Que mudanças para a Patinagem de Velocidade depois das eleições?

Francisco FigueiredoFevereiro 6, 20193min0

Que mudanças para a Patinagem de Velocidade depois das eleições?

Francisco FigueiredoFevereiro 6, 20193min0
Luís Sénica é o novo presidente da FPP e agora esperam-se (profundas) mudanças para a modalidade. Quais? E quando têm de entrar? As dúvidas para o futuro da Patinagem de Velocidade

No último artigo falámos sobre as eleições na FPP e na oportunidade para repensar a Patinagem de Velocidade em Portugal. Findou-se a época 2018 sem que grandes auscultações tenham sido efetuadas e as mudanças estruturais no seio da FPP tenham sido significativas, exceção feita ao seu líder. O professor Luís Sénica assumiu a liderança deste grande “barco” que é a FPP e de todas as suas modalidades, com todas as especificidades que cada uma tem.

A época foi planeada e não se vislumbraram, à partida, alterações estruturais nem informações adicionais sobre o desenrolar da mesma. O calendário saiu tarde (em dezembro…), não permitindo também às Associações organizarem-se com mais tempo.

É publicado em janeiro um regulamento para 2019 pequenos toques de cosmética, sem ir ao fundo da questão (porquê manter uma classificação individual que começa aos 13 pontos, minimizando quem fica do 12º posto para baixo, por exemplo?…). No entanto, aceito este atraso por força do ato eleitoral e reorganização da estrutura federativa.

Com as últimas noticias vindas a público começam a aparecer algumas alterações e que, aparentemente, trarão novidades na dinâmica da FPP e em particular da Patinagem de Velocidade. Ainda não é conhecido o plano de intervenção para a modalidade, mas que é urgente repensar o que pretendemos para a Patinagem de Velocidade e como pretendemos atingir esses objetivos, ao invés de navegarmos à vista como temos feito nos últimos anos.

Neste momento precisamos de repensar todo o nosso quadro competitivo (já discuti isso por diversas vezes ao longo dos últimos anos) e criar sinergias importantes e coordenadas entre a Direção Técnica Nacional (DTN) e as Associações, por forma a que todos possam trabalhar de acordo com a mesma linha orientadora.

O processo de formação de treinadores já se intensificou com a realização de diversos cursos, faltando na minha opinião apoio técnico efetivo para os novos técnicos.

Congratulo-me desde já com a nomeação de um Diretor Técnico Nacional para a Patinagem de Velocidade, algo à muito reclamado por todos, desde que este tenha margem de manobra para trabalhar. Parece, para já, que existe uma vontade efetiva de mudar algumas dinâmicas, o que é de salutar.

Muitos foram os contributos dados por técnicos, dirigentes e atletas ao longo dos últimos anos para que a modalidade possa evoluir. Basta ouvir os agentes da modalidade (o que é feito das reuniões técnicas da DTN com os clubes feitas durante os campeonatos?…) para tentar perceber o que está mal e como mudar.

Projetos como a OIST, Seleção Nacional ou as participações no European Challenge são de todo pertinentes quando devidamente enquadradas e com pressupostos claros e do conhecimento de todos. Aí, teremos uma união em torno da modalidade digna de uma boa foto de grupo!


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter