Sinner, o conquistador do sol nascente
Não será exatamente uma supresa, mas Jannik Sinner conquistou este domingo, pela segunda vez o Miami Open. O italiano reafirma assim o seu domínio no piso rápido, depois de ganhar também em Indian Wells. Quer isto dizer que Sinner se tornou apenas o oitavo tenista a ganhar o chamado Sunshine Double, marca concedida a quem ganha os dois torneios na mesma temporada. A úlitma vez que aconteceu foi em 2016, com Novak Djokoivc. Curiosamente, no dia anterior, Aryna Sabalenka alcançou o mesmo feito.
Outro feito impressionante é o fato de alcançar 34 sets sem derrotas, em Masters 1000. O recordista anterior era também Djokovic, com 24 sets ganhos consecutivamente.
No torneio de Miami, Sinner venceu Jiri Leheca por duplo 6-4. Um triunfo talvez mais difícil do que o esperado e que foi impactado pela chuva. O checo chegou à final sem ver quebrado qualquer serviço. Ciente disso, Sinner soube quebrar o saque do rival e contruír a sua vantagem a partir disso.
Para chegar à final, o italiano levou a melhor sobre Corentin Moutet (6-1, 6-4), Alex Michelse, (7-5, 7-6), Frances Tiafoe (6-2, 6-2) e Zverev (6-3, 7-6).
O título de Miami aproxima Sinner de Alcaraz na liderança do circuito. O espanhol acabou eliminado na terceira ronda, pelo norte-americano Sebastian Corda (6-3, 6-7 e 6-4). Alcaraz soma agora 13590 pontos contra 12400 do italiano. É por isso sob grande pressão que Alcaraz chegará ao torneio de Monte Carlo, onde defende 1000 pontos, referentes ao título de 2025. Sinner chegará ao topo do ranking sob algumas condições: caso chegue à semi-final e Carlitos seja derrotado até aos oitavos de final, caso chegue à final e o espanhol caia antes das semi-finais, ou, em caso de título, mesmo com Alcaraz na final.
A derrota contra Korda em Miami foi apenas a segunda esta temporada de Alcaraz. O espanhol somava uma sequência de 16 triunfos desde o início do ano, interrompida nas semi-finais de Indian Wells. Korda torna-se, assim, o jogador de ranking mais baixo a levar a melhor sobre Alcaraz, desde David Goffin.
O crescimento de Lehecka
A verdade é que a final de Jiri Lehecka foi a primeira em 2026. O checo, de 24 anos, está em crescendo no circuito. Soma dois títulos, um em Adelaide, em 2024, e outro em Brisbane, em 2025, ano em que chegou igualmente a finais em Queens e Bruxelas. Para chegar à final de Miami, deixou para trás Moise Kouame (6-2, 7-5), Ethan Quinn (6-3, 7-6), Taylor Fritz (6-4, 6-7, 6-2), Martin Landaluce (7-6, 7-5) e Arthur Fils (6-2, 6-2).
Acontece também que o checo chegou na final sem perder qualquer set dos últimos 32 disputados em torneios Master 1000. A sua primeira final do Masters de maior cotação garantiu entrada no top-15. Lechecka é um jogador destro, mas que joga com um backhand de duas mãos. A sua origem é de um lar humilde, mas desportivo. O pai era nadador profissional e a mãe praticava atletismo. Mais tarde, ambos viraram professores. Em criança para além de ténis, praticava futebol, natação, corrida, cross-country e esqui alpino. Só aos 15 anos começou a levar o ténis mais a sério e a profissionalização chegou em 2020.



