Ronda 5 do Men’s 6 Nations 2026: E no final deu França

Francisco IsaacMarço 17, 20264min0

Ronda 5 do Men’s 6 Nations 2026: E no final deu França

Francisco IsaacMarço 17, 20264min0
A França conquistou as Seis Nações 2026 e Francisco Isaac analisa o que se passou na 5ª jornada da competição

Graças a um pontapé de penalidade convertido já após o tempo regulamentar de jogo, a França conquistou as Seis Nações 2026, alcançando um merecido bicampeonato após umas Seis Nações que tiveram um pouco de tudo!

IRLANDA COLOCA ESCÓCIA NO ‘SEU’ LUGAR

A Escócia chegava a esta última jornada com a possibilidade de chegar ao título, algo que tem sido raro para a selecção comandada por Gregor Townsend. Contudo, a Irlanda também estava na mesma situação, com ambas a necessitar do mesmo resultado: vitória com ponto de bónus. No final, a Irlanda acabou por ser o conjunto mais forte, impondo um 43-21 que até pareceu injustificado pelo quão largo foi, já que a Escócia esteve no jogo até ao momento em que Tommy O’Brien marcou o 5º ensaio para a formação da casa, passando de um 26-21 para um 33-21 com menos de 12 minutos para o fim do encontro. Nisto tudo não explicámos o que fez a diferença entre as duas formações, mas é facilmente explicável: execução.

A Escócia dispôs de algumas oportunidades para garantir os primeiros pontos do jogo, mas falhou constantemente, acabando por abrir a porta à Irlanda que se mostrou extremamente eficaz em diferentes segmentos do jogo. Com Jamison Gibson-Park e Jack Crowley a combinarem com excelência para empurrarem a equipa no sentido correcto, a Irlanda rapidamente garantiu um certo domínio sobre a Escócia, com estes a terem problemas para meter o seu pack avançado a trabalhar. Com Finn Russell a revelar alguns problemas na gestão da bola, o conjunto do Cravo acabou por não ter argumentos para contrariar a força da Irlanda e concedeu uma derrota que colocou um ponto final nas suas pretensões.

GALES ACABA EM BELEZA

A Itália tentou chegar a uma 3ª vitória numa só edição das Seis Nações 2026, mas, e infelizmente para os Azzurri, do outro lado esteve um País de Gales que quis sempre mais, lutando em todas as áreas do jogo, saindo para o intervalo com uma vantagem de 21 pontos, algo que acabou por ser suficiente para aniquilar com os desejos e desígnios da formação visitante. Com Dewi Lake a liderar uma avançada galesa esfomeada por ditar as regras, a equipa da casa dominou as fases-estáticas colocando a fantástica formação-ordenada italiana completamente desesperada e a à procura de soluções que só encontrou nos últimos 15 minutos de jogo.Louis Rees-Zammit assinou a sua melhor exibição desde que regressou à equipa, e Alexander Mann foi um monstro a defender, coleccionando turnovers e placagens que foram essenciais para colocar um travão à possibilidade de Tommaso Menoncello se escapar por entre a defesa. Foi de longe a melhor exibição de Gales nos últimos três anos e que acabou com uma maleita que durava desde 2023.

FRANÇA MANTÉM A COROA

Com Thomas Ramos a converter um espetacular pontapé de penalidade aos 82 minutos, o Stade France entrou em erupção já que a França garantiu não só uma vitória altamente suada ante a Inglaterra, como conquistou o bicampeonato das Seis Nações. Foi talvez o Le Crunch mais emotivo dos últimos 10 anos, com a Inglaterra a lutar pela vitória até ao fim do jogo, tendo até estado na liderança do resultado até ao último segundo graças a um ensaio tremendo de Ollie Chessum, com o asa a interceptar um passe para ninguém de Matthieu Jalibert. Porém, os Les Bleus acreditaram até ao fim e após uma série de erros ingleses recuperaram a oval e acabaram por forçar uma penalidade que foi bem convertida por Thomas Ramos.

Em relação ao jogo, foi um constante duelo de esgrima, com ambos a marcarem pontos e a deterem a liderança durante alguns momentos, o que ajudou a gerar um drama total no fim de contas. Pontos para a vontade de Steve Borthwick em apostar num jogo mais rápido e de risco o que acabou por apanhar Fabien Galthié de surpresa, tendo a equipa da casa sofrido um bocado para estancar os problemas e a responderem na mesma moeda. Contudo, no fim, a insistência francesa garantiu mais uma conquista que coloca Galthié entre os treinadores mais bem sucedidos nas Seis Nações de sempre.


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