Portugal de regresso ao Double-Scull Ligeiro nos Campeonatos do Mundo de Remo

Estevão PapeSetembro 16, 20183min0

Portugal de regresso ao Double-Scull Ligeiro nos Campeonatos do Mundo de Remo

Estevão PapeSetembro 16, 20183min0

Terminou hoje de manhã mais um Campeonato do Mundo de Remo, em Plovdiv na Bulgária. Como sempre houve regatas emocionantes e muitas surpresas, mas as condições de vento que se fizeram sentir deixaram algumas tripulações e equipas descontentes, como foi o caso da dupla nacional de Afonso Costa e Pedro Fraga, que competiram em double-scull peso ligeiro (LM2x).

Este ano a equipa foi renovada, com a entrada de Afonso Costa no barco, depois de Pedro Fraga ter remado durante 13 anos (2004-2017) com Nuno Mendes, onde atingiram vários pódios e duas participações olímpicas. A última participação em Campeonatos do Mundo de Portugal neste barco foi em 2015 com um 5º lugar na final C (17º lugar).

Esta equipa, que conjuga a extensa experiência de Pedro Fraga e a juventude de Afonso Costa, tem vindo a dar bons sinais de evolução, com um 10º lugar no Campeonato da Europa este ano e entrada na Programa de Preparação Olímpica do Comité Olímpico Português.

Em 2018, e às portas da classificação olímpica no próximo ano, o objectivo era conseguir chegar às semi-finais (12 primeiros), mas a prova dos quartos-final ficaria marcada por protestos de várias equipas que se sentiram prejudicadas pelas condições de vento lateral que se fizeram sentir. A equipa portuguesa, que se tinha qualificado directamente da eliminatória para os quartos-final, foi uma dessas equipas.

A própria organização admitiu as condições injustas para as várias tripulações das pistas 1 a 3, principalmente, chegando a cancelar as provas seguintes e em também em carta, após os protestos apresentados. Mesmo assim, decidiu não repetir as provas em questão e manter os resultados. Das 12 equipas apuradas para as semi-finais, das 24 a competir nos quartos-final, apenas a Irlanda e Bélgica corriam nas pistas 2 e 3, tendo todas as outras corrido nas pistas 4 a 6, mais favoráveis.

Mesmo assim, a equipa nacional seguiu em frente e encarou com toda a seriedade e confiança a semi-final C/D, conseguindo uma prova muito forte e garantindo o apuramento para a final C, que dava a classificação do 13º ao 18º lugar, entre 26 participações.

Na final C, com equipas com muita história nesta categoria, como a França (país campeão do mundo em 2017) ou Dinamarca (com forte tradição no remo ligeiro), a equipa lusa classificaria-se em 6º lugar (18º lugar na geral), numa prova que teve uma luta centímetro a centímetro com a equipa da Suiça.

Decerto que o detalhe dos quartos-final deixou a incerteza, se em condições iguais, a equipa teria conseguido chegar às semi-finais e entrar no Top12 da prova. Mas o objectivo final será a qualificação olímpica no próximo ano, que se mantiver o modelo dos últimos ciclos olímpicos, implicará uma entrada no Top11 no próximo Campeonato do Mundo.

Tentaremos obter algumas declarações da equipa de Afonso Costa e Pedro Fraga, assim como do treinador José Velhinho que tem treinado e acompanhado a equipa nacional.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter