Rookies e Superstars: Os que mais fazem mais saudades nestes tempos desertos de NHL


Rookies e Superstars: Os que mais fazem mais saudades nestes tempos desertos de NHL

NHL... já estamos com saudades da maior liga de hóquei no gelo do Mundo e, em especial, de alguns rookies e superstars que estão a marcar positivamente a temporada!

Introspeção sobre a crise atual

Com a época regular a 12 / 13 jornadas de terminar e depois de estar a ser mais uma época fenomenal a todos os níveis, surge esta interrupção trágica devido a fatores óbvios e claramente mais importantes que um desporto (mesmo sendo um dos mais apelativos e emocionantes do mundo), estou claramente a referir-me à saúde mundial e esta interrupção do campeonato era inevitável infelizmente.

Rookies que fazem falta

Uma época recheada de rookies talentosos que não só impulsionaram as suas equipas para exibições fantásticas como também ajudaram a abrir um “nicho” no que toca à corrida aos playoffs, nicho esse que era inexistente para muitas dessas equipas no início do ano e o melhor exemplo disso foram os Vancouver Canucks que chegaram ainda à pouco tempo a estar à frente da divisão Pacífico em grande parte devido ao super defesa Quinn Hughes que apenas com 20 anos e na primeira temporada na NHL se tornou muito rapidamente o patrão da defesa e também um dos motores da equipa a par de Elias Pettersson, registando 53 pontos em 68 jogos (um dos melhores defesas da liga atualmente) e para mim, o facto deste rookie ter ingressado na equipa este ano foi a grande diferença entre esta época e a época passada.

Cale Makar, sim estou farto de falar nele porque também aos 20 anos, ao contrário de Hughes que assumiu uma defesa desgraçada ou mesmo inexistente, este assumiu a defesa de uma das equipas considerada por muitos no início do ano (incluindo eu), como candidata à Stanley Cup e ainda com a pressão de fazer render outro super defesa que tinha partido para Toronto (Tyson Barrie)…para já, em 57 jogos leva 50 pontos, sendo que à frente dele nos Colorado Avalanche só vai um cyborg do qual já irei falar mais adiante (MacKinnon).

Por fim o meu outro rookie de eleição é o ala Joel Farabee, em vez de Jack Hughes (New Jersey Devils), Kaapo Kakko (NY Rangers) ou mesmo Olofsson (Buffalo Sabres) por várias razões: 1) Conseguiu dar resposta a altura ao infeliz afastamento por cancro de um colega que estava provavelmente a fazer a melhor época da sua carreira (Oskar Lindblom); 2) Conseguiu assumir um papel num dos top 9 ofensivos mais fortes da liga, ou seja, conseguiu apanhar o ritmo das superstars; 3) Foi uma autêntica lufada de ar fresco no plantel dos Flyers após a lesão do nº2 do draft de 2017 (Nolan Patrick), que não estava até ao momento a ter o rendimento desejado pelos adeptos e a comunidade hoquística em Philadelphia é uma das que mais vibram com o desporto em toda a NHL; 4) Os Flyers estão neste momento em 2º da divisão Metropolitana a lutar com um dos candidatos à Stanley Cup (Washington Capitals).

Quinn Hughes, Vancouver Canucks (Foto: Sporting News)

We miss the SUPERSTARS

Se as fantásticas exibições dos rookies já nos fascinam, são as “Superstars” que nos fazem emocionar e vibrar com este desporto fantástico e atualmente o jogador que me faz mais sentir saudade de voltar a ver jogar é sem dúvida o “cyborg” de que falava há bocado, Nathan MacKinnon, saudades da facilidade com que ele em frações de segundo cria ocasiões de golo sempre que tem o puck no seu controlo, sucessivamente e é uma autêntica dor de cabeça para qualquer defesa da NHL que não se resolve nem com 10 aspirinas porque ninguém lhe consegue roubar o puck se ele não quiser e passes certeiros a rasgar e remates perigosíssimos de qualquer lado da zona ofensiva saem como se fossem manteiga e é por isso que os Avalanche são seriamente um candidato fortíssimo à Stanley Cup caso esta crise do Covid 19 o permita.

Melhores momentos e Golos de MacKinnon

Falar de hóquei no gelo também é certamente falar do irreverente Brad Marchand que é tudo o que este desporto tem de espetacular, não só pela sua técnica de drible ser também absolutamente fenomenal como também é capaz de ser o jogador com melhor visão de jogo na NHL, incrível a facilidade como serve os outros craques que o acompanham no trio ofensivo dos Boston Bruins (Bergeron e Pastrnak), que é na minha opinião e também de muitos, o trio mais mortífero da liga, e como foge um pouco aos standards habituais de um típico jogador de NHL (1,78m), ainda torna mais fabuloso ser este “pequenino” a locomotora dos Bruins desde já a alguns anos…com 1,80m ou 2m qualquer jogador que o enfrente o teme sempre a toda a hora e isso é só único e genuinamente fantástico.

Por último, o melhor jogador da atualidade, Connor McDavid, que em conjunto com o recordista de pontos da liga, Leon Draisaitl, conseguiram até agora um confortável 2º lugar na divisão Pacífico e a este ritmo um passe praticamente garantido para os playoffs, sendo que a primeira palavra que me vem à cabeça quando me lembro de McDavid é “míssil”, porque ele quando embala ninguém o apanha, é praticamente humanamente impossível e com uma equipa cuja a defesa e a baliza são realmente uma miséria e no ataque para além destas 2 superstars só haver o Nugent-Hopkins para os conseguir acompanhar minimamente no atque, se virmos um jogo dos Edmonton Oilers pela 1ª vez, sabemos em muito pouco tempo identificar McDavid e Draisaitl e quando virmos aquele jogador que realmente parece um míssil com o puck (e sem puck também), que consegue passar por tudo e por todos, meter o puck onde realmente ele quiser, quer seja à boquinha da baliza num stick de um colega quer seja na própria baliza, vemos McDavid.

Só desejo que esta quarentena acabe o mais depressa possível não só por razões óbvias, mas também por que realmente custa viver sem nos podermos deslumbrar e maravilhar diariamente com os feitos destes super atletas que tanto vos falei aqui. STAY HOME!


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