As famílias do Rugby Mundial (parte 2)

Rodrigo FigueiredoFevereiro 19, 20193min0

As famílias do Rugby Mundial (parte 2)

Rodrigo FigueiredoFevereiro 19, 20193min0
Em pleno início do Super Rugby 2019 e bem a meio das Seis Nações, recuperamos um tema que despertou a atenção dos leitores. As famílias do Rugby Mundial: quem são elas e qual a mais icónica?

Vários são os pares de irmãos e primos que têm estado presentes na mais alta roda do Rugby internacional. Eis os que escolhemos destacar.

Duplessis do país do arco-íris

Os irmãos Duplessis, Jannie e Bismarck, contam entre eles mais de 150 internacionalizações pela África do Sul, tendo jogado a maior parte desses jogos em conjunto na primeira-linha Springbok. São o 23ª par de irmãos a actuar pela selecção de Mandela e jogam também pelo mesmo clube francês, o Montpellier Herault Rugby. Estão já na fase final das suas carreiras mas nem por isso deixam de ser peças fundamentais na equipa de Vern Cotter. A verdade é que o MHR não tem tido prestações satisfatórias, tendo mesmo perdido com o Perpignan, último classificado do Top 14 que contava por derrotas os 15 jogos até então disputados. A dupla que dominou o rugby sul-africano ao serviço da equipa dos Sharks tem agora que provar que (ainda) consegue levar o MHC aos playoffs, depois de no ano passado ter perdido na final contra o Castres.

 

Faletau-Vunipola

Taulupe é filho de Kuli. Kuli é cunhado de Fe’ao. Fe’ao é pai de Billy e Mako. Não fossem os nomes tão complicados e tudo ficava mais claro. São uma grande família do Rugby que atravessa continentes, línguas e muitas das placagens que lhes são feitas. Taulupe (também conhecido por Toby) joga pelo País de Gales depois do seu pai, Kuli, chegar a ser o avançado com mais internacionalizações por Tonga. A verdade é que foram motivos familiares que levaram Toby para o País de Gales, onde este tem sido peça fundamental para Warren Gatland tanto na seleção como nos British and Irish Lions. Já os seus primos Billy e Mako, ambos igualmente Lions, brilham pelo país vizinho, a Inglaterra. Ao serviço da selecção da Rosa e dos Saracens, os primos de Faletau, têm ganho praticamente tudo, ficando apenas a dúvida se no Campeonato do Mundo terão a oportunidade de jogar uns contra os outros, já que as lesões afastaram Taulupe do início das Seis Nações e Mako também se lesionou entretanto. Nada de especial dirão nas reuniões familiares.

O irmão de Williams

Sonny Bill Williams é uma estrela mundial. Aos 33 anos, com vitórias no Campeonato do Mundo, Super Rugby e NRL, Sonny seguiu as pisadas de Brad Thorn, outra lenda que jogou tanto no Rugby League como no Rugby Union. Atualmente nos Blues do Super Rugby, que parecem apresentar melhorias relativamente à época passada, Sonny jogou pelo Toulon nos primódios do investimento de Mourad Boudjelall, foi para os Panasonic Wild Knights no Japão, e regressou à Nova Zelândia em 2017. Já a sua irmã, Niall, não é estrela menos brilhante que Sonny. Niall é presença assídua no entusiasmante Circuito Mundial de Sevens Feminino, tendo conquistado a medalha de prata no Rio 2016, e a de ouro tanto nos jogos da Commonwealth como no Campeonato do Mundo de 2018, este último disputado em São Francisco, Estados Unidos.

 

 


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter