Ronda 4 do Men’s 6 Nations 2026: Escócia domina França
Que jornada insana do Men’s 6 Nations 2026, com a Escócia, França e Irlanda a poderem chegar ao título com um jogo para o fim da competição.
GALES FAZ A IRLANDA SUAR
Um jogo que, até ao 10º minuto, parecia estar a ir numa direção mas que acabou por ser bem mais competitivo do que esperado, com o País de Gales a lutar pela vitória até ao apito final. Sim, a Irlanda acabou por sair do Aviva Stadium com um 27-17, garantindo cinco pontos de vitória que à altura mantinham as suas hipóteses de lutar pelo título intactas – claro, sempre dependente de terceiros – mas o País de Gales bateu o pé de uma forma sensacional, tendo mesmo estado a dois pontos de dar a volta ao resultado com vinte minutos para o final do encontro. Com Alex Mann a somar 32 placagens efectivas (um recorde na competição), os galeses forçaram vários erros de posse de bola irlandesa, com Jamison Gibson-Park e Jack Crowley a sentirem esse impacto durante todo o encontro.
Contudo, e apesar da luta apaixonante galesa, no fim a Irlanda foi capaz de fazer todo o seu sistema funcionar, muito graças ao trabalho incansável de Jack Conan, Caelan Dorris, James Ryan, Jacob Stockdale e Stuart McCloskey. No final, o momento do jogo esteve reservado para aquele ensaio de Rhys Carré com o pilar a meter a 5ª após fazer um sidestep brutal que deixou a defesa irlandesa toda sem rins!
🏴 RHYS CARRÉ !! La course incroyable du pilier gallois ! Son 3e essai dans le Tournoi 2026 😳
➡️ Suivez le match en direct sur France TV 📺#GreatnessM6N #Since1883 #IREvWAL pic.twitter.com/NVnZuqIcWn
— Six Nations (FR) (@SixNations_FR) March 6, 2026
UM FRANÇA ESCÓCIA DE MARAVILHAS E… DESILUSÕES
Se Gregor Townsend sentiu o seu lugar ameaçado depois de um arranque pouco positivo neste Men’s 6 Nations 2026, a verdade é que vai para a última jornada com a hipótese de levar a Escócia ao título pela primeira vez desde que a competição passou a ter seis selecções. Frente à temível França de Fabien Galthié, a turma escocesa simplesmente dominou o encontro, maniatando até o raio de acção de Antoine Dupont e Matthieu Jalibert, com ambos os criativos a terem sentido enorme dificuldades para fazer a oval girar em Murrayfield.
Por outro lado, Sione Tuipulotu assinou uma prestação de estrondoso nível a par de Kyle Steyn, com ambos a terem sido fulcrais para garantir a remontada à passagem do minuto 31 quando Pierre Schoeman marcou o 3º ensaio ensaio da equipa da casa, passando para a dianteira do resultado antes do intervalo (19-14).
A Escócia estava simplesmente a ser perfeita em todos os feitos e medidas, dominando diversas áreas do jogo, em específico o jogo aéreo, formação-ordenada, maul dinâmico e o combate no contacto.
No arranque da segunda-parte tudo continuou na mesma, com a excepção que a França caiu totalmente a nível anímico concedendo sucessivos erros que permitiram à equipa da casa se sentir o confortável suficiente para marcar mais quatro ensaios no espaço de 20 minutos, garantindo um 50-14. Os campeões em título sentindo que uma humilhação estava a ganhar forma, conseguiram desferir alguns golpes e reduzir o défice pontual para 10 pontos antes do apito final, apesar de Angus Gardener e a sua equipa da arbitragem não terem apanhado uma agressão de Oscar Jegou que poderia ter causado problemas maiores à França.
Os franceses vão para o Le Crunch em 1º lugar, mas a Escócia está em igualdade pontual e tudo ainda pode acontecer antes do ponto final destas Men’s 6 Nations 2026.
HISTÓRIA FEITA NO OLÍMPICO DE ROMA
Ao fim de 32 derrotas consecutivas, a Itália finalmente pôs um fim a esta sequência negativa e finalmente, e merecidamente, garantiu uma vitória ante a Inglaterra, saindo do Olímpico de Roma com um 23-18!
Com ambas as equipas trancadas num 0-0 até ao 20º minuto, a Itália converteu os primeiros pontos do jogo a partir de um pontapé de Paolo Garbisi, com a Inglaterra a responder imediatamente via Tommy Freeman. O 3/4s Inglês recebeu um passe fenomenal de Earl para chegar à linha-de-ensaio. A Itália teve muito que trabalhar para chegar ao seu 1º ensaio do jogo, que veio pelas mãos do estrondoso Tommaso Menoncello. Um belo passe em atraso de Alessandro Garbisi desbloqueou a defesa inglesa, com o centro a correr isolado até à área de ensaio.
A Inglaterra ainda assinou mais um ensaio antes do intervalo, com a selecção liderada por Steve Borthwick a chegar ao descanso na liderança por 12-10. No reatamento os ingleses apresentaram-se em melhor forma e foram controlando as operações de jogo conseguindo aumentar a vantagem pontual para uma diferença de oito pontos, virtude de duas penalidades convertidas por Fin Smith. Contudo, o jogo mudou completamente quando Alessandro Fusco entrou em campo, com o formação a dar outra vida aos Azzurri. Aos poucos a Itália foi desfazendo o défice pontual e quando faltavam 8 minutos para o final, Monty Ioane e Tommaso Menoncello fizeram magia para garantir que Leonardo Marin chegasse vitorioso à área de ensaio.
Com o resultado a não mudar até ao fim a Itália conquistou a primeira vitória frente à Inglaterra, podendo alcançar a sua melhor pontuação de sempre se conseguir garantir uma terceira vitória.
Fotografia de Craig Williamson / SNS Group.
🇮🇹 MARINNNNN ! L’Italie n’a jamais été aussi proche d’une première victoire dans le Tournoi contre l’Angleterre 🤯
➡️ Suivez le match en direct sur TF1 📺#GreatnessM6N #Since1883 #ITAENG pic.twitter.com/AOYyYnLGoZ
— Six Nations (FR) (@SixNations_FR) March 7, 2026



