Onde é que anda o flop: Anthony Bennett, a pior 1ª escolha de… sempre?

Rui MesquitaNovembro 5, 20195min0

Onde é que anda o flop: Anthony Bennett, a pior 1ª escolha de… sempre?

Rui MesquitaNovembro 5, 20195min0
Anthony Bennett foi a 1ª escolha do draft em 2013 pelos Cleveland Cavaliers e é um dos maiores flops da NBA. Descobre onde anda agora o canadiano.

O ano é 2013, mais um draft da NBA colocava os Cleveland Cavaliers com a primeira escolha. Os Cavs tinham selecionado Kyrie Irving 2 anos antes, também como 1ª escolha. Era hora de juntar ao promissor base, um talento para atacarem a Conferência Este ou, pelo menos, dar condições para uma super-equipa para o regresso de LeBron James.

De onde veio e como entrou na NBA

As opções eram muitas e algumas delas vemos, agora, como podiam mudar o franchise de Cleveland. Victor Oladipo, CJ McCollum, Giannis Antetokounmpo são os nomes mais sonantes. Mas há outros que podiam dar ajudas preciosas, a quando do regresso do King James. Otto Porter, Alex Len, Nerlens Noel, Kelly Olynyk, Steven Adams, Dennis Schröder, etc. Com tanta oferta, quem é que os Cavs escolheram como 1ª escolha? Anthony Bennett!

O nome pode parecer desconhecido para a maioria e o leitor pode até pensar que foi uma escolha completamente descabida. A questão é que foi mesmo. Bennett estava apontado para ser uma escolha de 1ª ronda, até para ser uma lottery pick, mas nunca a primeira escolha. Os Cavs surpreenderam tudo e todos ao escolher o jovem canadiano, mas, em defesa, do seu GM, fazia algum sentido. Cleveland tinha Irving, tinha Dion Waiters, tinha Tristan Thompson e estava a contar com LeBron James na época seguinte. Faltava aqui um power forward completo.

Bennett apresentava-se como uma excelente escolha para a posição. Forte, bom lançador, rápido, um extremo completo. Então, o que falhou para falarmos dele como flop? Nessa primeira época, Bennett fez 52 jogos pelos Cavs, nunca foi titular, jogou 12,8 minutos por jogo e apontou… 4,2 pontos por jogo. Foi a 1ª escolha do draft que mais demorou a marcar 10 ou mais pontos num jogo (33 jogos). Bennett nunca pegou de estaca nos Cavaliers e, no final da temporada, a equipa de Ohio trocou Bennett para os Minnesota Timberwolves.

Minnesota, regresso a casa e Europa

Bennett seguiu para os Wolves juntamento com a pick do ano seguinte Andrew Wiggins. Os Cavs receberam Kevin Love, ganhando claramente a troca. Bennett fez 57 jogos, 3 como titular. Jogou 15,7 minutos por jogo e teve a melhor época da sua carreira. 5,2 pontos por jogo, 0,8 assistências e 3,8 ressaltos por jogo. Foi a sua melhor época, mas ainda assim muito abaixo do esperado para uma 1ª escolha do draft.

No final dessa temporada, os Wolves terminaram a ligação com o canadiano. Bennett assinou no ano seguinte pela equipa da sua terra natal, os Toronto Raptors. Fez apenas 19 jogos, 4,4 minutos por jogo numa tentativa falhada de lançar finalmente a sua carreira. Ao fim desses 19 jogos foi transferido para a equipa satélite dos Raptors, os Raptors 905. Desta forma, tornou-se o primeiro jogador a ser a 1ª escolha do draft e jogar na D-League. Em Março dessa temporada, Bennett voltou a ser dispensado e passou para os Brooklyn Nets.

Bennett foi para a Europa tentar relançar a carreira (Foto: Basketball Buzz)

Em Brooklyn, Bennett não foi mais feliz do que nas suas paragens anteriores. Fez apenas 23 jogos e apontou 5 pontos por jogo. Um registo cada vez mais sistemático de um jogador com um peso especial nas costas por ser o primeiro nome a ser dito na noite do draft. Depois de mais uma experiência falhada na NBA, era hora de Berrett testar outras paragens.

O destino foi a Europa, assinando contrato com o Fenerbahçe. Apesar do nível de exigência ser menor do que na NBA, longe vai o tempo em que qualquer jovem da NBA dominava na Euroleague. Bennett fez apenas 10 jogos na Euroleague e marcou 1,2 pontos por jogo. Um registo ridículo para um jovem de topo no basquetebol universitário dos EUA. Em maio seguinte foi dispensado pelos turcos e resolveu regressar ao continente norte-americano.

G-League e um azar com os Rockets

Mas afinal onde anda agora Anthony Bennett? Onde pára uma das escolhas número 1 desta década da NBA? Desde que voltou da Europa, o canadiano andou pela G-League, a liga de desenvolvimento da NBA. Northern Arizona Suns, Maine Red Claws e Agua Caliente Clippers foram as equipas por onde Bennett passou até ao final da época passada. Depois desta rotatividade, Bennett conseguiu que outra equipa da NBA apostasse nele.

Foi admitido na pré-época dos Houston Rockets, mas uma lesão no joelho fez com que os Rockets dispensassem o canadiano. Um azar para o jogador de 26 anos que, a partir de agora, terá cada vez menos oportunidades para mostrar o seu talento.

Um azar agora, depois de uma carreira de flop (Foto: Bleacher Report)

Uma aposta de risco dos Cavaliers que desperdiçaram uma 1ª escolha num autêntico flop. É certo que ninguém apostaria no canadiano para 1ª escolha, mas ainda assim era um jogador para top 10. Desiludiu totalmente ao ficar abaixo de praticamente todos os jogadores da primeira ronda do seu draft. A definição de flop na NBA e um belo exemplo de que há que ter cuidado com o hype dos jovens que chegam da NCAA. A passagem para a NBA nem sempre é simples e, por vezes, corre muito mal.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS



newsletter