Seis Nações 2019: O rolo compressor inglês trucida Les Bleus

Helena AmorimFevereiro 11, 20195min0

Seis Nações 2019: O rolo compressor inglês trucida Les Bleus

Helena AmorimFevereiro 11, 20195min0
Foi esmagadora a exibição inglesa ante a França com Jonny May a terminar com 3 ensaios! Até aonde pode ir a Inglaterra nestas Seis Nações?

BRINDE(S) DE ESCOCESES AJUDA A UMA LESIONADA IRLANDA

Depois de uma derrota surpreendente face à Inglaterra, a selecção Irlandesa recupera a face com uma vitória frente aos Escoceses, em Murrayfield, por 13-22. Inglaterra cilindra a França e Gales mantém-se firme com mais uma vitória, desta feita frente à Itália.

No jogo de abertura da 2ª jornada do 6 Nações, surgiu uma Irlanda disposta a mostrar o seu verdadeiro valor, depois do desgaste que foi a derrota frente à Inglaterra, surgindo em Edimburgo com algumas mudanças, nomeadamente Rob Kearney a voltar ao seu lugar de defesa, Chris Farrell no lugar do lesionado Garry Ringrose, Quinn Roux a substituir o também lesionado Devin Toner e ainda Sean O’Brien a substituir Josh Van Der Flier e Jack Conan a substituir o lesionado CJ Stander.

Quanto à selecção escocesa, também a promover algumas alterações como Maitland em vez de Kinghorn, Simon Bergham a substituir o lesionado Nel, Jonny Gray regressado e remetendo Ben Toolis para o banco, Ryan Wilson a passar para “6”devido à lesão de Sam Skinner, com Josh Straus  a tomar conta da posição “8”.

A Escócia começou melhor com boas sequências à mão, com bola lenta nos rucks mas com boa velocidade assim que a bola  entrava nos pontas. Um erro defensivo por falta de comunicação entre Seymour e Maitland dita no entanto, o primeiro ensaio Irlandês por Conor Murray, iniciando-se assim a recuperação irlandesa com total domínio a partir desse momento.

Stuart Hogg de fora logo aos 17 minutos, erros não forçados e com um jogo Irlandês concentrado no centro do campo, gerou-se o cenário perfeito para o ensaio de Stockdale, colocando o marcador em 3-12.

Aos 24 minutos é a vez de Sexton sair lesionado e logo de seguida uma intercepção de Finn Russel e um belo offload para Sam Johnson permitiu que a Escócia ganhasse um pouco de momento e conseguisse levar o resultado em aberto para o intervalo (10-12).

A segunda parte foi particularmente sensaborona com muitos erros não forçados dos Escoceses, fazendo lembrar outros tempos. Jogo enrolado de ambas as equipas, sem chama e muito sofrível.

Aos 55 minutos Joey Carbery que tinha entrado em substituição de Sexton, ataca o intervalo entre 2 placadores que falham rotundamente, libertando Keith Earls, que consuma o terceiro ensaio Irlandês. Mais uma penalidade para cada lado e o resultado final fixa-se em 13-22.

Fica uma sensação de uma Escócia “mole” e de uma Irlanda com uma má exibição mas a conseguir o resultado, que é afinal a grande prova de força e valor nas competições profissionais.

DRAGÕES GANHARAM… PARA O SUSTO EM ITÁLIA

No segundo jogo do dia, Gales garantiu a sua 11ª vitória consecutiva em test matches frente à selecção Italiana, no Estadio Olimpico por 15-26.

Na septuagésima internacionalização, Jonathan Davies foi o capitão galês , num jogo de muitos erros de handling dos “vermelhos” e de muita luta dos “azuis”. Esta luta permitiu que a Itália conseguis 35 pontos em dois jogos, o que não é nada despiciendo.

Os Galeses abriram o jogo, ganhando uma vantagem confortável de 12 pontos saídos da bota de Dan Biggar. Antes do intervalo uma boa jogada de fases à mão termina com o ensaio do asa Braam Steyn que com a conversão permitiu aos Italianos sonharem um pouco ao intervalo (10-12).

Só no último quarto de hora da segunda parte, os Galeses inverteram o cenário, com ensaios dos dois pontas, Josh Adam e Owen Watkin. Edoardo Padovani ainda reduziu ao cair do pano.

Os Italianos foram bastante combativos com Josh Navidi a ser o man of the match  e Gales a ter de provar na próxima jornada frente à Inglaterra o que realmente quer deste 6 Nações.

DOMÍNIO INGLÊS ESPELHADO EM QUASE 40 PONTOS DE DIFERENÇA

No derradeiro jogo da jornada, os Ingleses cilindraram os Franceses com um 44-8, fruto do hat trick de Jonny May, um ensaio de Henry Slade e um ensaio de penalidade concedido pelo sr. Nigel Owens.

Ashton surgiu na primeira equipa em detrimento de Nowell pela selecção inglesa e Bastareaud regressou a segundo centro pela França.

Se a palavra chave do primeiro jogo que Inglaterra realizou foi pressão, a palavra chave deste jogo foi precisão. A estratégia foi a mesma: pressão, pontapés para trás da defesa, combinações letais entre Farrell, Daly e May.

O primeiro ensaio foi mais um momento estonteante, fruto de uma transicção, bola solta, placagem a Guirado, pontapé para trás da defesa e Daly/May a funcionar!

Os três quartos Ingleses circularam sempre a bola com grande velocidade e a pressão sempre elevada permitiu que houvesse aproveitamento do erro contrário e caso não houvesse aproveitamento de um erro, haveria conquista de território. Os box kicks foram constantes e os duelos aéreos foram quase todos ganhos pelos Ingleses.

Penaud foi muito massacrado mas é um jogador com qualidade e com margem de progressão tendo inclusivamente marcado o único ensaio Francês depois de uma arrancada de Huget.

O intervalo chegou e com o resultado em 30-8, a segunda parte apenas traria a confirmação do resultado. A França não teve nunca uma segunda cortina defensiva e a estratégia Inglesa colheu sempre frutos.

As mudanças de Brunel não surtiram nenhum efeito, o que assegura alguma preocupação. Ainda houve tempo para a estreia do formação dos Wasps Dan Robson com May a ser considerado o man of the match.

MVP da Ronda: Jonny May (Inglaterra, 3 ensaios, 2 quebras-de-linha, 2 defesa batido, 50 metros conquistados, 7 placagens efectivas)
Placador da Ronda: Gran Gilchrist (Escócia, 25 placagens)
Ensaio da Ronda: Josh Adams (Itália-País de Gales)
Melhor Marcador da Ronda: Owen Farrell (Inglaterra – 17 pontos)


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter