As famílias do Rugby Mundial

Rodrigo FigueiredoDezembro 18, 20184min1

As famílias do Rugby Mundial

Rodrigo FigueiredoDezembro 18, 20184min1
Em época natalícia, muitas famílias se reúnem e os campeonatos costumam dar folga aos seus jogadores. Conheça aqui algumas das mais famosas (e não só), famílias do Rugby Mundial.

The samoan powerhouse (Tuilagi)

O nome Tuilagi é sinónimo de força e poder. Enquanto os 5 irmãos mais velhos optaram por jogar por Samoa (Freddie, Henry, Alesana, Anitelea e Sanele), o mais novo, Manu, optou por representar a selecção Inglesa e não fossem as lesões teria certamente participado em mais Test Matches.

Com carreiras repartidas entre França e Inglaterra, os irmãos Tuilagi primaram sempre pela técnica da força. A disciplina sempre foi um dos aspectos mais difíceis de controlar, visto que a frase conhecida no futebol que dizia que “abaixo do pescoço é canela” devia ser lema de família, desde que se retirasse a parte do pescoço. Seguindo o legado de Brian Lima, conhecido como o “the Chiropractor” pela forma como tratava dos ossos dos adversários, os irmãos Tuilagi espalharam placagens muito duras e “algumas” a roçar o limite das leis do jogo.

Voltando a Manu, talvez o mais mediático por jogar de rosa ao peito, este tem feito carreira nos Leicester Tigers da Premiership, que atravessam uma fase menos boa tanto dentro como fora de campo. Os resultados não têm sido famosos e é notória a instabilidade na direcção do clube e equipa técnica (mudaram de treinador logo no início de época).

Um é o melhor, dois são bons, três ficarão para a história

Os irmãos Barrett são um caso único. São o primeiro conjunto de 3 irmãos a jogar juntos num Test Match pelos All Blacks. Nas pisadas dos três Whitelock que não jogaram ao mesmo tempo ou dos Franks, Ben e Owen, que participaram juntos em 33 jogos pela Nova Zelândia, os irmãos Beauden, Jordie e Scott são mesmo um caso único. Não fosse a reforma antecipada por lesão de um quarto Barrett, Kane, tudo levaria a crer que poderiam mesmo ser 4 irmãos a vestir a camisola dos All Blacks.

Por curiosidade, a família mudou-se, temporariamente, para a Irlanda em 1999 por motivos profissionais do Pai Barrett, também ele jogador de Rugby, e todos praticaram desportos “irlandeses” como o futebol gaélico, o que lhes poderá ter proporcionado um contacto com skills diferentes.

Beauden é claramente a estrela da família e não parece recusar o estatuto apesar da sua postura descontraída. Aguardamos para ver que legado deixarão estes três irmãos, se farão parte da equipa vencedora do Mundial do próximo ano e se virão para a Europa à procura de contratos financeiramente mais atractivos.

Algumas menções honrosas…

Andy e Owen Farrell

Não é comum pais e filhos partilharem o balneário de uma equipa de rugby mas até ao final do Mundial de 2015, Andy foi treinador de defesa da selecção inglesa e Owen era o número 10 dessa equipa. Owen continua o seu percurso na eterna camisola de Wilkinson (nem sempre, muitas vezes passa para nº12 com George Ford a nº 10), e foi recentemente promovido a co-capitão, partilhando o cargo com Dylan Hartley.

Já Andy, seu pai, é atualmente treinador de defesa da Irlanda e com a saída de Joe Schmidt no final de 2019, este assumirá o cargo de treinador principal da Irlanda. No ano passado, durante a tour dos Lions à Nova Zelândia, voltaram a partilhar “a mesma camisola”. No vídeo, vemos Owen a defender no  jogo contra os All Blacks e a conseguir um turnover. Será que o pai teve influência?

Mauro, Mirco e Arturo

Arturo Bergamasco jogou 4 vezes por Itália nos anos 70 mas os seus filhos, Mauro e Mirco, tiveram carreiras mais notáveis. Mauro é o segundo de apenas dois jogadores a participar em 5 Campeonatos do Mundo, tendo-se retirado precisamente no final de 2015. Com 195 internacionalizações entre os dois (Mauro é um dos membros dos “Centurions“, clube de jogadores com mais de 100 jogos pelo seu país), jogaram ambos em França e Itália e são dois ícones do rugby (e porque não dos penteados) Italiano(s).

Os irmãos Bergamasco (Mirco à esquerda e Mauro à direita)

Outros nomes a relembrar…

Os irmãos Ben e Tom Youngs (Leicester Tigers e Inglaterra), os irmãos Kearney (Leinster e Irlanda), Gavin Hastings e o seu filho Adam que atua pelos Glasgow Warriors (Escócia), os irmãos du Plessis (Springboks), Warren Gatland e o seu filho Bryn que atua nos Blues, entre tantos outros que poderiam estar incluídos nesta lista..


One comment

  • Nuno Gramaxo

    Fevereiro 20, 2019 at 8:55 pm

    Parabéns pelo trabalho !!!

    Reply

Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter