Arquivo de Adérito Esteves - Fair Play

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Francisco IsaacJunho 9, 20177min0

Victor Ramalho, um dos editores do Portal do Rugby, fala sobre o que se passou nos últimos dois meses no Brasil e do pré-jogo entre Tupis e Lobos na sua coluna “Rugby no Brasil”. O 10 de Junho com significado especial

O rugby brasileiro vive uma sequência de eventos importantes e novos desafios. O mês de maio reservava ao rugby brasileiro grandes expectativas, por conta do Campeonato Sul-Americano, competição que valia também como apuração para o Mundial de 2019. Brasil, Uruguai, Chile e Paraguai se encontraram, com uruguaios e chilenos tendo a vantagem de enfrentarem em casa os brasileiros.

Quem acabasse em primeiro lugar o torneio avançaria à fase decisiva do Qualificatório, para duelar com o perdedor da partida entre Estados Unidos e Canadá, valendo a vaga “Américas 2” em 2019. A Argentina, já classificada ao Mundial, não participa mais do Sul-Americano.

O resultado foi que o sonho de ir a um Mundial acabou adiado.

O caminho começou tortuoso com derrota para o Chile, em Santiago, por 15-10, em partida apertada e aberta até o fim. Os Tupis depositavam grandes esperanças de que finalmente, pela primeira vez na história, derrotariam Los Cóndores em solo chileno, o que não ocorreu desta vez, com o Chile apresentando evolução desde o Americas Rugby Championship e contando com dois atletas do Bayonne, Huete e Ayarza, que tornaram o pack andino mais forte e capaz de neutralizar as jogadas de maior criatividade dos brasileiros.

Depois, em Montevidéu, Los Teros uruguaios se provaram ainda um degrau acima dos Tupis, vencendo por 41-27. O Brasil teve seus momentos e chegou a flertar com uma virada, mas não se consumou.

O último jogo da competição, no dia 26 de maio, opôs Brasil e Paraguai, com o Estádio do Pacaembu (o tradicional estádio municipal de futebol que desde a Copa do Mundo de 2014 não tem mais um clube de futebol mandante e que vem abraçando o rugby desde 2015), em São Paulo, recebendo pouco mais de 3 mil adeptos, em uma noite de sexta-feira.

Desde a estreia do Brasil no estádio, em 2015 contra a Alemanha, os Tupis não são derrotados nesse novo palco e a escrita se manteve. Já consideravelmente atrás de seus rivais sul-americanos, o Paraguai lutou bravamente no primeiro tempo, mantendo a disputa parelho, mas não aguentou fisicamente após o intervalo. O Brasil se impôs e conseguiu sua maior vitória na história sobre os Yakarés paraguaios, 57-06.

A partida foi emocionante pela despedida de Daniel “Nativo” Danielewicz, hooker da equipa, que se aposentou da seleção após mais de 60 internacionalizações.

O final de semana seguinte no Brasil foi de folga para os Tupis, mas de retorno no rugby de clubes, com decisões.

No Brasil, de março a junho os clubes disputam os campeonatos estaduais, enquanto de julho a outubro é disputado o Campeonato Brasileiro, com o mês de férias sendo dezembro. Os dois campeonatos estaduais mais fortes são o Paulista (São Paulo) e o Gaúcho (Rio Grande do Sul) e ambos viveram no dia 3 suas semifinais.

No Rio Grande do Sul, todos se perguntam quem será capaz de vencer o Farrapos, de Bento Gonçalves, que não perde uma partida na competição desde 2009 e aplicou agora 114-03 sobre o SC Rugby, de Caxias do Sul, na primeira semifinal. Do outro lado, Porto Alegre teve seu dérbi, com o San Diego derrotando o Charrua por 21-14. A final ocorrerá no dia 17 entre Farrapos e San Diego, as duas agremiações de camisolas verdes.

Já São Paulo vive o campeonato mais equilibrado dos últimos tempos. Na fase de apuração, a diferença entre o primeiro colocado, a Poli, e o quinto, o Band Saracens, foi de somente 7 pontos. Poli e Jacareí foram as sensações. No ano passado, a Poli (clube nascido da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) havia acabado o Campeonato Paulista em 7º lugar, mas cresceu no segundo semestre e se sagrou vice campeã da Taça Tupi, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, sendo derrotada na final justamente pelo Jacareí, clube da cidade homônima, a 100 km da cidade de São Paulo.

Ambos conquistaram promoção à primeira divisão nacional e a Poli investiu em sua preparação para o Paulista de 2017. Com os clubes favoritos – São José, SPAC, Pasteur – sofrendo no início de temporada com remodelações e perdendo atletas para os Tupis – a Poli cresceu e fez uma brilhante campanha, vencendo 6 jogos e perdendo somente 1, justamente para o Jacareí, um dos clubes com mais forte categoria juvenil no país.

Recheado de bons valores, o Jacareí acabou em segundo lugar, com apenas uma derrota também, para o SPAC, e um empate, diante do vizinho e rival São José.

Nas semifinais, o São José – que foi campeão paulista em 10 dos últimos 12 anos – caiu contra a sensação Poli por 21-13, ao passo que o Jacareí vingou sua derrota diante do SPAC vencendo desta vez por 37-06. Nesse sábado, dia 10, logo após Brasil contra Portugal, Poli e Jacareí jogarão pelo título de São Paulo, às 15h30 (horário local, 19h30, horário de Lisboa).

De volta a Tupis contra Lobos, o Brasil irá a campo contra Portugal nesse sábado esperando bom público e com força máxima.

O elenco que o técnico do Brasil, o argentino Rodolfo Ambrosio, convocou é basicamente o mesmo que disputou o Sul-Americano e para os Tupis é o Ranking do World Rugby que está em jogo, pois uma vitória sobre os Lobos poderá render ao Brasil subida até o 28º lugar no Ranking. Destaques para o veterano asa João Luiz “Ige” da Ros, o mais experiente do elenco, o hooker Yan Rosetti, radicado o rugby argentino e eleito o melhor do país em 2016, os irmãos Sancery, nascidos no Brasil, mas criados na França e ex jogadores do Albi, e para os irmãos Duque, Lucas “Tanque” e Moisés, que está prestes a se tornar o maior pontuador da história da seleção brasileira.

Brasil e Portugal terá transmissão ao vivo (aberta a Portugal) por https://ww2.brasilrugby.com.br/pages/ao-vivo

Poli e Jacareí também será exibido ao vivo, pelo Facebook da Federação Paulista de Rugby (também chamado da FPR): https://www.facebook.com/fprugby/

Test Match – Convocados

Dia 10 de junho – Brasil vs Portugal, em São Paulo – 13h00 (horário local), 17h00 (horário português);

Árbitro: Damian Schneider (Argentina)

Brasil: André Felipe Arruda “Buda” (Desterro), Arthur Bonfim Bergo (SPAC), Caique Silva Segura (São José), Cleber Dias da Silva Júnior “Gelado” (Poli), Daniel Henri Sancery (São José), Diego Lopez (Pasteur), Douglas Thiago Rauth (Curitiba), Endy Willian de Jesus Pinheiro (Curitiba), Felipe Henri Sancery (São José), Frederico Candido Costa (Jacareí), Gabriel Torres Paganini (Bandeirantes), Jacobus De Wet VanNiekerk (Poli), João Luiz da Ros “Ige” (Desterro), Johannes Andries Beukes Cremer (Poli), Jonatas Santos Paulo “Chabal” (Bandeirantes), Joshua Brian Reeves (Jacareí), Laurent Bourda-Couhet (Bandeirantes), Lucas Piero de Moraes “Bruxinho” (Desterro), Lucas Rainho Tranquez “Zé” (SPAC), Lucas Rodrigues Duque “Tanque” (São José), Matheus da Cruz Daniel “Matias” (Jacareí), Matheus Rodrigues Rocha “Blade” (Jacareí), Michel Gomes de Oliveira (São José), Moisés Rodrigues Duque (São José), Nicholas Malcolm Smith (SPAC), Pedro Luiz Menezes Bengalo (Desterro), Robert Tenorio (Pasteur), Stefano Giantorno (São José) e Yan Mota Rosetti (CUBA/ARG).

Portugal: Adérito Esteves (Tarbes, França/3ª divisão), Bruno Medeiros (CDUL), Caetano Castelo Branco (Nottingham Academy, Inglaterra/aspirantes), Duarte Diniz (Direito), Francisco Appleton (CDUL), Francisco Bruno (Direito), Francisco Pinto Magalhães (CDUL), Georgie Mcsullea (CDUL), Gonçalo Foro (CDUL), Gonçalo Uva (Direito), João Corte-Real (CDUP), João Granate (Direito), João Lino (CDUL), Jorge Abecasis (CDUL), José Conde (Cascais), José Luís Cabral (Direito), José Rebelo de Andrade (Agronomia), Manuel Cardoso Pinto (Agronomia), Manuel Queirós (Académica de Coimbra), Nuno Mascarenhas (Cascais), Nuno Penha e Costa (CDUL), Sebastião Villax (CDUL) e Tomás Appleton (CDUL);

Enquanto não há XV dos Tupis, há o de Portugal (Foot: FPR)
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Francisco IsaacMaio 18, 201713min0

E agora que tal falarmos com os campeões de 2016, a Academia Pedro Leal? Equipa formada por alguns internacionais por Portugal, a Academia tem as “ganas” de voltar a reinar na Figueira, com algumas surpresas à mistura.

Mencionámos as “rainhas” do Figueira Beach Rugby no volume II, com um toque de harmonia e classe que só as Putain de Nanas sabem fazer se sentir. Desta vez passamos a um som mais “pesado” com a chegada dos campeões da época passada, a Academia Pedro Leal.

Em 2016 surgiram pela primeira vez nas “areias” da Figueira, com um elenco composto por vários internacionais que iam desde os “grandes” Adérito Esteves e Pedro Leal, até aos “novos” José Vareta ou Pedro Silvério, liderados pelo ex-internacional Miguel Leal.

A ideia inicial da Academia Pedro Leal era constituir uma equipa com vários dos melhores atletas do rugby Nacional, a fim de “quebrar” algumas barreiras em certos momentos da época. Não o sendo possível, seguiram com uma formação com raízes profundas no GD Direito.

Um dos pontos que lhes deu a vitória no Figueira Beach Rugby de 2016, foi a forma como o ataque se apoiava rapidamente, surgindo mais que um jogador lançado, pronto para atacar a linha de vantagem e seguir para a área de validação.

O Beach Rugby vive deste pormenor, da forma incansável de como o ataque se dispõe em não só lutar (rapidamente) no contacto, mas de encontrar soluções que permitam às equipas ganhar vantagem no ataque e marcarem pontos.

Este ponto não é nada fácil, uma vez que os jogadores têm de estar em boa forma física para aguentarem o ritmo intenso, disponibilizarem-se para sair a jogar e encontrarem soluções em caso que sejam apanhados no contacto.

Há ainda um pormenor importante: os skills. Uma equipa que seja boa na arte de passar a bola, de soltá-la com rapidez e dar um toque mágico, pode fazer a diferença frente a adversários mais “arcaicos” e que não consigam controlar esse aspecto.

A Academia Pedro Leal destacou-se nesse ponto, com uma velocidade “agressiva”, uma vontade de criar jogo e uma belo ritmo de explorar a linha de vantagem. Fiquem a conhecer um pouco mais sobre o projecto, quem jogará na equipa este ano e o que Miguel Leal ainda deixa como mensagem para 2017.

Miguel Leal e Pedro Silvério (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpMiguel… é para somar mais um título na Figueira da Foz nos dias 1 e 2 de Julho? A Academia Pedro Leal vai trazer alguma surpresa?

ML. Como sempre e quando entramos em competição,  temos em mente vencer, mas este ano sabemos que será mais difícil pois já não teremos o fator surpresa! as equipas já nos conhecem e vão estar mais bem preparadas. Em relação à nossa equipa daremos prioridade ao grupo que venceu o ano passado e só em caso de alguma indisponibilidade é  que iremos “reforçar” o grupo.

fp. Consegues explicar o porquê do Figueira Beach Rugby poder ser considerado o melhor torneio de rugby de praia da Europa, senão do Mundo?

ML. Portugal sempre nos habitou a realizar grandes eventos, e a Figueira da Foz não foge a regra. Tivemos a possibilidade de participar em outros Torneios de Beach Rugby fora de Portugal e não houve nenhum ao nível da Figueira. É um conjunto de fatores que o tornam especial a começar pela excelente organização da equipa do Rui Loureiro,  o nível das equipas e sem esquecer a 3ª parte.

fp. O que é importante saber fazer para jogar bem na areia? Há alguma estratégia que possas “revelar” aos novatos e que  ajude aos novatos nesta vertente?

ML. Importante é começar desde cedo a treinar nas Academias Pedro Leal que decorrem na Páscoa e no Verão!! J (Risos) Fora de brincadeira, o importante é participar pois é uma excelente maneira de preparar a próxima época.  Estratégias passa sempre pelo adversário que defrontamos….

fp. Explica-nos o que é a Academia Pedro Leal, quais os seus objectivos e se vão participar com uma equipa de formação, em caso que haja para esse escalão (podes dar datas dos campos de treino etc).

ML. As Academias Pedro Leal servem essencialmente para durante as pausas da Páscoa e Verão os nossos atletas terem oportunidade de treinar vertentes técnicas com atletas Internacionais que muitas vezes durante a época e em equipa não têm oportunidade de o fazer.

As tradicionais Academias realizam-se no Grupo Desportivo de Direito e é aberto a atletas de todos os clubes J Felizmente e tradicionalmente contamos com a presença de atletas de diversos clubes!

As datas para o Verão são: 26 a 30 de Junho e de 3 a 7 de Julho das 09h às 17h.

Depois do ano passado termos apostado numa equipa de rugby de praia (Sub 14) que venceu o Torneio de Beach Rugby da Ericeira  ,este ano, é quase certo, que teremos uma academia dedicada apenas a esta variante – Pedro Leal Beach Camp. 

Será uma novidade, que a acontecer será em parceria com a organização do Torneio da Figueira da Foz na semana de 26 a 30 de Junho + 2 dias de Torneio, onde alem de rugby teremos outras atividades como o surf , Volley de Praia etc ,

Mais novidades brevemente… 

fp. O teu irmão Pedro e o Adérito Esteves vão acompanhar-te este ano à Figueira, como o ano passado? Achas que este é um torneio com importância para o calendário desportivo do rugby nacional e internacional?

ML. Esta confirmada a presença do Pedro e contamos com a presença de todos os que o ano passado fizeram parte da equipa que venceu o Torneio. Teremos de esperar até mais perto da data do Torneio para podermos confirmar a nossa equipa.

Penso que este Torneio é essencial na promoção da modalidade e no que de melhor se faz em Portugal com condições excepcionais que o nosso pais tem para oferecer – Bom tempo ; Boas Praias e excelente organização na área de eventos

fp. Miguel… queres deixar uma mensagem para quem não viu beach rugby, para quem vai experimentar pela primeira e para quem vai tentar lutar pelo título contra a vossa equipa?

ML. Para quem não viu nem nunca jogou e é adepto da modalidade, é uma excelente oportunidade para começar, pois alem de divertido é super competitivo e um grande espectáculo!!

Para as equipas que lutarão com a nossa pelo titulo a mensagem é: Boa sorte e que ganhe a melhor!!

DICA DA SEMANA: Substituições são um pormenor espectacular do Beach Rugby que bem usado vão funcionar em vossa vantagem. Em caso que consigam marcar ensaio, peçam logo aos vossos colegas para entrarem (têm de entrar e sair pela zona dos postes, indiferente que seja pela frente ou atrás), a fim de terem 5 jogadores frescos prontos para aguentar a investida do adversário. Este tipo de acção tem de ser combinada pré-jogo e bem conjugada no calor do contacto… não é fácil, mas a equipa que melhor trabalhar as substituições, mais rapidamente vai tirar proveito em termos de pontos e controlo de jogo.

Super Adérito (Foto: João Peleteiro Fotografia)

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

In the Volume II we had the “queens” of the Figueira Beach Rugby 2016, with a spectacular show of harmony and class that only the Putain de Nans can deliver. But let’s stir things up with the 2016 men’s champions, Academia Pedro Leal.

2016 was the first time that team went to Figueira as Academia Pedro Leal, playing with Portuguese internationals like Pedro Leal, Adérito Esteves, José Vareta, Pedro Silveira and much more. The coach and boss of the squad was the former Lobos player, Miguel Leal.

The first idea was getting the best Portuguese players to play for the Academia Pedro Leal, so it could boost to a different type of rugby culture. Unfortunately, it didn’t happen but Miguel Leal sticked with the idea and gathered the best players from GD Direito (the former Portuguese XV champions)  .

How did they manage to win last year Figueira’s men’s crown? Quick and power support, giving options to the ball carrier. Their plan went well and the quick and supportive play bolstered the squad to the prize  money.

If you want to play beach rugby you cannot fail on this point, your team has to be at their best, mentally (to find ways to break the opposition defense) and physically (to sustain the harshness of the sand and the aggressiveness of the close-tackle game) to win games.

Following that, to be a good supporting team you must work on your skills. A simple touch of “magic”, a back pass, an amazing offload can generate line brakes and tries, making live very hard to teams who can’t do it and have a “heavier” type of style.

The Academia Pedro Leal were one of the best teams in supporting the ball carrier and slicing the defense with amazing skills. Their quick pace and top physique form were other “weapons” on their repertoire. Fair Play met with the boss Miguel Leal and asked about their project, goals and what will happen in Figueira Beach Rugby 2017.

Miguel Leal e Pedro Silvério (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

fpMiguel… you going for the title in 2017? Will you bring any surprises?

ML. As always when we get to a competition is to win it and 2017 won’t be any different. The team will be the same and we will only make a replacement if it’s a special case.

fpCan you explain why Figueira’s Beach Rugby is the best?

ML. Portugal have always brought the very best when it comes to this type of tournaments and Figueira really is the best there is. We made some tours around Europe (as GD Direito) but nothing was like Figueira. They have it all: the best organization team, lead by Rui Loureiro, the teams that come here are really tough and special and the 3rd part is… well you have to come to see it with your own eyes!

fpFor the newcomers can you give any advice, any type of strategy that can help them “beat” the sands?

ML. Come and train in our beach rugby camps so you can learn it (laughs). Truthfully, the most important is to come and play… only then you will understand how you can get better and what to do on the sandbox. 

fp. Tell us a bit of what is Academia Pedro Leal, your goals and if you are going to have more than just a senior team in Figueira.

ML. We have our special rugby camps in Easter and Summer time. There you can learn new stuff, how to handle skills better, how to apply the different types of tackles… you can learn it directly from Portuguese International players, like Nuno Guedes or Pedro Silvério.

If you have any interest in training with us, we have our headquarters at Monstanto, in Grupo Desportivo of Direito. Our academy is opened to every player from any team… for me it was very important to see kids from Belenenses, CDUL or Agronomia come to us and train there in the Summer.

So save the date: 26-30 of  June and 3-7 of July from 9am to 5pm.

We will have a new type of academy during the summer: Pedro Leal Beach camp. It’s something new for us, but we are working with Figueira Beach Rugby so you can train between the 26th and 30th of June plus the two days of the tournament. Rugby, beach volleyball, surf  and leisure time… it’s going to be big!

fpAdérito Esteves and Pedro Leal will come to Figueira? Do you think this tournament is important for our rugby year schedule?

ML. Yes, my brother and Adérito will come, no doubt about it. But there’s still time until Figueira, and we can’t promise that any of last years players will get injured until then.

Figueira Beach Rugby have to be one of the best products that Portugal has to offer: beach, rugby, sea, sunny whether and a good time. It’s spectacular what Rui and his team have done in the last eight years.

fpMiguel… a special message to people who never saw a beach rugby game, for the one’s who will try for the first time and the teams who will try to take your title.

ML. For those who never saw it or are coming to Figueira for the first time, it’s a great opportunity to be part of something special, a superb show with a tight competition.

For the ones who will try to take our crown away… good luck and may the best win!

TIP OF THE WEEK: In Beach Rugby you can make any subs you want, there’s no limit to it. You only have to enter or exit by any of the two try areas. The teams who can coordinate a good replacement system will have a much more relaxed time, as you can bring fresh players after scoring a try. You have to be super quick getting in or out, taking too much time will only damage your team. And if you concede a try, you can bring the fresh players in quicker and restart the game when the opposition is still commemorating.

Super Adérito (Foto: João Peleteiro Fotografia)

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