Jazz vão dando música na NBA: Projeto ou sorte?

João FerreiraFevereiro 13, 20213min0

Jazz vão dando música na NBA: Projeto ou sorte?

João FerreiraFevereiro 13, 20213min0
Será que os Jazz vão conseguir dar seguimento a esta série de vitórias? O que faz deles um candidato ao título da NBA?

Estamos a chegar a uma altura particularmente delicada da NBA- antes dos All-Star, onde se começa a distinguir as equipas que apenas vão preencher um espaço no playoffs mas sem grande ambição, aquelas que vão começar a fazer tanking, e aquelas que poderão vir a dar luta nos lugares cimeiros.

Existem várias equipas que poderão fazer jus a esta ultima condição. Então se olharmos para Conferência Este, o leque de equipas que poderá vir a dar luta é bastante abrangente com Nets, 76ers, Bucks, Celtics ou os Heat. Mas na Conferência Oeste a conversa é ligeiramente diferente.

Tudo porque apareceu uma equipa este ano que tem desafiado todas as probabilidades que lhe eram atribuídas e tem feito uma carreira quase excecional, com 21 vitórias e apenas 5 derrotas nos primeiros 26 jogos. Falamos, claro, do atual primeiro lugar da Conferência Oeste: Utah Jazz.

Para quem não tem seguido este ano a NBA, pode parecer estranho ver a equipa de Salt Lake City nestes lugares. Ainda mais estranho quando olhamos para o roster e percebemos que apesar de terem Donovan Mitchell e Rudy Gobert, a equipa não conta com super super estrelas- jogadores que mudem por completo o jogo e que imponham respeito que o King ou Giannis.

Não há mesmo super-estrelas? (Foto:kslsports)

Mas olhemos para a estatística. A equipa dos Jazz é a 3ª melhor equipa no que diz respeito aos lançamentos de 3 pontos, com uma percentagem de 39,8%, sendo que são também a 3ª equipa com mais lançamentos de 3 pontos tentados com 42.4 por jogo. 

Este acerto incrível faz deles a melhor equipa em triplos concretizados de 16.9 triplos por jogo.

Por outro lado, os Jazz tem vindo a construir uma equipa bastante competente ao longo dos últimos anos. Com o draft de 2017 chegou Donovan Mitchell que voltou a dar ânimo a uma equipa que via em Gordon Hayward a sua maior estrela.

Rudy Gobert, o monstro das tabelas, ofensivas e defensivas, que impõem respeito dentro da área pintada e que procura sempre jogar em bloqueios para cortar para o cesto numa simbiose quase magnifica com o experientíssimo Mike Conley, que tem uma visão de jogo e um raio de ação incomum nos jogadores da NBA, apesar da sua idade.

Joe Ingles, o australiano que foi para os Estados Unidos disparar triplos contra equipas que pensam que será fácil defender aquele falso roliço mas que tem uma rapidez de lançamento absurda.

Bojan Bogdanovic, o croata que, tal como Joe Ingles, é um falso lento, tem na defesa a sua maior arma, conseguindo parar grande parte dos jogadores que lhe aparecem à frente, juntando ao seu jogo uma qualidade de passe e de lançamento exterior de assustar qualquer equipa da NBA.

Já para não falar no futuro 6th Man of The Year, Jordan Clarkson.

Os Utah Jazz não construíram esta equipa do nada. Quinn Snyder, o grande obreiro deste arranque magnifico já tinha dado a entender que sabia qual o rumo que queria dar à sua equipa quando deixou Hayward sair.

Um momento que muitos fãs dos Jazz estranharam mas depois entranharam porque viram na sua equipa um conjunto capaz de vencer a qualquer conjunto e que, neste momento, é uma equipa que se fosse a finais de Conferência, conseguiria ganhar aos Lakers em 6 jogos. Fica aqui uma previsão ousada.


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