos seus melhores jogadores, sem lesões ou que precisem de descanso, ou se vão conseguir manter a sanidade mental do plantel, equipa técnica e front office (estou a olhar para vocês Knicks).

Em termos quantitativos, acredito que os cinco franchises acima nomeados consigam todos entre 30 a 38 vitórias, sendo que coloco os Chicago Bulls como os mais próximos de surpreenderem e alcançarem os playoffs. Ainda assim, acho horrenda a troca que levou Tony Snell para Milwaukee, por Michael Carter-Williams. MCW é mais um jogador que necessita de muita bola nas mãos (ao menos nos Bulls vai começar no banco), e tem enormes dificuldades em lançar de fora, sendo ainda um finalizador muito atabalhoado perto do cesto.

O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]
O novo trio dos Bulls [ChicagoTribune]

Boa notícia para Derrick Rose, foi ilibado da acusação de violação há uns dias, más notícias para os Knicks, Brandon Jennings já foi, durante esta pré-época, melhor do que Rose em toda a temporada passada. As adições de Joakim Noah e de Courtney Lee foram boas jogadas de mercado. O papel de Carmelo Anthony será fundamental. Esta equipa já não é dele, é de Kristaps Porzingis. Melo tem de jogar como na seleção americana, onde não é o principal protagonista. Ele consegue mais pontos mais facilmente quando não tem a bola a maior parte dos ataques. Há potencial em NY para irem à post season se as coisas correrem muito bem e Noah e Porzingis estiverem aptos para os jogos quase todos.

Heat, Magic e Bucks são incógnitas porque estarão as três muito atentas ao mercado. Sem Wade, e agora com a perda definitiva de Chris Bosh, Miami não ter armas suficientes para o top8 e é bem possível que tentem trocar Goran Dragic durante a temporada e, se as coisas começarem a correr mal, deitem o ano para o lixo e tentem maximizar a qualidade da escolha do draft de 2017, terminando o mais abaixo possível na classificação.

Milwaukee fez um bom negócio ao livrar-se de Michael Carter-Williams, com o grego Giannis Antetokuonmpo a assumir as rédeas da equpa como base principal. Khris Middleton deverá falhar o ano todo e nem Mirza Teletovic nem Tony Snell têm a mesma qualidade para o substituir. Será uma temporada de evolução para os jovens Bucks, sempre atentos ao que o mercado oferece por Greg Monroe.

Os Orlando Magic arriscaram e investiram numa grande modificação do plantel. Trocaram Victor Oladipo por Serge Ibaka e ainda ficaram com o Free Agent Bismack Biyombo. Juntando a Aaron Gordon (que deverá jogar a extremo uma boa parte do tempo) e Nikola Vucevic, são muitos Bigs! O plantel não está finalizado, tendo excessos de um lado e escassez no back court. Orlando será um dos dinamizadores do mercado ao longo da época.

A dupla do costume no fundo da tabela

Duvido que tanto Nets como 76ers consigam passar as 20 vitórias. Aliás, com a lesão do nº 1 do draft de Junho, Ben Simmons, e a quantidade industrial de Big Men que há no plantel, devem ficar mais perto das 15. Sergio Rodriguez vai ser o melhor base do plantel desde que começou o #TrustTheProcess, numa equipa cujo jogador mais bem pago será Jerryd Bayless! Ao menos Joel Embiid vai ser o Rookie of the Year, com dois anos de atraso. Se acha que Jahlil Okafor vai ser trocado, marque 1, se acha que será Nerlens Noel, marque 2, se acredita que serão os dois trocados, marque 3.

Os Nets deverão ser um bocadinho melhores. O principal objectivo da temporada deverá ser encontrar um bom parceiro para trocar Brook Lopez. Depois de negociarem Thaddeus Young para Indiana pela vigésima escolha do draft, Caris LeVert, o novo GM de Brooklyn procurará algo ainda melhor, talvez trocar por algum jovem com valor já na NBA, sendo que o importante é preparar a época de 2020, quando os Nets puderem finalmente recomeçar a ser relevantes.

That's Danny Ainge's screensaver - Jason Concepcion [TheRinger]
That’s Danny Ainge’s screensaver – Jason Concepcion [TheRinger]

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