Top 10 nacional da natação em 2018

João BastosDezembro 31, 20188min0

Top 10 nacional da natação em 2018

João BastosDezembro 31, 20188min0
Último top do ano e, como não podia deixar de ser, este é com os 10 melhores nadadores portugueses no ano 2018

Os últimos dias de Dezembro são a altura ideal para recordar o ano que termina e fazer o balanço. O Fair Play faz esse exercício para a natação nacional e internacional e elege os 10 nadadores em maior destaque em cada categoria.


É o terceiro ano que fazemos este exercício e confessamos que – felizmente – cada vez é mais difícil. E é difícil porque em 10 lugares disponíveis não conseguimos incluir todos os nadadores portugueses que estiveram em destaque em 2018. Para ajudar na decisão criámos um sistema de pontuação que privilegia os resultados internacionais, seguindo-se os recordes nacionais estabelecidos durante o ano e, finalmente, o número de títulos conquistados.

Fique com o nosso top-10 de 2018, não sei antes recordar a lista de 2016 e 2017:

Top 10 da natação nacional em 2016

Top-10 nacional da Natação em 2017

10 – Victoria Kaminskaya (ESJB/Benfica)

2018 foi um ano de transição para Victoria Kaminskaya. A recordista nacional dos 200 e 400 estilos em piscina curta e longa e ainda dos 200 bruços em piscina longa mudou-se para o Benfica a meio do ano e nas duas competições internacionais em que participou este ano já estava integrada na equipa da Luz. Foram os Europeus de Glasgow e os Mundiais de Hangzhou.

E essa integração não está a correr mal, tendo em conta a meia final que alcançou nos Europeus na prova de 200 metros bruços. Durante o ano 2018, Victoria estabeleceu dois recordes nacionais seniores e absolutos (ambos nos 200 bruços em Glasgow – eliminatória e meia final).

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

9 – Ana Pinho Rodrigues (Sanjoanense)

Foi a nadadora que mais títulos de campeã nacional individual conquistou em 2018. Ao todo foram 11, mas mais importante que isso foram os três recordes nacionais absolutos e seniores que estabeleceu este ano: 50 livres em piscina longa, 100 livres e 100 estilos em piscina curta.

Ficou a faltar a participação numa competição internacional. Pode bem ser um objectivo para 2019. Os mínimos para os Europeus de Curta (sobretudo aos 50 metros livres) não estão longe!

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

8 – José Paulo Lopes (SC Braga)

O ano que agora termina assistiu à ascenção meteórica do agora sénior nadador do Braga. Houve vários momentos altos no ano de José Paulo, mas a prestação no Europeu de Juniores merece menção especial com as suas duas finais alcançadas. Foi 4º nos 200 estilos e 6º nos 400 estilos.

Mas não ficou por aí. Na última competição da temporada alcançou o seu primeiro recorde nacional absoluto, o histórico primeira sub-15 aos 1500 metros livres da natação portuguesa e adicionou ao currículo a participação nos Jogos Olímpicos da Juventude em Setembro passado. 2019 ainda não começou mas José Paulo já tem como certo que se vai estrear na selecção nacional absoluta, uma vez que já fez mínimos para os Europeus de Piscina Curta.

No total, em 2018 José Paulo estabeleceu 7 novos recordes nacionais de categoria e 1 recorde nacional absoluto.

Foto: Luís Filipe Nunes/FPN

7 – Miguel Nascimento (Benfica)

Depois de ter chegado aos seus primeiros recordes nacionais absolutos no final do ano passado, em 2018 já tomou claramente o gosto e foi neste ano o nadador masculino que mais recordes nacionais absolutos estabeleceu. Ao todo foram 5, todos nas distâncias de livres. O dos 200 metros livres em piscina longa e o dos 50, 100 e 200 (x2) em piscina curta.

No entanto foi na técnica de mariposa que veio a sua melhor classificação internacional. Foi semifinalista dos 200 mariposa nos Europeus de Glasgow classificando-se no 14º lugar.

Foto: FPN

6 – Gabriel Lopes (Louzan Natação)

Entre Miguel Nascimento e Gabriel Lopes os números não diferem muito. Gabriel estabeleceu menos um recorde nacional absoluto que Miguel (ou seja, 4), Miguel foi campeão nacional absoluto 4 vezes e Gabriel 3, ambos foram a uma meia final nos Europeus, mas Gabriel ganhou vantagem nas contas deste top ao apurar-se também para a meia-final do mundial de curta.

Gabriel bateu os recordes nacionais dos 50, 100 e 200 metros costas em piscina curta, foi à meia-final dos 200 costas no Europeu (e ainda ficou nos 16 primeiros nos 200 estilos, mas foi o terceiro português) e foi à meia-final dos 50 costas no Mundial.

2018 ainda fica marcado na carreira do nadador da Lousã como o ano em que nadou pela primeira vez abaixo dos 2 minutos nos 200 estilos.

Foto: Simone Castrovillari

5 – Tamila Holub (SC Braga)

2018 é o primeiro ano em que podemos fazer um top com a seguinte característica: os 5 primeiros desta lista foram finalistas numa grande competição internacional absoluta!

Tamila completou o seu primeiro ano civil completo a treinar nos EUA e recordará 2018 como o ano em que foi finalista europeia. Aconteceu nos 1500 metros livres, onde a nadadora do Braga conseguiu a segunda melhor classificação feminina de sempre de Portugal nuns Europeus de Piscina Longa. Foi 7ª classificada.

No que respeita a recordes nacionais foi mais comedida do que em anos anteriores e “apenas” estabeleceu um recorde nacional sénior nos 1500 metros livres no decorrer dos nacionais do Funchal.

Foto: FPN

4 – Alexis Santos (Sporting)

Está sempre nos lugares cimeiros dos tops anuais. Este ano participou nos Europeus de Glasgow à procura de fazer o mesmo que tinha feito há dois anos, ou seja, subir ao pódio. Não deu para repetir o feito, mas foi mais uma final adicionada ao seu vasto currículo, e mais uma vez nos 200 metros estilos. Foi 7º classificado.

Não foi nos Europeus mas Alexis conseguiu subir ao pódio numa prova internacional este ano. Foi bronze nos 200 estilos nos Jogos do Mediterrâneo.

Em 2018 Alexis estabeleceu dois novos recordes nacionais seniores e absolutos. Foi nos 100 metros estilos dando-lhe o acesso à meia final da prova nos mundiais de piscina curta e nos 50 costas em piscina longa.

Foto: FPN

3 – Diana Durães (Benfica)

Foi a líder do nosso top em 2017 e, de facto, o que fez no ano passado catapultou-a para outro patamar na hierarquia mundial, de tal forma que em 2018, nas competições internacionais em que participou, não conseguiu produzir os seus melhores tempos e mesmo assim conseguiu chegar a uma final e ficar à porta de outras duas.

Foi a 7ª melhor da Europa nos 400 metros livres (tal como Tamila Holub nos 1500 metros livres, a segunda melhor classificação de uma portuguesa em Europeus) e 9ª nos 800 e 1500 metros livres na mesma competição.

Em Tarragona, nos Jogos do Mediterrâneo, subiu ao pódio na prova de 400 metros livres para levar o bronze.

Apesar de não ter nadado no seu melhor nos Europeus e no Mundial, não foi por isso que Diana não teve um ano recheado de recordes nacionais. Foram 6 recordes nacionais seniores e absolutos com destaque para a barreira quebrada dos 16 minutos nos 1500 metros livres em piscina curta. Ela que só este ano começou a apostar nessa prova.

Foto: FPN

2 – João Vital (Sporting)

O nadador do Sporting teve um aproveitamento de 100% em 2018. Esteve em três competições internacionais e nas três conseguiu chegar à final dos 400 metros estilos – Jogos do Mediterrâneo, Europeus e Mundiais.

Foi de facto um ano fantástico para Vital que ficou a 1 décimo do recorde nacional dos 400 estilos em piscina curta e a 3 centésimos do mesmo recorde em piscina longa. Estará certamente nos seus planos para 2019.

Foto: FPN

1 – Ana Catarina Monteiro (Vilacondense)

Ana Catarina tão cedo não se esquecerá do ano 2018, o ano em que conseguiu o que há muito tempo perseguia: bater o recorde nacional dos 200 mariposa. Mas não ficou por aqui…fê-lo por 7 vezes este ano entre piscina curta e piscina longa!

Alcançou ainda as melhores classificações nacionais femininas de sempre quer nos Europeus (5ª classificada), quer nos Mundiais de piscina curta (6ª).

Também ela foi medalhada nos Jogos do Mediterrâneo conquistando a prata nos 200 mariposa apenas atrás da recordista do mundo da prova em piscina curta, Mireia Belmonte.

Em suma, 2018 foi um ano incrível para a vilacondense, mas pela evolução que teve ao longo do ano, parece ser apenas o prólogo para o que aí vem em 2019 e, sobretudo, 2020!

Foto: FPN

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