Rugby Feminino: Inglaterra imparável e França a seguir de perto

Helena AmorimMarço 2, 20203min0

Rugby Feminino: Inglaterra imparável e França a seguir de perto

Helena AmorimMarço 2, 20203min0
Jogo adiado devido aos problemas com o corona vírus e duas equipas com zero pontos, são o resumo desta terceira jornada do Womans Six Nations rugby com a Inglaterra cada vez mais líder!

Ainda no rescaldo da segunda jornada, com as jogadoras a aquecerem as mãos e os pescoços com garrafas com água quente e as jogadoras de Gales a tomarem banho de água fria, chega a terceira jornada, desde já com um jogo a não se realizar.

A pesada derrota Escocesa frente à Inglaterra (na segunda jornada) por 0-53 pôs claramente a nu a diferença entre uma equipa profissional e uma amadora; faltam as rotinas tácticas.

Nesta terceira jornada o jogo entre Itália e Escócia foi adiado devido aos casos massivos de infectados pelo corona vírus em solo Italiano. Gales recebeu a selecção francesa, que impressionou com uma vitória por 0-50. Pauline Bourdon foi a “woman of the match”, com uma exibição a roçar a perfeição.

Com bis de Banet e Sansus e num total de oito ensaios, Tremoulière foi a responsável por cinco conversões bem sucedidas. Neste jogo, a técnica individual das jogadoras Francesas foi superior e a capacidade de lutar foi essencial perante uma Gales completamente rendida, embora com alguma posse e território.

No outro jogo realizado, Inglaterra recebeu a Irlanda no Castle Park e obteve uma confortável vitória por 27-0. Com quatro ensaios na primeira parte e um na segunda, as jogadoras do emblema da Rosa mantêm-se assim imbatíveis nesta competição de 2020.

A selecção Irlandesa foi extremamente combativa, principalmente na segunda parte. A jogadora em destaque na Inglaterra foi a segundo centro Zoe Aldcroft. Vicky Fleetwood e Sarah Hunter foram responsáveis cada uma, por 20 placagens! A terceira linha Ciara Griffin destacou-se pela Irlanda. A selecção que defende o título conseguiu o bonito feito de ter apenas concedido 137 pontos nos seus últimos 17 embates no Seis Nações o que dá uma média de 8.1 pontos por jogo.

Na quarta jornada, a sete e oito de março, haverá um Inglaterra-Gales, um Escócia-França e um Irlanda-Itália.

Uma referência um pouco à margem embora nem tanto assim ao torneio mas a questão do tamanho da bola continua a colocar-se  e ate que ponto manter o nr 5 do masculino é uma boa opção ou antes procurar uma nr 4 ou mesmo uma bola desenhada de raiz para o rugby feminino, aliás como acontece em muitas outras modalidades?

Os argumentos passam pelo facto de ser um jogo com uma dinâmica diferente e mesmo as questões físicas são relevantes. O jogo feminino é de menor impacto nomeadamente nas jogadas menos correctas, há um comportamento mais cordial (não dócil!), há uma menor distribuição da bola na vasculatura e mais concentração no break down, há lineouts mais longos com muita bola na parte mais terminal do lineout, há menos velocidade de ponta e o jogo entre pilares tem uma particular relevância. A grande questão é precisamente o que é que as jogadoras com mais capacidade técnica conseguiriam ganhar com um redesenho da bola ou uma redimensão da mesma?


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